Além da Morte
6 Capitulo 6
Notas iniciais
POV Bella.
Eu ainda não acredito que fiz o que fiz com a minha namorada... Eu estava nas nuvens! Mas ainda custava a acreditar que ela ainda era... Eu nunca imaginaria que um dia iria para cama com alguém virgem, logo que eu que era tão...
– Amor? – Fui tirada dos meus pensamentos pela voz perfeita da minha namorada. Eu já estava na sala, tomando coragem para fazer o almoço.
– Sim, Amor. – Sorri para ela que logo se sentou do meu lado e me abraçou.
– Almoça lá em casa hoje? – A olhei de lado. – Esme adoraria cozinhar, sabe que você é o único motive de usarmos aquela cozinha. – Sorri.
– Eu estava morrendo de preguiça de fazer o almoço. – Gargalhou e fiquei a fitando intensamente.
– O que foi? – Perguntou ao parar de rir.
– Você... Tão linda e perfeita que chega a ser um anjo. –revirou os olhos e levantou-se me puxando.
– Vamos, vamos logo. Quero te levar ao Shopping hoje, precisa de roupas novas. – fiz careta.
– Alice, sabe que detesto aquilo, só vou por obrigação e... – Me calou.
– Mas eu amo! – Arregalei os olhos. Quase um ano de namoro e você aprende muito sobre seu companheiro, não? Alice quando entrava em um shopping só saia depois de encher o carro em três viagens... Um pouco exagerado? Imagina, quase nada!
– Alice... – Resmunguei. Hoje eu teria que ir ao medico, Caio precisava ver como estava, principalmente depois de hoje... – Eu tenho coisas para fazer! – Revirou os olhos. – Tenho que sair mais tarde sabe dos meus compromissos. – Suspirou e assentiu.
– Sabe que esse compromisso é em vão. Não precisa dele! – ri.
– Amor, eu preciso ganhar dinheiro! – revirou os olhos.
– Você é a mulher da minha vida, Bella, estamos juntas há quase um ano. Casa comigo? – Sorri de lado e a puxei sentando em meu colo. Ela olhou-me com ansiedade e beijei seu pescoço logo subindo para seus lábios.
– Não sabe como quero passar cada instante de minha vida ao seu lado, meu amor. – Sorriu contra meus lábios, mas perdeu ele quando ouviu minha resposta. – Mas não posso me casar.
– Mas por quê? Sabe que não precisaria trabalhar! – ri.
– Não tenho boas lembranças com casamentos!
– Só por causa dos seus pais? – suspirei.
– Minha mãe largou minha família por outro cara, Alice. Ela me largou quando eu tinha 10 anos, como se 10 anos em sua vida eu não significasse nada! – Suspirou e acariciou meu rosto.
– Eu não vou ser igual a ela, sabe disso. – Olhei em seus olhos.
– Alice, sei que não, mas realmente casamento não significa nada para mim. É apenas um pedaço de papel que apenas oficializa o que nós temos. Apenas isso. – ela riu.
– Amor, na minha época essa era a maior prova de amor. – beijei seu rosto.
– Eu luto pela minha vida a cada dia que passa para viver mais ao seu lado. Isso não é uma prova de amor? – Me olhou emocionada e me beijou com carinho. Ah se ela soubesse como luto...
– Casa comigo? – Sorri de lado.
– Não, amor.
– A taxa de divórcios entre vampiros são quase nulas, sabia? – Ri.
– Imagino entre humanas e vampiras. – sua vez de rir. – Amor, vamos conversar disso outra hora, ok? – Meu estomago roncou e ela riu. – Tenho coisas mais importantes para fazer. – Concordou e me puxou para o meu carro, indo para sua casa.
[...]
– Bella, estava boa a comida? – Esme perguntou docemente enquanto eu repetia meu terceiro pedaço de lasanha.
– Esme, por favor, eu nunca comi tanto na minha vida! – Ela riu e beijou o topo da minha cabeça. A olhei com carinho e recebi um aperto, de leve, nas minhas bochechas.
– Você trouxe alegria para nossa Alice, Bella. Você é muito especial para nós. – Sorri sentindo minhas bochechas corarem. – E com certeza conquistou cada um dessa família.
– Emmett é o que parece gostar menos de mim. – Falei a verdade.
– Está enganada, eu adoro suas trapalhadas. – Ele apareceu rindo na porta da cozinha. – Como consegue ficar tão envergonhada quando recebe um elogio? – ri de leve.
– Eu não era assim, deixar super claro. – Ele sorriu irônico. – Juro para você! – Riu. Alice logo entrou na cozinha e sentou-se ao meu lado.
– Não? E como você era? Bom, você fugiu de mim um mês até me surpreender com aquele beijo. – Sorri de lado.
– Amor, você não vai querer saber como eu era. – Sorri sacana e ela logo perdeu o sorriso.
– Pegou todas da escola? – Ergueu uma sobrancelha enquanto respirava fundo.
– Digamos que em meus braços já tive várias. – Fechou a cara e levantou-se. Revirei os olhos e logo puxei seu braço e a virei para mim. – Mas nenhuma esteve em meu coração. – Sorriu de lado e a beijei com carinho. – Eu te amo. – Me abraçou.
– Wonn, como é lindo o amor. – Emm implicou e acabamos rindo.
[...] Quatro meses depois.
Seus olhos, seu cheiro, seu cabelo, seu andar, sua fala, tudo nela me encantava. Eu realmente sou muito da sortuda! Tê-la em meus braços é algo que nunca imaginei ser possível!
– Bella? – Alice chamou minha atenção.
Estávamos na sala de sua casa e deitadas no sofá curtindo uma a outra. Faltava menos de um mês para nossa formatura.
– Oi? – olhei em seus olhos e sorri.
– Em que tanto pensa? – questionou curiosa.
– Em uma coisa importante, muito importante. – Sorri de lado e a vi fechar a cara.
– Você sabe que eu já não consigo ver seu futuro, então pare de brincadeira! – adorava irrita-la, ficava linda assim.
– Não estou brincado, estava pensando numa coisa muito importante para mim. – voltei a falar.
– Arg! Edward... – olhou suplicante para seu irmão que havia entrado na sala naquele instante.
– Alice, você sabe que não consigo ler a mente dela. – riu e sentou-se numa poltrona e começou a ler o seu livro.
– Vai mesmo ficar estressada só por que eu não disse no que pensava?
– Vai Bella, me conta. – fixou seus olhos nos meus e fez um biquinho, um lindo e perfeito bico que eu logo abocanhei e aprofundei o beijo.
Seus lábios, apesar de gélidos, eram macios e maravilhosos, me sentia em casa neles. Minha língua logo encontrou a dela e uma dança sensual e única, somente delas, começou.
– Bella... – me repreendeu ao se separar de mim. Muito rápido para o meu gosto.
– Me desculpa. – pedi e vi que se levantaria do meu colo. A puxei e a prendi em um abraço apertado. – Onde pensa que vai? – questionei próxima ao seu ouvido.
– Sabe que posso me descontrolar, não quero te machucar. – Olhei em seus olhos e os vi negros.
– Está tudo bem, acalme-se. – acariciei seu rosto e vi que relaxou com meu toque. A puxei para meu peito e beijei sua cabeça. – E a proposito, eu estava pensando em você. – senti-a sorrir e se aconchegar mais em meu peito.
– Sua idiota. – ri dela.
– Também te amo. – cheirei seu cabelo e me senti anestesiada com ele.
– Bella. – Carlisle entrou em casa e me cumprimentou sorridente.
– Olá Carlisle. – Devolvi o sorriso e me desfiz de Alice. – Preciso ir. – Falei olhando as horas.
– Mais já? – fechou a cara novamente.
– Bom, alguém aqui tem que trabalhar, não acha? – brinquei com ela e dei um selinho em seus lábios. Trabalho... Depois que descobri o que eram Alice passou a dormir lá em casa, eu tinha que esconder o máximo meus remédios dela, não poderia deixar que descobrisse assim. E enquanto ao tratamento e a ida ao hospital, eu inventei essa desculpa, A de que eu tinha que ir trabalhar... Eu odiava fazer o que fazia, mas não sabia como conta-la...
– Sabe que não precisa disso. – se levantou e pendurou-se em meu pescoço.
– Não sou uma Cullen. – pisquei para ela e retirei, delicadamente, suas mãos de meu pescoço.
– Porque não quer. – enlaçou minha cintura e sorri derrotada.
– Por que não quero? – me entreguei a ela e enlacei sua cintura.
– Casa comigo? – pediu e eu ri. – Estou falando sério. Casa comigo? – pediu novamente.
– Já é a segunda vez, Alice. – Riu. – Amor, namoramos há um ano, como você tem certeza que me quer como sua mulher? – entrei em seu jogo.
– Pois quando nós encontramos nossa parceira ela é para a vida inteira. – olhei dentro de seus olhos e vi que falava a verdade e estava sendo sincera.
– Nós, seres humanos, não temos certeza de nada nessa vida. – desfez aquele sorriso e se separou de mim. Fui até dela e a abracei por trás sussurrando em seu ouvido. – Mas nunca me encaixei bem nessa espécie, pois eu tenho uma única certeza. – a virei para mim e sussurrei por de cima de seus lábios. – Eu a quero pelo resto de minha vida. – Lhe dei um selinho e logo ela deu um pequeno soluço.
– Então isso é um sim? – sua voz era alegre.
– Isso é apenas um esclarecimento. – beijei sua testa e nos separei novamente. Peguei minha jaqueta e as chaves do meu carro. – Não quero que fiquei presa a mim. – me olhou incrédula.
– Eu já disse que... – se calou ao ver meu olhar.
– Alice, você e sua família são imortais, presta atenção. – olhei para cada um ali e voltei para ela. – Eu posso sair por essa porta e nunca mais voltar. – Falei a mais pura realidade. Infelizmente meus exames estavam dando alteração. Isso não era bom.
– Não... Não fala isso, por favor. – implorou e senti o clima ficar mais pesado ali.
– Alice, eu infelizmente não posso te fazer feliz pela eternidade.
– Eu te transformo. – Edward a olhou surpreso.
– Alice, isso é uma escolha dela. – interferiu.
– Eu não suportaria te perder. – abaixei a cabeça me sentindo culpada por esconder algo dela. – Você gostaria de passar a eternidade comigo? – correu e me abraçou.
– Seria meu maior sonho. – a abracei e beijei sua cabeça. – Mas como eu já disse, não posso passar a eternidade ao seu lado, apenas lhe dar meu amor eterno. – lamentei.
– Por que diz isso? Seus sentimentos estão confusos. – Jasper perguntou.
– Eu não sou e nunca fui totalmente honesta com você, Alice. — Ela e todos que estavam na sala me olharam sem entender. Eu não podia mais esconder aquilo.
– Como assim, querida? – Esme perguntou.
– É complicado de explicar e... – respirei fundo. – Vocês não me entenderiam...
– O que você esconde de mim, amor? – Alice pegou em minhas mãos. Respirei fundo e resolvi contar.
– Quando eu te conheci, há um ano, eu não queria nada sério, creio que você já percebeu que todos naquela escola me olham maliciosos. – Ela assentiu com raiva. – Eu era uma “pegadora nata”, competia entre meus amigos para ver quem pegava mais. – me olhou triste. – Eu, sendo bi, pegava muito mais que todos eles, metade daquela escola já se deitou comigo.
– Isabella, como pode estar me contando isso? – olhou-me horrorizada.
– Eu era assim, por que... Porque recebi um diagnostico que mudou minha vida para sempre. – ignorei sua fala. – Meu médico disse que no meu Raio-X apresentou uma pequena mancha entre meu coração e meu pulmão. – Carlisle e Edward me olharam assustados.
– Você tem um tumor. – Assenti e vi Alice ficar rígida ao meu lado.
– Na verdade esse câncer é bem raro. – Suspirei. — Disse que eu podia fazer um tratamento, mas era caro e não era 100% garantido. – Suspirei. – Ele então disse que eu teria um ano e alguns meses de vida, eu tentei curtir ao máximo ela.
– Bella... – sua voz era triste, mas a ignorei mais uma vez.
– Disse apenas para me manter calma e evitar confusões, ou seja, relaxar. Escolhi um Hobby muito diferente para relaxar. Sexo. – falei simplesmente e vi Emmett sorrir malicioso. – Isso me aliviava e me deixava animada, mas quando se passaram alguns meses ele me proibiu de fazer isso ou eu morreria por uma parada cardíaca.
– Como foi ter que parar de comer e ser comida? – Emm brincou e sorri maliciosa para ele.
– Torturante. – voltei a olhar Alice. – Mas quando vocês chegaram aqui, no ano passado, eu me vi completamente apaixonada por você, Alice. – beijei suas mãos e sorriu um pouco. – Meu coração disparou muito rápido, pensei até que morreria naquele dia e que você era o anjo que me levaria embora. – riu. – Eu jurei a mim mesma não amar ninguém, não queria trazer dor a essa pessoa. – lamentei.
– Mas... – Rose me incentivou.
– Mas é impossível não amar Alice Cullen. – deu o meu sorriso predileto. – Seu sorriso, seus olhos, sua boca, tudo em você me fascinava e me atraia.
– Coisa de vampiro. – Edward concluiu.
– Não, coisa de quem estava completamente apaixonada.
– Você não trabalha... – Ela chegou à conclusão.
– Não. – Sorri sem graça. – Meu pai nunca deixaria. – suspirei. – Eu vou toda semana ao hospital e faço meus exames de rotina.
– Nunca te vi lá. – Carlisle falou.
– Muita sorte.
– Você mentiu para mim esse tempo todo... – Alice respirou fundo e triste. – Por quê?
– Porque tive medo, porque pensei que lhe perderia se soubesse que eu estava para morrer... Por que não queria que a melhor coisa da minha vida acabasse assim, do nada. – Deixa minhas lágrimas escorrerem pelo meu rosto.
– Você deveria ter confiado em mim! – começou a me acusar.
– Confio minha vida a você, meu amor! Mas eu tive medo, apenas isso! – Respirei fundo. – Eu não queria te perder... Me perdoa! – Implorei.
– Bells... – Soluçou. – Por isso falava que não era boa para mim? Por que poderia morrer? – Assenti.
– Meu tumor aumentou, eu posso morrer a qualquer momento. – Alice me olhou completamente em choque e me abraçou fortemente. – Me desculpe.
– Não você não pode me deixar. – Se agarrou a mim. – Eu posso te transformar, assim viverá para sempre comigo e sem nenhuma doença. – estava esperançosa.
– Cogitei essa ideia assim que descobri o que eram. – me separei dela. – Jacob, meu melhor amigo, é um lobo. Sabem disso. – Rose fez careta. – Ele me contou tudo que eu precisava saber e muito mais.
– E por que ainda não pediu por isso? – Rose questionou.
– Pois eu sei também como é a transformação, eu morreria antes mesmo do veneno chegar ao meu coração.
– Ela está certa. – Edward falou com pesar.
– Eu... Eu não posso te perder, não agora... – Alice começou a soluçar, mas me mantive firme em meu lugar.
– Alice... – a chamei e olhou em meus olhos. – Me desculpe por esconder isso por tanto tempo, mas o que quero é que seja feliz. – me olhou assustada.
– Como?
– Que encontre algum imortal para você ou... – me calou com um beijo apaixonado e perfeito.
– Eu te amo. – abaixei a cabeça e colou sua testa na minha. – Se você morrer eu vou logo em seguida. – olhei chocada para ela.
– Não, não mesmo! – a abracei fortemente a mim. – Sua família não vai permitir isso, não é Emmett e Edward? – Assentiram ainda tristes.
– Eu não conseguiria viver...
– Viveu sem mim por muitos anos. – brinquei.
– Justamente por isso, agora sem você eu não viverei mais.
– Alice... – Meu coração deu uma pequena parada, mas rapidamente voltou.
– Bella! – Carlisle veio correndo para meu lado.
– Bom... Eu... – não conseguia falar.
– Shiu meu amor. – Alice pediu desesperada. – Vai ficar bem... Você vai ficar bem... – falava com ela mesma.
– Eu vou ficar bem sim, logo essa dor vai... – gemi. – passar. – apertei sua mão.
– Não me deixe, por favor. – implorou.
– Nunca. – sorri fraca. – Apesar de fraco e doente, meu coração é seu. – brinquei e ela me olhou séria. – Obrigada por me fazer feliz em pouco tempo. – meu coração estava acelerando e minha respiração ficando ofegante. – Eu te amo.
– Não mais que eu. – se abaixou e beijou-me delicadamente. Eu ergui meus braços e a trouxe mais e mais para mim, queria um beijo decente, um beijo para levar para onde quer que eu fosse.
Nos separamos e olhei fundo em seus olhos. Logo senti meu corpo perder suas forças e escorrer para o chão. Alice me segurou firme em seu colo e senti a escuridão me tomar. Seus olhos dourados e tristes foram as ultimas coisas que vi antes de cair na inconsciência...
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