Além da Morte
20 Capitulo 4
Notas iniciais
POV. Bella
Mimar, aproveitar, acariciar, fazer todas as vontades de minha esposa... É, para quem se dizia contra essa gravidez estou me tornando a mais boba de todos.
Meu dia era corrido, dedicado somente a minha esposa. A parte da tarde eu tirava para cuidar de Nessie, afinal de contas ainda tínhamos nosso tempo, queria recuperar aqueles dias que ficamos afastadas. A noite era uma reunião em família, juntavam-se todos na sala da mansão e juntos discutíamos sobre a gravidez e outros assuntos.
– Preciso fazer exames em você, Alice. Tenho que saber como anda o desenvolvimento dessa criança. – Carlisle falava como médico, mas sua preocupação era de um pai.
Alice estava deitada em meu peito e de olhos fechados, aproveitando de meu carinho. Nossa filha já dormia em seu colo, sua respiração era pesada e lenta, dormia tranquilamente. Sorri para a cena que via, amava minha família e a achava a mais linda de todas.
– Podemos fazer esses exames amanhã, estou cansada pai. –Carlisle assentiu e nada mais disse. Atrevi-me a acariciar sua barriga, só para ter mais um contato com nosso pequeno, ou pequena, que ali habitava.
Mamãe... Sorri ao ouvir sua doce voz infantil, mas que parecia conter uma sabedoria intensa e vasta. Desliguei-me da conversa que se passava ao nosso redor e me foquei somente ali. Mamãe, sinto falta da sua voz. Notou que eu andava calada... Esse pequeno é incrível!
– Por que esse silêncio, amor? – Alice me tirou daquele mundo com uma única pergunta.
– Nossa filha... Ou filho. – Dei de ombros e sorriu colocando a mão por cima da minha. – Ela sentiu falta de minha voz. – Mordi meus lábios ao encarar seus olhos.
– Até eu senti. – Acariciou meu rosto.
– Vamos subir para nosso quarto? Nossa pequena precisa descansar em uma cama confortável. – Assentiu e se levantou com cuidado, não queria acordar nossa pequena. – Boa noite a todos. – Me despedi de todos e peguei Nessie delicadamente nos braços. Ela se acomodou em meu peito e logo recebeu beijos dos avôs e avós.
Ao final da escada, a ultima à esquerda, era o quarto de nossa filha. Alice abriu a porta e logo acendeu a luz, arrumou a cama de nossa menina e logo a coloquei ali. Nessie se agarrou em meu dedo, assim como fazia quando bebê, e não o largou. Sorri por saber que ainda tinha minha pequena, que não crescera tanto.
– Continua com a mania de quando bebê. – Alice percebeu e afagou minhas costas por trás. Assenti concordando.
– Eu temo que nossa pequena pense que estamos a deixando de lado por conta do irmão. – Confessei beijando a testa de Nessie. A senti relaxar quando sussurrei um “Te amo” em seu ouvido. Soltou meu dedo aos poucos e logo se enrolou na manta. Rimos disso e logo foi à vez de Alice a beijar.
– Nossa menina é inteligente o suficiente para saber que nunca a trocaríamos. – Abraçou minha cintura. Concordei e a guiei para perto do abajur, o acendi e levei minha esposa para fora do quarto apagando a luz. Fechamos a porta e logo entramos em nosso quarto, de frente para o da nossa pequena.
– Acha que daremos conta de dois correndo para lá e para cá? – Indaguei rindo. Fechei a porta do quarto e retirei minha blusa, sutiã, e logo coloquei uma camiseta larga. Alice me olhava intensamente, como um felino olhando uma presa, como se eu fosse seu jantar mais necessitado. Senti a malicia encontrar meu olhar rapidamente.
– Acho que daria mais conta de você... – Andou sensualmente em minha direção, me prendeu na parede e lambeu todo meu pescoço — De preferência debaixo de mim! — Gemi com suas palavras e ações. Meu corpo todo tremeu e senti minhas forças se esvaindo a cada segundo que dominava mais meu ser.
Sua mão percorria a lateral de meu corpo e sua boca não desgrudava de meu pescoço.
– Alice... – Gemi e recebi uma mordida forte. – Amor... – Revirei os olhos.
– Shiu... Eu quero você! – Me prensou na parede e jogou sua perna no meio da minha.
– Não provoca, Alice. – Rosnei e nos virei. – Quem brinca com fogo acaba se queimando! – Meu olhar era faminto, me igualando ao dela.
– E quem disse que não quero me queimar? – Mordeu os lábios. Não resisti e os ataquei.
A força foi desproporcional, seus gemidos de prazer e dor se misturaram e logo já estávamos na cama. Alice remexia debaixo de mim. Minha mão rasgou cada parte de sua roupa e logo ela se livrou da minha. Meu corpo estava sensível, mas o dela estava ainda mais. O bico de seu seio estava rígido, seu corpo arrepiado e sua intimidade quente, muito molhada.
– Não me torture, eu quero você! – Foi direta. Nossos corpos já clamavam um pelo outro, mas Alice clamava ainda mais.
Minha boca desceu para seu pescoço e minha mão para sua intimidade. Gemi de leve ao sentir aquele melado escorrendo por meu dedo pelo simples fato de encostar ali. Olhou-me intensamente, rebolou e quicou em meu dedo, querendo apresar meus movimentos e sentir prazer.
Meu dedo escorregou para seu interior, seus gemidos ficaram mais roucos e logo seu quadril ganhou uma vida surpreendente.
– Vai amor... – Puxava meu cabelo com força. Sorri de lado e acelerei meus movimentos. O vai e vem era intenso e forte.
Estava perdendo o controle à medida que gemia por mais. Meus braços dobraram e logo meu corpo desceu para sua intimidade, a sugando com força e intensidade. Alice apertava a colcha com firmeza, gritava de prazer e xingava palavras desconexas.
Sorria cada vez mais, e mais um dedo era colocado ali. A senti tremer quando o quarto dedo escorregou para dentro e meus lábios subiram para sugar seus seios.
– BELLS! – Gritou quando senti seu gozo escorrer por minha mão. Não conseguia controlar minha felicidade ao senti-la ali. Era diferente com ela humana, seu calor era ainda mais intenso, suor escorria por seu corpo, seu coração estava acelerado, eu sentia a adrenalina se espalhar.
Olhei em sua face e logo me joguei ao seu lado, a puxando para meu peito.
– Obrigada. – falou quase sem voz. Beijei sua testa e esperei que seu coração acalmassem as batidas.
– Descanse minha princesa. – Concordou e acabou caindo no sono, um sono profundo e cheio de tesão...
[...]
Acordei com uma dor estranha no peito, como se algum ruim estivesse para acontecer! Abri meus olhos e me levantei depressa, mas sem acordar minha esposa. Coloquei a mão em cima do coração e o senti se apertar, achei estranho.
Virei e olhei para minha esposa, nua deitada dormindo serenamente. Mas ao observa-la melhor, pude notar algo estranho!
Seu corpo... Ele estava completamente manchado, havia sangue nos lençóis e sua boca estava inchada. Arregalei os olhos e prendi a respiração ao ver o estado de seu peito, completamente negro pela força que usei ontem. Ergui-me da cama e uma lágrima escorreu por minha face.
– Eu sou um monstro! – Estava em choque, mas logo um drama ainda maior me dominou. – Filho... – Andei em sua direção e pousei minha mão em seu ventre.
Mamãe, o que foi? Suspirei aliviada. Coloquei uma roupa imediatamente e chamei pelo meu sogro.
– Bella, o que foi? – Quis saber ao chegar à porta de meu quarto. Viu-me tremendo e chorando. – Bella, está me assustado! – Arregalou os olhos. Apontei para minha esposa, completamente nua e adormecida na cama. – Isabella! – Evitou olhar quando percebeu seu estado desnudo.
– Olhe Carlisle! Olhe o que eu fiz com sua filha! – Mais lágrimas escorriam por minha face, ele negou, me olhou duro, mas perdeu a pose quando usei de minha força para vira-lo e observar o que queria lhe mostrar.
– O que aconteceu? – Andou até ela e prendeu a respiração.
– Eu sou um monstro! Eu quase matei minha esposa, meu filho! – O desespero era tamanho que não conseguia me controlar. Ouvindo minha voz de agonia, minha mãe logo entrou no quarto, mas estancou ao ver a cena.
– O que aconteceu? – Perguntou perplexa. Percebi que Alice ia acordando aos poucos com tantas vozes em nosso quarto. Abriu os olhos e logo se cobriu assustada e envergonhada.
– Não se tampe! – Ordenei séria. Meu semblante era sofrido e um pouco frio.
– O que... O que fazem aqui? – Fez careta de dor ao encostar-se a seu seio. Minha expressão se distorceu mais. – O que... – Olhou e se assustou um pouco, mas logo entendeu o motivo da minha careta. Ergueu-se da cama e andou em minha direção, não se importando mais em esconder seu corpo. Quanto mais o via, mais abismada comigo mesma eu ficava.
– Não toque em mim. – Dei um passo à trás.
– Amor, não... – Seus olhos encheram de lágrimas.
– Carlisle, a leve para um exame, precisamos saber se foi só externo ou algo foi afetado internamente. – Falei séria, muito séria.
– Filha, coloque um roupão e vamos descer. – Ela negou, continuou olhando-me.
– Você não vai se afastar novamente só por causa disso, não é? – Acabou chorando quando não demonstrei emoções.
– Não posso me dar ao luxo de perdê-la e matar aquilo que você tanto ama e me fez amar. – Uma lágrima escorreu por minha face. Ela a secou e negou.
– Não... Não faça isso. Nossa noite foi perfeita! Não sinto dor! Podemos aprender a controlar isso, você pode e... – Retirei sua mão de minha face e fechei os olhos.
– Não tente se iludir e enganar a mim. Alice, sabemos que minha força não é facilmente controlável. Não atacar seu pescoço já é um sacrifício, agora minha força física eu não...
– Claro que pode! Você pode se controlar! Por favor, fiquei muito tempo sem você! – Me agarrou com força.
Vi minha mãe pegar o roupão, o peguei de sua mão e tampei o corpo de minha esposa.
– Enquanto for humana e estiver grávida, não tocarei em seu corpo em respeito a você mesma. – Segurei o choro, ao contrário dela, que caiu em lágrimas. – Me perdoa, por favor. – Sussurrei ao pé de seu ouvido.
– Por que quando conserta algo estraga outra coisa, Isabella? – Indagou indignada. – Estávamos felizes! Quase realizadas! Por um deslize idiota você vai evitar até de acariciar meu corpo! – Neguei.
– Estarei ao seu lado, cuidarei de você e de Nessie, e desse pequeno também. Mas não dormirei com você, não me peça o contrario disso, por favor. É para seu bem. – A impedi que falasse algo. – A leve, quanto antes começar, mais aliviada ficarei. – Assentiu e levou sua filha com cuidado.
Alice saiu do quarto olhando para trás, com dor nos olhos. Quando fecharam a porta, deslizei pela parede e comecei a chorar sem controle. Minha mãe sentou-se ao meu lado e puxou-me para seu colo. O carinho estava bom, mas a culpa ainda estava me dominando.
– Você não é um monstro, antes que fale isso. – Foi me consolando.
– Acha que sou o que? Um anjo? – Sorri irônica.
– Quando me deitei com seu pai pela primeira vez, Bella, eu não sai ilesa. Damon sugava meu sangue com força, o prazer era misturado à dor. Não imagina como eu fiquei no dia seguinte. – Corou de leve. – Com Stefan não era diferente, a força que essa raça possuía é enorme.
– Não está ajudando, dona Elena. – Riu de leve.
– Quero dizer que demorou, mas Stefan conseguiu se controlar para me ter por perto. Meu sangue era um problema, mas ficar longe de mim, não me ter ao seu lado, era mais. Damon também se controlou, mas ele usava outro truque. – A olhei sem entender. – O sangue.
– Não posso dar meu sangue a ela, sabe que isso poderia interferir na gravidez. – Ela suspirou.
– Alice não desistirá de tê-la com ela, em todos os sentidos.
– Serei forte. – Ela riu.
– Você é uma Salvatore, nunca vi família mais tarada. – piscou e se levantou. Revirei os olhos. – Vá tomar um banho e ver sua esposa. Cuido de Nessie até voltar.
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