Além da Morte
30 Capitulo 14
Notas iniciais
POV. Bella.
Meu primeiro pensamento foi correr. Correr para um lugar bem longe, onde não encontraria ninguém, mas eu precisava me concentrar nos meus filhos e não em mim! Meus gêmeos e Nessie estão correndo perigo e eu com pensamentos idiotas!
Não era justo o que estava fazendo, eu confesso! Não deveria estar fazendo aquilo com Alice, ou talvez alimentando Caroline com coisas que... Não tem cabimento!
— Você quer conversar? – Me assustei com Caroline. Dei um passo para trás e neguei. – Não vim aqui para... Para tentar algo contigo. Quero apenas saber se está bem. Ouvi sua discussão e... – Suspirei e me sentei numa pedra. O máximo que consegui chegar foi até o meio da floresta. Local onde minha família não me ouviria chorar.
— Você causou tudo isso! – Riu.
— Eu sei que você não tem boas lembranças de mim, mas em seu corpo e coração sim, e não tem como negar! – Suspirou e me olhou com dor. – Há tanta coisa que eu gostaria que você me desse à oportunidade de contar. – Sorriu.
— Por que voltou? De verdade! – Me olhou sem entender.
— Bonnie... – Segurou o ódio ao dizer este nome.
— Você a odeia tanto... Por que a obedeceu? – Riu.
— Sua vida estava em risco e... Não poderia pensar só em mim e talvez fosse uma oportunidade de consertar o passado. – Neguei.
— Não tem como. – Sorriu.
— Claro que tem. Deixarei tudo passar, essa confusão toda e conversaremos de verdade. – Me olhou atenta. – Mas diga, o que está acontecendo? – Ri sem humor e a olhei com uma sobrancelha erguida.
— Sério? – Rimos.
— Sei que sou o motivo de muitas coisas, mas não é só isso. – Sentou-se ao meu lado.
— Tudo. – Olhei para o pequeno riacho que tinha logo à frente. Ele dava para uma cachoeira linda que havia na clareira mais ao fundo da floresta.
— Bella... – Suspirou. – Eu sei que está com o coração dividido e a mente embaraçada, não queria eu ser o pivô disso tudo, mas uma guerra está para acontecer e você precisa melhorar seu condicionamento e força. Não vejo avanços em você, até mesmo Alice conseguiu ver flash do passado...
— Eu sei que não estou bem, mas você mesma deu a resposta do motivo.
— Mas seus filhos estarão lá, no meio de uma guerra onde somente um lado pode sobreviver. – Engoli em seco. – Bonnie nos meteu numa enrascada e qual não deu a oportunidade de perguntar se queríamos participar. – Concordei. Senti seus braços me rodeando e meu corpo se arrepiando. – Sinto sua falta. – Confessou enquanto me puxava para o seu peito.
— Estou sensível e vulnerável. Coisa que não acontece há muito tempo. – Falei a verdade.
— Eu sei que está, e você só se sentia assim comigo. – Sorriu e beijou o topo da minha cabeça. – Com Alice eu percebo a diferença, é como se você a cuidasse. – Suspirei. – Eu sempre cuidei de você, Bella. – Ergueu meu rosto e acariciou minha face. – Deixe-me fazer o que sei de melhor! – Pediu colando nossas testas. Sua respiração quente ia de encontro a minha e sua boca estava bem perto a minha.
— Eu não resisto a vocês, não consigo deixar de desejar seu corpo e nem o de minha esposa. Isso é errado! – Fechei os olhos.
— Sim, muito errado. – Se aproximou mais dos meus lábios. Estavam colados.
— Isso não é justo com ninguém, nem mesmo eu. – Ela concordou e continuou na mesma posição.
— Ainda sinto sua falta. – Respirei fundo e nossos lábios se colaram.
Carol mordeu meu lábio inferior antes de moldar de fato as bocas e deslizar sua língua quente para dentro da minha boca. A explosão de sentimentos era enorme. Não conseguia me controlar. Sua mão infiltrada entre meus fios puxava com força para mais perto de si. Um beijo calmo e ao mesmo tempo agressivo. Do mesmo jeito que sempre foi.
Sua aproximação acendeu meu corpo e minha mente apagou. Simplesmente não conseguia mais dizer o que era certo e errado. Somente seus lábios sobre os meus e seu corpo colado a mim que importava agora.
Minha intimidade pulsou quando sua mão passou na lateral do meu corpo. Como sempre ela me excitando apenas com um beijo...
— Eu te quero. – Soprou por cima dos meus lábios e me puxou para ficar de pé.
— Carol... – Não consegui falar muito, apenas gemer quando seus lábios tocaram meu pescoço.
— Minha Bells... – Retirou minha blusa rapidamente e se livrou do meu sutiã. Arfou quando viu meu copo quase nu e sorriu apertando meus seios. – Continua linda. Mais mulher diria. – Eu não sabia ao certo o que falar ou fazer, apenas segui meu instinto. A olhei com o tesão que havia reprimido desde que chegou aqui e avancei em sua direção. Retirei sua roupa rapidamente e logo estava nua em minha frente. – Você mudou... Estou gostando disso. – Fechou os olhos quando minha boca encontrou em seu peito e minhas mãos percorriam seu corpo nu, parando em sua bunda. – Bells... – Arfou e sorri.
Estávamos no meio da floresta, mas isso não importava. Eu só queria seu corpo ao meu e desejava isso o mais rápido possível!
— Carol... – Sussurrei seu nome quando minha boca voltou para o seu pescoço.
— Eu sempre a dei prazer... Sente falta disso! – Apertou mais forte. Acabei gemendo mais.
— Isabella! – Carol parecia querer me matar, mas o prazer que suas mãos me proporcionavam era demais!
— Isso... – Sorri de olhos fechados.
— Geme. – Mandou ao virar-me e apertar meu corpo.
— Carol... – Gemi seu nome. Sorriu contra o meu pescoço e o abocanhou com força meio seio. Revirei os olhos de prazer.
— Minha... – Assenti puxando seu cabelo e sentindo um prazer enorme. Suas presas fincaram ali e gritei. Meu grito foi alto demais, chamando a atenção de alguém.
— O que...? – A voz se perdeu e logo voltei à realidade ao ver quem era. Alice.
— A fiz gritar alto demais? – Indagou sorrindo. Alice a olhava com ódio, mas seu olhar focou em mim. No meu sangue, em meu seio desnudo, em minha aparência suada e descabelada.
— Bella? – Me arrepiei, e não foi de prazer. Foi de medo.
— Alice. – Me larguei de Carol e virei rapidamente para ela. Em seu olhar tinha ira, mas havia luxuria também. – Eu... – Não tinha explicação, era óbvio isso. – Não tenho o que falar. – Fui sincera.
— Mas eu tenho!- Andou em minha direção e bateu em minha cara. A olhei nos olhos e não pronunciei nenhuma palavra, apenas esperei que me falasse o que quisesse. – Você... – Me deu outro tapa, dessa vez mais forte.
— Ela precisa de prazer e não dor. – Caroline interviu, impedi que fizesse algo.
— Como teve coragem? – Indagou séria. Não falei nada, se aproximou mais e apertou meu rosto com força. – RESPONDA! – Permaneci em silencio. – Sou sua esposa!
— Quase ex! – Caroline colou seu corpo atrás do meu e acabei gemendo.
— Você a prefere então? – Alice questionou. Mantive-me em silencio. Mas arregalei os olhos quando Carol passou sua mão por meu copo e parou em meus seios, o apertando forte.
Um pensamento louco me atingiu ao imaginá-la ali, nua comigo e Caroline. Com minha esposa me chupando e Carol me penetrando. Gritei de prazer ainda mais alto quando sua mão desceu para minha intimidade, passando por dentro da minha roupa e jogando a calcinha para o lado, e conseguiu me penetrar com dois dedos.
— O que...? – Olhou aquilo abismada.
— Perdeu algo aqui? – Indagou provocante. Alice não parecia responder a si, mas não acreditei quando fez o que fez.
Arrancou toda sua roupa e grudou seu corpo ao meu, atacando meus lábios.
— Alice? – Arfei e gemi. Alice me acariciava e Carol me penetrava. Aquilo estava mesmo sendo real?
— Você é uma vadia! – Mordeu meu pescoço, do outro lado, e sugou meu sangue. Carol segui seu exemplo e logo eu era preenchida de tesão.
— Hurum... – Abri a boca e logo seus lábios estavam em meio seio e sentia mais um dedo me penetrando fundo. – Carol... – Mordi os lábios ao sentir os dentes de Alice roçar em meu peito. – Alice... – Eu não sabia por quem gemer.
— Somente grite de prazer... – Olhei nos olhos de minha esposa e logo senti meus pés saírem do chão e Alice se ajoelhar em minha frente. Sua língua passeou por minha intimidade, fazendo-me ficar arrepiada, e Carol beijava onde alcançava, dando suporte a minha esposa.
— Deliciosa...
— Posso? – Carol implorou. Alice me pegou no colo e virou-me para Carol. – Perfeita. – Arregalei os olhos ao sentir sua boca ali.
— Céus! – Seu dedo voltou a me penetrar e logo sua língua fazia o trabalho em conjunto.
Meu corpo formigava e eu não sabia como reagir. Sentia que gozaria na boca da primeira mulher que tomou meu corpo. Mas algo mudou. Meu corpo esfriou e minha respiração ficou forte.
[...]
— Bella!- Abri meus olhos com força e olhei ao redor. Vi somente minha mãe ali, que me encarava assustada.
— Isso... Foi um sonho? – Olhei novamente em busca das mulheres que dominavam minha mente e logo dei de cara com ela. Meu corpo estava completamente suado e minha respiração descompassada.
— Você estava se remexendo inquieta e gemendo? – Riu. – Depois ficou se contorcendo. Resolvi te acordar.
— Preciso de um banho... Bem gelado. – Me levantei e corri para o banheiro. Olhei-me no espelho e neguei. – O que você tem na cabeça? – Indaguei séria. Suspirei e entrei debaixo da ducha.
A água fria acalmava meu corpo e relaxava meus músculos rígidos. Minha intimidade, que estava pulsando e quente, foi limpa rapidamente. Neguei comigo mais uma vez, eu estava pirando, só pode!
— Filha? – Minha mãe entrou no banheiro e não me importei. – O que aconteceu? – Perguntou aflita.
— Eu... Não sei. – Abri o Box e peguei o roupão que havia ali. Encarou-me com seriedade e me abraçou forte.
— É por causa de Alice? – Ri.
— E Carol também. – Riu levemente.
— Venha, vamos conversar na cama. – Me arrastou para dentro do quarto e pegou uma roupa para mim. Me troquei rapidamente e logo estava deitada na cama.
— O que está acontecendo com você? – Elena quis saber. A olhei sem expressão e logo fui envolvida em seus braços. Aconcheguei-me naquele conforto materno e chorei. – Eu estou aqui, filha. – Suspirei. Aproveitei o máximo que pude antes de falar.
— Caroline teve meu coração e o destruiu. – Ela arfou. – Alice teve meu coração e desconfiou. – Me olhou incrédula. – Eu me sinto dividida entre duas coisas distintas. – Acariciou minha cabeça.
— Você está me saindo uma ótima Gilbert. – Ri ao lembrar o seu passado.
— Não quero magoar ninguém. Não quero ter que escolher! Eu estava tão bem sem ela aqui, por que Bonnie fez isso? De novo me trazendo sofrimento? – Me apertou.
— Seu passado com Caroline, me conte ele. – Pediu curiosa.
— Quer saber como mãe ou como amiga? – Rimos.
— Como mãe eu vou matá-la, como amiga vou te consolar. – Assenti.
— Caroline era tudo... – Contei exatamente o mesmo que disse a Alice. – Ela foi embora, me abandonou como um cachorro sarnento. – Elena me olhou intrigada.
— Caroline era tudo no colegial. Pegava todos, traíra às vezes e sempre querendo roubar o seu pai de mim. – Ri. – E até mesmo Stefan... Brigamos muito até nos acertar. – Confessou. – Mas quando ela se apaixonou, uma única vez, ela se entregou de maneira incontrolável. Ela fazia de tudo, era tudo por essa pessoa. – A olhei atenta.
— Então comigo foi nem paixão... – negou.
— Eu acho que realmente tem algo errado nesta historia. Seu passado não foi resolvido. Coloque um ponto final nisso...
— Não consigo. – Fui sincera. – Eu amo minha esposa, mas sinto algo por Caroline que não sei explicar! Mesmo a odiando mexe comigo! Mesmo a querendo longe meu corpo a quer por perto... E...
— E o que? – perguntou quando me calei.
— Ela se emocionou quando Sophi nasceu. Chorou e olhava diferente para Nessie. No meio de tanta emoção me beijou e... – Suspirei.
— Você retribuiu. – Negou e respirou bem fundo. — Você precisa decidir.
— Como você decidiu? – Riu.
— Acho que não decidi, Damon que desistiu de mim. – Rimos. – Eu amo Stefan e amo Damon. Damon me deu você, Stefan me deu a estabilidade que eu tanto procurava.
— Queria que fosse mais fácil... Era para ser simples na verdade. Estou casada e nada me faria magoar Alice, mas ela mesma colocou isso em mim! – Fechei os olhos com força.
— Ouvi a discussão. – Suspirou e beijou minha testa. – Vai se separar dela? – Fiquei rígida.
— Mãe... – Assentiu.
— Você precisa pensar com clareza. – Concordei.
— VOCÊ ME TIROU TUDO O QUE EU TINHA!
Ouvimos Caroline gritando. Olhei assustada para minha mãe e logo me ergui.
— Tirei o que de você?
— Bonnie e Carol. – Elena se levantou rapidamente. – Estão discutindo, vamos. – Descemos rapidamente.
— O que está acontecendo aqui? – Perguntei ao chegar. Caroline parecia querer partir para cima dela. O clima era tenso.
POV. Caroline.
A situação estava pior a cada dia. O treino estava bom, os meninos evoluíam e até mesmo Nathan estava mais controlado. Mas a situação que correspondia a Isabella Salvatore... Não, essa estava muito mais complexa do que qualquer outra coisa.
Alice sabia do meu desejo e da gana que tinha em tê-la de volta. Os gemidos, as provocações que fazia quando estava por perto eram feitas de propósito e isso só me atiçava mais. Alice podia fazer o que um dia era só meu. Mas a mesma fez uma péssima jogada e vez Bella dar um passo para trás, o que era dela agora ficou a disposição. Só saber o que fazer que poderia recuperar a minha pequena!
— Você veio com um único propósito. – Bonnie tirou-me dos pensamentos. Todos estavam em seus quartos e eu sozinha naquela grande sala.
— Não venha me dizer para o que eu vim. – Não quis olhá-la. Fiquei fitando a paisagem pela janela.
— Você está causando confusões nela. – Suspirou. – Hoje elas discutiram... A neta das duas nasceu, as deixe curtirem o pouco de paz que possuem até a guerra! – Tentou ser racional.
— Isso nunca deveria ter acontecido! – Trinquei meus dentes.
— Claro que não! Se tivesse apenas seguido com o plano, mas não... – Me ergui e a olhei com raiva. – Você vai acabar destruindo esse casamento! Bella tem filhos lindos, demorou 50 anos para tê-la novamente! Não faça isso! – Me olhou séria.
— Filhos lindos... Eram para ser nossos! – Ela riu.
— Você não foi capaz de gerar um filho nesse ventre oco! Como acha que poderia fazer parte da profecia? – Sorri ironicamente.
— Profecia que sempre a contou pela metade! Há muito escondido ai dentro e você não revela. Vamos, diga! – Mandei.
— É simples. De dois apenas um governará. – Neguei.
— Tem mais... – Sua vez de negar. – Vamos Bonnie, você jogou na minha cara tantas coisas... Fez-me sofrer por mais de 80 anos por me afastar de quem realmente amava. Conte tudo! Não esconda mais nada que será melhor para você. Isabella, e Elena também, merecem saber de tudo! – Arregalou os olhos. — VOCÊ ME TIROU TUDO O QUE EU TINHA! – Ouvi barulho e alguns desceram. – Conte! – Bufou.
— Tirei o que de você? – Me olhou abismada.
— A vontade de viver! – Ri sem humor.
— Você se iludiu e a iludiu. Sabe muito bem disso!
— Você sempre prevê tudo, não é? – Indaguei irônica.
— Claro! – Ri.
— Então me diga, por que não previu nosso relacionamento? Por que não previu que ficaríamos assim?!– Ela arfou.
— O que está acontecendo aqui? – Isabella quis saber. Elena estava com ela, seus filhos ao seu lado e sua esposa atrás, com medo de tocá-la.
— Sua adorável madrinha querendo tirar satisfação comigo! – Neguei sem acreditar. – Agora conte a profecia verdadeira, Bonnie! – Mandei.
— Já sabemos. – Bella tentou falar, mas neguei.
— Não o resto dela... – Olhei nos olhos de Bonnie e a mesma ficou muda. – CONTE!
— O primogênito será o responsável pela vitória. – Vi os irmãos olharem entre si e Nathan encolher os ombros.
— Hey...! – Dean apertou sua mão, solidário ao irmão. – Vou te proteger! – Sorriu. Alice apertou seu filho mais novo e Bella olhava sem entender.
— Então por que eu deveria treiná-los e escolher se tudo já estava traçado? – Quis saber.
— Porque Bonnie só sabe manipular, mentir, enganar a todos! – Não aguentava mais. – Ela te prendeu a isso com medo de que se lembrasse das coisas.
— Que coisas? – Quis saber.
— Nada! – Bonnie olhou para Damon, sem saída.
— Libere a sua mente! – Ordenei.
— Não a nada a ser liberado. – Rosnou e sua mão se iluminou.
— O que fará, Bonnie? Matar-me? Oh, não pode, o futuro depende de mim! – Deu um passo para trás. – Se tivesse pedido ajuda em vez de tentado manipular talvez não tivesse ferido tantos, principalmente ela. – Neguei e deixou que lágrimas rolassem.
— O que está acontecendo!? – Elena queria saber. Os convidados da família apareceram e presenciaram tudo. Meio sem entender, cada um ficou tenso com a magia de Bonnie.
— LIBERE! – Mandei. – Eu sei que você a privou de tudo para me esquecer. Deixe que decida por si só e não que seja mais uma vez manipulada por você! – Bella andou até nós e Alice ao seu lado.
— O que quer dizer com isso? – Encarou a madrinha com angustia.
— Só faça o certo ao menos uma vez!
— PARA!- Damon gritou antes de qualquer coisa. – Estamos no meio de uma guerra, não sabemos quando eles chegarão, por que ficar dividindo a família? – Olhou ao redor e encarou a filha. – Isabella e Alice possuem suas desavença, mas não é hora par isso! – Suspirou. – Vidas estão em risco e a maior delas está na frente, a da minha filha. – Bella andou em sua direção e o abraçou forte. Olhei com nojo para ele.
— Perdão pai. – Pediu. – Chega disso. – Olhou para nó duas. Neguei.
— Uma hora ou outra isso vai acabar. Não será visto como Herói, sabe disso! – Damon rosnou para mim. – A verdade uma hora aparece. – Dei um passo para trás e olhei ao redor, mas algo chamou a atenção de todos.
Alice caiu de joelhos no chão e gritou de dor.
— Mãe, o que foi? – Dean questionou.
— Eles... Estão vindo! – Não tinha foco seu olhar. – Aro está com a bruxa, há muitos vampiros... Sangue, vejo sangue! – Balançou a cabeça e olhou para a esposa. – O seu sangue.- Bella suspirou, viu a cena e Bonnie também.
— O futuro é baseado em decisões. – Foi um pouco fria. – O tempo de Aro acabou. Dean assumirá o poder e nenhum filho meu morrerá. Se para isso meu sangue precisa ser derramado, que seja!
— Não! – Eu e Alice falamos juntas.
— Chega dessa intriga. – Bella respirou fundo. – Você, faça sua obrigação e Alice cumpra seu papel de mãe.
— E você? – Indaguei.
— Vou dar um jeito de proteger minha família. – Seu olhar era vago, mas percebi que trocou rapidamente uma olhada intensa com Alice, depois virou-se para mim. – E depois salvar o que restou da minha mente. – Saiu pisando duro e acabei rindo.
— Que foi? – Elena questionou.
— O tempo conserta tudo, certo? – Assentiu. – As vezes ele nos surpreende. – Pisquei e sorri em direção a Bella. – Nos trazem surpresas... Grandes e boas, agora para quem... Só Ele sabe.
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