Além da Morte
13 Capitulo 13
Notas iniciais
POV. Bella.
– Bella? – Aqueles olhos, aquela boca, aquele perfume... É ela, é ela que dominava meus pensamentos e sonhos.
Enfim a busca que fiz por trinta anos havia chegado ao fim, ela estava ali, na minha frente e linda como sempre. Com seus olhos arregalados e surpresos por me ver ali, em sua frente. Deu um passo para frente e se jogou em meus braços.
Seus braços eram finos, mas firmes em volta do meu corpo e o apertando com carinho. Um carinho que a tempos eu não recebia. Um abraço de mãe não pode-se comprar com o da mulher que foi feita para você. Alice Cullen não estava 100% em minha mente, minha memoria não havia voltado completamente, mas o pouco que eu sabia era o suficiente para fazer eu querer ficar naqueles braços, desfrutar de seus carinhos e de viver eternamente ali.
Mas o seu abraço me pegou despreparada.A principio eu fiquei sem reação, não sabia o que fazer, eu estava tão em choque quanto ela. Mas logo apertou-me fortemente e começou a soluçar em meu ombro e dizer frases que eu não conseguia entender devido aos seus soluços. Vê-la ali, chorando em meus braços, deu-me um aperto no meu peito e uma tremenda vontade de protegê-la e cuida-la. A apertei e retribui o abraço.
– Bells, é você mesma? – perguntou olhando em meus olhos. Foi inevitável não sorrir ao ouvir meu nome sendo pronunciado pela sua boca perfeita. Ela retribuiu meu sorriso e me beijou. Ok, eu fui pega totalmente desprevenida com aquilo, mas eu me senti bem e estava adorando sentir aqueles lábios frios em contato com os meus quentes.
Ela envolveu seus braços em meu pescoço e me puxou o máximo que pôde a ela. Seus lábios trabalhavam habilidosamente nos meus e sua língua logo pediu passagem, a qual prontamente cedi.
Sua língua explorava cada canto de minha boca como se dependesse disso para sobreviver. Enlacei sua cintura e investi nesse beijo usando minha língua para aproveitar daquele lugar tão novo e ao mesmo tempo tão conhecido por mim.
Ela dominava minha boca por completo e eu estava adorando aquilo, mas quando as nossas línguas se encontraram... Uau, foi realmente incrível! Esse choque térmico nos fez gemer de prazer. Eu estava ficando excitada com apenas um beijo! Prendi-a na parede, do lado de fora da casa, e senti-a enlaçar minha cintura com suas pernas, fazendo com que nossas intimidades ficassem ainda mais próximas, fazendo assim aumentar ainda mais meu tesão.
Desci minha mão pelo seu corpo – esquecendo completamente de minha família que estava logo atrás de mim. – e explore cada parte dele. Subi minha mão até sua nunca e desci pela sua coluna parando em cima de sua bunda, dando um aperto ali. Ouvi seu gemido ao fazer tal ato, isso me levou a loucura! Voltei a subir minha mão e parei na sua cintura investindo meu corpo contra o seu a prendendo mais ainda na parede e quase o fundido ao meu.
Eu era uma imortal, mas eu ainda necessitava do oxigênio para sobreviver, desgrudei nossos lábios e desci para seu pescoço, local onde raspei meus dentes e dei uma lenta lambida que foi acompanhada pelo seu gemido.
– Bells... – apertou sua perna mais em minha cintura e eu soltei um rosnado.
– Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? – Ouvi meu pai perguntar malicioso.
Ignorei-o um pouco e subi, raspando a ponta do meu nariz em seu pescoço até sua boca e dei um molhado e demorado selinho.
Abri os olhos e aquele dourado que estava ali foi substituído por um negro repleto de desejo e luxuria.
– Isabella? – Minha mãe chamou minha atenção. Senti-a afrouxar o aperto de sua perna e eu, lentamente, fui soltando sua cintura.
– Oi mãe. – respondi sem tirar os olhos dessa morena, da minha morena.
– Dá pra soltar a Srta. Cullen? Precisamos conversa antes... Não acha? – Sorri maliciosa e a morena acompanhou meu sorriso.
Ela soltou totalmente sua perna e ficou em pé, ainda em minha frente. Eu recusava a soltar sua cintura. Não resistir e juntei meus lábios nos dela novamente. Mas dessa vez foi um beijo calmo e tranquilo.
– Minha Bella. – acariciou meu rosto e me olhava emocionada.
– Sua Bella? – Resolvi brincar e questionei, ela me olhou sem entender.
– Qual é, depois desse espetáculo pornográfico em nossa frente você vem me dizer que não é ela? – Katherine ironizou.
Alice me olhou triste e tentou sair do meu aperto, mas a apertei ali e a segurei firmemente.
– Eu não sei exatamente quem você é, mas eu sempre sonho com seus olhos, sua boca... Seu cheiro não é estranho para mim. –Voltei a cheirar seu pescoço e soltou um leve gemido. – Minha memoria não é 100¢ em relação ao meu passado, mas o que sinto por você ainda mora aqui em meu peito. – peguei em sua mão e a coloquei sobre meu coração. – Ele ainda bate tão rápido por sua causa. – Um brilho diferente surgiu em seus olhos.
– Você realmente não se lembra dela?- Um loiro perguntou. Carlisle! Sorri para ele, senti falta dele também, o que eu posso dizer? Ele é como um terceiro pai. Neguei. – Alice, venha para cá! – Eu não a soltei e vi-a sorrir.
– Você pode até não se lembrar, mas continua do mesmo jeito. – se rendou ao meu aperto.
– Como? – olhei sem entender.
– Continua possessiva. – sussurrou em meu ouvido. GOLPE BAIXO! Rosnei minimamente e apertei seu corpo junto ao meu.
– Você mexe com meus sentimentos e minhas emoções. – olhei fundo em seus olhos. Na verdade você sempre mexeu, minha Alice.
– Filha, vamos conversar com eles, a solte, por favor. – Minha mãe E implorou. Bufei e aos poucos a liberei do meu aperto, mas ela não saiu dali.
– Fiquei 50 anos sem sentir seu calor, por favor, não me solte! – rapidamente a enlacei de novo e a abracei forte. Inspirei seu perfume.
– Agora alguém pode explicar o que foi isso? – Emmett perguntou.
– Sr. Salvatore, Isabella é sua filha? – Carlisle perguntou enquanto entravam na casa, mas sem sermos convidados fica difícil né? – Entrem, por favor.
– Obrigado. – Damon agradeceu. – Sim, minha e de Elena, mas por que da pergunta? – questionou desconfiado. Damon sempre será Damon.
– Pois há 50 anos nós a encontramos em Forks, você se lembra de lá? – Carlisle perguntou-me.
– Sim, foi lá que meus pais e minha família me acharam, dentro de um caixão, sendo mais especifica. – Ri sem humor.
– Você... Você ressuscitou? – Emmett voltou a perguntar. Cai na gargalhada.
– Não, Bella não havia desenvolvido seus poderes que herdou de mim, a parte vampira. A minha espécie, a transformação dela, é bem diferente da de vocês. É preciso morrer primeiro para depois sim ser um de nós. – Meu pai tentou explicar mais ou menos, claro, esqueceu-se de mencionar a parte do sangue...
A morena, minha Alice, me olhava tão intensamente que fiquei presa em seus olhos. Levantei minha mão e acaricie seu rosto. Ela fechou os olhos e abriu um lindo sorriso.
– Quem é você? Por que mexe tanto comigo? – perguntei num sussurro.
– Sou Alice Cullen, sua Alice. – abriu os olhos e levantou a mão esquerda. Fitei aquela aliança e uma lembrança veio com tudo em minha mente.
– Sim... SIM! – Ela gritou. Sorri e me levantei. Coloquei o anel sem eu dedo e o beijei – Eu aceito até mesmo depois da morte. – Meu sorriso não cabia em meus lábios de tão grande que era.
– Agora sim, eu posso morrer agora que morreria feliz. – Fale antes de abraça-la fortemente. – Eu te amo, Alice Cullen. E esse amor é ALÉM DA MORTE.
– Eu te amo, Isabella Cullen. – Ri pela maneira que me chamou e a beijei docemente.
– Alice... – Sussurrei.
– Oi? – perguntou olhando em meus olhos. Eles já tinham voltado ao normal, aquele dourado lindo e perfeito.
– Esse dourado me fascina, sabia? – Ela veio até mim e beijou meus lábios.
– Só meus olhos? – deitou ao meu lado e eu ri.
– Você por inteira faz isso. – a abracei e a trouxe para meu peito.
– Minha Alice. – Sorriu emocionada e me apertou a ela. – Minha, minha e de mais ninguém.
Separei-nos e voltei a fitar seus olhos, aqueles olhos que me fascinavam, me fascinam e continuaram a fascinar pelo resto da eternidade.
– Meu amor... Você... Senti tantas saudades. – beijou meus lábios. Sentei-nos no sofá e, ignorando todos ali presentes, a sentei em meu colo e apertei sua coxa fortemente. Soltamos um gemido... Um gemido de prazer.
Meu coração estava acelerado, só de tê-la em meus braços novamente me sentia como nunca, e aquele vazio no meu peito, aquele que sempre me incomodava e doía, simplesmente sumiu.
– Você era quem faltava para eu estar completa. – sussurrei quase sem voz ao nos separar.
– Você era o que sempre faltou para eu viver. – sorriu. Um sorriso tão lindo que fiquei impressionado com ele.
– Acabou a putaria? – Matt implicou. Olhei raivosa para ele que se encolheu. –Calma ai Bella. – Alice riu, um riso angelical.
– Meu amor, essa é minha família. – Me recompus, mas sem tira-la de meu colo. – Meus pais biológicos Elena e Damon. – me olhou sem entender. – Depois lhe explico tudo. – Assentiu. – Katherine e Stefan, casados com meus pais, ou seja, tenho dois pais e duas mães, maravilhosas, devo ressaltar. – Minhas mães sorriram. – e esse é Matt, meu melhor amigo e marido da minha madrinha, Bonnie, que não está aqui presente. – sorriu para todos e ficou um pouco constrangida pelo olhar de minhas mães. – São ciumentas, mas não se preocupe, não faram nada. – relaxou um pouco. – Jeremy e Anna, meus tios, ficaram na Itália, eles não curtem muito Mystic Falls.
– Sua família é bem grande para quem vivia apenas com Charlie. – ironizou um pouco.
– Eu que o diga. – beijei seus lábios novamente. – Você está com alguém? – Ela riu, melhor, gargalhou. – Falei algo errado? – perguntei sem entender.
– Depois do beijo que demos na porta e da maneira que estou sentada com você... Sim, você falou algo MUITO errado. – Sorri.
– Então você ainda é somente minha... – beijei seu pescoço.
– Não se lembra do que eu disse? – sussurrou sem voz.
– Hurum, para vida toda. – desci meus lábios para o seu colo.
– Cof, cof. – Alguém chamou nossa atenção. – Querem um quarto?- Emmett implicou. Como se fosse um estalo, um pequeno incentivo, os nomes de todos da família Cullen surgiu em minha mente.
– Odoraria um. – sorri maliciosa, ele logo retribuiu. – Como vai Emmett?
– Bem, fico feliz em vê-la novamente. – ficou onde estava, acho que era óbvio o porquê.
– Rose, continua linda. – sorriu para mim. Essa não se fez de santa e veio me dar um beijo.
– E você está ainda mais linda. – Alice empurrou a irmã. – Calma Alice, morenos, lembra? – riram.
– Carlisle, Esme...
– É bom tê-la em nossas vidas novamente, minha filha. – seu sorriu maternal era tão acolhedor.
– Eu que fico feliz em vê-los novamente. – olhei para um canto e vi Jazz e sua mulher. – Jazz, Maria. Como vão?
– Com muitas emoções para controlar. – olhou sugestivamente para mim.
– Desculpa. – rimos. – Edward. – Sorriu e assentiu com a cabeça. Ele estava abraçado com sua esposa. A qual eu realmente não me recordava. – Jake! – Retirei Alice do meu colo e fui abraçar meu irmão. – Como é bom vê-lo! E melhor ainda em saber que atendeu ao meu pedido. – retribuiu o abraço e nada disse, apenas chorou em meu ombro. – Eu te amo, irmão.
– Senti sua falta. – só falou isso.
– Obrigada por protegê-la. – assentiu. Limpei suas lágrimas e beijei seu rosto. – Muito obrigada.
– Eu não fiz nada demais. – acariciou meu rosto e beijou minha testa. – E é maravilhoso saber que lhe teremos novamente!
– Afinal, você não sobreviveria sem mim. – Riu.
– E ao final você cumpriu com meu pedido. – O olhei sem entender. – Você voltou. – sorri.
Separei-me dele e voltei para a minha Alice. Pendurou-se em meu pescoço e ficou ali.
– Posso passar a eternidade assim... Sabia?- perguntei quando todos saíram da sala, restando apenas eu e ela.
– Digo o mesmo. – a abracei por trás e fiquei assim por vários minutos. – Eu senti muito a sua falta. Se eu conseguisse ver seu futuro... Ao menos uma sombra... Mas nada, você sempre foi um mistério para todos nós. – Sorri e beijei seu pescoço. Então como... Como você está aqui hoje? Eu a vi morrendo, você morreu em meus braços. – lamentou. A consolei com um abraço.
– Acho que te devo uma história. – Virou-se e assentiu. – Bom, tudo começou quando...
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