Além do Tempo

1 Entre Guerreiros e Elfos - Capítulo 1


Notas iniciais
Olá pessoal!!!

Aqui está meu novo trabalho e eu estou muito empolgada com ele, uma fic de época e fantasia.

Algo novo pra mim, espero que gostem dele o tanto que eu estou gostando de escrevê-la.

Chega de papo! Vivi muito obrigado pelo carinho e dedicação em betar minhas fics, ouvir minhas sandices e tudo mais. Valeu!!!

Além do Tempo – Entre Guerreiros e Elfos

Capítulo 1

— Ele está tomando todas vilas e reinos, aquele maldito! – Falava Saga, o Rei de Gale reunido com os seus melhores soldados e generais. Alguns ali vieram de tribos devastadas pelo tirano Radamanthys, Rei de Gonda.

Saga reuniu seus principais guerreiros, Milo, Aioria, irmão de seu amante Aioros, além de Aldebaran, Shura e Máscara da Morte que eram guerreiros de tribos devastadas pelo tirano Radamanthys.

— Aquele maldito! Dizem que ele serve ao Deus Hades, o Deus da Morte. — Comentou Aioria impressionado.

— E nós somos protegidos por Athena, Deusa da Sabedoria e da Guerra, ele não vai nos derrotar! — Respondeu Milo com fervor.

Estamos na antiga Grécia, onde os povos se dividiam entre tribos, ilhas e reinos. Saga era o soberano de Gales, um dos maiores e mais prósperos reinos daquela época.

Seu pai o Rei Deferos morrera em batalha contra Radamanthys há cinco anos, seu reino saiu vitorioso daquela batalha, porém perdera o seu soberano.

Saga foi coroado Rei e sempre teve o respeito e a aprovação de seu povo, pois era um homem gentil para com os humildes, além de ser um excelente general nas batalhas.

Mas os tempos mudaram, Radamanthys estava conseguindo tomar os reinos vizinhos, havia devastado várias vilas, muitos inocentes pereciam em suas mãos, corria a lenda que Radamanthys tinha poderes sobrenaturais, que havia se tornado uma espécie de Deus do Gelo, muitos soldados foram congelados em campo de batalhas, ou morriam congelados com um frio que lhes surpreendiam nas madrugadas.

— Eu já o vi lutar e sei que ele não possui poder algum, existe algo novo, talvez um feiticeiro que o sirva. — Comentou Aiorios sábio.

— Há um rapaz com ele nas batalhas, um amante, ou um escravo não sei ao certo, dizem que Radamanthys o mantém preso junto a si, mas tenho quase certeza de que esse rapaz é a chave dos poderes do miserável! — Falou Máscara da Morte, ninguém sabe seu nome de batismo, somente se sabe que Radamanthys destruiu sua vila e matou toda sua família bem como sua esposa Helena e seus filhos, desde então ele jurou vingança ao tirano e seus aliados, e nos campos de batalha ele arranca a face de seus oponentes, dizem que ele faz isso porque foi o que fizeram com sua esposa e seus filhos. Máscara da Morte jurou que nunca mais amaria mulher alguma.

— Precisamos ir até ele, matá-lo! — Bradou Milo passional.

— Não, Milo! Não podemos atacá-lo assim de frente, seríamos dizimados! Precisaremos ter cautela. — O Rei Saga foi quem falou.

— Ele está organizando os jogos para diversão do seu povo. — Disse Shura.

— Jogos? Um banho de sangue sem limites, eles jogam os escravos aos leões, ou os usam como gladiadores! Alguns pobres coitados que nem ao menos conseguem segurar uma espada! — Comentou Aldebaran irritado.

Aldebaran já ganhou a vida como gladiador e sempre foi dos melhores, se juntou ao exército de Saga quando sua ilha foi dizimada pelo tirano.

— Me fale mais sobre estes jogos, Shura. — Pediu o Rei Saga.

ooOoo

— Está tudo pronto, meu senhor, a arena está lotada, todos o aguardam. — Comunicava Zeros, o lacaio do soberano de Gonda.

— Ele já está pronto? Tragam-no até mim. — Ordenou Radamanthys.

— Sim, meu senhor, ele está pronto, lindo como o de costume, está um pouco arisco e perguntou de seus lacaios pessoais. — Respondeu o servo.

Radamanthys sorrindo malicioso ordenou, — Ele está arisco? Pois logo o amansarei! Ande verme, traga-o a minha presença agora!

Fazendo uma grande reverência o lacaio foi atender ao pedido do amo.

Radamanthys sentou em seu trono adotando uma postura firme.

Logo os portões da sala real foram abertos e dois soldados escoltavam um jovem de tez branca como a neve e cabelos vermelhos como o fogo, os fios eram repicados na frente e caíam compridos por seus ombros, emoldurando seu belo rosto. O jovem estava vestido como os gregos, em uma túnica branca de linho fino, suas pernas estavam à mostra, enfeitado com joias, pulseiras e correntes que davam mais atenção àquela bela e exótica figura.

Não que o rapaz precisasse de artifícios para ser bonito, seu rosto era lindo, os olhos de um mel avermelhado que se confundiam com seu cabelo, sua boca era fina e suculenta tinha um tom vermelho que os que a encaravam não acreditavam ser natural, tamanha era a sua beleza.

Mas poucos saibam: Ele era um elfo!

“Uma criação dos deuses!” O povo falava sobre sua pessoa.

O jovem mantinha seu rosto sério, sem emoção, quem o visse acharia até que ele estava entediado, mas Radamanthys sabia que aquilo era apenas o seu jeito de proteger-se.

Aquele rapaz era o desafio diário do tirano, apesar de ser um escravo o soberano de Gonda o tratava como um nobre, isso quando estavam no sigilo do castelo, se Camus fosse mais gentil teria o Rei aos seus pés, mas a indiferença com que o escravo o tratava o matava por dentro, então Radamanthys usava de todos os meios para humilhá-lo perante o reino.

Radamanthys precisava dos poderes de Camus, o tinha como escravo, mas jamais conseguiu tê-lo como amante, mas fazia com que todos no reino achassem que sim, todos pensavam que ele sodomizava o belo rapaz todas as noites.

Camus só saía do castelo ao lado de Radamanthys.

Os soldados o deixaram com o Rei, e fazendo uma reverência se retiraram.

— Como vai, meu belo? — Perguntou o Rei ainda sentado em seu trono.

— Onde estão eles? — Camus perguntou sério sem responder a pergunta do Rei.

Radamanthys balançou a cabeça negativamente, — Tsc Tsc tsc, você vai aprender a respeitar seu soberano, Camus, ajoelhe diante do Rei, vamos.

— Você não é meu Rei! — Camus falou abusado.

— Tão belo, mas tão arisco, não é? Vou acabar com sua empáfia hoje mesmo.
— O tirano falou de pé rodeando o rapaz e acariciando seu corpo com mãos fortes. — Ainda vou te tomar para mim. — E ao dizer essas palavras agarrou o jovem por trás cheirando seus cabelos lisos.

— Sabe que o dia que fizer isso perderei meus poderes, e não terei mais serventia para você. — Falou Camus sem se mexer, indiferente às carícias do Rei.

— Um dia não terei mais reinos para conquistar, e quando esse dia chegar você será meu. — Sentenciou Radamanthys roçando seu falo ereto no escravo.

Camus nada falou, apenas pediu em silêncio para os Deuses que este dia nunca chegasse.

— Mas enquanto esse dia não chega vou exibi-lo como meu para o povo. — Radamanthys falou pegando uma coleira e colocando no pescoço do jovem. Camus manteve sua expressão fria.

ooOoo

— Uau! Eu nunca tinha estado aqui! — Comentou Aioria que estava com seus amigos em meio a multidão que se espremia nos portões das arenas de Gonda. Estavam Aioria, Milo, Aldebaran, Máscara da Morte, o Rei Saga os mandou afim de sondar sobre os poderes de Radamanthys, e também tentar encontrar uma forma de o derrotar.

Aioria e Milo foram criados em Gale, Milo era primo do Rei os dois eram excelentes guerreiros e ajudaram Saga defender suas terras inúmeras vezes, Saga escolheu o quarteto, por confiar na fidelidade deles e por nenhum jamais ter lutado contra Radamanthys diretamente, sendo assim não corriam o risco dos soldados do tirano os reconhecerem.

Aldebaran dos três era o único que já havia estado naquela arena antes e por este motivo era o menos deslumbrado do grupo. — Lembrem-se nada de chamar a atenção para nós, vamos tentar passar despercebidos, sim?

— Passar despercebidos com um cara de dois metros de altura e puro músculos andando com a gente? Acho que vamos conseguir. — Rebateu Milo sorrindo irônico, e Aioria o acompanhou.

Os amigos conversavam sobre suas impressões do reino inimigo, assim que chegaram aos seus lugares os olhos de Milo encontraram ao longe a figura do Rei tirano sentado em seu trono, seus olhos seguiram para o belo rapaz que estava sentado aos pés do Rei.

O jovem além de muito belo, trajar vestimentas nobres, e estava coberto de joias, mas o que mais impressionou Milo é que o rapaz estava preso com uma coleira no pescoço, como se fosse um animal de estimação.

Milo não conseguia tirar os olhos do belo jovem, e como se seu olhar tivesse uma força magnética o ruivo se levantou e olhou na sua direção, mesmo estando entre a multidão, Milo sentia que o homem dos cabelos de fogo o encarava longamente.

Ficaram assim se medindo de longe, se reconhecendo como duas almas que se reencontram, Milo sentia seu coração bater mais forte, talvez o ar tivesse parado de circular ali.

Camus que sempre matinha no rosto uma máscara de tédio agora olhava para o rapaz, o reconhecendo em seu coração.

Radamanthys percebeu que escravo olhava fixo para os portões, mas a multidão que se aglomerava ali o impedia de saber o que seu ruivo contemplava com tanta atenção. Irritado o puxou pela coleira fazendo Camus se desequilibrar e cair aos seus pés.

— Não quero que gaste seus belos olhos encarando essa multidão de desgraçados. — Falou o Rei possessivo.

— Estes desgraçados são seu povo, cabe a você tirá-los dessa condição. — Respondeu Camus com um tom irritado, durante todo o tempo em que o Rei o fizera de escravo essa foi a primeira vez que Camus falava com aquele tom para com o soberano.

Radamanthys apenas sorriu cínico

Milo, que teve o contato com o ruivo quebrado após a atitude rude do tirano, fechou a mão com raiva. — Maldito seja esse tirano, maltratando esse anjo.

— Que anjo? — Perguntou Aldebaran alheio ao momento único que o amigo vivenciara a pouco. – Milo, sem alarde, vamos nos manter quietos sem chamar a atenção.

Todos estavam tomando seus lugares nas arquibancadas da arena quando Radamanthys levantou de seu trono e falou para a multidão a frente, sem perceber que Camus ainda olhava para Milo, e este o encarava de volta.

Para os dois era como se não houvesse multidão, como se não houvesse distância, Milo poderia dizer que era capaz de sentir até o cheiro amadeirado que pertencia apenas ao ruivo, ele tentou esticar o braço para alcançar o belo rapaz, mas então foi sacudido pelo amigo Debas.

— Seu retardado, falei “sem alarde”! Tá sonâmbulo agora? Acorda Milo! Você tá estranho.

Milo foi tirado do transe, ele olhou em volta tentando se situar de onde estava, quando perceberam que as portas da arena foram abertas e ao lado um gladiador com mais de dois metros de altura gritava girando sua espada, do outro lado um jovem rapaz de rosto angelical, cabelos lilases e corpo pequenino entrava todo assustado.

Camus desviou o olhar de Milo quando viu seu amigo na arena. — Mu?! — Sussurrou.

Radamanthys sorriu. — Eu falei que hoje você aprenderia a ser mais subordinado a mim.

— Não vou permitir que você o mate, ele é meu... é meu amigo. — Respondeu Camus entre dentes.

— Amigo? Achei que ele era só seu lacaio! — Perguntou o tirano cínico.

— Eu me afeiçôo às pessoas, não sou um monstro como você. Solte-o já! — Ordenou Camus. — Ou vai colocar tudo a perder.

— Não tenho nada a perder, já você tem, não é meu querido? Faça sua escolha. — Devolveu Radamanthys.

Camus ponderou, realmente não poderia ajudar seu amigo, olhou para as pessoas na plateia que aplaudiam e gritavam palavras de ódio, se sentia impotente, tinha poderes para salvar seu amigo, mas não poderia usá-lo, olhou para Mu com um pedido de desculpas estampado na face, o jovem escravo de cabelos lilases lhe olhou bondoso, como se dissesse que tudo bem, não ficaria triste em morrer ali, abnegado aceitara seu destino.

Camus olhou em volta tentando achar um jeito de ajudar o amigo, olhou novamente na direção de Milo e seu olhar pousou no seu amigo grandalhão.

Foi quando algo surpreendente aconteceu, Aldebaran gritou e pulou na arena ficando na frente do pequeno para defendê-lo.

— Sem alarde? Mas que cara de pau! — Comentou Milo sem acreditar para o amigo Aioria que concordou com a cabeça.

Todos em volta ficaram em silêncio com o acontecido, aguardando o próximo passo.

Notas finais
OMG que dó do Camus!!!

O que o Aldebaran foi fazer? Terá o Camus alguma coisa a ver com isso?

Não percam os próximos capitulo!!!

E ai me diga o que achou, isso é extremamente importante pra mim.

Esse recado é pra você também fantasminha! Comente!