Amada pela escuridão

8 Esquecendo a realidade - parte I


Apertei a campainha do apartamento de Erick.

– Oi.- sorri, vendo ele abrir a porta.

– Oi, baby! – ele sorriu ao me ver, com a guitarra pendurada no pescoço.

– Está ocupado? – olhei a guitarra.

– Não mais. – Erick deixou a guitarra de lado. – Entre.

Entrei com passos lentos, enquanto ele fechava a porta.

– Como está? – perguntou.

E como um caminhão sem freio de novo, contei tudo o que tinha acontecido.

– Você sabe que ela merece muito mais que um livro na cabeça e eu sei que você quer mais que isso. – disse ele, firme.

– Eu não sei o que deu em mim... — lamentei.

Erick avançou, tampando minha boca com a mão, com o corpo contra o meu, me empurrando contra a parede.

– Não oprima seus sentimentos! – ele estava indignado. – Há uma bomba dentro de você. Uma força maior do que você pensa. – ele tirou a mão depois de alguns segundos.

– Sinto muito que eu jogue fragmentos dessa bomba sobre você. – suspirei.

– Shh... – Erick tocou meus lábios. – Vou te ajudar a lidar com isso. Uma hora isso vai acabar..

– Não sei se consigo... o colégio...

– Esqueça a realidade. – Erick pressionou meu corpo mais contra a parede. – Deixe que eu te faça esquecer. Sabe que eu consigo.

– Isso seria fugir. – falei, o abraçando.

– É preciso se afastar para atacar. – senti o hálito dele em meu cabelo. – Por um tempo. Liberte-se.

Eu senti um arrepio na espinha, seguido de um conforto incondicional. Erick me guiou até o sofá, servindo um vinho. Não me importava com qualquer coisa que acontecesse me sentia completamente livre com ele.

– Por onde vamos começar esse processo de esquecimento? — bebi o vinho de uma vez.

Ele caminhou até uma porta de vidro que não tinha notado e a abriu, revelando piscina funda e enorme cercada por um gramado.

– Que tal a piscina? – Erick bebeu todo seu vinho.

– Mas eu nem trouxe roupa nem nada.

– Vamos! Te empresto um roupão e uma blusa depois. – insistiu.

Caminhei até o lado de fora e encarei a piscina por um tempo. Erick tirou roupa ali mesmo, ficou de cueca. Me despi e fiquei só de peças intimas.

– No três! — avisou, pegando minha mão. – 1,2, 3!

Pulamos dentro d’agua deixando que a agua nos invadisse. Mergulhei algumas vezes para encarar o chão azul. Erick deu algumas braçadas ´por um tempo e depois caminhou com o corpo mergulhado, deixando a cabeça de fora, com os olhos borrados com a maquiagem negra encarando-me.

– Eu a desejo, Isabella. – sussurrou em meu ouvido.

Me arrepiei.

– Não resisto a você. – admiti.

Ele sorriu, me beijou, me envolvendo em seu transe. Mergulhou a mão, e a enfiou dentro da minha calcinha, dedilhando minha virilha.

Caminhamos para o quarto aos beijos, ele me empurrando Para cama, mordendo meu pescoço, ajudando um ao outro a ficar nu. Me controlava para não gemer, mas era impossível, ele ficava feliz com isso.

– Liberte-se. – sussurrou , enquanto gemia de prazer.

Eu me deliciava com cada movimento, toque, gemido, penetração, mesmo que fosse um pouco doloroso, enquanto nós nos devastávamos, desejava que aquilo não acabasse.