Notas iniciais
Olar, genty! Depois de quase um século.... brincadeira, não foi tudo isso, volto com mais um capítulo para vocês, que ainda leem a fic! Sem mais delongas Boa leitura

Capítulo 10 — Cicatrizes

Dezesseis anos atrás, em algum lugar da galáxia

Estava paralisado. Respiração curta e silenciosa. Buscava não chamar a atenção, mas sabia que era tarde demais para si e para a pequena garota desacordada em seus braços.

Não havia maneira de sair dali, não com vida.

Lágrimas silenciosas o traiam. Não queria chorar, desejava ser forte e inteligente para pensar em algo que os tirasse dali, mas o cheiro forte de fumaça e carne podre fazia seu estômago embrulhar e seus olhos arderem. Já não conseguia pensar em nada que não fosse dor e medo da morte.

— Não! Não, por favor! — sussurrava para si mesmo com urgência, enquanto ouvia os gritos de agonia de seus companheiros.

Eram todos apenas crianças, mas nada daquilo parecia importar para o monstro que os abatia como as presas fáceis que eram.

Respirou fundo, ouvindo ainda mais gritos e lamurias, porém, como num passe da magica, o mais absoluto silêncio reinou e o garoto já não ouvia nada mais.

Teria o mostro ido embora? Era a pergunta que mais perturbava seu pequeno coração infantil. Assim, tomado por uma forte onda de esperança, o pequeno garoto se esgueirou com a garotinha em seus braços do esconderijo, que antes lhe servia de abrigo.

Sabia que não tinha muito no que pensar, precisava ser rápido se quisesse ter alguma chance de sucesso, porém, assim que alcançou a porta do templo, seu corpo foi erguido do chão e seus olhos encontraram olhos de um vermelho vivo, que transbordavam dor e ódio.

Com as lágrimas ainda embasando sua visão, pensou ter visto remorso tomar conta daqueles olhos vermelhos, contudo, sabia que não devia acreditar nas peças que seus olhos lhe pregavam, ainda mais quando a morte lhe cercava.

Abraçou com mais força o corpo da garotinha junto a si. Ela era apenas um bebê, mas assim como ele, encontrara a morte de uma forma precoce. Desejou não a ter trazido consigo aquele dia.

Suspirou derrota. Se pelo menos seu pai estivesse ali ainda teriam uma chance, mas não. Ele não estava. Aquele era, realmente, seu fim!

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Dias atuais, Corellia

— Deixe-me carregar ela?! — a voz de Boruto se destacou em meio ao caos que se instalara ao redor de Sakura com a retirada das tropas imperiais.

Várias pessoas se amontoavam, oferecendo ajuda, mas tudo o que ela conseguia enxergar eram os olhos azuis do rapaz, que levantou Sarada nos braços com facilidade, logo que lhe foi concedeu espaço.

A semelhança entre ele e Naruto era tanta, que Sakura não conseguia raciocinar direito. Afinal, o que tinha acontecido durante todo esse tempo que passara trancafiada?! Precisava saber com urgência.

— Quem é esse rapaz? — perguntou a Tsunade logo que a outra se pôs a caminhar a seu lado.

— Eu não sei, Sakura, mas ele se parece demais com....

— Naruto — completou a rosada. Ela não estava ficando louca afinal. — E onde ele está? E Hinata?

— Não sei. Era para estar junto de Sarada, mas não está — Tsunade falou sentindo um breve aperto no coração. Naruto era como um filho para ela, o filho que nunca teve. Só de não saber de seu paradeiro já sentia medo.

Enxergando o medo nos olhos da loira, Sakura tocou seu braço com gentileza, falando logo em seguida:

— Vamos ter que esperar Sarada acordar para saber o que houve. Não sobra com premeditação, mestre. Naruto sabe se cuidar e com a Hinata a seu lado, nada os derrota — sorriu e Tsudena a correspondeu sincera.

— É ótimo tê-la de volta, Sakura.

— É bom estar de volta, Tsunade.

— Coloquem-na aqui — a voz de Shizune chegou aos ouvidos de Sakura quando chegaram no hospital improvisado que a morena organizara para receber os feridos.

Não demorou nem cinco minutos e Sarada já estava acomodada em uma das macas sendo examinada.

— Ela logo ira acordar — Shizune declarou ao fazer o último exame. — Foi só uma panada na cabeça. Acredito que em uma ou duas horas ela já vai estar de pé, mas ela não acordar, mande me chamar — finalizou, sorrindo ao deixar Tsunade, Sakura e Boruto para trás, indo atender outras pessoas feridas pelo ataque de Sasuke Uchiha.

— Preciso resolver algumas coisas — Tsunade falou para Sakura assim que a morena saiu. — Mande me chamar se precisar — saiu.

Um silêncio desconfortável caiu entre os dois últimos que ficaram. A Haruno não conseguia deixar de pensar no quanto aquele rapaz era uma copia fiel do amigo quando mais jovem. Olhá-lo era como encarar seu passado. Então, tomada por um louco desejo de saber a verdade, a mulher perguntou:

— Qual sua relação com Naruto Uzumaki?

Os azuis contra os verdes. O silêncio permaneceu, porém, Sakura pode ver a surpresa tomar pouco a pouco a face do rapaz, que logo respondeu quando se deu conta de que a pergunta fora realmente direcionada a ele:

— Nunca ouvi esse nome, senhora.

— Tem certeza? Como se chama, meu rapaz? — insistiu. Aquela semelhança não podia ser acaso do destino.

— Boruto — respondeu sem entender onde aquela mulher queria chegar.

— Boruto! — Sakura exclamou. Até o nome era o mesmo que o nome do filho de Naruto. Não podia ser pura coincidência. — Por acaso você tem uma irmã?

— Sim, senhora, mas não sei o que está querendo com isso....

— Não se preocupe, meu jovem. Só estou curiosa — falou com sinceridade. Não queria assustar o rapaz com todas aquelas perguntas.

— Tudo bem.

Boruto se calou. Estava tenso e ficou ainda mais quando os olhos da mulher continuaram a encarar os seus.

O que ela queria dele afinal?!

Não sabia, mas também não estava a fim de descobrir. Partiria dali o mais rapido que pudesse. Iria só esperar Sarada acordar para se despedir e seguiria viagem abordo de sua Millenium Falcon com sua irmã.

Iria deixar tudo preparado.

— Eu... Eu já volto — falou todo atrapalhado, sentindo os olhos verdes da mulher a encará-lo. — Só vou ali...

— Tudo bem — Sakura sorriu. — Apenas não fuja — completou vendo-o concordar com um aceno rápido de cabeça.

Assim, vendo o sair todo atrapalhado, a rosada soube que o havia assustado. Precisava falar com Naruto urgentemente. Se ela estivesse certa, Sasuke não teria assassina os filhos do melhor amigo e, talvez, ainda houve uma faísca de luz dentro dele.

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Dias atuais, em algum lugar da galáxia

Estava destruído!

Havia, depois de anos, reencontrado o amor de sua vida, porém, era como se nada tivesse mudado.

Para ele, Sakura ainda parecia estar morta, surgindo como uma vaga ideia a sua frente, como uma miragem, uma ilusão. Não podia tocá-la ou senti-la, não com a distancia que crescera entre os dois.

Não entendia como após dezesseis anos ela surgia assim, como num passe de magica a encará-lo como se fosse o culpado de todos os seus problemas. Aquilo era injusto. Fora ela que fingira a própria morte, sem dá-lo assim a chance de concertar tudo.

— Milorde — ouviu uma voz receosa soar a suas costas. — Mestre Madara deseja lhe falar.

— Não estou num bom momento — rebateu.

Não conseguiria lidar com as repreensões de Marada naquele momento. Precisava respirar e pensar numa forma de recuperar tudo o que lhe havia sido tirado.

— Ele não parecia satisfeito.... — murmurou sentindo o ar escapar de seus pulmões quando encontrou os olhos vermelhos de Sasuke, que estendia a mão em sua direção, enforcando-o.

— Eu pareço satisfeito para você?! — vociferou deixando todo o ódio tomar conta de seu corpo. — Diga a Madara que irei mais tarde — decretou por fim, soltando o soldado, que caiu no chão em busca de ar.

— C-Certo, Milorde....

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Dias atuais, Corellia

Seguia apresado pela enfermaria improvisada que Shizune fizera. Precisava ver Sarada, mas não conseguira ir antes pelo medo que sentia de encontrar a desconhecida de cabelos rosados.

Ainda não conseguia aceitar toda aquela história que seu pai lhe contara sobre ser filho dela e não dele e sua esposa, porém, precisava ver a garota que lhe salvara da estrela da morte e de Darth Vader.

— Seiji — ouviu seu nome ser chamado logo seus olhos se encontraram com os verdes daquela mulher, que descobrira ser sua mãe, contudo, nenhuma palavra lhe escapou pelos lábios em resposta, então ela apenas se calou.

O rapaz pode ver toda a dor que aquilo lhe causou, porém, o que ela queria dele? O que esperava? Ela lhe deu e voltava depois de dezesseis anos como se nada tivesse acontecido?

Não. Ele não podia aceitar!

— Como ela está? — perguntou por fim, referindo-se a garota desacordada.

— Seiji.... — a mulher repetiu com pesar, mas suspirou, continuando. — Ela está bem. Shizune disse que acordara em um ou duas horas no máximo...

— Que bom — rebateu sem encará-la. Não conseguia mais olhar a dor e o sofrimento que causava a aquela mulher. — Voltarei assim que ela acordar — avisou dando-lhe as costas.

Precisava fugir dali.

— Quando estiver pronto para conversar, estarei aqui, meu filho — a mulher declarou quando ele estava pronto para sair dali.

Uma raiva descontrolada o dominou fazendo-o olha-la om desprezo.

— Eu não sou seu filho — exclamou sem deixar de encarar os olhos verdes da mulher e saiu, deixando-a para trás.

Sakura seu a mesmo dar da noite em que Sasuke votara-se contra ela por ciúmes. Era uma dor sufocante ainda mais quando Seiji se parecia tanto com o pai. E mesmo sem querer, soube que além dela, um dos culpados de ter perdido os filhos fora ele e sua sede por poder.

Seu coração se apertou. Aquela era umas das razões pela qual Sasuke se perdia cada vez mais para ela. Ainda tinha esperança de traze-lo para a luz, mas essa ruía pouco a pouco.

Respirou fundo, engolindo as lágrimas que teimavam em querer escorrer por seu rosto. Precisava dar um jeito em sua vida e chorar nunca fora uma opção. Retomaria tudo o que lhe havia sido tirado, trazendo Sasuke para luz ou não.

Agora Sakura iria lutar!

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— Nave Uzumaki pede permissão para pousar — a voz do loiro soa decidida no radio transmissor, enquanto piloto com maestria.

“Quem pede permissão e o que transporta?” — Hinata pode ouvir uma voz masculina em respostas, seu coração batia enlouquecido contra o peito e ela não conseguia entender o porquê.

— Naruto e Hinara Uzumaki. Não transportamos nada — rebateu seu marido parecendo cada vez mais impaciente e ela quis rir. Paciência nunca fora o forte dele.

“Permissão concedida. Sejam bem-vindos de volta” — uma voz feminina que ela logo notou pertencer a Tsunade soou pela nave, fazendo Naruto sorrir.

Finalmente estavam em casa!

Notas finais
E ai, genty? O que acharam? Essa fic esta ficando pior que casos de familia asuuahusuhas Mas tudo bem! Vida que segue Me digam o que acharam! Comentem! Bjus e que a força esteja com vocês!