Além das estrelas: Memórias de um Jedi
10 Capítulo 9 - Corellia. Parte 3
Notas iniciais
Capítulo 9 – Corellia.
Parte três
Dias atuais, Corellia
Sua nave de combate sobrevoava o planeta base da aliança rebelde.
Sasuke viera sem pensar duas vezes quando descobrira que Sakura e seus filhos estavam ali, em Corellia. Trouxe consigo cem soldados e Karin, mas agora, não sabia direito o que fazer.
Sakura.
Como será que ela estaria?
Seu peito doía de saudades, mas ainda sentia um ódio colossal alimentado pelos ciúmes que crescia dentro dele.
Sakura estava viva durante todos esses anos. Viva e com junto de Naruto.
Não podia acreditar que aquele maldito havia tomado tudo dele, não quando Sasuke havia sido misericordioso. Devia tê-lo matado antes, sabia disso. Matado ele e sua patética família, que o loiro havia construído para enganá-lo, enquanto desejava Sakura para si.
Mas não, o Uchiha havia apenas escondido as crias do loiro. Escondido para que nenhum outro soldado de Madara matasse. Preferiu levar o manto de assassino dos filhos do amigo, quando tudo o que tinha feito foi ser bom.
Riu.
Tinha sido bom e o maldito o havia traído da pior maneiro, tirando tudo o que o Uchiha mais amou.
Ah! Sasuke nunca o perdoaria!
— Ataquem! — mandou quando a nave quebrou o campo de defesa do planeta. — Matem todos. Tragam-me apenas Sakura Haruno e Naruto Uzumaki.
Agora Sasuke não teria misericórdia.
Acabaria com o Uzumaki ou qualquer um que estivesse em seu caminho, nem que aquela fosse a última coisa que faria na vida.
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Sakura estava com Sarada quando a primeira explosão abalou as estruturas do prédio.
Finalmente Sasuke descobrira de sua fuga e agora ele estava ali, certo?
Talvez e a rosada não sabia como se sentir quanto a isso. Só sabia que, até aquele momento, não tivera medo. Não tivera medo por si, mas um tremor percorreu todo seu corpo quando encontro olhos tão negros quanto os de Sasuke, mas com uma inocência que há tempos ele perdera.
“Você é um anjo?” — estremeceu.
Aquelas memórias.... Malditas memórias que tanto conservou durante anos, mas que agora não podia se apegar a elas. Não tendo seus filhos para proteger do homem que amava.
O fruto daquele amor que partilharam há anos.
Segurou a mão de Sarada quando Shikamaru disse o que Sakura já sabia em seu íntimo:
— Darth Vader está aqui!
Sentiu Sarada tremer.
A menina temia o pai e não como se deve temer ou respeitar a figura paterna, mas, sim, como se deve temer um inimigo.
Triste! No entanto, um inimigo era o que Sasuke havia se tornado, não é mesmo?!
Era nisso que sua mente tentava acredita. Porém, seu coração não estava tão certo desse fato. Sakura precisava ver com os seus próprios olhos. Confirmar que o pai de seus filhos havia se transformado no monstro que todos pareciam conhecer, menos ela.
Levou a mão livre ao pescoço fino. Não! Claro que conhecia. Ainda conseguia se lembrar da sensação torturante de quando encontro Sasuke pela última vez. Ainda conseguia se lembrar dos dedos invisíveis a sufocando.
— Sakura — Tsunade chamou. — Você precisa sair daqui! Se proteger! — a urgência era visível na voz da loira, mas se esconder era uma coisa que a Haruno jamais faria. Então, sem responder ela deixou Sarada e caminhou para a entrada do prédio. — Sakura!
Ainda ouviu Tsunade chamar, mas não parou e ninguém ousou entrar em seu caminho estando ocupados demais tentando se proteger da invasão inimiga.
Sakura precisava vê-lo, confrontá-lo e nada iria a impedir, nem mesmo dezenas de soldados inimigos. Nunca foi de fugir do perigo, não seria agora que faria diferente e, assim, ignorando o caos que se instalava a sua volta, ela correu, mas não precisou chegar muito longe para ver a morte se espalhar pela aliança rebelde.
Ali, pessoas lutavam pela vida, tentando conter o avanço do inimigo, que seguia sem piedade e foi caminhando em meio a corpos, amigos e inimigos, que ela o viu a metros de distância vestido de trevas a segurar um sabre de luz tão vermelho quanto o sangue que derramava.
Não precisou ver seu rosto para saber que era ele. Sentiu como se tivesse sido atraída até ali, até Sasuke, então usando toda a força que ainda restava em seus pulmões, ela gritou:
— Sasuke!
O campo de batalha parecia não existir mais entre eles quando seus olhos finalmente se encontraram, mas tudo o que Sakura viu foi uma máscara sem vida.
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Ela estava chamando seu nome e Sasuke não pode conter a avalanche de sentimentos que o tomara naquele momento.
Era como se o universo tivesse parada apenas para que aquele encontro acontecesse. Para que ele pudesse ver aqueles olhos verdes mais uma vez. Olhos que Sasuke penso que nunca mais veria.
Ah! E ela estava linda. Tão bela, talvez até mais, do que se lembrava. Era como se as memórias não fizessem jus a beleza da rainha de Naboo. Sasuke não conseguia parar de admirá-la, seus cabelos rosados estavam mais longos do que se lembrava e a pele, ainda mais pálida de alguém que não via luz do sol há tempos.
Por um momento, em seu estado de contemplação, Sasuke esqueceu que estavam em um campo de batalha, mas tudo mudou quando um de seus Stormtrooper marchou em direção a Sakura com sua arma em mãos.
Ele iria feri-la se o Uchiha não agisse rápido e Sasuke agiu.
Em um piscar de olhos, o stormtrooper se contorcia no chão, sufocando até deixar de respirar.
— Sasuke! — Sakura chamou mais uma vez. — Por quê? — a decepção tomando conta de suas íris esverdeadas.
E Sasuke não entendeu o que ela quis saber com aquilo.
Será que mais uma vez ela não entendia que fizera para lhe proteger? Lhe proteger sempre fora seu maior objetivo.
— Sakura — sua voz soou rouca demais até mesmo em seus ouvidos e Sasuke a viu recuar enquanto ele lhe estendia a mão enluvada. E aquilo doeu. Doeu mais que perder um braço, mais que ser atravessado por mil laminas.
Agora ela o temia? Será que não sabia que ele nunca lhe faria mal.
— Sakura — Sasuke insistiu dando um passo receoso em direção a mulher que tanto amava e, dessa vez ela não recuou, apenas o encarando com um olhar enigmático.
Em que ela pensava? Queria saber, mas não teve tempo, pois sem que ele percebesse, uma multidão de rebeldes se colocava entre eles, tendo Sarada a frente com o sabre em mãos.
Sasuke queria avançar. Destruir um por um até sobrar apenas Sakura e a filha, mas os olhos verdes da Haruno o imploravam para não o fazer. E ele soube que aquela batalha não venceria de nenhuma maneira, muito menos com um banho de sangue em frente à Sakura e Sarada.
Então, mesmo capaz de derrotar todos aqueles seres insignificantes que estavam ali, Sasuke estava disposto a recuar desde que Sakura fosse com ele. Porém, antes do moreno fazer qualquer coisa, Sarada partiu em sua direção com o sabre de luz em punho.
Preciso ser rápido para amparar o golpe desferido pela garota, que o encarava com ódio.
— Sarada — ouviu Sakura gritar, mas não teve tempo para prestar atenção na mulher, pois a garota já se armava para lhe golpear mais uma vez.
Para o Uchiha era visível a batalha interior pela qual a menina passava, sendo que ele mesmo passara por esta. No entanto, ver aquilo o assustou. Afinal, Sasuke queria que a filha trilhasse o mesmo caminho que ele? Queria que ela sofresse o que ele sofreu ao escolher o lado da escuridão?
Não. Sasuke não queria. Assim, em um movimento rápido, ele usou a força, que conseguia controlar melhor, para deixar a garota inconsciente no chão ao atirá-la contra as ruinas de uma construção, que antes existia ali.
Ao ver a filha no chão, Sakura pareceu esquecer tudo a seu redor, inclusive o Uchiha, que ameaçou caminhar até elas. Mas o som de novas naves de combate chegando o fez recuar.
Madara as havia mandado, mas ele precisava tirá-las deli antes que Sakura, Sarada ou Seiji se ferisse.
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Um leve corte maculava a pele pálida de Sarada enquanto um filete de sangue escorria por ali e Sakura não sabia o que fazer a não ser amparar a filha nos braços.
Notou que Sasuke voltava para sua nave, indo embora rápido como havia chegado, mas aquilo de nada lhe importar.
Só conseguia enxergar a garota inconsciente em seus braços e se sentir impotente por não conseguir fazer nada.
— Deixe-me carregar ela?! — uma voz masculina chegou a seus ouvidos, fazendo com que os olhos de Sakura procurassem o dono da voz.
“Naruto?!” — o nome ameaçou sair por entre seus lábios ao encontrar olhos tão azuis quanto os do amigo, mas o rosto não era o dele, pois o rapaz aparentava ser da idade de Sarada.
Sem expressar palavra nenhuma, ela permitiu que o rapaz pegasse sua filha nos braços e o seguiu de perto.
Podia jurar que aquele rapaz tinha algum parentesco com Naruto, mas qual?
Filho? Não podia ser. Não quando os gêmeos de Naruto e Hinata haviam sido assassinados por Sasuke junto das outras crianças no templo jedi.
A não ser quê?!
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Dezesseis anos atrás, em algum lugar da galáxia
— Eu não consigo, Sakura-chan — Naruto falou angustiado. — Não sei nem o que dizer para a Hina. A culpa é toda minha. Por isso preciso confrontar o Sasuke para acabar de vez coisa.
— Não é sua culpa... Ainda não sabemos o que aconteceu...
— É claro que eu sei! Eu senti! Ele... Ele matou todas.
O peito de Sakura doeu. Ainda não podia acreditar que Sasuke havia feito algo tão monstruoso.
— Eles eram apenas crianças, Sakura-chan. Apenas crianças — o loiro estava a ponto de desabar e Sakura não pode se conter, abraçando-o.
O loiro a abraçou de volta com força. Ela era a única amiga que tinha no momento, pois Sasuke já estava perdido para ele.
— Boruto e Himawari.... Meus filhos e eu os perdi, Sakura-chan — falou apertando-a com mais força contra seu peito.
— Devia tê-lo matado antes — a voz de Sasuke soou a seus ouvidos carregada de ódio e Sakura se afastou de Naruto para encontrar os olhos do marido tomado por um vermelho sangue, encarando o loiro.
Então era verdade? Ele realmente havia sucumbido a escuridão?
— Sasuke-kun — o nome escapou por seus lábios como um pedido, que o Uchiha não entendeu. — O que você fez? Em que está se transformando? — continuou ela, mas ele nem mesmo a olhava. Era como se Sakura não estivesse ali. — Sasuke! — chamou e então olhos vermelhos se voltaram em sua direção.
E aquela foi a última coisa que viu antes de mergulhar na escuridão.
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Em algum lugar da galáxia, dias atuais
Sentia a força se mover em sua pele, envolvendo-o.
A verdadeira batalha em a luz e a escuridão estava chegando e naquele momento ele percebeu que já estava na hora de se mover. Afinal, o lado negro já estava fazendo isso e tudo o que ele tinha feito fora esperar.
Maldito Kakashi e seus enigmas!
Suspirou abrindo os olhos.
— Vamos, Hinata — falou encarando a mulher, que antes meditava a seu lado. — Está na hora de voltar!
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