Além da Morte
14 Capitulo 14
Notas iniciais
Pov Bella.
– Acho que te devo uma história. – Virou-se e assentiu. – Bom, tudo começou quando...
– Minha mãe era humana e meu pai vampiro quando transaram. Eles não eram parceiros, ou seja, eu nasci por acaso. Mas fui muito amada desde pequena. Meu pai Stefan e minha mãe Katherine me amam como se fosse filha biológica deles. – expliquei sorrindo. Amava aqueles dois tanto quanto Elena e Damon. – aconteceram coisas e tiveram que me deixar com Charlie, para me protegerem. – Suspirei e logo recebi um carinho da minha namorada. — Quando eu morri passei por uma transformação, durou quase três dias. Passei dois dias e meio dentro daquele caixão e o resto do tempo em uma floresta. Quando acordei encontrei a minha mãe e eu não me lembrava de nada, nada do meu passado humano. Claro, exceto de Charlie, Renée e Jacob. Eu lembrava do meu passado antes de você. Mas simplesmente a mulher da minha vida apagou-se de minha memoria. – Lamentei enquanto cheirava seu pescoço.
– Você prometeu não se esquecer de mim. – acusou-me.
– Perdoe-me. – ela riu.
– Como recuperou a memoria? – virou-se totalmente para mim.
– Sonhos... Nos meus sonhos eu lhe encontrava... Quer dizer, seus olhos, sua boca, até mesmo sua voz. Mas seu rosto eu nunca conseguia ver. – acariciei sua face. – Um dia minha mãe viu essa tatuagem que fiz para você, quando a vi no espelho e a toquei eu vi seu rosto, seu nome e sua família apareceram também. Bonnie é uma bruxa. – arregalou os olhos. – Ela me ajudou a lembrar-me de quase tudo. Há 30 anos estou lhe procurando.
– Isso tudo? – Assenti. – E você nunca ficou com ninguém? Quando humana você... – a calei com um beijo.
– Seus olhos sempre me impediam de chegar perto de qualquer homem que eu maliciasse algo a mais que amizade. – sorriu para mim.
– Eu te amo. – passei a mão por seus lábios e falei.
– Não mais que eu. – a puxei para um abraço e ficamos assim por um bom tempo.
– Vão ficar ai até que horas? – Kathy apareceu na sala. – Quero conhecer devidamente a minha nora. – Separei-me dela e sorri para minha mãe. – ótimo, já estava na hora. – Veio até nós e abraçou Alice. – Você foi muito procurada Alice. – Retribuiu o abraço.
– Bella me contou, mas eu nunca consegui vê-los, se eu soubesse que ela estava viva... – lamentou-se.
– Tudo bem, mas acho que você e ela tem muito que conversar ainda. – Assentimos. – Mas isso é mais tarde. Nossa família quer lhe conhecer. – sorriu e acompanhamos até a cozinha.
– Então, senhorita Cullen, quais são suas intensões para com minha filha? – Damon perguntou assim que entramos na cozinha. Alice ficou rígida e eu a abracei por trás rindo.
– Amor, não liga, ele não está falando sério.
– Estou sim! Quero saber as intensões com você. Ela é mais velha, não deixei ninguém te tocar até hoje, acha mesmo que agora vai ser diferente? – Stefan riu e Kathy caiu na gargalhada.
– Eu esperei 50 anos por sua filha. Eu nunca senti por ninguém o que sinto por ela. Eu nunca amarei ninguém igual a amo. Se fosse preciso eu esperaria mais 50 anos, mas mesmo assim meu coração continuaria sendo inteiramente dela. – Sorri de lado e beijei sua bochecha. Vi meus pais ficarem sem falas diante a resposta da minha Alice.
– Bom, se para você não é satisfatória a resposta, é mais que suficiente para mim!
– Está bem, ok... – Damon coçou a nuca.
– Sr. Salvatore, com todo o respeito e amor que tenho a sua filha. Por tudo que passamos e pela dor que enfrentamos ao estarmos separadas, o que eu mais quero é ficar cada segundo da minha imortalidade ao seu lado. O Sr., perdão, o senhores e senhoras, me permite namorar a Isabella? – Fiquei encantada pelo pedido de permissão, isso realmente me pegou de surpresa.
– Está ótimo por mim, Bella lhe procurou muito. Vimos o sofrimento dela de perto. – Elena sorriu lindamente para nós. – E vocês formam um belo casal. – Assenti concordando.
– Por mim também. Alice é linda, minha filha puxou meu bom gosto. – Kathy piscou e rimos.
– Eu falei que um dia você encontraria a pessoa certa. – Stefan abraçou minha mãe E por trás e sorriu minimamente. – Alice me parece mais do que a pessoa certa.
– Ela é a ideal! – Alice se aconchegou em meu abraço e fiquei ansiosa pela resposta do meu pai.
– Eu realmente nunca imaginei que teria que dar a permissão para uma mulher namorar minha filha. Confesso que quando me disse que era uma mulher a dona do seu coração, eu não consegui assimilar muito bem, não dentro de mim. Eu sempre te apoiaria, mas nunca estaria 100% feliz com uma união assim. – Fiquei tensa. Logo Damon? Logo ele que sempre pensei que ficaria ao meu lado é o que está me dizendo isso? Fiquei insegura e logo Jasper tentou me acalmar, mas não deu, eu estava tensa. – Mas quando as vi se abraçando e se beijando naquele reencontro... Vocês esperaram cinquenta anos para isso. – suspirou. – Eu vi que estava sendo um idiota ao pensar aquilo. – um alivio me tomou. Kathy o abraçou, mas logo se desfez do abraço e andou até nós. – Quero que jure cuidar dela mais do que de a si mesma. Quero minha pequena feliz e não quero ver mais aquela tristeza ali. Estamos combinados?
– Então isso é um sim? – Perguntei mais ansiosa que Alice.
– A sua felicidade é a minha, filha! – Me soltei da minha namorada e o abracei com força. Logo me retribuiu e beijou minha testa. – Eu te amo, minha princesa.
– Eu te amo muito mais, papai. – ele sorriu e logo me soltou.
– Eu prometo, Sr. Salvatore. – Alice estava sorrindo.
– Acho bom. – Deu um abraço nela também e logo voltou para sua esposa.
– Eu não me lembro de ter pedido permissão para os seus pais. – Falei sem jeito encarando Esme e Carlisle.
– Você entrou numa casa cheia de vampiros quando ainda humana, você sangrou na frente deles e ninguém te atacou. Quer mais permissão que isso? – Emm perguntou e acabamos rindo.
– Está certo.
O resto da noite foi tranquilo e animado. Minha família aceitou Alice muito bem, melhor do que eu poderia imaginar. Poder conversar com os Cullen e o Jake novamente foi maravilhoso, sentia muito a falta deles.
Quando deu duas da manhã resolvi sair um pouco, queria ficar a sós com Alice. Como provavelmente a Pensão estaria vazia – exceto por Bonnie. – resolvi leva-la lá.
– Onde estamos? – perguntou ao chegarmos.
– Pensão Salvatore. – abri a porta para que entrasse. – Minha casa e de toda minha família. – olhou em volta. Linda. Pensou. – Realmente, muito linda. –Ironizei.Como... Você... – Edward agora tem concorrente. – riu e me abraçou. Assim facilita as coisas... Abraçou-me e beijou meus lábios.
Um beijo calmo e lento. Onde ainda tentávamos matar a saudades uma da outra. Logo ouvi passos e sabia quem era, mas mesmo assim não parei o beijo.
– Então essa é Alice? – Nos separamos ofegantes e vi Bonnie ali. – Olá. – veio até nós e abraçou Alice. – Sou Bonnie, madrinha da Bella.
– Muito prazer. E obrigada, muito obrigada por ajuda-la a se lembrar de mim. – segurei em suas mãos. – Não sabe como eu estava sofrendo sem tê-la ao meu lado. – a abracei fortemente.
– Não por isso. E Bella estava sofrendo muito. A dor dela era uma agonia tão grande quanto qualquer outra coisa. – Sorri triste e acariciou meu rosto. — Vou sair e deixa-las a sós. – sorri para ela. – Me deve uma, Bells. – Falou por cima do ombro.
– Muito mais que uma. – respondi. Voltei a olhar a minha Alice e a peguei no colo.
– BELLA! – Exclamou rindo. – Coloque-me no chão.
– Não, a colocarei em minha cama. – beijei seus lábios. Em sua cama?- Hurum, quero sentir o seu corpo junto ao meu. – sorriu maliciosa, retribuí.
Subi as escadas com ela em meu colo e entrei no quarto. Tranquei a porta e a coloquei em minha cama delicadamente.
A observei e tratei de memorizar cada canto, cada curva de seu corpo.
– O que tanto olha?
– Seu corpo, é lindo... – acariciei-o.
– Ele é seu. – Sua voz estava normal, mas essa frase me deu um tesão enorme.
– Meu? Posso fazer o que quiser com ele, então? – subi lentamente em cima dela.
– Sabe que sim. – seus olhos voltaram a ficar negros. – Só tenho medo de lhe machucar. Sabe que não tenho muito autocontrole e sou muito forte. – não liguei para isso. Deitei meu corpo por cima do dela e beijei seus lábios docemente.
– Eu te amo tanto. – desci meus lábios para seu pescoço. – Fez tanta falta... – mordi-o vagarosamente. – Eu imaginei tantas vezes como seria lhe beijar novamente. – lambi seu pescoço e ela rosnou. – Alice, minha Alice... – chupei fortemente seu pescoço e ela nos girou na cama.
– Você está me provocando, sabe que posso me descontrolar. – tentou se controlar. Acariciei seu rosto. – Bells... – fechou os olhos com meu toque.
– Não vou força-la a fazer nada, Alice. Não se preocupe, por favor. – ela relaxou e deitou seu corpo em cima do meu. – eu nunca faria isso, meu amor. – beijei sua cabeça.
– Eu sei. – Inspirou fundo em meu pescoço. – Realmente não sei como não perdi o controle com você lá em baixo, quando nos vimos. – Ri ao lembrar como ela me recebeu.
– Adorei aquilo. – falei ao pé de seu ouvido. Bells...Gemeu. – eu só quero dormir com você ao meu lado, pode ser? – Assentiu. – Juro que vou acordar. –Bateu em meu braço. Não brinque com isso, por favor.– perdão. – beijei sua testa e fechei meus olhos.
Mas como dormir sendo que no meio da madrugada sinto mãos gélidas, mas delicadas, contornando as curvas do meu corpo. Ela subia e desci por minha coxa e sempre parava perto da minha bunda.
Você é tão linda, eu te quero tanto que chega a doer! Mas tenho medo... Muito medo. Seus pensamentos eram contraditórios. Senti sua mão mover novamente até meu colo e raspar em meu seio direito. Você é perfeita, seu corpo é maravilhoso... Imagino como deve ser toca-la sem essa roupa toda... Perdi completamente o juízo quando ouvi isso. Controlei minha respiração e abri lentamente meus olhos.
– Perdeu o sono? – perguntou carinhosamente. Não, eu ganhei tesão, meu amor. Foi isso.
Não a respondi. Acariciei seu rosto delicadamente e me aproximei dela. – Eu te amo. – sussurrei por cima dos seus lábios e a beijei.
Foi um beijo calmo e sereno, eu a queria, mas para isso ela precisava confiar nela. O seu medo de me machucar era desnecessário, eu era imortal agora, tínhamos quase a mesma força.
Eu passei minha mão pela sua cintura e massageei o local com bastante carinho. Bells... Ela gemia meu nome mentalmente. A puxei com delicadeza e coloquei seu corpo por cima do meu, a abracei fortemente e aprofundei o beijo. A todo instante eu analisava sua mente para ver como estava, não queria força-la a nada.
Alice estava completamente relaxada e entregue a esse beijo, não era preciso ser nenhum leitor de mente para isso.
Quando o ar resolveu me faltar eu desci meus lábios para o seu pescoço e o beijei carinhosamente, o suguei com força e mordi levemente.
– Bells... – deu um pequeno gemido.
– Alice. – sussurrei seu nome ao pé do ouvido. – Você é minha vida. – beijei sua bochecha. – sem você eu sou um nada. – o canto da boca. – Eu preciso de você. – beijei sua boca apaixonadamente. Sua língua logo entrou em batalha com a minha, ou seja, ela também me deseja tanto quanto eu a desejava. Desci meus lábios e voltei para o seu pescoço. — Cinquenta anos, meu amor, eu preciso te provar, eu preciso saber do seu gosto. Eu preciso lhe fazer minha!
Fale com o autor