Notas iniciais
Eu nem sei direito se vou fazer um coisa completo ou não, eu to mais fazendo por não ter nada a fazer mesmo, mas se, sei lá, eu tiver bons feedbacks eu talvez continue. PS: é minha primeira fanfic então desculpa qualquer coisa estranha e me deem dicas sla

Eu estava fazendo uma de minhas a viagens a montanha de sempre, indo coletar ingredientes para as infusões mágicas e testar alguns feitiços na clareira, uma leve chuva começa a cair mas não acho que o aviso que meu professor me deu vá se concretizar desde que não tem muitas nuvens no céu. Pouco a pouco a chuva começa a piorar, indo de um pequeno chuvisco a uma tempestade tenebrosa.

—Sempre tem que acontecer uma coisa dessas nos únicos momentos que eu saio de casa — Resmunguei

No meio do caminho eu penso em voltar pelo caminho que vim mas vejo um clarão de luz e depois um som estrondoso, e um raio caiu logo atráz de mim. Tomei um susto enorme, e vi que a arvore que servia de ponte tinha sido destrúida.

—É serio?- Resmunga olhando para cima — Você tinha um trabalho, Deus...

Com meu caminho de volta bloqueado eu corro cuidadosamente para não escorregar na lama que a chuva me trouxe de presente. Não consigo enxergar direito com a chuva pesada na minha frente. Olhando ao meu redor tentando encontrar um abrigo eu vejo uma cabana de madeira escura, camuflada devido a essa chuva pesada a noite escura, mas minha mãe me deu bons olhos, castanhos e brilhosos como meus cabelos longos, algo que eu me orgulhava muito. Corro até a casa e apesar de não ter nenhuma luz dentro eu bato na porta apenas por educação, mas sem resposta, eu acabo entrando mesmo assim.

Era uma casa simples e velha, parecia estar aqui desde sempre. Com o chão rangendo e as tabuas quebradas dava um ar de mal assombrado, mas nada que assustasse uma aprendiz de mago. Tinha uma lareira, uma mesa de madeira com uma cadeira e uma estante de livros, tudo empoeirado e cheio de teias de aranha. Eu acendo a lareira usando um feitiço simples de fogo, algo que qualquer mago deve saber, apesar de não existirem muitos.

— Ignitos — disse apontando a palma para a lareira, fazendo com que começe a queimar — Isso deve servir

Me aqueço na lareira e começo a olhar ao redor por qualquer coisa para me distrair, ja que estava preucupada sobre quanto tempo essa chuva vai durar e como vou voltar. Olhando para a estante eu procuro por livros interessantes já que uma cabana tão velha devia ter algum livro antigo. Passando minha mão eu vejo um livro que me chama a atenção.

Era um livro vermelho com runas cravadas na capa, algo incomum que só se encontrava em tomos antigos. Abro o livro e o que encontro são escritas estranhas que não pude identificar. Confusa eu noto uma parte escrita que parece decifravel no máximo. Então eu leio com um pouco de dúvida em meu tom.

"E então, aquele que esta perdido, deve ser encontrado por aquele que não o procura"?

Falando isso, sinto o chão começa a tremer e uma passagem da lareira se abre, apagando o fogo.

— Mas oque... — Disse confusa

Depois de olhar meus arredores um instante, decido entrar na estranha passagem. É um corredor de pedregulhos contruido abaixo da cabana, cheio de musgo na parede e parecendo instável. Eu fiquei com medo do que poderia estar no final daquele corredor mas a curiosidade é maior, "quem construiria tal lugar?", "O que espera no fim?".Essas perguntas ecoavam na minha mente junto com "O que eu to fazendo aqui..." e "Eu devia ir embora"

Chegando no fim do corredor existia uma sala com um obelisco gigante feito de algum tipo de cristal. Estava tão escuro que eu não via minha propias mãos

— Phosporus — Susurro, fazendo aparecer uma pequena esfera de luz em minha mão.

No momento em que a luz preencheu a sala eu pude vê-lo. Dentro do cristal que brilhava junto com a esfera eu pude ver alguem. Era um garoto, tinha cabelos azuis que se escureciam nas pontas. Não parecia ser muito velho e estava vestindo uma calça, uma camisa branca e um manto com capuz.

Quem é ele? Como ele chegou aqui, e á quanto tempo. Minha cabeça se enchia de tantas perguntas e teorias que até me deixavam confusa. Quando tento me concentrar eu noto palavras esculpidas no cristal. Era uma lingua antiga semelhiante a do livro vermelho, por sorte consegui decifrar um verso. "Até que aquele que não busca o encontrar, aqui o selado deve repousar". Por que alguem que não busca ele viria o encontrar? Como assim o selado? Isso quer dizer que eu não devo encontra-lo ou...

Ainda mergulhada em pensamentos eu não noto que o cristal começou a brilhar com meu toque. Fazendo um som agudo como um zunido, o cristal começa a rachar e rangir até que se quebra e pedaços grandes e pequenos e o fazendo cair no chão. Com exitação e medo eu tento ajuda-lo a se levantar, porem quando eu ergo minha mão, ele a agarra com força e a segura.

— A-ai! M-me solta! — disse assustada.

Ele parece surpreso por ter levantado a mão. Talvez tenha sido só um reflexo. Ele então a solta, olha aos seus arredores, aparentando muito desiorientado e se apoia no seu joelho para se levantar mas esta muito fraco e tonto.

— V-você quer ajuda? — Disse relutante

Ele olha para mim, me deixando ver seus olhos brancos como a neve e responde.

— Q-quem é você? — Ele fala com um tom um pouco rude, ainda parecendo tonto

— Eu vi a cabana aqui e acabei entrando por causa da chuva. Eu abri a passagem e entrei aqui mas... Quem é você? — Pergunto

— Eu... — Ele parece relutante em responder

— N-não se pergunta quem é uma pessoa sem estar pronto para dizer quem é você mesmo. — Disse com um pouco assustada

— Por que você quer saber? — Ainda relutante

— Bom, eu acabei de ver um garoto sair de um cristal em uma sala subterrânea, o minimo que você pode fazer é me dizer seu nome! — Reclamei

— ... — Ele hesitou — R-Raku — Disse

— Raku? Parece ser um nome antigo... — Comentei

Ele me olha e diz:

— Então, Anne né? Onde eu estou?

— Aqui é o subterranéo de cabana abandonada nas montanhas.

— Uma cabana? Mas... Como eu... — Ele faz uma pausa e arregalou os olhos como se tivesse se lembrado de algo importante — Oh não... Oh não, não,não — Ele parecia assustado

— Oque foi? Você esta bem?

Ele então se levanta com dificuldade e segura meus ombros

— A QUANTO TEMPO O 9º REI FOI DERROTADO!? QUANTO TEMPO FAZ!?

—Ei me larga! — disse enquanto me soltava dele — Não se sai gritando com pessoas que você não conhece! Como assim o 9º Rei? Se eu não me engano a Última Guera foi á cerca de 600 anos.

Quando eu disse isso o olhar dele se tornou vazio e ele caiu de joelhos no chão:

— Não... Ela... Ela fez isso mesmo... -Disse com um olhar assustado, como de uma pessoa que perdeu tudo.

— Ei, você ta bem? Eu não entendi muito bem, mas, você precisa de ajuda?

Hesitante e com lágrimas escorrendo de seu rosto ele diz:

—Nada que você possa fazer vai me ajudar... todos eles... Rosa, Vivri, Camilo... — Ele suspira — Clarice... Todos eles...

Sem conseguir terminar a frase ele desmaia aos meus pés e eu, confusa, não podia deixa-lo lá, fico sem escolha a não ser carrega-lo de lá.

Depois de procurar por qualquer informação na cabana enquanto a chuva passava eu descobri que existe uma passagem separada pela montanha que eu poderia usar para voltar. Eu pego o livro vermelho e o carrego até a casa do meu professor. Chegando lá ele me recebe.

— Anne! Sua grande estúpida! Eu avisei pra você que hoje iria chover e mesmo assim você... — Ele nota o garoto desmaidado — Anne... Quem é esse?

— Eu não sei explicar direito... Ele estava em algum tipo de cristal cristal debaixo de uma cabana. Quando ele saiu do cristal parecia fraco e confuso e então desmaiou.

— ... — Ele olha aos seus arredores e responde — Entre logo...

Notas finais
Tai... Eu provavelmente vo postar outro capitulo quando não tiver nada pra fazer mas se vc gostou comenta pois estava pensando em fazer disso um hobby sla