Notas iniciais
Bom gente... É isso. Muita coisa compactada para voces... Proximo capitulo á começa o inicio de uma ação. Vão aguentando ai. Recomendações são bem vindas.

CAPITULO

POV. Bella

Caroline chegou e trouxe complicações para mim.

Meu corpo pertencia a minha esposa, era a ela que me entregava todos os dias e satisfazia, mas a quem pertencia meu coração? Pela lógica era de Alice, a quem nunca me trouxe sofrimento, mas na realidade ele é otário e ainda guarda um pouco do que viveu ao lado daquela loira.

Caroline não conseguia olhar para Bonnie ou meu pai sem sentir nojo ou ódio. Sentia os dois na retaguarda, sempre de olho em mim e minhas reações. Sentia uma proteção maior dele. Parecia temer me perder ou algo do tipo, era complexo, era estranho, diferente...

À noite, quando conseguia dormir, sonhos invadiam minha mente e me atormentava pela madrugada a fora. Pesadelos, sonhos, gritos desesperados e às vezes gemidos inesperados. Alice me acudia, mas sabia a dor que causava a minha esposa e isso só piorava a situação de tudo... Eu não conseguia controlar minha mente, não mais... Não com essas duas ao meu lado.

O ódio era crescendo no peito de Alice e a desconfianças também. Na sua mente tentava esconder, mas desconfiava de traição, coisa que fazia questão de negar todas as vezes que fossem possíveis, mas infelizmente minhas palavras contradiziam com minhas reações ao tê-la por perto.

— Eu sei que estou sendo um pilar na sua vida. – Caroline sussurrou em meu ouvido, me pegando de surpresa. Meu corpo se arrepiou e meu ar escapou do pulmão.

— O que? – Indaguei me afastando dela.

— Alice e você... Seu casamento está abalado. – Sorriu de lado.

— Não vou me separar de minha esposa por você. – Ergui uma sobrancelha. – Alice me deu tudo que eu precisava e ainda mais, e...

— E eu ainda mexo com sua cabeça e coração. Sua mente é fechada para todos, mas é tão aberta para mim, Isa. – Tentou se aproximar, mas dei um passo para trás.

— Não faça isso. – Pedi.

— Lutar por você? – Indagou.

— Não há pelo que lutar sendo que a guerra já acabou.

— Acabou, pois houve conspiração. – Riu. – Se soubesse um terço do que de fato era o seu passado, Isa, a guerra retornaria e diria que Alice ganhou só uma das várias batalhas. – Fiquei confusa.

— Do que está falando?- Quis saber.

— Eu...- Suspirou e negou. Deu um passo para trás e ficou quieta. Voltei ao meu treinamento. Precisava conhecer mais a mim mesma. Leitura de pensamento não era a única coisa que eu seria capaz de fazer, tenho certeza! Mas novamente ela se aproximou.

— Você pode fazer melhor que isso, Bella. – Caroline grudou nossos corpos e sua boca sussurrou ao pé do meu ouvido.

— Se você se afastar, talvez... – Riu e me arrepiei por inteira.

— Claro... – Beijou meu pescoço e me fez gemer baixinho. Fechei os olhos com força e senti minha intimidade arder. – Mas você me quer, não é? – Inspirou fundo e sentiu o mesmo que eu. Minha excitação.

— Não! – Tremi, não fui firme.

— Hurum... – Passou a mão pela lateral do meu corpo. Tentei tirar suas mãos de mim, mas ao fazer isso dei a oportunidade dela me virar e grudar nossas testas. Seu olhar enxergava minha alma e minha boca salivava pela sua. – Diga que não quer meu beijo. – Apertou minha cintura e subiu sua mão pela lateral, até próximo ao meu seio.

— Carol... – Sorriu ao ouvir o apelido e não o nome completo.

— Bella...? – Perdi o ar ao ouvir minha esposa me chamando. Caroline a olhava com superioridade e eu não sabia como reagir. Minha esposa viu, não havia como negar. Seus olhos estavam vermelhos. Recuperei meu ar e tentei andar até ela. O vermelho não era por lágrimas, mas sim de ódio.

— Alice! – A peguei antes que saísse daquela sala. – Eu... – Queria dizer algo, mas ela me surpreendeu com um beijo. Um beijo selvagem, que me fez perder o ar. Sua mão me apertava com possessão e passeava por meu corpo como se demonstrasse que tinha dono. Retribui a altura, mas o meu beijo tinha algo mais. A vontade de tocar seu corpo e de beijar Caroline junto. – Amor... – Neguei comigo mesmo.

— Vai demorar aqui? – Quis saber. Tentei recuperar o meu ar.

— Não... – A olhei meio sem entender. Ela olhou por cima dos meus ombros e escutei um pequeno rosnado. Sorriu. – Bom... Vamos subir? – Senti a malicia na sua voz. Assenti meio sem querer e fui arrastada para o nosso quarto.

— Quanto tempo até o dia? – Perguntou me jogando na cama e subindo em cima de mim.

— Não sei, uma, duas, três semanas. Não há nada certo. Sabe disso. – A olhava atenta. Seu corpo era perfeito. Suas curvas maravilhosas.

— E você tem tempo de satisfazer sua mulher, ou anda treinando muito? – Ergueu uma sobrancelha. Nos virei na cama e fiquei por cima dela.

— Se não tivesse arrumava. – Sorri de lado e beijei seus lábios.

Eu precisava esquecer aquela mulher e focar no que tinha... Minha esposa!

[...]

Alice sempre me balançou, mas Caroline... Ela me derrubava com tamanha facilidade que parecia surreal! Eu estou no meio de uma guerra que mataria meus filhos, por que estou pensando nisso? Deus! Por que estou sendo testada dessa forma?

— Mãe? – Balancei a cabeça quando vi minha filha entrar na sala e sorrir. Sua barriga estava enorme, parecia de 8 meses.

— Como vão meus amores? – Sorri emocionada e logo se sentou ao meu lado. Ajoelhei-me a sua frente e beijei sua barriga, igualmente fazia com sua mãe.

— Com uma avó babona dessas? Não tem como não estar feliz. – Sorri e o senti se remexer ali.

— Menino ou menina? – Indaguei.

— Há muito homem nessa casa, mãe! – Ri.

— E se for mesmo menina Jacob está feito. – Beijei mais vez sua barriga e tentei me concentrar ali, mas nada. – Você podia ser mais parecido com seu tio! – Fiquei chateada.

— Não pode ler sua mente, certo? – Assenti triste. – Eu também não, mas sei como se sente. – Acariciou meu rosto. Sorri e sentei ao seu lado. A puxei para o meu peito e acariciei seu cabelo.

— Já foram duas semanas. – Suspirei.

— Desde que ela chegou? – Fiquei tensa. – Não apenas vocês três que estão envolvidas nisso, eu e os meninos tememos o fim desse triangulo amoroso.

— Não há triangulo...

— Fisicamente não, mas sentimentalmente... – Tossi.

— Estou casada, tenho família e...

— E um passado mal resolvido que mexe com você de forma exagerada. – Riu. – Mãe, amamos vocês, nossa família é tudo, mas... Mas a felicidade de vocês conta muito e se a senhora não está feliz...

— Claro que estou! – Revirei os olhos. – Sexo todos os dias, tem coisa melhor?- Riu e negou. Levantou-se e encarou meu rosto.

— Você mente para si mesma e isso só piora tudo. Acho melhor você resolver essa situação antes que a situação se resolva por você.

— Eu... – Ia dizer algo, mas todos da família entraram em casa e se espalharam ali. Jacob sentou-se ao lado da mulher e minha Alice ficou num canto. Levantei-me e fui até ela.

— Está bem? – Suspirou e assentiu. Mas sabia que não era verdade. Eu sei que não. Suspirou com o pensamento e ficou quieta, ouvindo o que Caroline tinha para dizer.

POV. Caroline.

— Boa tarde. – Falei a Bella e Renesmee. Bella não me fitou, dei de ombros. Eu sabia que mexia com ela, só isso já me fazia sorrir.

— O que tem a falar? – Nessie quis saber. Direta!

— Vocês são poucos. Possuem aliados? – Perguntei. Já estava ali há alguns dias. Tentando treinar Dean e aprimorando Nathan.

— Lobos e os Denali, somente eles. – Carlisle respondeu me encarando.

— Precisam buscar ajuda, e estou falando sério. – Olhei ao redor. – Mesmo com lobos o seu numero não passa de 25. Volturi nunca vem só. – Sentei-me na poltrona e encarei todos ali, especialmente ela, Bonnie.

— Não há necessidade. Os dois possuem tudo o que é preciso. Derrotando Aro o resto é fácil! – Neguei.

— Até chegar ao Aro acha que passarão por quantos? Um ou dois? – Ri. – Há um exército que o cerca e uma bruxa que é manipulada por ele. – Neguei. – Jane, Alec, Felix e Demetri. Somente esses são capazes de matar os dois prometidos. – Alice se apegou aos filhos e negou. – Não adianta dizer que irá os proteger, você será morta também!

— Sugere alguém? – Isa perguntou sem me encarar.

— Amigos? – Ri. – Vamos, Salvatore possui dezenas de aliados, e outras centenas de inimigos, mas em comum todos querem os italianos mortos! – Olhei para Damon.

— Eu posso partir hoje em busca de ajuda. Alguns me devem favores de séculos! – Assenti.

— Cullen, você também! – Concordou.

— Tenho poucos, mas que são poderosos. Sim, vão ajudar, tenho certeza! – Sorriu.

— Eu tenho amigos, posso tentar encontrá-los. Quem não quer eliminar os Volturi? – Emmett riu.

— A criança que a pirralha carrega nascerá em breve. – Renesmee me olhou feio.

— Renesmee! – Ri da sua cara. Acariciou sua barriga.

— Eu possuo conhecidos no sul. Posso viajar hoje. – Bella estranhou o que sua esposa falou.

— Vou com você. – Negou.

— Precisa ficar com nossa filha. Jacob precisa viajar para Forks e avisar aos lobos. – Suspirou e olhou para mim com receio.

— Então partiremos hoje à noite. – Jasper se prontificou.

— Os meninos vão? – Perguntei.

— Sim. – Bonnie respondeu por todos.

Pov. Bella.

— Você acha uma boa ideia ir sozinha? – Perguntei quando todos foram se arrumar. Alice organizava sua mala.

— Dean vai estar comigo e Nathan com Rose. Sim, não vejo problema. – Estava um pouco distante de mim. Suspirei e a abracei por trás. – Preciso terminar de arrumar a mala. – Neguei e beijei seu pescoço.

— Eu preciso de você. – Mordi seu pescoço, arrancando um filete de sangue.

— Não temos tempo para isso! – A olhei sem entender.

— O que aconteceu? – A questionei. Não me respondeu. – Alice Salvatore! – A virei para mim e a fiz me encarar.

— O que aconteceu? – Foi irônica.

— Sim! – Fiquei ainda mais confusa.

— Você mentiu a vida toda para mim! Disse que era a única em seu coração, que não havia sentido isso por ninguém! Que eu era especial! Ai do nada surge essa mulher que é mais do que visível que sente algo por você e que você ainda retribui! – Atacou em minha cara. – Para piorar a situação você se vê dividida entre nós! – Vi uma lágrima escorrer por sua face. – Ela foi seu passado, mas eu sou o seu presente! – Lágrimas escorreram sem controle. Fiquei sem ação.

— Tem medo? – Toquei em sua face.

— Medo? – Riu. – Tenho pavor de te perder! – A abracei forte.

— Eu te amo... – Soluçou.

— E eu te amo mais. Mas você também a ama! – Neguei. – Não negue! – Riu sem humor.

— Eu só estou abalada, mas por você, me entenda... – Pedi.

— Te entender? – Riu novamente. – Não consigo! Você voltou e disse que não me largaria, mas ainda troca olhares com ela, ainda é vulnerável! – Suspirou.

— E o que você quer que eu faça? – Indaguei séria. – Que diga que sim? Que seu olhar me arrepia, que seu toque me esquenta e que seu cheiro me enlouquece? Que me sinto uma menininha em suas mãos? Que pareço voltar a ser aquela adolescente de 15 anos? – Ri. – Eu estou com você, Alice! – Tremeu. – Eu escolhi você!

— Eu pensei que nunca passaria por isso. – Se separou de mim.

— Como assim? – Perguntei.

— Ciúmes. – Ri e beijei seus lábios, mas nos separou rápido demais. – Faça sua escolha! – Revirei os olhos.

— Você carrega meu sobrenome e aliança, que escolha eu farei? – Ri.

— Tenho seu corpo e suas palavras, mas tenho seu coração? – A olhei abismada.

— Alice...!

— Diga! Você não sente nada por ela? Não treme ao ficar sozinha? Não perde o chão com sua presença? Vamos, negue isso! – Respirei fundo.

— Estamos numa guerra, como vou pensar nisso agora? – Negou.

— Você não costumava hesitar ao dizer que me amava.

— Mas eu te amo! – Negou. Fechou a bolsa e me encarou séria.

— Amar não é só dizer em palavras. Mas atitudes. Tome esses dias que ficarei fora para acertar seus problemas com o coração.

— Há alguns dias você me tomou na frente dela para demonstrar que era sua, agora está indo embora me deixando aqui? Terminando comigo? – Perguntei incrédula.

— Não, apenas dando um tempo para nós. Não quero ir para uma batalha, sabendo que posso morrer, com metade de uma esposa. A quero por completo ou não a quero! – Saiu do quarto e desceu as escadas rapidamente.

Fiquei sem me mexer, não sabia como reagir a essas palavras. Balancei a cabeça rapidamente e corri atrás dela.

— Alice! – A gritei, mas era tarde demais, minha esposa já estava longe dentro do carro.

— Aconteceu algo? – Nessie ficou preocupada. Suspirei e neguei. Ao meu redor só havia Rose, Emmett, Nathan e Jacob.

— Não sei o que está acontecendo aqui. – Nathan apontou para o meu coração. – Só sei que se minha mãe se ferir... – Neguei. Ele nunca falou assim comigo...

— Nathan...! – Nessie me defendeu.

— Amo você, Bella, mas foi Alice que me deu a vida. Devo a ela tudo o que sou. – Suspirei. – Não a magoe!

— Eu... Não vou – Nem eu confiava em minhas palavras. – Boa viaje. – Sai de perto e fui para o meu quarto. – Ótimo! – Ironizei ao me jogar na cama.

[...]

Minha cabeça explodia e nada do que eu fazia melhorava a situação. Caroline percebia minha tensão, mas ao menos respeitava meu silencio naqueles instantes. Nessie, minha única família que restou aqui, ficava ao meu lado a todo o momento e, graças a Deus, dormia comigo. Sim, eu tinha receio que ela viesse me ver durante a noite e eu fizesse algo de errado.

— Você está solteira? – Nessie riu quando contei o que aconteceu.

— Tecnicamente uso aliança e...

— E sua esposa pediu um tempo. Já aconteceu isso antes? – A olhei sem rir, mas ela gargalhou.

— Nem quando humana. – Confessei.

— Posso rir também? – Caroline chegou e sentou-se ao meu lado. Meu corpo arrepiou e minha filha percebeu isso.

— O que faz aqui? – Indaguei séria.

— Acho que só existem vocês aqui, não? – Riu.

— Eu estou conversando com a minha filha, não vê? – A olhei sério. Seu olhar era brincalhão e tinha um sorriso sapeca ali.

— Medo, Salvatore? – Riu ao me analisar. Fiquei confusa. – Dorme todos os dias com a pirralha, medo de não resistir a mim? – Suspirei e não respondi nada. – Qual é, nunca faria nada com você sem que permitisse. – Beijou minha bochecha e eu fiquei estática. Que merda era essa? Olhei de relance para minha filha, pedindo socorro.

— Ok... – Nessie levantou. – Minha mãe é casada, para que ta feio! – Olhou para ela séria, mas perdeu essa raiva ao molhar o chão.

— Fazendo xixi nas calças? Dou-te tanto medo assim? – Riu, mas eu fiquei em alerta e logo me ergui.

— Nessie? – Ela arfou e colocou a mão na barriga. Sorriu.

— Minha bolsa estourou. – Falou antes de dar um grito de dor.

— Ótimo! – Carol levantou e olhou a situação com um pouco de desespero.

— Vá até o quarto de Carlisle e pegue o kit que ele carrega, lençóis brancos e limpos. Acho que teremos que fazer o parto do meu neto. – Peguei minha filha no colo quando a mesma perdeu as forças.

Corri com ela para o seu quarto e a ajeitei na cama.

— Mãe... Quero meu noivo aqui! – Arfou e deixou as lágrimas escorrerem.

— Ele não vai chegar a tempo, sabe disso. — Apertei sua mão. – Mas estou aqui. – Beijei sua testa. – Ótima hora para ter um bebe, teve que esperar todos saírem? – Riu levemente.

— Sempre esteve aqui, mãe! – Tentou sorrir, mas gritou com a contração.

— Nunca sairia do seu lado. – Sorri.

— Será parto normal? – Caroline perguntou ao entrar e ver a cena. Seu coração parecia apertado.

— Se minha filha tiver forças para isso. – Peguei o pano de sua mão e coloquei debaixo de minha filha. Retirei sua roupa de baixo, a deixando apenas com uma blusa. Lavei minhas mãos rapidamente e voltei para a minha posição.

— Fique ao seu lado, eu faço o parto. – A olhei sem entender. – Ela precisa de alguém para apertar a mão. – Assenti. Ajeitou-se em meu lugar e olhou para minha filha. – Pirralha, hora de colocar o cachorrinho no mundo, vai! – Ela rosnou e acabei rindo.

— Estou aqui... – Beijei sua testa, um pouco suada.

— Deus do céu, nunca fiz isso! – Caroline parecia entrar em desespero, nunca a vi assim.

— Sua contração está em um intervalo muito grande e... – Antes que eu pudesse falar algo, gritou. – Isso, quanto menor o tempo entre elas, mais rápido ele sairá de você. – Apertou minha mão com força, a esmagaria se fosse humana. – Vai, pode apertar.

— Hey pirralha, faça força! – Caroline pediu e olhando. Minha filha respirou fundo e fez o que foi pedido. Seu rosto ficou vermelho e percebi que estava sem ar.

— Ah! – Gemeu. – Mãe! – Chorava de dor e desespero.

— Calma, calma! Da sua mãe foi pior, calma! – A assegurei. – Vamos amor, força! – Apertou novamente minha mão e gritou junto dessa vez.

— Eu não consigo! – A senti meio mole. — Estou fraca mãe. – Gemia de dor e não conseguia fazer força.

— Meu sangue... – Olhei para Caroline.

— Não, pode afetar o bebe. Precisamos que ela o tenha antes de tentar isso. – A olhei bem firme. – Vamos Renesmee, força! É seu filho! – Ela a encarou firme, havia uma nova conexão ali que me incomodou um pouco. Minha filha estava presa no olhar de Caroline como só ficava comigo. – Você consegue, força! – Insistiu. Apertou minha mão com força e fechou os olhos gemendo.

— Não consigo. – Arfava com dificuldade.

— Claro que consegue, consigo ver a cabecinha dele. Vamos! – Olhei para minha pequena e beijei seu rosto.

— Vamos, traga meu neto, amor! – Apertou mais forte minha mão.

— AHHHHHHHHHH – Gritou com mais força. Caiu exausta na cama, mas um sorriso brotou em nossos lábios ao ouvir um choro.

POV. Caroline.

— AHHH! – Gritou já sem energias. Mas o milagre aconteceu antes que perdesse de fato sua força.

— NASCEU! – Falei eufórica ao pegá-lo no colo. Mas assim que o ajeitei em minhas mãos e o sangue de Nessie entrou em contato comigo, meu corpo gelou e minha respiração ficou travada. Olhei para cima e vi os olhos lagrimejados dela. Meus olhos arderam e meu coração acelerou. Não, não era possível... Não!

Minhas lágrimas rolaram e logo Bella estava ao meu lado.

— É uma menina, meu amor! – Pegou a criança de meus braços e levou até ela.

— Minha filha! – Chorou e foi abraçada pela mãe. Olhei aquilo sem acreditar.

Lembranças me invadiam e comecei a rir sozinha e chorei mais. Toquei nas pernas de Renesmee e a limpei com cuidado. Arrumei para que não ficasse exposta. Lavei minhas mãos e sentei-me do lado de Bella e acariciei seu rosto.

— Obrigada, Caroline. – Pediu. Sorri e beijei sua testa.

— Linda. – Assentiu. – E qual o nome? – Perguntei.

— Sophi. – Ri. – O que foi? – Ficou sem entender.

— Gosta desse nome? – Ela balançou a cabeça.

— Sempre sonhei com ele... Jacob aprovou e... – Assenti e não sabia como reagir. Bella me encarava com alegria.

— Minha neta, Caroline! Minha primeira neta! – Concordei.

— Sim! –A felicidade era constante ali e acabei não conseguindo reprimir a vontade grande que havia em mim. A beijei.

Meus lábios tocaram o da mulher que amava e meu corpo voltou a se arrepiar. Bella arfou, ficou petrificada, mas retribuiu aos meus carinhos e logo nossas línguas se tocaram. Gemeu em minha boca e minha mão foi para a sua nuca, a puxando mais para mim. Minhas lágrimas escorriam por minha face e não conseguia mais me controlar.

Bella segurou em meu cabelo e senti seus dedos aprofundando entre meus fios, os puxando como sempre fizera. Não sabia se continuava a beijá-la ou se sorria de felicidade.

— Carol... O que...? – Bella ficou confusa quando nossas bocas se separaram. Mas eu não conseguia ocultar o sorriso que estava em meus lábios. Ela encarou meus olhos e ficou sem expressão.

— Eu te amo, Bella. – Falei sem pensar o que já era óbvio. Bella se arrepiou mais e aproveitei para beijá-la novamente.

— Eu... Uau. – Renesmee arfou para aquilo e sorri mais. Separei-me de Bella e a olhei com carinho.

— Pequena, eu... – Eu queria falar a verdade, contar sua história. Mas antes que eu pudesse abrir a boca, Alice e alguns da família chegaram e entraram no quarto.

POV. Alice

Eu não sei como começou essa situação. Essa mulher chega e do nada desestabiliza um casamento de 20 anos como se não tivesse 20 minutos! Mexe com Bella e abala as estruturas do meu ser. Consegue me tirar do sério e me deixar completamente descontrolada, descontrolada ao ponto de deixar minha mulher livre!?

— O que eu fiz? – Perguntei freando o carro. Estava voltando para casa com alguns amigos que consegui.

— Mãe, o que foi? – Dean questionou.

— Eu deixei sua mãe sozinha em casa com Caroline. – O olhei aflita.

— Tá, mais ela é casada com a senhora e Nessie está lá! – Riu.

— Eu pedi um tempo! – Arregalou os olhos.

— Você deixou o caminho livre para a loira? – Indagou sério. – O que a senhora tem na cabeça?– Meus amigos não entenderam nada, mas continuei minha conversa com ele.

— Eu... – Fiquei desesperada.

— Acelere esse carro, chegando em casa você vai se acertar com ela e mandar essa mulher embora! – Rosnou. – Não pode desistir de Bella tão fácil assim!

— Eu...- Balancei a cabeça e fiz o que meu filho mandou. – Eu não vou perdê-la! – Em poucas horas estávamos em casa. Vi que alguns chegaram juntos e Jacob estava estacionando a moto. Mas algo nos atiçou, um cheiro novo. Um choro de bebe.

— Jake... – O olhei alarmada e ele sorriu.

— Nasceu? – Correu as escadas, seguindo o cheiro, e todos fomos atrás. Fui a primeira a abrir a porta e encontrar minha filha com um lindo bebe nos braços, minha esposa com ela e Caroline ao seu lado... Quase rosnei.

— Agora não. – Dean me prendeu e sorriu. – Seu neto nasceu! – Suspirei e sorri para minha filha.

— Neta. – Corrigiu o irmão.

— Uma menina? – Jake sorriu para aquela situação toda e se aproximou dela, ocupando o lugar de Bella e Caroline.

Minha esposa não veio até mim, simplesmente ficou me fitando atordoada e logo sem seguida trocava olhares com Caroline, que não escondia o sorriso dos lábios. Mas seu olhar não estava na minha Bella, mas sim em minha filha.

— É linda. – Jacob babava na filha e olhava sorrindo para a mulher.

— Sim. – Chorava emocionada e o encarava. – Pensamos que chegariam só amanhã... Fui tudo tão de repente que... – A calou com um beijo e logo em seguida acariciou a filha.

— Sophi? – Assentiu e sorriu mais. – Uma princesa... Eu tenho uma princesa! – Todos sorriram para ele.

— Uma linda menina. – Carol se aproximou novamente. – Se sente realmente bem? Precisa de alguma coisa? – Foi carinhosa e atenciosa.

— Obrigada, Carol. De verdade. – Nessie sorria para ela, não gostei daquilo.

— Filha. – Me aproximei e sentei-me ao seu lado. – Ela realmente é linda. – Beijei sua cabecinha e logo se remexeu ali. Não dava para ver a cor dos olhos, mas seu tom de pele era claro levemente bronzeado. Cabelo claro e um pequeno sorriso. – Minha neta. – Ouvi um pequeno rosnado, mas não consegui entender e identificar de onde veio.

— Sua família está aumentando, isso é um risco na batalha, Carlisle. – Eliezer apareceu e olhou para nós.

— Vamos terminar tudo rapidamente. Vocês são aliados importantes. Os Volturi já possuem o destino traçado. – Bonnie relatou. – Vocês são peões importantes para proteger o rei. – Foi sincera.

— Mas não se esqueçam que a rainha também é importante, a mais poderosa do jogo. – Caroline sorriu de lado e deixou Bonnie confusa. – Daremos uma pausa, uns dias até a chegada de todos. Depois disso o treino volta ao normal e Nessie entra nele. Não sabemos ao certo a data, mas é em breve. Quantos antes estiverem afiados, melhor. – Acabei concordando.

— Não vejo a hora de ver esses idiotas queimando! – Um dos amigos de Emmett rosnou e acabei rindo. Voltei meu olhar para minha filha e vi que ele se voltou a Caroline. Tinha uma interrogação ali. Uma intensidade diferente. Bufei e evitei fazer qualquer coisa.

[...]

— Bella? – Chamei minha esposa quando sai do quarto da minha filha. Ela estava de frente à janela e encarava o horizonte.

— É linda a pequena Sophi, não? – Sorriu. Concordei. – Eu estava ao seu lado e ainda não acredito... – Suspirou.

— Podemos conversar? – Perguntei.

— Quando viajou não quis conversar. Apenas você falou. – Não quis me olhar.

— Eu... Estava chateada, com medo, receio de te perder! – Confessei e me aproximei mais.

— Eu precisava de você ao meu lado e não desconfiando de mim. – Foi sincera.

— Eu... – Fiquei muda. — Perdão. – Pedi.

— Não. – Negou. Arfei.

— No que está pensando? – Perguntei.

— Nada. – Mentiu.

— Não esconda. – Pedi. – É nela? – Suspirei. – Esse tempo que fiquei fora, algo aconteceu? – Ficou muda.

— Não só nela. – Fiquei confusa. – Desde que ela chegou me sinto usada pelas duas! – Ri.

— Usada? Eu sou sua esposa, como posso lhe usar? – Indaguei. – E como ela pode fazer isso? – Ergui uma sobrancelha.

— Eu... – Fechou os olhos. – Se eu soubesse já teria evitado tudo isso!

— Você a deseja? – Perguntei com receio.

— Eu não sei. – Foi sincera.

— Como assim? – Quis saber.

— Vocês se provocam para ver quem causa mais em mim! – A olhei sério.- Ela tenta, mas não me toca. Você toca e se mostra! – Rosnou. – Meu corpo tem marcas por todas as partes. O que eu sou? – Indagou ainda mais chateada. – Eu fiquei abalada com sua chegada, isso é óbvio, mas não te trai! – Riu. – Você me deixou aqui, sozinha e “livre”. Um breve término. E sabe quem ouviu isso? Sim, ela. E sabe o que fez? Beijou-me. – Arfei e fiquei irritada

— Não me traiu antes porque não teve oportunidade! – Arregalou os olhos. — Alguém sempre chegava a tempo. – Ri sem humor. – Veja só, foi ficarem sozinhas que se agarraram! – Estava chateada. Olhou-me abismada.

— Você saiu de nosso quarto, uma viajem fora do país, e dizendo que queria um tempo! – Gritou comigo. – Você demonstrou mais do que nunca como confia em mim! – Neguei rindo.

— Eu sei o que acontece aqui. Sei das investidas dela em você. Sei de tudo. — Bufei. – Não me venha com vitimismo, você está sendo disputada por duas mulheres, coisa que não deveria estar acontecendo já que você me escolheu! – Andei em minha direção e mostrei a aliança. – Você me escolheu! – Apertei seu rosto e a beijei.

Ficou muda. Não retribuiu.

— Estamos em guerra contra os Volturi, mas tenho outra guerra aqui dentro de casa, e essa eu vou vencer! – A puxei novamente pela camisa. A joguei no sofá e sentei em seu colo. – Com vantagem ainda. – Negou e me tirou de cima dela.

— Quando saiu mandou que escolhesse a quem me entregar. Eu já era sua, mas quem não confiou foi você. – Neguei. – Ela poderia me atentar, me excitar, mas nunca colocaria nada a perder... Você que o fez. – Arregalei os olhos.

— Bella... – Negou.

— Você fala em uma guerra aqui, mas você que deu o estopim dela e digo uma coisa, não se pode cantar vitória antes do tempo. Você tinha meu corpo, minhas palavras, apenas um coração confuso, mas que te amava. Mas eu não tinha o principal em você. Confiança. “Ontem” você deu um tempo, hoje eu que peço isso. – Arfei quando virou as costas.

– Eu te dei um tempo para pensar em tudo, não para beijá-la! – Parou e se virou.

— Eu não fui atrás dela, ela me beijou e disse o que sentia, coisa que você fez o contrário, foi e me deixou aqui... – Suspirou. – Eu não tinha no que pensar... – Sorriu. – Não tinha porque duvidar, não se troca amor por paixão. Mas será que é amor que você sente por mim? – Virou as costas e me deixou ali sozinha. Dean viu toda a cena e se aproximou.

— Odeio concordar. Mas Bella estava certa. – Limpou minhas lágrimas.

— Eu perdi minha esposa? – O olhei assustada.

— Só não desistir dela. – Beijou minha testa. – Mas Bella tem muito mais a pensar do que com quem ficar. Em pouco mais de uma semana podemos morrer. – Assenti e fui abraçada.

— Eu não vou suportar sem ela. – Vi Caroline me olhando sem nenhuma expressão, parecia se lembrar de algo. Não olhou com superioridade, apenas com... Pena? Logo depois sumiu, sentido contrário ao de Bella.

Notas finais
Acho que alguém vai querer me matar por esse capitulo. MASSSSS Então, xingamentos a Alice? Ou Bella? Sei lá... kkk'. E essa intensidade com Caroline e Renesmee? O que acham? Bjão