Além da psicologia
21 Amo seu ciúme, Filipe
Notas iniciais
Meu coração ficou extremamente apertado. Não consegui voltar a olhar para Filipe. Por que ele havia feito isso? Por que ele tinha jogado meu bilhete fora sem antes lê-lo? Estaria realmente com raiva de mim? E de estressada passei a ficar chateada. Triste.
E eu odiava ficar triste. Porque quando eu ficava triste não ficava feliz (desconsidere essa frase).
— Parece que alguém está bravinho hoje — comentou Roberto atrás de mim em um tom sarcástico.
— Parece que alguém é muito intrometido — repliquei.
Resolvi esquecer o ato desagradável de Filipe e voltar a prestar atenção nas aulas.
O último sinal tocou e Filipe saiu primeiro que eu, nem me esperou. Isso significava o fim do nosso relacionamento? Se sim, por que ele não terminava logo em vez de ficar me ignorando?
— Seu namorado deixou você sozinha? — desdenhou Roberto de um modo inconveniente. — Se quiser posso levar você pra casa.
Lhe lancei um olhar cético. Que garoto impertinente!
— Me esqueça! — eu disse.
***
Cheguei em casa a tempo de almoçar com minha mãe, mas ela logo saiu para trabalhar.
Com toda essa turbulência do dia, nem havia percebido que minha inspiração meio que tinha voltado. Sendo assim, liguei o notebook, coloquei os fones, reli o que já havia escrito e continuei.
Estava na parte mais legal da narração de Jorge Lucas quando escutei alguém bater na porta do meu quarto.
Mas quem seria? Minha mãe havia me deixado sozinha em casa e não tinha escutado ninguém no portão de casa. Ah, claro, estava com os fones!
Abri a porta e vi um Filipe sem óculos, de bermuda e uma camiseta rosa bem estilosa. Meu desejo na hora foi agarrá-lo e beijá-lo.
— Como entrou em casa? — perguntei.
Filipe não respondeu, me puxou para seus braços e me beijou profundamente. Sinceramente, esse garoto tinha algum problema (olha quem fala...)!
— Filipe! — Eu me soltei. — O que é isso?
— Qual é a do cabelo de extrato de tomate?
Cabelo de extrato de tomate? Ele estava falando coisa com coisa?
— Hã?
E novamente ele não ne respondeu, voltou a me beijar e dessa vez não resisti. Meus deuses, como Filipe beijava bem. Não pude resistir e soltei um gemido excitado. Filipe riu e me olhou nos olhos.
— Você não me trocaria por um moleque ruivo, não é? — ele perguntou.
Ah, ele estava falando do Roberto.
Foi minha vez de rir.
— Roberto é um impertinente. Por um momento eu pensei que ele pudesse ser meu amigo por gostar de escrever, mas ele é um chato!
Filipe me prendeu na parede e sussurrou no meu ouvido:
— Isso é ótimo.
E dando um longo beijo no meu pescoço, puxou meu corpo para o seu e perdi a sanidade. O abraço era tão apertado que podia sentir seus músculos através da sua camisa. Então voltou a beijar minha boca de um modo mais provocante. Aquele garoto estava tentando me fazer perder a noção de tudo? Pois era isso que estava acontecendo!
— Filipe... — sussurrei em meio aos beijos. — Eu não sei se vou saber parar.
— Então não saiba de nada — ele pediu.
Suas mãos desceram para minha cintura e foram levantando minha blusa lentamente. Um pequeno filme do nosso último momento mais intenso voltou a minha mebte e lembrei que devia um orgasmo a Filipe (dívida mais estranha a minha).
O empurrei e Filipe se assustou. O agarrei pela gola da camisa e o puxei para um beijo. Coloque minhas mãos por baixo de sua camisa para sentir sua pele quente. Uma onda de desejo me invadiu. Eu o queria. Muito.
Filipe retirou sua camisa e me deitou na minha cama ficando por cima. Desceu seus beijos por meu colo e a parte amostra dos meus peitos enquanto eu alisava seus cabelos castanhos. Filipe distribuiu beijos por minha barriga e segurou meu short.
— Karine — ele chamou. — Essa peça está me atrapalhando. Posso tirá-la?
Ele sorriu malicioso. Aquiesci.
Filipe retirou meu short e se acomodou entre minhas pernas. Aquela posição era muito prazerosa para mim. Mas e para ele? Não podia esquecer que Filipe também teria que sentir prazer estando comigo.
— Sua bernuda é um pequeno empecilho — falei. Filipe tratou de tirá-la e ficou apenas de cueca.
Por um instante fiquei temerosa em olhar para baixo pra ver o membro de Filipe. Percebendo isso, Filipe voltou a me beijar e mordiscar minha orelha. Me remexi, inquieta, procurando acalmar meus desejos. Mas foi em vão. Filipe colocou a mão na minha calcinha e pressionou o local . Soltei um longo suspiro. Era óbvio que queria mais que isso.
— Lipe... — gemi. — Como você consegue fazer isso comigo?
Filiçe sorriu de satisfação e na mesma hora seu dedo invadiu minha intimidade já bem úmida. Soltei um pequeno grito enquanto Filipe fazia lentos movimentos de vai-e-vem no local.
E eu queria mais que isso.
Agarrei o pescoço de Filipe e o puxei para mais perto afim de o beijar. Tinha que beijar Filipe, tinha que tocá-lo, tinha que me satisfazer de alguma maneira.
Filipe intensificou os movimentos com o dedo e me permitir gemer mais ainda. Eu estava próxima do ápice. Pressionei o corpo do Filipe ao meu e atingi o orgasmo.
Meu corpo anestesiou. Respirei com dificuldade na cama.
Filipe tirou meu sutiã e beijou meus seios. Ele também tinha o direito de sentir o que eu senti. Suas mãos exploravam cada centímetro do meu corpo fazendo despertar em mim novamente os sentimentos mais pervertidos e eróticos.
Filipe se afastou por um instante e tateou o bolso da bermuda que já estava no chão. Sua testa franziu. Ele pareceu preocupado.
— O que foi, meu amor? — perguntei me sentando na cama, de frente para ele.
— E-eu... — ele gaguejou — Acho que esqueci a camisinha. — Ele ficou vermelho. — Você, por acaso, teria?
Eu ri. É claro que eu não tinha camisinha. Pra falar a verdade nunca tinha visto uma.
— Não tenho camisinha, Filipe — respondi.
Percebi decepção em seu rosto. Ele ficou em silêncio.
Ah, não! Ele não podia brochar justo naquele momento! Percebendo sua aflição, me lancei sobre ele e lhe beijei de forma apaixonada. E, em uma atitude ousada, toquei em seu membro excitado. Filipe se afastou o olhou para mim, pareceu perceber o que que eu iria fazer. Ficou com uma cara de "nossa, minha namorada vai bater uma punhetinha pra mim!". Eu quase ri, mas estava desesperada demais para isso. Eu não sabia o que fazer.
Avistando meu desconforto, Filipe colocou sua mão quente sobre a minha que tocava seu órgão ereto e começou pequenos movimentos. Digamos que aprendi de imediato e coordenei os movimentos a parti dali. Filipe se deitou aos poucos na cama se deixando levar pelas ondas de prazer que eu lhe proporcionava. E não havia coisa melhor do que sentir esparmos de excitação seus em minhas mãos. Era como se eu finalmente pudesse retribuir a ele tudo que ele já havia feito por mim.
Não demorou muito para que Filipe também tivesse seu orgasmo. Vi em seu rosto certo alívio. Como ele era lindo... Me aproximei devagar e lhe beijei a testa e as bochechas.
Filipe puxou meu corpo nu sobre o seu e me abraçou.
— Eu te amo — ele declarou massageando meu cabelo. — Desculpe minha insensibilidade nessa manhã. Fui idiota em jogar seu bilhete fora.
— Tudo bem. Também me perdoe por estar muito estressada ultimamente.
Filipe depositou um beijo na minha cabeça.
— Eu jamais quero desistir de você — ele declarou.
Pensei em uma resposta, mas fui interrompida por um barulho no portão de casa. Minha mãe teria voltado mais cedo? O que ela pensaria se me visse desse jeito com Filipe?
— Lipe! — Me levantei.- Vista-se, acho que minha mãe chegou.
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