Além de seu tempo

2 02 - Como engrenagens


Notas iniciais
Denovo sem nada pra fazer... só que eu to começando a me interessar mais, quando eu fiz o 1 capitulo eu fiquei pensando "Sera que alguem gostou?" ou "Sera que alguem vai comentar?". Foi bom.

Raku tinha sido carregado até a casa do professor de Anne. Era uma casa grande e estruturada, cheia de estantes e livros, com uma grande escadaria no centro e um jardim separado, mas não á chamaria de mansão. Entrando na casa carregando Raku, Anne, comprimenta rapidamente com um aceno alguns dos empregados. Seu professor éra uma pessoa muito famosa e invejada entre o mundo dos magos. Ele tinha uma sabedoria incomparável desse mundo e de outros, apesar de ser arrogante, ele sempre foi muito admirado.
— Então, você pode me explicar por que trouxe esse... Individúo para minha residência, Anne? — Perguntou com raiva.
— Eu já disse! Eu não podia deixa-lo naquela masmorra escura!
— Sim você podia, e seria muito facil! Simplismente vire-se de costas e volte pelo caminho que você veio, não vê como é simples?
— Mas...
— Sem "mas"! — Ele suspira — Eu pensei ter treinado você melhor, não vê que esses sentimentos de solidariedade apenas vão complicar sua vida?
— Me desculpe, professor, MAS DEIXAR ALGUEM DESMAIADO DEBAIXO DE UMA CABANA, NO MEIO DE UMA MONTANHA É DESUMANO DEMAIS PARA ALGUEM COMO EU CONSEGUIR FAZER TÃO FACILMENTE! Ele estava desorientado e confuso, não sabia nem onde estava. Eu não podia. — Disse zangada
Ele estava surpreso, desde que era raro sua púpila falar assim desse jeito, algo que o aborrecia e o impressionava ao mesmo tempo. Depois de um longo suspiro, como de uma pessoa que sabia que ia ter mais trabalho, ele disse:
— Esta bem, leve-o para algum quarto vago. Mas ele não vai permanecer aqui por muito tempo, ouviu!? Eu quero ele fora daqui assim que ele acordar!
— Isso! Valeu, Senhor Salafar!
— Pare de me chamar assim só por que sabe que eu gosto, sua manipuladora.
Então com a permissão dada, Anne leva Raku a um quarto vago de hóspedes e o deita na cama. Ela então começa a tirar o seu manto para examinalo.
— Ele parece ser só um garoto normal. Por que ele estava lá? — Resmungou consigo mesma
Depois de olhar um pouco mais para ele, ela percebe muitas cicatrizes em seu rosto, braços, pernas e uma no pescoço que se estende para debaixo da camisa. Curiosa ela estende, com hesitação e vergonha, sua mão para tirar sua camisa. Mas antes que pudesse ele acorda e segura sua mão.
— Não é educado despir pessoas enquanto elas dormem.
Depois disso ela cai para trás com um susto. Seu rosto cora e ela responde.
— N-não e-eu não estava tentando fazer isso! É que você tem cicatrizes grandes ai eu pensei que poderia precisar de algum tratamento...
— Sei. — Disse sarcasticamente — De qualquer forma, você me ajudou quando eu desmaiei não é? Obrigado.
— Não... á de que — Disse ela surpresa — Mas... você esta bem? Você parecia fraco quando saiu daquele cristal...
Quando ela tocou no assunto, a expressão dele se escureceu por um momento mais logo voltou ao normal.
— Você pode me explicar por que estava alí? — Perguntou, hesitante — Eu sou uma estudiosa da mágia e um fenômeno desses certamente me impressiona.
— Eu acho que eu devo uma explicação não é? — Ele faz uma pausa e suspira — Sabe... eu... não sou desse tempo sabe...
— Ah isso eu já percebi.
— An?
— Sabe, você saindo de um obelisco de cristal em uma caverna debaixo de uma cabana velha e perguntando sobre um evento de 600 anos atrás, isso me fez pensar sobre, e você sendo do passado é a única resposta plaúsivel.
— Então você é uma sabe tudo, eh?
— Ah, eu não me chamaria disso, eheheh, — Disse acanhada
— Não foi um elogio... Mas de qualquer forma. Realmente. Eu sou do passado. Eu... realmente não sei como e não quero falar muito sobre isso...
— Mas você é do passado! Imagina todas as coisas antigas que você pode saber! Todo o conhecimento perdi... — Antes que pudesse terminar, Salafar entra na sala.
— Anne! Venha aqui agora! — Anne o segue e fecha a porta da sala — Eu ouvi tudo.
— Ouviu? Então você concorda comigo não é? Pense só em tudo que podemos recuperar dele!
— Anne...
— O que foi?
— Pense. Se ele é de 600 anos atrás significa que todos que ele conhece estão mortos. Esse não deve ser um assunto facil de se conversar para ninguem.
Anne arregala os olhos e se sente péssima por não ter percebido antes. Como que ela esqueceu desse detalhe?
— Apesar de sim. Ele é uma grande fonte de conhecimento antigo, mas um éspecime que não tem seu devido tempo de recuperação não funciona em seus 100%. Faça suas perguntas depois. Ele pode ficar. Eu tambem estou bem... curioso de como isso ocorreu.
— Você tem razão... Eu não achava que você podia sentir o mesmo que pessoas normais professor!
— Calada.
Depois disso Anne entra novamente no quarto e abaixa sua cabeça pedindo desculpas.
— Eu sinto muito! — Disse — Eu vou te dar o tempo que você precisar!
Com um leve sorriso ele responde:
— Não, não. Levante sua cabeça. Não precisa se desculpar com nada. Eu tambem ficaria curioso. Só que... Eu estava pensando... Dizem que o tempo é o maior assassino de todos, e ele deixou uma pessoa escapar....
O clima estava pesado. Mais pesado que a tempestade da noite passada. E nenhum assunto podia quebrar o silencio.
Mas com um som estrondoso e um tremor enorme, Anne e Raku veem uma comoção pela janela do quarto. Uma grande criatura negra e humanoide surge de uma das casas. Com uma coluna espinhosa, braços e pernas grandes e esguios e uma boca com dentes afiados que mostrava seu interior brilhante.
— Meu deus... É uma Anomalia Mística — Disse Anne, com um olhar assustado e dando passos para trás.
— Uma o que? — Perguntou Raku, se levantando com dificuldade da cama.
— Elas são criaturas criadas pelo excesso de poder místico concentrado em um só lugar. Mas por que tem uma aqui? O senhor Salafar não poderia ter causado isso sozinho... — Ela então ajuda Raku, o apoiando em seu ombro — Por enquanto temos que sair daqui!
— Espera! O que aquela coisa faz!?

— Elas são disastres ambulantes! Elas destroem tudo em seu caminho até que o Causador ou alguem mais forte venha para para-la.
— Causador?
— É a causa da Anomalia. A pessoa que esta fazendo a mágia transbordar em uma area só.
— E quem é ele!?
— Eu não sei...
Salafar então sai de um correndo de um quarto e e tomba com os dois.
— Olhe por onde and... Anne! Que bom... Vamos! Eu preciso de ajuda para armar o feitiço de banimento!
Os três saem da casa e tem uma visão de perto da criatura horrenda. Ela não tinha pelo nem pele, parecia ser apenas um espaço vazio no mundo, cheio de pontos brilhantes em seu corpo.
Rapidamente, Anne corre para ajudar Salafar, os dois correm ao redor da criatura, fazendo um circulo com algum tipo de pó.
— Aprisionum Possium! — Depois de dizerem essas palavras juntos, correntes brilhantes saem das mãos de Anne e Salafar, envoltando e prendendo a Anomalia.
— Abderius! — Após dizerem isso, o circulo de pó começa a brilhar e a criatura começa a reagir. Ela grita e ruge, com vozes grossas e agudas.
A criatura para de se mover um estante.
— Uffa! — Disse Anne aliviada.
— Esse aí é bem grande em — Disse Salafar — Achei que não ia fun...
Antes de terminar a frase, a criatura solta um rugido feroz, que a desprende das correntes e desfaz o circulo, fazendo com que Anne e Salafar sejam jogados para longe. A criatura então prende seus olhos em Anne, atráida pela sua mágia latente. Enquanto o monstro se dirige até ela, Anne tenta se levantar e correr, mas esta presa em escombros de uma casa desabada.
— N-não — Diz ela assustada — Como que é tão forte? Quem que iria conseguir gerar uma Anomalia tão poderosa assim...
A Anomalia anda até Anne e a levanta com seus bracos grandes e esguios. Anne consegue sentir a mágia sendo emanada da criatura. Quando ela chega perto de sua boca, Anne consegue ver que vai morrer. Aqui. Sem nem mesmo completar seus estudos. Sem nem mesmo se apaixonar.
Mas em uma fração de segundo, Anne vê um clarão de luz azul aparecer no rosto da criatura. Era Raku. Sua perna estava brilhando com um fogo azul. Como se fosse a mais concentrada chama. A criatura sai voando por dezenas de metros. Destruindo casas ja quase acabas, e atravessando paredes solidas de pedra e madeira. Chegando no final a criatura se desmaterializou e pequenos pontos fosforescentes começaram a sair de sua boca até que ela desapareceu.
Com esse chute devastador a criatura largou Anne que acabou sendo salvada por Raku. Anne olha para o quão longe a Anomalia voou e depois olha para Raku com um olhar de surpresa.
— R-Raku... O que que você....
— Eu acho que agora estamos quites... — Interrompeu
— Tabom... Agora você vai ter que explicar — Disse enquanto era colocada no chão gentilmente. E com vergonha.

Notas finais
Ta ai pessoal. Só pra constar eu uso wordpad e não estava mostrando nenhum erro ortográfico (Oq eu suspeito que esteja errado) então me desculpem por qualquer erro de escrita :/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.