Notas iniciais
Adivinha quem está se escondendo atras do sofá? Quem disse Lary, acerto ! u.u Hey, gente, tempão já né? Dois meses e cinco dias... Castigo para voces? Não, sem criatividade mesmo. Enfim. Nesse capitulo voces vão notar a semelhança com Amanhecer parte 1, mas com um diferencial, uma briga mais intensa, sem um dos lado submisso. Espero que curtam essa... Posso dizer: Versão Yuri de Amanhecer kkk. Comentários são bem vindos, ok? Então... Bsus, é isso.

POV. Bella.

Os dias passavam rápidos e cada segundo estava sendo torturante para mim. Alice não mais falava comigo, claramente esperava por um pedido de desculpa, o qual não teria, não mesmo!

Minha filha também resolveu me evitar, diz que não vai deixar nada nem ninguém magoar a mamãe e irmãozinho dela. Estava sentindo falta de minha família, mas não conseguia aceitar e admitir aquilo!

– Até quando ficará isolada? Sendo um Damon da vida? – Meu pai D. apareceu sem fazer qualquer barulho. O olhei assustada e logo sorriu. – Perdão. – Sentou-se ao meu lado no sofá e logo enlaçou minha cintura.

– Quando chegou aqui? – Indaguei surpresa pelo seu silencio.

– Ser sorrateiro não é uma qualidade adquirida agora, minha pequena. – Beijou o topo da minha cabeça.

– Eu estou muito distraída, nem seu cheiro eu senti. – Descansei minha cabeça em seu peito e apreciei seus carinhos. – Por que não está me ignorando como os outros? – Perguntei irônica.

– Porque você é minha filha, e, apesar de tudo, eu te entendo mais que ninguém. – Falou calmo e sereno.

– Como assim? – Indaguei virando-me para ele.

– Quando sua mãe engravidou de você... Bom, foi um baque, a mulher que eu tanto amava grávida de outro. Mas quando descobriu que não era do meu irmão, mas sim minha... Eu nunca pensei que poderia ter filhos, principalmente com a mulher que tanto amei. – o olhei atenta. – Mas quando se confirmou esse milagre. – Olhou sorrindo em meus olhos, acabei retribuindo. – Eu não sabia o que fazer, como reagir.

– O que queria fazer quando soube o que eu era? – Ergueu uma sobrancelha.

– Como assim?

– Que era uma híbrida, um ser desconhecido que poderia por em risco a vida da mulher que tanto amou. – Suspirou.

– Eu... Enlouquecei, não mais que Stefan, claro. – Suspirou novamente. – Elena estava eufórica com tudo, até descobrir que era minha e não do meu irmão. – Beijou minha mão.

– Essa história eu já sei. – Assentiu. – Mas não esclareceu sua emoção.

– Raiva, nojo, decepção, remoço... – Abaixou a cabeça. – Eu tive raiva de mim mesmo, eu coloquei a vida de Elena em risco! Nojo por perceber o quão monstruoso eu poderia ser! Decepção por... Eu pensei que havia mudado, mas não, continuava o mesmo, só que dessa vez pior!

– E por que remoço? – Perguntei sem entender.

– Por não ter aproveitado mais a gravidez da minha pequena. – Perdi o ar com isso. – Eu passei muito tempo pensando no que fazer, e esqueci-me de viver! Esqueci-me de acompanhar cada crescimento da barriga dela, esqueci-me de ser o primeiro a sentir um chute em sua barriga... Eu fui tão idiota, que só fui me dá conta de como era especial, quando pude, enfim, tê-la em meus braços! – Acabei me emocionando.

– Não consigo. – Admiti.

– Sua família está lá na sala. Nessie ao lado da mãe, acariciando sua barriga de poucos meses, e você aqui, chorando sozinha num canto! – Me repreendeu. – Será que o exemplo de seu pai não serve de nada? Estou aqui, fazendo algo que nunca pensei em fazer, só para te ajudar!

– Me dar um sermão?- Assentiu e rimos.

– Vale a pena ser a única contra? – Não falei nada.

– E se ela morrer? – Negou e acariciou minha face.

– Ela é tão forte quanto pensa. – Beijou minha testa e se levantou. – A escolha é sua, só não venha dizer que se arrependeu depois... O peso da culpa é maior do que qualquer outra coisa. – Saiu da sala em velocidade inumana.

POV. Alice.

Estar sem minha esposa era o mesmo que arrancar meu coração, mas tê-la ao meu lado e criticar nosso filho, nossa maior prova de amor, era uma dor ainda maior. Três meses de gravidez, minha barriga estava parecendo com uma de cinco. Carlisle disse que esse crescimento acelerado era normal, esperava até mais para um híbrido de duas raças de vampiros diferentes. E

Elena é a única que me entende e apoia. Sabe das minhas dores e ajuda com cada coisa. Se emociona por saber que terá um neto de sangue, não que amasse menos Nessie, mas que isso era impossível, tanto por Bella ser estéril para engravidar, tanto por ter se casado comigo, uma vampira.

Ver minha esposa isolada e sem alguém ao seu lado me faz lembrar como me senti nos 50 anos sem tê-la aqui. Mas eu não poderia ir até ela, não poderia escolher entre meu amor e minha vida. Meu filho significava muito para mim, e não abriria mão, nem que para isso eu tenha que dar minha vida!

Cada dia que passa é uma angustia enorme. A falta que faz os toques, os beijos, os carinhos de minha amada é enorme. Meu pequeno sente essa minha angustia, e sei que também quer sentir a mãe, quer ter contato com quem lhe ajudou a dar vida.

– Mamãe, qual vai ser o nome dela? – Nessie tirou-me dos pensamentos e quis saber. Sorri e acariciei minha barriga.

– Quer uma menina? – Assentiu. – Por quê?

– Para brincar comigo! – Falou como se fosse obvio.

– Você tem algum nome em mente? – Negou e fez biquinho. – Pensei em Mary, o que acha? – Sorriu largamente.

– É lindo, mamãe! – Beijou meu rosto e me abraçou com cuidado.

– E se for menino? – Elena quis saber, sorrindo lindamente e boba com a cena que via.

– Não sei... Menino eu não pensei. – Confessei.

– Nathan. Sempre gostei desse nome. – Ouvi uma voz baixa e tímida surgir na grade sala. Todos olharam para trás, inclusive Nessie, e sorriram.

– Mamãe! – Nessie correu para abraça-la e ganhou vários beijos, seus risos diziam isso. – A senhora veio brigar com a mamãe? – Perguntou séria.

– Não... Não quero mais brigas... Quero apenas minha família. – Sua voz estava sofrida.

– Então tá bem! – Falou eufórica novamente.

– Posso conversar com você, Alice? – Perguntou quando se aproximou. Percebi que nossa família estava se retirando. – Não. – Mas ela negou. – Fiquem todos. – Pediu. Parecia tentar ganhar força e coragem para fazer isso.

Ergui-me e me virei para encara-la, mas percebi que arregalou os olhos quando olhou minha barriga.

– Como... Como cresceu. – Sorri acariciando meu pequeno, ou pequena. – Quantos meses faz? Um ou dois? – Neguei.

– Três meses hoje. – Sorri acariciando mais. – Ele não para de crescer. Carlisle disse que seu crescimento é acelerado, mas não assustador. Posso ganhá-lo mais cedo que previsto. – Informei, mesmo não sabendo se queria saber.

Colocou nossa filha ao chão e se aproximou de mim. Seus olhos eram sofridos, em seus lábios o sorriso não mais existia.

– Eu... Eu sou possessiva e egoísta. – Quebrou aquela distancia que havia entre nós e acariciou minha face. – Eu não suporto a ideia de nada que atrapalhe nossa felicidade. – Confessou. – E saber que poderia morrer... Eu nunca irei aceitar isso!

– Se preferir, posso sair de casa... – Me calou com um dedo arregalando os olhos.

– Não diga asneira, minha pequena. – Se aproximou mais, senti seu calor, que era um pouco gélido, mas bom para mim. – Eu vim aqui para... – Suspirou e fechou os olhos com força. – Para pedir desculpas. – Sorri de lado. Minha esposa era orgulhosa, e pedir desculpas... – Agi mal. Vi apenas meu lado, minhas escolhas, e não a sua, que verdadeiramente importa aqui! – Sabia que estava se esforçando para dizer isso.

– Você... Você quer viver essa gravidez comigo? – Peguei sua mão e coloquei por cima da minha barriga. Ela hesitou em colocar, olhou-me com receio. – Não perca tempo, meu amor, ele quer seu carinho tanto quanto eu. – Confessei minha necessidade.

– Não prometo nada. – Soltou minha mão e a abaixou. Meu coração se apertou por sua rejeição. – Não apresse as coisas, Alice, por favor. – Pediu com cautela.

– Tudo bem. – Falei desistindo. Sentei-me no sofá, não iria perder meu tempo em pé. Vi Isabella olhar ao redor e suspirar. Sentou-se atrás de mim e acomodou todo o local para que eu deitasse em seu peito. – Quer que eu e essa coisa deitemos em você? – A imitei. Riu de leve, um riso sem emoção.

– Eu estou aqui, o que mais quer? – Indagou sem vida.

– Que minha esposa volte a ser quem sempre foi. – Lamentei.

– Sua esposa não sabe mais o que fazer da vida. – Confessou. Minha família nos deu privacidade, menos Edward e Emmett, eles sabiam que ela poderia se descontrolar.

– Se você parasse de ver apenas o lado ruim disso... – Negou.

– Não paro de pensar em você num caixão. – Tremeu. Apertei sua mão com força.

– Eu não vou morrer. – Assegurei.

– Queria ter a mesma certeza que você. – Foi relutante.

– Você não consegue entender e ver nossa felicidade, Bells. – Ela rosnou de leve e Edward já deu um passo em sua direção.

– Eu não vejo a nossa felicidade? – Indagou e logo se largou de mim, levantou-se e me encarou com fúria. Todos entraram na sala e ficaram receosos pelo que poderia acontecer.

– Você chama nosso filho de coisa! Você o vê como um anjo da morte! Não consegue enxerga-lo como seu filho, ele tem seu sangue correndo nas veias! – Minha vez de me irritar. – Não creio que foi a magia de Bonnie que me deu essa criança! – Vi que não entendeu. – Foi mais que magia, foi um milagre! Nosso amor é extremo, tão grande que superou a morte, será que não pode superar isso? Eu vivi 50 anos sem você, cada dia que passa a tendo contra mim... Não sabe a dor que habita em meu peito. – Lágrimas escorram por minha face.

– Você fala como se eu não pensasse em você. – Lamentou. – O que não paro de pensar é justamento o contrario. Você está apaixonada por essa criança, mas paixões só nos levam ao fracasso! Você está trocando o meu amor, o de sua filha, por algo que pode tirar algo que Nessie e eu tanto amamos! Você! – Fiquei assustada com seu discurso.

– Não diga que está sendo solidária, Isabella, seu egoísmo está indo longe demais!

– Eu vim aqui, queria te sentir e evitar pensar nisso... – Apontou para minha barriga. – Mas você sempre aperta na mesma tecla!

– Como não apertar? É de nosso filho que estamos falando, e nunca, nunca mais repita o que disse! Meu filho não é uma coisa! – Rosnei.

– Alice, você não pode se estressar! Chega, vá embora daqui, filha! – Elena ficou aflita com nossa discussão. Nessie estava assustada no colo de Rose.

– Acho melhor sair mesmo. – Virei às costas.

– Virou as costas hoje para mim, assim como fará com sua vida amanhã. – Sua voz estava caída, sofrida, angustiada.

– A vida é minha. – Virei – E dela faço o que quiser. E nesse momento eu quero dar ao meu filho. – Olhei em seus olhos. A ira estava toda contida ali.

– Você diz que sou egoísta, Alice, mas esqueceu-se de quem é que está tomando todas as decisões aqui! Éramos uma família, uma família divide tudo! Mas você não quis dividir isso comigo! Você simplesmente aceitou a morte de braços abertos! E eu? Não pensa em mim? Diz que viveu 50 anos sem mim, acha que o tempo também não passou para mim? Posso não lembrar tudo, o que me deixa ainda mais angustiante, mas meu amor por você nunca foi apagado e o vazio que eu sentia era imenso! – Suas lágrimas voltaram a rolar.

– Se acha que estou sendo individualista, o que ainda faz aqui? – Perguntei já sem voz. Andou em minha direção e pegou em meu braço.

– Por que eu te amo mais que a minha vida. – Se declarou.

Pov. Bella.

Olhando em seus olhos me declarei perante todos. Coisa que não era acostumada a fazer. Alice soluçou, chorou e tremeu em minha frente. Abri levemente meus braços e logo se chocou ali. A apertei forte, como se dependesse daquilo para sobreviver. Respirei fundo seu aroma e guardei cada particular de seu perfume em meu ser.

– Eu te amo tanto, meu amor. – Sussurrei para que só ela ouvisse. – Não posso te perder, cada sonho que tenho com isso é um dia a menos que quero viver. – Me apertou.

– Me dê uma chance, por favor. – implorou. – Posso te provar que nada acontecerá. – Pediu entre soluços.

– Eu... – Ia retrucar, mas algo me parou.

Eu não vou machucar minha mamãe! Separei-me de Alice, que me olhou sem entender, e olhei para Nessie.

– O que disse filha? – Me olhou confusa.

– Nada! – Se defendeu.

– Mas... – E novamente aquela voz.

Você pode me ouvir, mamãe? Arfei. Minha filha nada disse e poder algum tinha, fitei minha esposa confusa.

– Você ouviu? Edward, você também ouviu? – Negou.

– Do que está falando, amor? – Alice acariciou meu rosto. Percebi que sua barriga estava encostada na minha, e só depois desse toque que ouvi isso...

Agachei-me, para surpresa de todos, e coloquei minha mão em sua barriga. Ergui sua blusa e toquei diretamente em sua pele.

– Amor... ? – Alice se arrepiou com meu toque, mas fiz um sinal para que ficasse em silencio. Acaricie sua barriga, novamente a voz.

Seu toque é bom, mamãe! Esperei tanto por isso! Arregalei os olhos e cai sentada no chão. Emmett riu de minha cara, mas todos estavam aflitos. Mamãe, por que parou com o carinho? Estava bom. A voz voltou a falar.

Percebi que só se comunicava através do toque na barriga. Olhei para minha esposa, que não sabia se chorava ou se me achava uma estranha.

– Essa coisa... – Me olhou raivosa. – Ela. – Me consertei. – Falou! – Me olharam descrentes.

– Como? – Carlisle se aproximou e fez o mesmo que eu. Tocou em sua barriga. – Não escuto nada! – Fiz o mesmo que ele, mão ao seu lado.

Mamãe, a mão do vovô é fria! Mas é gostosa! Sua voz era animada, feliz... Inocente.

– Ela falou que sua mão é fria. – Retirou rapidamente, sem graça. – Mas é gostosa. – Estava atordoada.

– Edward, consegue... – Negou.

– Parece que a criança tem um forte elo com Bella. Só se comunica com ela. Nem mesmo eu, com meu dom, consigo penetrar em sua mente. – Sorriu de lado.

– Bella odeia essa criança, mas correu para ela, eu, que estou aqui desde o inicio, nem oi me fala? – Rose bufou e me olhou raivosa.

Não briga com minha mamãe tia Rose! Ri da sua fala. Também te amo.

– Ela disse para não brigar comigo, mas que te ama. – Traduz. Sorriu boba e logo veio acariciar a barriga de minha esposa.

– Um dom? – Jasper quis saber.

– Talvez sim, ou apenas uma ligação forte, algo que Bonnie lançou sem querer pode ter afetado Bella. – Carlisle propôs.

Alice sentou-se no sofá, sorrindo lindamente, e me olhou com amor. Retribui seu olhar e ganhei meu sorriso particular.

– Ela te ama. – Colocou a mão por cima da minha.

A voz da mamãe é linda, amo muito ela.

– Você vai gostar mais quando sair daí de dentro. – Acabei me comunicando, sem ligar para os que estavam de fora.

Mamãe, por que a senhora me odeia? Fiquei sem fala.

– Eu... Eu não... Não te odeio. Apenas tenho medo de perder minha esposa. – Declarei a ela.

Eu quero ter minha mamãe também! Eu não vou machuca-la, mamãe! Eu a amo!

­– Como vai me prometer algo que não sabe? – Indaguei séria, olhando para sua barriga.

Mamãe disse que eu tenho seu sangue, e que vou ser parecida com a senhora. Não entendi.

– O que quer dizer com isso? – Percebi que todos me olhavam sem entender.

Que cumpro com minhas promessas. Sorri de lado, uma lágrima escorreu por minha face. Alice logo a limpou e me olhou sem entender.

– Eu te amo tanto, meu amor. – Me ergui e a beijei com carinho. Ela retribuiu meu gesto e logo estava chorando comigo também.

– Como senti falta disso. – Confessou me abraçando. – Mas o que ela disse? – Ri da sua ansiedade.

– Que você fala demais. – A repreendi. – Falou de mim. – Riu.

– É a mãe dela. – beijou meus lábios.

– Ela me prometeu uma coisa... Deu um ótimo argumento. – Sorriu de lado e deitei Alice no sofá, ficando por cima dela, não ligando para quem estivesse ali.

– O que? – Quis saber.

– Não machucaria você! – Ficou emocionada.

– Qual argumento usou? –Edward quis saber.

– Que tinha meu sangue, era igual a mim. – Alice riu e negou.

– Convencida que nem a mãe. – Neguei e evitei encostar-se a sua barriga, para não machuca-la.

– Não, apenas te ama como eu. – Me olhou intensamente, como se esperasse por isso há anos, e de fato sim, por três meses esperou.

– Você vai tolerar essa gravidez? – neguei. Voltou a ficar séria.

– Vou vive-la com você. – Ficou surpresa. – Vou segurar sua mão nos momentos de dor, e sorri nos de alegria. Estarei ao seu lado como sempre estive. Como uma família deve ser. – Chamei minha filha com o dedo e sentei-me no sofá. A peguei no colo e sente-a em minhas pernas. – Unida. – beijei o topo da cabeça de Nessie e Alice logo nos abraçou.

Notas finais
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