Além do Tempo
4 O Solstício de Inverno - Capítulo 4
Notas iniciais
Além do Tempo
O Solstício de Inverno — Capítulo 4
Aioria sentia uma sensação estranha enquanto beijava o rapaz desconhecido, era uma sensação de reencontro, era a sensação de enfim voltar para casa depois de muito tempo vagando pelo mundo.
Foi tirado dos seus devaneios por Shaka que o empurrou.
— Não devia ter feito isso! — O escravo falou sério.
— Quem é você? Por que sinto que o conheço? — Aioria perguntou, perdido naqueles olhos azuis.
— Não me conhece senhor, sou apenas um escravo, e não deveria estar aqui na rua... principalmente sendo desrespeitado por um forasteiro. — Shaka respondeu com seu jeito altivo se afastando do homem a sua frente.
Aioria, contudo, o segurou pelo pulso antes de perguntar: — Me diga seu nome, somente o nome da criatura mais linda do mundo, diga para que eu possa dizer seu nome enquanto sonho com você.
Shaka tentou não sorrir enquanto se afastou e falou antes de seguir seu caminho: — Shaka.
Aioria sorriu e se encostou em uma parede vendo o loiro sumir de vista, o que eles não sabiam é que estavam sendo observados
Em Gonda nada passava despercebido.
ooOoo
Camus estava sentando abraçado às pernas em sua cama no quarto em que Radamanthys o mantinha preso.
Tinha poderes para fugir, poderia congelar tudo a sua volta, mas não podia fazer isso, não sem estar com Hyoga em seus braços novamente.
Seu filho tinha apenas três anos mortais quando o tirano o sequestrou. Camus jamais se perdoou por ter perdido seu pequeno.
Tanta coisa havia acontecido, quando pensou que teria paz, que finalmente seria feliz, pois sabia que seu amor já havia renascido, tudo aconteceu e Radamanthys apareceu em sua vida para fazê-lo lembrar que não tinha direito à felicidade.
Suas lembranças começaram a vagar por um tempo distante, um tempo que era inocente e achava que a felicidade era para ele também...
... Cento e cinquenta anos antes...
— Vamos, Camus, precisamos nos apressar! Vamos! — Shaka pedia afoito.
Ele e Camus finalmente sairiam das terras dos elfos do Norte Delmare, iriam comemorar o Solstício de Inverno, e seu povo comemoraria essa data com os mortais das florestas. Camus e Shaka nunca tinham estado fora de Delmare, e nunca haviam visto os mortais de perto, sabiam que eram criaturas complexas e tinham muito a ensinar apesar do pouco tempo de vida.
— Calma, Shaka, já estou indo. — O jovem Camus respondeu terminando de se arrumar, aquela era uma data importante e ele faria as refeições com seu pai o grande Crystal senhor de Delmare do Norte.
Os jovens correram pelos terrenos de Delmare, um lugar de beleza ímpar, toda a arquitetura era com base em cristais de gelo, muitos poderiam considerar um lugar frio, mas o clima ali era sempre ameno.
Havia água em abundância correndo pelos terrenos, todo o castelo era decorado com cristais assim como as casas do reino.
Shaka, do mesmo modo que Mu, eram primos de Camus, eram da linhagem dos elfos da vida e os de sua linhagem regiam a vida de todo eco sistema, Shaka estava ali para o solstício de Inverno, tanto quanto Mu, mas o elfo de cabelos lilases não participaria das festividades na floresta, ainda não tinha idade para isso.
— Vamos, seu pai o espera. Não é educado se atrasar. — Shaka falou mais uma vez enquanto corriam para o salão real.
— Shaka, não é educado chegar esbaforido a presença do Rei, isso sim. — Respondeu Camus antes de alçarem a porta, e com um inesperado baque anunciarem suas presenças.
Todos olharam para as portas e para os jovens que ali estavam parados com expressões assustadas.
Degel, irmão mais velho de Camus, os olhou com reprovação, o Rei, no entanto, estava com seu melhor humor, e sorrindo os chamou. — Camus, Shaka! Finalmente! Venham, sentem aqui ao meu lado.
Os jovens sentaram um de cada lado do Rei.
— Então, preparados para as festividades? É um grande passo para vocês, uma transição para a vida adulta.
Os jovens escutavam as palavras do Rei atentamente.
Estavam presentes naquela reunião real a soberana de Asgadil, Hilda, junto com sua filha Flyer, seus primos Surtr e a pequenina Simnone.
Surtr se encantou com a beleza de Camus.
— Então, esse será o primeiro festejo de Solstício de Camus e Shaka? É uma honra participar deste momento. — Hilda comentou.
Mu, que estava na outra ponta da grande mesa, fez uma careta para os primos.
ooOoo
— Ah! Crystal! Não entendo sua mania de confraternizar com os mortais. Onde já se viu festejar o solícito junto com mortais, uma cerimônia sagrada dos elfos? — Hilda questionava, ela não gostava de se misturar aos mortais. Em seu reino Asgadil era proibido a entrada de mortais, assim como nas terras de fogo do sul de Muspelheim, onde morava seu primo Surtr.
— Ora, Hilda, não vejo problemas em dividir nosso vinho e nosso pão com os mortais, alguns deles são criaturas fantásticas. — Crystal respondeu brando.
— Há inveja no homem, corrupção, o mal é tão fácil de se instalar naqueles corações. Como pode coloca-los seus próximos a tais abominações? — Retrucou a mulher.
— Não posso deixar meu povo viver numa bolha de proteção, Hilda, todos devem conhecer o homem, saber que alguns são capazes de atos sublimes, enquanto outros são capazes dos mais abomináveis atos de crueldade, muitas vezes só por prazer. — São criaturas impressionante... os mortais.
Continuou Crystal falando de seu encantamento pela raça humana.
— Que seja, Crystal, faça como quiser. Mas eu gostaria de falar com você sobre outro assunto. — Continuou a mulher.
— Diga, minha querida, sou todo ouvidos.
— Acho que deveríamos unir nossas famílias, temos que manter a linhagem real dos elfos. — Sugeriu Hilda.
— Um casamento? — Crystal perguntou sorrindo. — Minha querida, nada me deixaria mais feliz que unir nossas famílias, mas Degel já tem compromisso.
— Me refiro ao jovem Camus. — Hilda esclareceu.
— Sua filha Flyer é linda, um tesouro do céu, mas meu Camus me revelou que não tem atração por fêmeas, meu filho prefere os rapazes. — Crystal revelou naturalmente as preferências do filho mais novo.
Diferente dos mortais os elfos não precisam de espécimes diferentes para se reproduzirem, macho e fêmea, dois elfos machos, ou duas fêmeas podem gerar filhos, há casos de elfos que geram seus filhos sozinhos em comunhão com a natureza.
Hilda sorriu ao saber de tal informação, — Nosso primo Surtr me revelou estar encantado com a beleza de seu filho, essa admiração pode se tornar algo mais, o que acha?
— Hilda, minha irmã, eu ficaria extasiado se meu Camus se encantasse por nosso estimado Surtr, mas não forçarei compromisso. Nossa vida já é demasiada longa, passar os dias com alguém que não se ama seria um martírio. Eu jamais faria meu filho passar por isso.
— Crystal, fala como se não se importasse com sua linhagem, daqui a pouco terá seu filho dormindo com algum mortal pelas moitas da floresta e vai achar isso a coisa mais linda do mundo! — Soltou ríspida a elfa.
— Meu filho jamais dormiria com reles mortais, não creio que nenhum mortal esteja a altura de Camus. — Defendeu Crystal irritado.
— Pretende festejar o solstício com os mortais, sabe que o sexo é parte das festividades, quando o Divino se manifesta, Camus é jovem, e se ele se encantar por algum roceiro mortal? Não percebe o perigo? — Tentou esclarecer a sobrena de Asgadil.
— Hilda, é natural que se comece a vida sexual nos solstícios, muitos elfos só copulam nestas datas não vejo por que tanto alarde em torno disso. Confio no bom gosto do meu filho sei que Camus jamais olharia para um mortal, mas conversarei com ele, vou sugerir que ele olhe para Surtr com outras perspectivas e diga ao nosso primo que se faça presente nos festejos. — Informou Crystal antes de se retirar.
Hilda observou seu irmão se afastar com raiva no olhar, Crystal não valorizava o sangue nobre e aquilo seria a desgraça de sua casa.
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— Não acredito que vocês vão ter coragem de fazer isso. — Mu dizia envergonhado.
Camus e Shaka riam do jeito do amigo.
— É natural, Mu solstício é época de espalhar amor, felicidade e fertilidade. — Camus falou simplesmente, não via qual problema em seguir os rituais dos dias de festa, nunca havia estado com ninguém, mas se essa era a tradição, ele a seguiria. Na verdade estava sim animado para descobrir os segredos do sexo.
Shaka sorriu e provocou o mais novo. — Você diz isso porque não tem idade ainda para aproveitar as festividades.
— Shaka fala como se fosse bem experiente, sabemos que nunca esteve com ninguém também. — Mu falou acusatório.
— Mu, não fale como se fôssemos fazer algo errado, não é assim, faremos pelo sagrado. União, amor, fertilidade... essas coisas. — Camus foi quem respondeu ao amigo.
Mu ficou olhando para ele antes de revelar algo que tinha escutado pela manhã. — Camus, você sabia que o Surtr gosta de você?
O ruivo franziu o cenho e olhou para seu primo mais novo. — De onde tirou isso?
— Escutei Hilda falando, ela quer que você firme um compromisso com ele, para "Manter o sangue puro". — Mu falou limitando o jeito arrogante da tia.
Shaka e Camus sorriram com a imitação perfeita de Mu.
— Não quero me casar com o Surtr! — Camus falou categórico.
— Tio Crystal jamais o obrigaria a nada. — Shaka falou tentando acalmar o coração do amigo.
Neste momento Degel apareceu interrompendo a conversa. — Camus Vossa Majestade quer vê-lo.
— Por que anuncia assim "Vossa Majestade" e não o “papai quer vê-lo”? — Camus perguntou irritado com o jeito do irmão.
— Porque muito provavelmente quem irá conversar com você será o Rei e não o pai. — Degel explicou o óbvio.
Camus girou os olhos e olhou para seus primos antes de ir ter com o pai, ou melhor, com o Rei.
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— Olá, Camus, que bom te ver aqui caminhando. — Surtr falou interpelando Camus enquanto este estava indo ter com o Rei.
— Não estava caminhando, Surtr, eu estou indo ver o Rei. — Camus respondeu sem emoção.
— Ah! Sim, entendo. — Está ansioso para as festividades? — Tentava puxar assunto o elfo do fogo.
— Na realidade, não. — Mentiu Camus, ele estava sim, muito ansioso com a chegada do solstício, mas jamais revelaria isso a alguém, principalmente a Surtr. Não queria vínculos com ele, alguma coisa o alertava para se manter longe.
— Hum, certo e... — Surtr começou, mas foi cortado por Camus.
— Surtr, com licença, o Rei me aguarda. — Dizendo isso o Camus acelerou o passo e entrou no castelo de cristal.
No salão Camus encontrou o Rei sentado em seu trono, ele sorriu para o filho.
— Camus, venha vamos conversar um pouco. — Crystal levantou e abraçou o filho, convidando-o para os jardins.
Apesar do lugar ter aparência fria o clima ali era bem ameno e as flores de inverno ali nasciam durante o ano todo.
— Camus, sabe como funcionam as festividades do solstício de Inverno, não sabe?
Corando um pouco antes de responder, Camus assentiu com a cabeça. — Sim sei.
— Filho, o Sagrado agirá por você, é uma festa de iniciação, de celebração à fertilidade, de celebração à vida. — Explicava o Rei ao seu filho.
Camus prestava atenção a tudo com seus olhos sempre sedentos de informação.
— Um amor que nasce eleito pelo sagrado durante o solstício é eterno e verdadeiro, não acontece sempre, mas você pode ser tocado pelo amor. — Continuava o Rei.
— Acha que pode acontecer comigo? — Perguntou Camus.
— Esteja atento a sua volta, quem sabe o amor não o visite? — Crystal falava pensando em Surtr, afinal tinha dado a dica para que Hilda o fizesse ficar próximo a Camus nas festividades, mais que isso não poderia fazer e ser mais explícito neste momento faria seu filho recuar e poderia colocar tudo a perder.
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— Está ansioso para as festividades do solstício? — Aioria perguntava a seu primo Milo. Ambos eram guardiões da floresta, trabalhavam para manter o equilíbrio e a paz nos cantos da terra.
Peritos em batalhas em manuseio de espadas, arco e flecha, lutas corporais os guardiões eram escolhidos pelos elfos para tal posto levando sempre em conta o coração nobre, a índole, e o caráter.
Ser um guardião era a maior dádiva dada pelos elfos a um mortal.
— Vamos ver os elfos! — Milo disse sorrindo.
— Acho que eles não ficarão próximo a nós, com sorte veremos alguns elfos sim. — Aioria comentou.
Tanto Milo, quanto Aioria já haviam estado com Crystal e alguns outros elfos que cuidavam da segurança, mas ainda assim era raro ver as criaturas saindo dos limites de Delmare, por este motivo o solstício de inverno era tão esperado, pois todos sabiam que Crystal o soberano de Delmare permitia que os elfos celebrassem as festividades junto com os mortais.
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O grande dia das festividades chegou, Milo e Aioria tinham que provar seu valor para ter a honra de participar das festividades junto aos elfos.
Assim, eles participaram do desafio da caça à lebre, onde eles tinham que, individualmente cada um a seu modo, capturar as belas e velozes lebres da floresta.
Capturar, não matar! Os elfos jamais permitiram que a vida de seres da floresta fosse tirada apenas por diversão.
Não era um trabalho fácil visto que as lebres eram extremamente velozes e ágeis, mas também não era tão difícil para os guardiões que, em seu dia a dia, lidavam com desafios muito maiores, porém grande parte da população das vilas foi barrada daquele local e reconduzida a outro, onde não teriam a presença dos elfos, no entanto poderiam aproveitar e festejar a data como todos os outros.
Não era preconceito contra os mortais, bom talvez não só o preconceito. Os elfos são criaturas divinas, muitos não gostam de lidar com mortais por não os acharem dignos de tal pureza de espécie.
Milo e Aioria estavam tomando o vinho élfico, nada do que já provaram na vida se igualava àquele sabor.
Forte, e ao mesmo tempo suave, o sabor era único.
Os amigos estavam de pé e conversando quando viram os elfos se aproximando, Milo falou encantado.
— Veja, Aioria... são os elfos! Como são lindos...
Camus e Shaka vinham montados em cavalos, por serem nobres tinham uma posição de destaque sobre os demais, contudo os elfos súditos e sua realeza, eram iguais em beleza e classe.
Afrodite, Mime, Misty, Sigmund — que era irmão do marido da Rainha Hilda — vinham caminhando entre outros elfos divertidos.
Logo atrás vinha Surtr, a contragosto por estar se juntando às festividades onde estariam presentes os mortais, ele apenas aceitou ir por insistência de Hilda, que sugeriu dizendo que o Divino se manifestaria no solstício e um amor que nasce no solstício é eterno, logo se Camus o escolhesse para se unirem nesta noite eles poderiam ficar juntos para sempre.
Mime tocava sua harpa fazendo uma doce melodia pairar sobre todos.
Milo olhou para Camus que dançava, e ficou encantado com a beleza do elfo como se estivesse enfeitiçado sentou-se próximo à fogueira o observando encantado.
Aioria ao ver Shaka, também dançando ao lado do elfo de cabelos vermelhos, ficou hipnotizado com a beleza do elfo de longos cabelos loiros, o mortal se aproximou e também sentou em frente à fogueira com os olhos fixos no elfo loiro.
Camus estava feliz e dançava graciosamente em volta da fogueira, seus olhos capturaram os orbes azuis brilhantes de Milo sobre sí, percebendo que era atentamente observado, olhou nos olhos de Milo e então, por um motivo que não sabia explicar, começou a dançar para ele.
Ao som da harpa de Mime e de outros elfos Camus, Shaka, Afrodite entre outros dançavam. Camus usava vestes brancas, e alguns acessórios em prata, e fazia flocos de neve cairem lentamente sempre com os olhos fixos em Milo.
Shaka do outro lado dançava da mesma forma com os olhos fixos em Aioria.
Uma luz começou a rodear o local circulando entre os elfos e os mortais presentes, a música aos poucos foi mudando e os que dançavam faziam movimentos muito mais sensuais, o Divino se fazia presente, os pares para a cerimônia da fertilidade, da vida e da prosperidade aos poucos se encontravam.
Surtr olhava fixo para Camus, que encarava o jovem a sua frente, ignorando a presença do outro, Surtr tentou se aproximar, mas foi impedido pelo círculo de energia que girava em volta de Camus e Milo, igualmente como era com outros pares.
Surtr olhou para Camus e viu que seus olhos brilhavam, o Divino estava presente, olhou para o rapaz a quem Camus escolhera e viu que ele também tinha os olhos brilhantes.
Olhou em volta e viu que o Divino havia se manifestado em outros ali, mas não nele, — Maldito seja! — Praguejou antes de pegar seu cavalo e voltar para Delmare.
Camus esticou o braço para Milo o chamando, o guardião levantou e deu a mão ao elfo que o levou para um tenda preparada unicamente para este momento de união com a graça do Divino.
Uma vez lá, Camus tirou a túnica ficando completamente nú.
Milo se aproximou e acariciou o rosto do elfo com carinho, e o beijou com possessividade segurando firme sua cabeça o trazendo para junto de seu corpo já aceso.
Milo despiu-se e voltou a beijar o ruivo, deitando-o sobre as almofadas, beijando seu corpo e colocando o sexo do elfo na boca, o fazendo gemer.
— Haang!
Milo sentia que algo tomava conta de seu corpo, sentia a energia do Divino, sentia que estava ali, mas se sentia diferente, talvez mais poderoso que nunca.
Olhou para o jovem a sua frente, virgem, pois os elfos que dançavam juntos nas fogueiras do solstício eram sempre intocados e estavam ali para dar sua virgindade ao Divino.
Se sentindo poderoso como nunca, o guardião parou a felação escutando um lamento do elfo deitado a sua frente, Milo sorriu com isso e o virou de bruços o deixando de quatro, beijou as costas do elfo que tinha um delicioso perfume floral, massageando as nádegas dele, Milo as abriu com as mãos revelando o botão lindo e rosado, o loiro não se fez de rogado e passou a lamber aquela região, arrancando mais gemidos do elfo.
Milo lambeu os dedos e começou a preparar Camus para recebê lo, aquela criatura divina jamais deveria sentir dor.
Camus gemia de prazer, nunca em sua vida tinha experimentado tamanho prazer.
Se posicionando atrás do ruivo, Milo começou a penetração torturantemente lenta e única, sentiu seu membro invadir o canal quente e estreito do elfo, um prazer único que só o Divino poderia proporcionar.
Camus não sentiu dor alguma ao ser invadindo pelo guardião, tudo era somente prazer, e pelos deuses ele havia feito a escolha certa, havia tanto carinho e devoção nos toques do guardião que o elfo se derretia em deleite.
Assim que Milo sentiu ser totalmente abrigado por Camus, ambos gemeram de prazer, Milo beijava as costas de Camus quando percebeu que o elfo fazia movimentos com o quadril sinalizando que queria mais, então passou a estocar com vigor segurando as ancas do ruivo.
A tenda estava imersa em luzes sinalizando que o Divino estava presente.
Milo saiu de dentro de Camus fazendo este lamentar em expectativa, em seguida ele o virou de frente voltando a estocá-lo vigorosamente, porém agora tomava seus lábios em beijos quentes e cheios de paixão.
...
Em outra tenda Shaka cavalgava sob o membro de Aioria que estava hipnotizado, tamanha a beleza do elfo a sua frente.
Shaka era um elfo da vida, sua tenda assim como a de Camus, estava repleta de energia e das mãos de Shaka fluía energia de fertilidade, da vida, energia essa que revigorava quem fosse tocado por ela.
Aioria puxou o elfo para um beijo urgente e o abraçou, estocando com mais vigor arrancando gemidos de Shaka entre beijos.
Quando ambos estavam perto do orgasmo, a luz do Divino se intensificou, quando ambos atingiram o orgasmo a luz brilhou forte na tenda e Shaka caiu sem energia nos braços de Aioria que o acolheu em seu peito, e os dois dormiram em seguida, exaustos.
ooOoo
Milo sentiu as luzes da manhã entrando pelas frestas da tenda, olhou em seus braços o elfo mais lindo que já vira na vida, sorriu agradecido por ter sido escolhido pelo elfo, esticou a mão para pegar algumas folhas de hortelã de seus pertences para mascar e tirar o mal hálito da manhã.
Ficou sentindo o perfume floral dos cabelos ruivos e voltou a abraçar aquele ser de forma possessiva.
Camus despertou lentamente sentindo os braços fortes em volta de si, olhou em volta e lembrou-se do Solstício, o Divino se manifestara nele, então lembrou do belo rapaz, o guardião da floresta, virou-se para olhar o rosto do rapaz e encontrou os orbes azuis como um dia de sol, o encarando.
— Bom dia! — Falou Milo.
Camus sorriu pra ele e respondeu. — Bom dia!
— Você está bem? — Quis saber Milo, preocupado com o bem estar do elfo.
Camus pensou antes de responder, — Estou ótimo. — Precisamos ir embora. — Camus falou sem convicção.
— Por quê? — Milo perguntou.
— Porque não podemos passar o dia todo aqui. — Respondeu Camus, como se fosse óbvio.
— Quem disse? Acho que podemos passar o dia todo aqui, acho que podemos nos conhecer, nem ao menos sei seu nome. — Argumentou Milo.
Camus sorriu mais uma vez, era fácil sorrir para aquele homem, antes de responder. — Camus.
— Oi?
— Camus é o meu nome, e o seu? — Foi a vez de Camus perguntar.
— Milo, Milo o guardião da floresta. — Respondeu Milo.
Camus se sentia bem ali ao lado de Milo, mas a responsabilidade o chamava à realidade. — Precisarmos ir, Milo, Guardião da floresta!
— Não, Camus, não precisamos. Podemos ficar aqui e aproveitar mais o dia. — Milo sugeriu.
— Aproveitar o dia? Como? — Perguntou inocente.
— Assim — Respondeu Milo o beijando apaixonadamente.
Camus correspondeu ao beijo, na noite anterior ele se entregou a Milo possuído pelo Divino, será que deveria permitir que um simples guardião possuísse o Príncipe das Águas e do Gelo?
Enquanto pensava se deixaria ou não ser tocado pelo guardião, Milo começou a lamber seu pescoço, e as mãos ágeis do loiro passeavam pelo corpo de Camus, que se excitava cada vez mais aos toques dele.
Milo deitou entre as pernas de Camus, fazendo suas ereções se chocarem e ambos gemeram com o toque.
Camus estava certo de um coisa: Não tinha a menor vontade de sair dos braços de seu guardião.
ooOoo
Em outra tenda, Shaka despertou tentando identificar onde estava, viu que estava deitava no peito forte do rapaz loiro, um mortal!
Ele levara um mortal para a tenda? O Divino escolheu esse rapaz? Por qual razão?
Jamais saberia responder, então se levantou e começou a vestir suas roupas.
Neste momento Aioria acordou e ficou observando o elfo, tinha sorte ser escolhido por aquele ser iluminado, era um presente dos deuses.
— Tá cedo, fique mais um pouco. — Falou o guardião.
Shaka sem se abalar, e com sua característica arrogância, respondeu. – Mortal, acho que já teve mais do que merecia e um dia poderá contar aos seus netos que passou a noite do solstício com um elfo.
Aioria sorriu ante a arrogância do elfo, cruzou as mãos atrás da cabeça e, completamente nu, passou a observar o elfo se vestir.
Shaka olhou o guardião pelo canto do olho, sentia que era observado, vendo aquele homem forte e viril nu, sentiu uma pontada no baixo ventre, mas jamais se deitaria com um mortal, o que aconteceu na noite passada foi obra do Divino, não uma escolha dele.
Foi em direção à saída da tenda e falou. — Aproveite a vida, rapaz.
Como um felino que aguarda o momento certo para dar o bote, Aioria pegou Shaka e jogou sobre as almofadas.
— Ei! Como se atreve? — Shaka tentou falar, mas foi calado com o beijo mais ardente e vigoroso de sua vida, deveria lutar para sair dos braços do mortal, porém sentindo aqueles braços fortes em volta de si perdeu toda a convicção e aceitou o beijo, puxando Aioria para si.
Separando os lábios, Aioria falou baixo com a voz rouca. — Eu sou Aioria, guardião da floresta e você saberá onde me achar.
Shaka se soltou dos braços dele e respondeu. — Jamais irei procurar um guardião.
— Ao menos me diga seu nome, para que eu possa chama-lo durante meus sonhos. — Aioria pediu.
Da saída da tenda o elfo sorriu e falou antes de virar as costas: — Shaka.
Aioria se jogou nas almofadas e repetiu o nome com um sorriso nos lábios. — Shaka!
Abraçou a almofada onde o elfo dormira e ficou sentindo o perfume dos seus cabelos.
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