Além da Eternidade - 1° temporada
90 Verdades vindo à tona
Notas iniciais
Mayane: Que bom que achou um tempo pra almoçar com uma velha amiga.
Roberta: Engraçadinha! — Mostrou a língua. May sorriu e tomou um gole do seu suco.
Mayane: E as coisas na boate?
Roberta: Graças a Deus tudo em ordem. Alguns contratempos, mas nada que não dê pra se ajeitar.
Mayane: E a vida com minha prima?
Roberta: Bem, por enquanto.
Mayane: Por enquanto por quê?
Roberta: O Vitor já ta quase voltando e a minha corrida se aproximando.
Mayane: Sabe o que mais preocupa a Thay?
Roberta: A corrida?
Mayane: Exatamente!
Roberta: Isso me deixa mal, sabe? — Tomou um gole de sua pepsi. — Seria tão importante ter o apoio dela. Eu entendo a razão dela e tal, mas é meu sonho, May.
Mayane: Eu entendo tanto você quanto ela. Será que agora com ela de cabeça mais fria não será mais fácil de conversar a respeito?
Roberta: Não sei May, mas vou ter que tocar no assunto de novo, mesmo que isso faça a gente brigar mais uma vez.
Mayane: Quer que eu converse com ela?
Roberta: Se você quiser tentar amansar ela. — Elas sorriram.
Enquanto iam conversando elas pediram uma porção de fritas.
Mayane: Mas então, onde será a corrida?
Roberta: No Canadá.
Mayane: Poxa, ta frio por lá, sabia? — Beta sorriu.
Roberta: Sim, eu andei vendo que o frio ta castigando lá.
Mayane: E você vai sozinha?
Roberta: Ainda não sei. A Josy queria ir comigo, mas faz tempo que não conversamos a respeito disso.
Mayane: Bom, se ela não for eu vou com você.
Roberta: Ué, vamos as três!
Mayane: Melhor eu ir só se ela não for, afinal, alguém tem que ficar pra acalmar a Thay. — Elas sorriram novamente.
Roberta: Trocando de assunto, a Thay comentou com você o dia certo que o Vitor vai chegar?
Mayane: Não. Faz tempo que não falo com ela sobre isso. Preferi deixar ela curtir esse momento com você sem pensar no resto. Mas ta quase no dia dele chegar, não tá? Quer dizer, pelas minhas contas vai fazer um mês.
Roberta: É por essa semana já. Preciso falar com ela a respeito disso também, em como vamos ficar.
A porção de fritas chegou e entre uma frita e outra, o assunto continuava.
Mayane: Você tá preparada?
Roberta: To sim.
Mayane: Meu Deus, não quero nem ver a reação da tia e do tio.
Roberta: Os pais dela são muito bravos?
Mayane: Eles são um amor de pessoa, mas quando souberem que a Thay abriu mão do futuro que eles planejaram pra ela, eles vão enlouquecer, ainda mais que vai afetar a fortuna da família Hernandez.
Roberta: Eles vão me caçar e oferecer recompensa por mim viva ou morta. — Beta e May sorriram.
Mayane: E seus pais, você acha que eles vão aceitar ou eles já sabem?
Roberta: Meus pais não sabem. Na verdade, em toda minha vida só levei dois namorados em casa e depois disso eu namorei com outros meninos, eles sabiam, mas eu não os levei em casa. Nunca gostei de expor minha vida pessoal pra família, principalmente depois de uma decepção com um garoto.
Mayane: Então eles sabem que você namora, mas não sabem com quem?
Roberta: Não sei se eles sabem que eu namoro hoje, mas com certeza devem achar que eu to com alguém.
Mayane: Ah com certeza, né? Você não estaria encalhada há tanto tempo assim. — Elas riram.
Elas conversaram durante mais uma meia hora e por fim, despediram-se. Em seguida cada uma foi para sua casa.
Ao chegar em casa, May deparou-se com Diego sentado no sofá.
Mayane: Boa noite. — Ela falou enquanto andava em direção ao seu quarto.
Diego: Boa noite. — May estranhou a voz dele e parou.
Mayane: Tudo bem?
Diego: Mais ou menos e você? — Ela aproximou-se dele.
Mayane: To bem. Aconteceu alguma coisa? — Ele respirou fundo.
Diego: Minha mãe me ligou mais cedo, parece que meu avô não anda muito bem.
Mayane: Nossa. — Ela sentou-se ao lado dele. — Mas o que ele tem?
Diego: Problema no coração.
Mayane: Ah, mas o seu Antônio é forte, vai passar por isso sem problema, não acha? Ele é um garotão ainda. — Diego sorriu
Diego: É, meu avô é forte.
Mayane: Então não fica pensando besteiras aí e me ajuda a fazer a janta.
Diego: Nós vamos cozinhar?
Mayane: Vamos.
Diego: Prefiro pedir uma pizza ou qualquer outra coisa.
Mayane: Não, é muito fácil. Acordei com espírito de cozinheira e você será meu ajudante.
Diego: Eu não me responsabilizo.
May não estava nem um pouco com vontade de cozinhar, mas ela sabia que isso distrairia Diego e era disso que ele estava precisando. Ela largou suas coisas em seu quarto, prendeu seu cabelo e voltou a cozinha com Diego.
Diego: E o que vamos fazer?
Mayane: Que tal lasanha?
Diego: Putz, já me deu água na boca. Mãos na massa!
Eles começaram a fazer a tal lasanha, para May esse seria um dos pratos mais fáceis de se fazer, mas depois ela viu que não era bem assim.
Depois de 'montarem' a lasanha, eles a levaram até o forno.
Mayane: Faz um favor Diego, vê no google quanto tempo leva pra ficar pronta. — Diego a olhou sério.
Diego: Você tá falando sério?
Mayane: Sim.
Diego: De verdade?
Mayane: É, eu sei fazer, mas não sei o tempo exato.
Diego estranhou, mas fez como ela pediu. Assim que deu os minutos instruídos pelo google, eles tiraram a lasanha do forno.
Mayane: Tcharan! Aqui está nossa obra de arte! — Falou largando a lasanha na mesa.
Diego: Eu não entendo muito de lasanha e tal, mas cadê o queijo que colocamos?
Mayane: Derreteu. Acho que ficou no forno um pouco a mais do que devia.
Diego: Então vamos comer.
Cada um se serviu e rapidamente eles provaram.
Mayane: E o frango?
Diego: Derreteu também? — Eles riram. — Vamos pedir uma pizza?
Mayane: Graças a Deus você deu essa ideia!
Assim que a pizza chegou, eles se atracaram a comer já que o 'projeto de lasanha' tinha os deixado com água na boca e mais fome ainda.
Diego: Eu acho que não fomos feitos pra cozinha.
Mayane: Nada disso, nossa lasanha só não ficou boa porque o google nos deu o tempo errado!
Depois de jantarem eles conversaram mais um pouco e logo foram se deitar. No dia seguinte May foi até o apartamento de Beta falar com Thay.
Mayane: E ai prima, como está?
Thayane: Bem e você?
Mayane: Bem também. E ai, como está a vida de casada? — Elas sorriram.
Thayane: Ótima.
Mayane: E a Beta falou mais alguma coisa da corrida?
Thayane: Não tocamos mais nesse assunto.
Mayane: Ela comentou comigo.
Thayane: O que ela falou?
Mayane: Falou que entende as suas razões, mas que gostaria de ter o seu apoio já que é a realização do sonho dela.
Thayane: Eu acho que isso é impossível.
Mayane: Nem fazendo um esforcinho? Mesmo se não for verdadeiro.
Thayane: Eu sou totalmente contra essa corrida. — May não falou nada, apenas ficou olhando pra ela. Mas tá, eu vou tentar fingir que eu apoio ela. — May sorriu.
Mayane: Acho que será importante pra ela.
Thayane: Ela te pediu pra vir falar comigo?
Mayane: Não. Na verdade ela comentou comigo e temia que vocês brigassem de novo por causa disso, já que o Vitor ta chegando.
Thayane: Ai nem me fala nisso prima.
Mayane: Já pensou em algo?
Thayane: Nada! Já quebrei minha cabeça pensando em uma desculpa boa, mas nada.
Mayane: E agora?
Thayane: De qualquer forma eu vou ter que tocar no assunto que não ta dando mais certo e ai eu improviso.
Mayane: Você ta ciente do que pode acontecer?
Thayane: To, mas se for o único jeito pra ficar com a Beta eu vou ter que encarar. — May segurou as mãos de Thay.
Mayane: Você sabe o quanto eu torço por vocês, né? Se precisar de qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo é só me chamar.
Thayane: Obrigada May.
Elas conversaram uns minutos a mais e logo May foi embora.
Dois dias se passaram, nada de especial aconteceu. Essa era a última noite de Thay e Beta juntas antes de Vitor chegar.
Roberta: Já esta arrumando suas coisas? — Sentou-se na cama.
Thayane: Já. Quero aproveitar a noite com você o máximo que eu puder.
Roberta: Vou sentir saudade. — Thay sorriu.
Thayane: Se Deus quiser, logo logo a gente não vai mais se separar.
Roberta: Não vejo a hora disso acontecer. — Thay acabou de arrumar suas coisas e aproximou-se de Beta.
Thayane: Eu acho bom a senhorita ter muito juízo enquanto isso, viu? Vou mandar alguém todas as noites na boate ficar de olho. — Beta sorriu.
Roberta: E em casa?
Thayane: Em casa não, aqui o Tchesco te cuida. — Beta a puxou pela mão e a fez sentar-se em seu colo.
Roberta: Eu não quero te pressionar, mas você tem ideia de quanto tempo vai precisar pra falar com o Vitor?
Thayane: Assim que ele chegar já vou falar com ele, no máximo no dia seguinte. Quero dar um fim logo nisso e ficar com você de uma vez por todas.
Roberta: Você ta preparada pra isso? Sei lá, sua família vai cair em cima.
Thayane: Não importa. Se esse é o único jeito pra ficar com você, eu encaro.
Roberta: E se seus pais ficarem de mal com você?
Thayane: Sinceramente eu prefiro não pensar nisso agora. Mas eu também não to fazendo mal a ninguém. O mais importante agora é o Vitor. Melhor dar um passo de cada vez.
Roberta: É, você tem razão.
Elas deram um selinho longo e logo Thay trocou de assunto.
Thayane: Quando será sua corrida?
Roberta: Eu embarco na sexta cedo, mas minha corrida será na segunda.
Thayane: Você vai sozinha?
Roberta: Vou com o pessoal do patrocínio e talvez a Josy.
Nenhuma das duas falaram mais nada, elas apenas se abraçaram. O silêncio predominou até que Beta o interrompeu.
Roberta: Ei...- Ela afastou um pouco seu corpo do de Thay -...isso tá parecendo uma despedida. — Thay sorriu.
Thayane: Pois é, vamos parar com isso!
Roberta: Na quarta a noite eu já vou estar de volta pra te encher. — Thay sorriu de novo e a abraçou.
Thayane: Tomara que sim.
Durante mais algumas horas elas conversaram até que se deram conta de que era tarde da noite.
Thayane: Não quero dormir agora. — Fez bico e Beta se derreteu.
Roberta: E quem disse que precisamos dormir agora? — Beta sorriu maliciosa e isso atiçou Thay.
Narrando como Roberta
Girei nossos corpos e deitei sobre ela que já levava suas mãos em minhas costas. Selei nossos lábios e levei uma mão minha a lateral do seu corpo, por baixo da blusa e a subi até a altura de seus seios. Ao chegar em um seio dela o apertei levemente e comecei a massageá-lo com calma. Eu já podia sentir sua respiração acelerando. Thay colocou uma perna sua entre as minhas e a fez roçar em minha intimidade. Aproveitando nossa posição, fiz o mesmo. Ela começou a subir minha blusa e eu a ajudei a tirá-la. Desci meus lábios até seu pescoço e o suguei levemente. Fui descendo mais meus lábios até chegar em sua barriga. Enquanto beijava e brincava ali, minhas mãos tratavam de se livrar de seu short na qual sua calcinha acabou saindo junto. Minha vontade era de fazer amor com ela a noite toda, mas era impossível, já que acordaríamos cedo no dia seguinte.
Assim que me livrei de parte de sua roupa, voltei meus lábios ao seu corpo, onde fui distribuindo selinhos até chegar em seus lábios novamente. Outra vez iniciei um beijo, agora com mais fome do que antes. Thay apertava meu bumbum e tentava desesperadamente tirar meu short. A vontade era tanta que eu nem tentei em hesitar e a ajudei. Sentei-me em seu colo e notei em sua face uma nova expressão, era aquela cara de safada que me fazia excitar só em olhá-la. Ela sorriu pra mim e eu não resisti: sorri pra ela também enquanto ela tirava a sua blusa. Já completamente sem roupas, Thay afastou suas pernas e eu fiz o mesmo, encaixando nossas intimidades. Apoiei minhas duas mãos na cama, uma de cada lado da cabeça de Thay e a olhei nos olhos.
Thayane: Mexe!
Fiz como ela pediu, mexi meu quadril fazendo nossas intimidades se roçarem mais. Thay levou suas mãos até meus seios e os apertou, logo ela começou a brincar com seus polegares no biquinho deles, me fazendo arrepiar. Sente-me direito sobre ela, com as costas retas e levei minhas mãos sobre as suas, acompanhando os movimentos dela em meus seios. Comecei a me movimentar pra frente e pra trás enquanto ela levantava seu quadril fazendo nossas intimidades se tocarem mais. Depois de alguns minutos assim, passei a rebolar sobre ela arrancando-lhe um gemido. Thay agora apertava meus seios com um pouco mais de força, logo ela deslizou suas mãos pela lateral do meu corpo, apertou minha cintura e pressionou meu corpo para baixo. Aproximei minha mão de seus lábios e contornei seu lábio inferior com meu dedo indicador. Thay abaixou um pouco seu rosto, sugando meu dedo e logo contornando a pontinha dele com sua língua. Sua brincadeira acabou me excitando mais ainda. Em um movimento rápido, Thay girou nossos corpos e me fez deitar, ficando agora com seu corpo entre minhas pernas.
Thayane: Hoje eu comando. — Sorriu maliciosa e eu sorri junto.
Assim que terminou de falar, ela começou a movimentar seu quadril pra frente e pra trás, roçando sua intimidade na minha. Levei minha mãos até seu bumbum e o apertei contra meu corpo.
Thayane: Ta bom assim?
Roberta: Ta gostoso demais! — Afirmei!
Ela sabia muito bem o quanto estava ótimo, mas eu sabia também que ela gostava de ouvir. Thay movimentava seu quadril, as vezes rápido, as vezes devagar, as vezes quase parando, pra frente e pra trás, pra um lado e para o outro. Sua brincadeira estava me deixando cada vez mais louca. Não demorou muito e eu senti que estava quase gozando.
Roberta: Faz rápido, eu vou gozar!
Thayane: Quer rápido é?
Roberta: Quero!
Terminei de falar e ela logo começou a fazer o que eu pedi. Pela sua expressão, senti que ela também estava quase gozando. Afastei mais minhas pernas e as entrelacei em volta de sua cintura. Thay voltou a movimentar-se mais rápido e com mais força. Não demorou muito e acabamos gozando quase juntas. Segundos depois e ela desabou sobre mim. Ficamos assim por mais alguns segundos e logo ela deitou ao meu lado.
Final da narração de Roberta
Beta deitou no peito de Thay, ambas estavam ofegantes e suadas.
Thayane: Eu te amo muito!
Roberta: Também te amo muito! — Elas se abraçaram mais apertado.
Thay ficou fazendo carinho nos cabelos de Beta até que elas adormeceram. No dia seguinte elas levantaram cedo, tomaram banho e tomaram café juntas. Lá pelas nove horas, Thay precisou ir embora.
Thayane: Eu vou indo amor. — Elas se levantaram.
Roberta ajudou ela a levar suas coisas até o carro. Tchesco foi junto na coleira.
Roberta: A gente se fala por telefone?
Thayane: Sim, mais tarde te ligo. — Ela acariciou Tchesco. — E você cuida bem da minha princesa, viu? — Thay olhou Beta. — Vou morrer de saudade de vocês. — Acariciou o rosto de Beta.
Roberta: Nós também vamos morrer de saudade de você. — Thay aproximou-se de Beta e selou seus lábios nos dela durante alguns segundos.
Thayane: Eu te amo muito! — Sussurrou.
Roberta: Também te amo muito. — Falou no mesmo tom.
Thay fez mais um carinho em Tchesco e em Beta e logo entrou em seu carro, deu a partida e saiu da garagem. Em seguida Beta pegou Tchesco no colo.
Roberta: Pois é bebê, agora somos só nós dois. — Beta levou Tchesco para fazer suas necessidades e logo voltou para o seu apartamento.
Não tinha nada para fazer, então ela resolveu baixar algumas músicas. Ela queria fazer qualquer coisa para manter sua cabeça ocupada e não lembrar que daqui algumas horas Vitor estaria com sua amada.
Roberta: Eu só não vou pra boate agora por causa de você, sabia? — Falou olhando para o Tchesco.
Enquanto isso na casa de Thay
No dia anterior, Thay havia pedido para os funcionários de sua casa voltarem ao trabalho na data de hoje, já que Vitor estaria de volta. Ao chegar em casa, Thay arrumou suas coisas, tomou um banho e ligou na sua empresa para ver como as coisas andavam. O voo de Vitor estava previsto para chegar as 13:45, Thay iria encontrá-lo no aeroporto, mas para a surpresa de todo mundo, meio dia Vitor apareceu em casa.
Vitor: Oi. — Thay o olhou surpresa.
Thayane: Vitor?
Vitor: Surpresa meu amor? — Sorriu e andou em direção a ela.
Thayane: Seu voo não chegaria mais tarde? — Ele a abraçou pela cintura.
Vitor: Chegaria, mas deu um problema e eu tive que vir num voo mais cedo. Parece que não está feliz em me ver.
Thayane: Não, eu to sim, mas é que eu ia te buscar no aeroporto.
Vitor: Gostou da surpresa?
Thayane: Muito. — Sorriu forçada.
Vitor: Me dá um beijo então, vamos matar essa saudade.
Thay não queria, mas fez como ele sugeriu. Eles se beijaram durante alguns minutos, mas para sua sorte o motorista interrompeu eles.
Motorista: Com licença senhor. Deixo suas bagagens aqui ou as levo para o seu quarto?
Vitor: Pode subir com elas. Obrigado. — O motorista se retirou. — Senti tanta saudade de você.
Thayane: Eu também.
Vitor: O telefone de casa está com problemas? Em nenhum dia consegui ligação aqui.
Thayane: Não, eu dei folga pro pessoal e passei uns dias na casa da Angel, uns com a May e uns com a Beta.
Vitor: É? Não quis ficar sozinha?
Thayane: Não.
Vitor: E como o pessoal está?
Thayane: Todos bem.
Vitor: Que bom. Eu vou tomar um banho. Almoça comigo?
Thayane: Almoço sim. Depois vou pra empresa.
Vitor: Pensei que iria tirar o dia de folga pra ficar comigo.
Thayane: Eu queria amor, mas já tirei a manhã livre e tive que transferir uma reunião pra tarde.
Vitor: Certo. Vou tomar meu banho. — Deu um beijo em seu ombro e seguiu para o quarto.
Thay estranhou, afinal Vitor estava muito calmo. Ou tinha algo de muito errado ali ou a viagem fez bem pra ele.
Enquanto Vitor tomava seu banho, Thay procurava saber a quantas ia o almoço, não demorou muito e Vitor apareceu na sala.
Vitor: Hum, esse cheirinho está uma delicia! — Ele e Thay sentaram-se à mesa.
Thayane: E como foi a viagem?
Vitor: Bastante cansativa, mas deu tudo certo. Acabamos fechando dois negócios.
Thayane: Foram pra fechar um e no fim fecharam dois? Realmente valeu a pena esse cansaço todo.
Vitor: Você tem que ver as praias de lá, são lindas.
Thayane: Realmente dizem isso de lá.
Vitor: Podemos passar nossa lua de mel lá, o que acha? — Thay engoliu a comida.
Thayane: É uma boa ideia, podemos ver essa hipótese mais pra frente.
Não demorou muito e eles acabaram o almoço. Thay subiu rapidamente para dar um retoque na maquiagem, escovar os dentes e pegar sua bolsa, voltando para sala em seguida.
Thayane: Bom, eu vou indo ou vou me atrasar. — Aproximou-se de Vitor que estava deitado no sofá. — você vai para a empresa?
Vitor: Hoje não. Hoje vou resolver umas pendências na rua.
Thayane: Então te encontro em casa quando eu voltar?
Vitor: Até lá já resolvi tudo.
Thayane: Certo. — Droga!– Despediu-se com um selinho. — Até mais tarde. — Retirou-se.
Vitor ficou olhando Thay sair até desaparecer de suas vistas. Para variar, ela estava mais fria do que nunca. Na verdade, Thay nunca fora o tipo de mulher que demonstrava seus sentimentos, mas há um tempo atrás ela era bem mais carinhosa do que agora. Ele respirou fundo e por alguns minutos seu olhar ficou perdido olhando o nada, ele buscava respostas, tentava entender o que poderia estar acontecendo, em que momento do caminho ele perdeu Thay de vista. Assim que acordou de seus pensamentos, ele pegou o carro e saiu.
Enquanto isso no apartamento de Roberta
A tarde passou se arrastando, finalmente a noite havia chegado. Beta tomou um banho e foi para a boate trabalhar um pouco. Chegando lá ela reuniu os funcionários antes de abrir a boate para fazer-lhes um comunicado.
Roberta: Bom pessoal, eu reuni vocês aqui pra avisar que a minha corrida finalmente chegou então eu to viajando amanhã.
Funcionário¹: Ae que bom. Boa sorte!
Funcionária¹: Quando voltar eu quero tirar foto com você e o troféu! — Beta sorriu.
Roberta: Obrigada pessoal. O apoio de vocês faz a diferença.
Roberta deu uma palestra até que resolveu finalizá-la.
Roberta: Então é isso gente. Vou viajar, mas o DJ vai estar por aqui, qualquer coisa falem com ele. De qualquer forma estarei no celular se vocês precisarem.
O pessoal desejou novamente boa sorte a Beta e logo cada um voltou aos seus afazeres já que a boate tinha sido aberta.
Enquanto isso com Vitor
Vitor havia saído cedo de casa para resolver, segundo ele, suas pendências.
Vitor: Tem novidades pra mim?
xXx: Tenho sim! Aqui está o que você queria. — Entregou-lhe um envelope.
Vitor: E então, o que me diz?
xXx: Segui sua noiva durante essas últimas semanas e ela não fez nada fora do normal. Ela ia pra sua casa, para a empresa dela e pra um apartamento. Pelo que levantei é de uma amiga dela, uma tal de Roberta. O endereço está no envelope junto com as anotações dos passos dados a cada dia. Ela também ia pra um outro apartamento, onde mora a amiga grávida dela.
Vitor pegou o envelope e tratou de procurar logo o endereço da tal amiga de Thay.
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