Além da Eternidade - 1° temporada
91 Nunca sabemos quando será o último abraço
Notas iniciais
Vitor: É esse o endereço? — Apontou para onde estava escrito.
xXx: Esse mesmo. Não fica muito longe daqui.
Vitor: Então esses foram os passos dela durante essas semanas?
xXx: Exatamente. Ah, teve um dia em que ela e os amigos do apartamento da grávida foram para a praia.
Vitor: Algum movimento suspeito? Algum estranho?
xXx: Nenhum estranho. Somente eles. Da praia foram direto para o apartamento dessa amiga dela, a Roberta.
Vitor: Ótimo. Aqui está o que combinamos. Tem um extra também. Como eu havia dito, eu sei reconhecer e valorizar um trabalho bem feito. — Entregou ao cara um envelope. — Se eu precisar dos seus serviços novamente te ligo. Obrigado!
xXx: As ordens patrão!
Enquanto o cara ia embora, Vitor deu mais uma lida no que havia sido entregue a ele e logo resolveu voltar para casa.
Assim que chegou em casa, Vitor tomou mais um banho, pegou uma dose de whisky e sentou-se na varanda para esperar Thay. Enquanto a aguardava, ele ia pensando em tudo o que ficou sabendo sobre os passos dela enquanto esteve fora.
Já era tarde, Roberta saiu mais cedo da boate para poder descansar. Antes de ir para seu apartamento, o pessoal da boate se despediu dela. Todos desejaram a ela muita sorte e uma boa viagem, após isso ela seguiu para o seu apartamento.
Lá pelas onze e meia da noite, Thay estava na empresa ainda, ela já ia embora, mas resolveu ligar para Beta e matar um pouco da saudade. Elas conversaram durante uma meia hora e marcaram de se ver no dia seguinte no aeroporto, para despedirem-se. Em seguida Thay foi para casa.
Ao chegar em casa, antes de descer do carro ela respirou fundo e tomou coragem para encarar Vitor. Não, ela ainda não ia falar sobre o fim do noivado, apenas voltar a conviver com ele. Essa seria uma situação difícil, ainda mais depois de ficar uns dias com sua amada. Ao descer do carro já deu logo de cara com Vitor.
Vitor: Boa noite meu amor.
Thayane: Boa noite. — Andou até ele e deu um selinho rápido.
Vitor: Chegou tarde. Muito cansada?
Thayane: Demais. O dia foi estressante.
Vitor: Então sobe, toma um banho quente que eu peço pra servirem a janta pra nós.
Thayane: Obrigada. — Novamente deu um selinho e foi para seu quarto.
Assim que chegou no quarto ela jogou-se na cama, afinal, o pior ainda estava por vir: a hora de dormir. Thay levantou-se, pegou sua toalha e foi para o banheiro. Ela demorou um pouco no banho, em seguida, desceu para jantar.
Vitor: Servi uma dose de whisky pra você relaxar. — Ela sentou-se à mesa com ele.
Thayane: Obrigada. — Pegou o copo e tomou um gole. Logo se serviram.
Vitor: Sua mãe ligou mais cedo nos convidando para jantar na casa dela amanhã. Eu disse que íamos, tudo bem?
Thayane: Sem problemas. Faz tempo que não os vejo. Papai sempre envolvido em seus negócios e mamãe com a sociedade. — Sorriu.
Enquanto eles jantavam, iam conversando um pouco sobre tudo. Logo que jantaram foram se deitar. Thay estava nervosa, precisava dar um jeito para eles não transarem. Louco de saudade como Vitor estava, iria querer sexo a todo custo. Ela entrou no quarto e foi direto ao banheiro, escovou os dentes e pensou um pouco, mas nenhuma desculpa aparecia. Logo ela saiu do banheiro e foi a vez de Vitor entrar, enquanto ele escovava os dentes e lavava o rosto, Thay deitou-se e fingiu estar dormindo. Era a pior desculpa da face a terra, mas como ela não havia pensado em nada, resolveu arriscar.
Vitor voltou para o quarto e a viu deitada de costas para ele. Imediatamente um sorriso safado surgiu em seus lábios. Ele deitou-se ao lado dela e começou a beijar seu ombro docemente.
Vitor: To louco por você. — Deslizou sua mão para a cintura de Thay que nem se mexeu. — Thay? — Ele percebeu que ela estava dormindo e tirou sua mão dela.
Apesar de estar louco de vontade, Vitor também estava cansado, a viagem foi longa e no dia seguinte ele acordaria cedo, sendo assim, resolveu adiar a noite deles.
Enquanto isso no apartamento de Roberta
Roberta já havia chegado da boate, suas coisas estavam todas prontas e ela estava um pouco sem sono. Ela ficou brincando com Tchesco até uma certa hora e em seguida resolveu deitar-se e tentar dormir. Minutos depois e a campainha tocou.
Roberta: A essa hora?
Ela levantou-se e foi até a porta.
Roberta: Ah, resolveu lembrar que eu existo?
Josy: Que isso! Eu nunca me esqueço de você. — Entrou e largou suas coisas no chão. — Ia viajar sem mim?
Roberta: Ia! Te liguei várias vezes e você não me retornou.
Josy: Perdão Beta, mas tive alguns contratempos. Mas já estou de volta!
Roberta: Acabou o lance com o bofe?
Josy: Foi! Enjoei dele. — Beta sorriu.
Roberta: Pra variar. Mas então, você vai ir mesmo comigo?
Josy: Claro! Não vai me dizer que não comprou minha passagem.
Roberta: Comprei, mas já ia devolver.
Josy: Ótimo! A Thay não vai se importar se eu dormir aqui hoje, né?
Roberta: A Thay foi embora já.
Josy: Hum. Então posso dormir aqui?
Roberta: Pode, claro. Quer comer algo ou beber?
Josy: Não, obrigada.
Roberta: Então vamos dormir porque amanhã é cedo!
Roberta deitou-se mais uma vez, mas o sono não vinha de jeito nenhum, talvez a ansiedade da corrida ou quem sabe o nervosismo da viagem não a deixavam dormir. Beta começou a lembrar de seus dias com Thay, ela sorria sozinha na cama e um tempinho depois acabou adormecendo.
Na manhã seguinte Beta e Josy acordaram cedinho, tomaram café e conferiram se não faltava nada.
Roberta: Ei meu garotão! — Abaixou-se e acariciou Tchesco. — Eu to indo viajar, viu? Comporte-se na minha ausência e respeite a tia May! Logo logo eu tô de volta. — Sorriu.
Josy mimou um pouco Tchesco e logo elas foram para o aeroporto.
Enquanto isso na casa de Thay
Thay acordou super cedo, arrumou-se, engoliu o café e foi para o aeroporto. Como Vitor havia ficado dormindo, ela deixou um bilhete dizendo que havia se lembrado que teria de adiantar a apresentação de um projeto e por isso teve que ir mais cedo para a empresa.
Ao chegar no aeroporto, Thay procurou por Beta até que a encontrou.
Thayane: Bom dia, amor. — Deu um selinho no cantinho da boca de Beta.
Roberta: Bom dia neném.
Thayane: Bom dia Josy.
Josy: Bom dia Thay.
Elas conversaram um pouco e logo chegaram Diego, May, Angel e Christian.
Elas conversaram mais um pouco até que anunciaram o voo de Beta. O pessoal despediu-se dela e de Josy desejando muita sorte e uma ótima viagem à elas. As abraçaram, as beijaram e logo deixaram Thay e Beta se despedirem. Sem saber porque, elas estavam muito nervosas. Suas mãos suavam e estavam geladas.
Roberta: Bem, chegou a hora. — Thay respirou fundo.
Thayane: Eu queria te pedir desculpas por ter falado certas coisas aquele dia que conversamos sobre a corrida. — Beta sorriu.
Roberta: Tudo bem amor, acho que no seu lugar iria agir da mesma forma.
Thayane: Promete pra mim que vai se cuidar? — Beta pegou as mãos de Thay.
Roberta: Prometo, meu amor. — Beta sorriu. — Por que estamos tremendo?
Thayane: Não sei. — Sorriu quase chorando.
Roberta: Preciso ir. — Thay apertou suas mãos e a puxou para um abraço apertado.
Thayane: Se cuida, por favor, eu te imploro!
Roberta: Vou me cuidar. — Acariciou as costas de Thay que a apertou mais forte.
Thayane: Volta, por favor! -Sussurrou enquanto uma lágrima caía pelo seu rosto.
Roberta: Eu volto, eu prometo que volto. — Elas se olharam. Beta acariciou seu rosto.
Thayane: Eu te amo muito, muito mesmo! Quando você voltar eu já vou ter me resolvido com Vitor. — Beta sorriu.
Roberta: E aí seremos só nós duas, pra sempre.
Thayane: Pra sempre e mais um dia! — Elas se abraçaram de novo.
Elas ficaram mais alguns segundos assim e logo anunciaram o voo de Beta de novo.
Thayane: Boa sorte na corrida. Traz esse prêmio pra casa, tá? — Beta ficou feliz de ouvir isso de Thay.
Roberta: Pode deixar, vou trazer ele pra você!
Elas se abraçaram mais uma vez e logo Thay foi para o abraço de Angel.
Roberta: Tchau pessoal. — O pessoal desejou mais uma vez à ela e Josy sorte e boa viagem. — Ah May, cuida da Thay pra mim, por favor. — May sorriu.
Mayane: Cuidarei dela e do Tchesco, não se preocupe. — Beta sorriu.
Antes de dar as costas ao pessoal, ela olhou mais uma vez Thay.
Roberta: Te amo muito! — Falou quase sem voz.
Thayane: Pra sempre e mais um dia. — Respondeu do mesmo jeito.
Logo Beta e Josy embarcaram no avião desaparecendo das vistas do pessoal.
Ao entrar no avião, Beta e Josy cumprimentaram a aeromoça que estava na porta recebendo os passageiros e logo foram para seus lugares. Roberta sentou-se em sua poltrona, colocou seus óculos escuros e ficou olhando para a janela. Algumas lágrimas caiam enquanto ela tentava evitá-las. Josy percebeu que sua amiga estava chorando e tentou ajudá-la.
Josy: Ei. — Segurou sua mão. — São só alguns dias longe dela.
Roberta não respondeu nada, apenas balançou a cabeça em sinal positivo. Na verdade, Josy a conhecia bem e sabia que Beta não gostava que ninguém a visse chorando, por isso não virava seu rosto. Alguns minutos depois e Beta olhou Josy.
Roberta: Eu nem sei porque estou chorando. — Sorriu com a voz embargada.
Josy: É bonitinho te ver assim, sabia?
Roberta: Assim como?
Josy: Chorando por causa de alguém. Sei lá, acho que ainda to acostumada com sua fase passada, quando você era uma pegadora. — Beta sorriu.
Roberta: O que?
Josy: É sim, você era pegadora.
Roberta: Não era tanto assim.
Josy: Não? Você só faltava chegar na menina 'ei, só quero transar, topa?' — O avião começou a decolar.
Roberta: Pára com isso! — Beta já não estava mais chorando. — Eu nem era tanto assim, não. — Elas riam.
Josy: Pelo menos você nunca iludiu ninguém.
Roberta: Quem te ouve falar assim vai pensar que sou uma pegadora mesmo.
Josy: Mas é bom ver você assim, gostando de verdade de alguém e sendo correspondida.
Roberta: Eu gosto mesmo da Thay. E olha que eu nem imaginava que seria tanto assim.
Josy: Ninguém imaginava na verdade, muito menos eu. Quando você me falou dela pela primeira vez eu achei uma loucura você se envolver com uma garota comprometida, mas logo pensei que como os outros lances seus, não daria em nada. E olha só agora, estão quase casadas.
Roberta: Se Deus quiser vamos nos casar. Quando eu voltar espero que esteja tudo resolvido.
Josy: E vai estar!
Elas conversaram mais um pouco e logo foram escutar música, mais uns minutos e elas pegaram no sono.
Enquanto isso no aeroporto
Assim que Beta e Josy embarcaram no avião, Thay correu para o abraço de Angel e chorou.
Mayane: Calma prima, daqui uma semana ela volta. — A abraçou também.
Angel: Não fica triste não amiga.
Thayane: É só saudade antecipada.
Christian: Vem gente, vamos embora.
Eles foram até o carro e Christian deixou as meninas no prédio deles. Antes de ir para a empresa, Thay ficou um pouquinho com as meninas.
Angel: Mais calma?
Thayane: Calma só estarei mesmo quando a Beta voltar.
Mayane: Ela vai voltar trazendo aquele troféu, eu sinto isso.
Elas conversaram mais um pouco e logo Thay foi para a empresa.
O dia passou voando, Thay manteve-se tão ocupada que nem viu o tempo passar. No início da noite, Beta ligou para Thay.
Thayane: Oi meu amor, como está?
Roberta: Bem e você?
Thayane: Bem também. E a viagem?
Roberta: Foi tranquila, já estamos no hotel. Só ta muito frio aqui, não sinto meus dedos. — Thay sorriu do outro lado da linha.
Thayane: Ta com bastante roupa?
Roberta: Acho que to usando todas as que eu trouxe. — Thay sorriu de novo.
Thayane: Já comeu?
Roberta: Só lanche, vamos comer algo mesmo é agora. — Elas calaram-se durante alguns minutos.
Thayane: To com tanta saudade de você.
Roberta: Também estou. — Beta sorriu. — É ruim ficar sem você. — Thay engoliu o choro.
Thayane: Deixa, quando você voltar não vou mais desgrudar de você. — Brincou tentando fazer a vontade de chorar passar.
Roberta: Vou adorar. Aqui é lindo, amor. Quero voltar com você.
Thayane: É? Então vamos voltar aí nas nossas férias.
Elas conversaram mais um pouco e logo despediram-se.
Roberta: Bom, preciso desligar amor. Amanhã te ligo de novo.
Thayane: Ta bom. Se cuida, tá? Qualquer coisa pode me ligar.
Roberta: Boa noite, dorme com os anjinhos.
Thayane: Boa noite meu amor, tenha bons sonhos. Te amo muito, muito, muito.
Roberta: Também te amo muito, muito, muito. Até amanhã. — Desligaram.
Roberta desligou e respirou fundo, antes que a depre a pegasse novamente, ela foi tomar um banho para encontrar-se com o pessoal do patrocínio. Thay por sua vez, desligou, fechou seus olhos e se reencostou na cadeira. Minutos depois e ela pegou sua bolsa e foi para seu carro.
Não demorou muito e ela chegou em sua casa.
Vitor: Boa noite, minha linda. — Deu um selinho nela.
Thayane: Boa noite. — Forçou um sorriso.
Vitor: Já estou pronto.
Thayane: Pronto?
Vitor: É, pra jantarmos na casa de seus pais.
Thayane: Ah sim. Vou tomar um banho rapidinho e vamos. — Ela deu mais um selinho nele e subiu correndo para o quarto.
Thay tomou um banho, colocou um vestido lindo e desceu. Vitor já a esperava. Eles foram até o carro e seguiram para a casa dos pais de Thay. Não demorou muito e eles chegaram. Primeiro eles conversaram, beberam um pouco de vinho e logo jantaram. Após isso, eles sentaram-se na sala e voltaram a conversar.
Blanca: E então, quando sairá o casamento de vocês?
Henrique: É verdade, vocês estão noivos há tanto tempo, por que não oficializam logo?
Vitor: Estive pensando muito nisso durante a viagem, acho que já podemos nos casar. Como você disse Henrique, estamos noivos há tanto tempo, vamos oficializar logo.
Blanca: Ah, que bom! Não vejo a hora de ver vocês casados, meus filhos. — Sorriu.
Thay ouvia aquilo sem acreditar no que estava ouvindo.
Henrique: Quero meus netos logo, já estou ficando velho, quero poder correr com eles.
Blanca: Quantos pretendem ter?
Thayane: Eu acho um pouco cedo pra...- Vitor a interrompeu.
Vitor: Que isso meu amor. — Colocou uma mão sua sobre a de Thay. — Assim que voltarmos da nossa lua de mel já vamos ver isso sobre filhos, quem sabe até durante a viagem. Não vejo a hora de ser pai dos filhos da Thay, sempre foi meu sonho. Não quero apenas um, quero dois ou mais.
Henrique: Onde pretendem passar a lua de mel?
Thayane: Gente...
Vitor: Cancun, é lindo lá. Preciso ir lá de novo com a Thay. — Olhou para ela. — Tenho certeza que você vai adorar, meu amor.
Thay cada vez mais irritava-se.
Vitor: Andei pensando em nos mudarmos para esse bairro depois que casarmos.
Henrique: É uma ótima ideia. Esses dias estava falando a respeito com Blanca.
Blanca: Já podíamos começar a ver os preparativos para o casamento, minha filha.
Henrique: Isso mesmo, durante a semana vocês já começam a ver alguma coisa.
Eles conversaram durante mais alguns minutos e logo foram embora. Durante o caminho para casa, Thay e Vitor não trocaram uma palavra, até que Vitor quebrou o silêncio.
Vitor: O que você tem?
Thayane: Nada. — Ela estava muito irritada.
Vitor: Por que você está quieta?
Thayane: Nada, apenas sono.
Não demorou muito e eles chegaram em casa. Ainda sem conversarem, Thay subiu para o quarto e Vitor foi atrás. Enquanto ela tirava suas joias, Vitor tirava sua gravata.
Vitor: Gostou do jantar?
Thayane: Sim. — Foi para o banheiro, tirar a maquiagem, escovar os dentes e colocar sua roupa para dormir. Logo Thay voltou para o quarto.
Assim que Thay voltou, Vitor foi para o banheiro, escovou os dentes, lavou o rosto e colocou sua bermuda de dormir, voltando para o quarto em seguida. Thay já estava deitada, de costas para ele. Vitor deitou, se cobriu até a cintura e encostou seu corpo no corpo de Thay.
Vitor: Vira pra mim, meu amor. — Falou roçando seus lábios no ouvido de Thay.
Thayane: Desculpa Vitor, estou cansada.
Vitor: Cansada demais pro seu noivo? — Acariciou a lateral do seu corpo por baixo da blusa de Thay.
Thayane: É sério Vitor, por favor.
Vitor: Faz um mês que não fazemos amor, Thay.
Thayane: Só estou cansada Vitor, meu dia foi estressante.
Vitor: E dai? Eu também tenho dias estressantes, mas deixo meu estresse no serviço.
Thayane: Só mais uma noite, por favor. — Vitor se afastou de Thay.
Vitor: Não é só mais uma noite, Thay, fazem dias e não são poucos que você dá uma desculpa pra não fazermos amor. — Thay virou para ele.
Thayane: Você disse que eu dou desculpas, Vitor?
Vitor: E não é?
Thayane: Desculpa se eu não estou todos os dias 100% bem pra você.
Vitor: O que ta acontecendo com você? Por que está de mal humor comigo?
Thayane: O que foi aquilo na casa dos meus pais? Você respondendo as perguntas sem ao menos me consultar antes.
Vitor: Desculpa, mas eu achei que você também gostaria de casar e ter filhos comigo.
Thayane: Eu to cansada Vitor, cansada de ter você e meus pais decidindo a minha vida por mim.
Vitor: Decidindo a sua vida? Por favor Thayane!
Thayane: Ah e não é?
Vitor: Quer saber o que eu acho? Eu acho que essa é mais uma desculpa sua pra mim não te tocar!
Thayane: Olha aqui...
Vitor: Você tem outro, Thayane? É isso?
Thayane: Você tá querendo dizer que eu to com você e com outro?
Vitor: Eu não disse que você tá com outro, eu perguntei se tem outro cara entre nós!
Thayane: Agora chega Vitor, chega!
Vitor: Chega digo eu. Me fala logo o que está acontecendo!
Thayane: Eu to cansada de ver outras pessoas decidindo minha vida por mim, cansada de tantas brigas, de tantas cobranças. — Thay levantou-se.
Vitor: Aonde você vai?
Thayane: Acho melhor darmos um tempo de nós, ficarmos longe um do outro.
Vitor: Você está terminando nosso noivado?
Thayane: Um casamento sem confiança, não dá certo.
Vitor: Eu confio em você.
Thayane: Confia? Perguntando se eu tenho outro?
Vitor: Eu só perguntei porque...
Thayane: Chega Vitor, minha decisão esta tomada!
Vitor: Você vai mesmo sair de casa?
Thayane: Vou. E não me pergunte pra onde!
Vitor: Todos esses anos serão jogados fora assim?
Thayane: Acho que a gente não se conhece, como eu pensava.
Vitor: Thay, eu confio em você, pára com isso!
Thayane: Você me magoou, Vitor.
Vitor: Desculpa. Me perdoe!
Thayane: Outro dia conversamos. — Thay foi para o banheiro, trocou de roupa, pegou algumas roupas e sua pasta de trabalho.
Vitor: Você não vai ficar mesmo?
Thayane: Não.
Vitor: Diz, pelo menos, aonde você vai estar.
Thayane: Até mais Vitor. — Retirou-se.
Thay saiu apressada, não queria dar chance de Vitor continuar falando e conseguir contornar a situação.Ela entrou em seu carro e foi para o apartamento de Roberta.
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