Além Do Bem E Do Mal

16 Capítulo 16 - VÍTIMAS


Notas iniciais
Oi gente!!
Pelo que podem perceber eu não morri.kkkkkk
Desculpem-me pelas férias prolongadas, mas foram necessárias.
Bem, aí está o capítulo 16. Ele trás algumas revelações que vão mudar um pouco a história.
Não se desesperem com o final. Como já devem saber, sou uma romântica incurável e sempre dou um jeitinho de terminar minhas histórias com um "...e foram felizes para sempre." kkkkkk
Obrigada pelos reviews e espero que gostem do capítulo. Confesso que estou um pouco destreinada, mas fiz meu melhor.
Quero que saibam que estava morrendo de saudades de vcs e que estou muito feliz de estar voltando!!
Beijos.

CAPÍTULO 16 – VÍTIMAS


...”De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto”...


Edward ficou parado, encarando Bella. Mas não parado como ficam os humanos quando não se movimentam. Não, Edward estava literalmente petrificado. Não havia um único resquício de existência de vida em seu corpo. Parecia uma pedra.

Seu olhar atravessava o rosto de Bella, provavelmente perdido no eco das palavras que ela acabara de proferir.

– Não me peça isso, Bella! Você não precisa de mais uma justificativa para me deixar. Já tem motivos de sobra para ir embora. – Edward saiu de sua inércia de repente, sussurrando com a voz cheia de dor.

– Isso significa que não vai fazer o que pedi? – Bella perguntou, querendo manter-se firme em seu desmedido propósito.

Nos infindos segundos de silêncio entre eles, um filme de sua vida passou pelos seus olhos, fazendo-a se lembrar do quanto sofrera.

– Quer mesmo isso, Bella? Quer que eu mate meu irmão para que se sinta vingada pela morte de seus pais? – Edward indagou, fazendo-a fitar o chão para não entregar com os olhos o blefe que fizera com a boca.

– Pois eu não acredito! – Ele continuou, mostrando que a conhecia profundamente. — Eu conheço você há muito tempo, Bella. Sei que está falando da boca para fora. Jamais carregaria uma morte nas costas, mesmo que fosse a de um vampiro vil e sem alma.

Bella começou a chorar. Já não se reconhecia mais. Estava com raiva, confusa e magoada. Tinha se portado como uma criança mimada e se envergonhava disso.

– Eu só queria saber de que lado estava. E pelo visto já fez sua escolha.

– Não me acuse disso, Bella. Eu enfrentei toda a minha família para poder ficar com você. Não duvide do meu amor. Não estou justificando o que Jasper fez, mas ele não teve cul...

– PARA!! PELO AMOR DE DEUS, NÃO ME VENHA DEFENDER ESSE MONSTRO AGORA!! NÃO ACREDITO QUE VAI FAZER ISSO COMIGO. JÁ NÃO ME TORTUROU O SUFICIENTE? – Bella se irritou, gritando num verdadeiro acesso de ira.

Se Edward ousasse tentar justificar o que o irmão fizera era capaz de atacá-lo mais uma vez e com certeza sairia ferida, pensou Bella. Se bem que sua integridade física era o que menos lhe importava no momento.

– Tudo bem, tudo bem, não vou dizer mais nada, amor, mas, por favor, fique calma.

– Não me chama de “seu amor”. Eu não sou seu amor, Edward. Fui apenas um brinquedo em suas mãos. Você quis e pegou, sem ao menos se importar se eu ia me machucar ou não. – Desabafou amargurada.

– Eu sei que não devia ter me aproximado de você. Eu errei, Bella, reconheço isso. Mas meu maior erro foi te amar além da razão. Eu tentei ficar longe de você. Deus sabe que eu tentei... Mas quando você apareceu naquela cela eu soube que não tinha mais forças para continuar reprimindo meus sentimentos. Foi mais forte que eu...

– O que queria com tudo isso, Edward? – Bella perguntou, ainda sentindo as lágrimas rolarem de seus olhos.

– Eu não sei... Apenas acreditei que poderia manter o passado afastado de nós. Que nosso amor estaria acima de tudo.

– Como pode pensar que o fato de sua família estar envolvida na morte dos meus pais não significaria nada para mim? — Bella estava estarrecida.

– Eu devo ter superestimado o poder do que sentíamos um pelo outro, ou talvez tenha acreditado que seu amor por mim fosse tão grande quanto o meu por você. – Edward falou com tristeza.

– E é... era... Eu joguei tudo por alto para viver essa loucura de te amar, Edward. Também rompi com amigos, passei por cima de convicções... Mas depois do que eu ouvi nesta sala não há mais a mínima condição de ficarmos juntos. Eu não estaria sendo justa com a memória dos meus pais. Não seria certo nem comigo nem com eles.

– Bella, seus pais iam querer te ver bem e você me parecia feliz depois que veio para cá, depois que ficamos juntos.

– Eu estava, Edward... Estava...

Ao usar o verbo no pretérito, Bella percebeu que toda a felicidade que tinha vivido até então fazia parte de um passado distante. Parecia que anos tinham se passado. Mas também não enxergava o futuro. Não sabia o que faria quando saísse daquela sala. Talvez seu destino fosse viver trancada dentro daquele armário, encarcerada pela dor...

– O que vai fazer agora? – Edward perguntou desconsolado.

– Vou voltar para Washington, depois resolvo o que fazer da minha vida. – Respondeu sem pensar.

– Deixe-me pelo menos ajudá-la. Nós temos imóveis lá. Pode ficar num deles.

– Eu sempre me virei sozinha, Edward. Não precisa se preocupar, eu ainda tenho meu apartamento.

– E tudo o que houve entre nós vai terminar assim, Bella?

– Nós... – Bella repetiu melancólica. – Nunca deveria ter existido “nós”, Edward.

– Se quer assim... – Edward murmurou, levando as mãos nos olhos, como se quisesse secar as lágrimas que não conseguia derramava.

– Na minha vida eu nunca decidi nada, Edward. Nunca me deram a opção de poder escolher...

– Posso te levar?

– Prefiro ir de taxi. Poderia chamar um para mim?

– Claro.

Edward pegou o celular e em poucos segundos estava falando com a atendente.

– Vou esperar lá fora. – Bella falou, buscando forças que não tinha para virar as costas para o único homem que tinha amado na vida.

– Vai deixá-la ir embora sem conhecer a verdadeira história, Edward? – Rosalie falou do alto da escada, com uma voz desafiadora.

– ROSALIE, JÁ NÃO ESPALHOU SEU VENENO O SUFICIENTE? SAIA DAQUI ANTES QUE EU ME ESQUEÇA QUE SOMOS IRMÃOS! NÃO BRINQUE COM MINHA PACIÊNCIA! – Edward praguejou.

– O que ela disse?

Bella perguntou por perguntar, pois tinha escutado muito bem. Apenas não queria acreditar que houvesse mais alguma revelação sobre seu passado.

– Ela precisa saber quem eram os pais dela! Não vai defender seu irmão? Vai deixá-lo ficar como o único vilão desta tragédia? – Rosalie continuou, desconsiderando as ameaças de Edward. – Conte a ela que o pai era um...

– ROSALIE, CA-LA ES-SA BO-CA! – Edward rosnou, chegando até ela antes mesmo que Bella processasse o que a loira tinha dito.

Só deu para ver o corpo escultural da vampira batendo na parede, de onde pequenos pedaços de reboco voaram para o alto. Em seguida ele a segurou pelo pescoço, como se quisesse separá-lo do corpo. O irmão estava cumprindo o que prometera.

Bella levou as mãos à boca, amedrontada. Nunca tinha visto Edward ser violento daquela forma.

– EDWARD! – Carlisle o repreendeu, entrando na sala na velocidade que lhe era própria.

Bella também não conseguiu acompanhar seus movimentos até o alto da escada. Só viu quando ele segurou o ombro do filho.

– Pare com isso. Não faça nada de que vá se arrepender depois.

Edward respirou fundo e soltou a vampira, que ainda mantinha no rosto a expressão desafiadora.

Assim que as coisas se acalmaram, Bella se sentiu mais a vontade para interferir na conversa.

– Que verdade é essa que eu tenho de saber? O que tem meu pai? – Perguntou receosa. Não sabia se tinha forças para saber mais o que quer que fosse. E algo lhe dizia que não era algo bom.

– Bella, não considere as besteiras que Rose fala. Das coisas que saem da boca dela, o veneno é o menos letal. – Edward ironizou, querendo por fim ao assunto.

– Edward, não vê que quanto mais tenta esconder as coisas de mim, pior fica? O taxi já deve estar chegando e eu não vou sair daqui sem que me expliquem o que está acontecendo.

– Edward, meu filho, conte tudo para Bella. Já não há motivos para escondermos mais nada dela. – Carlisle pediu com a voz firme, ainda que houvesse um toque de tristeza naquelas palavras.

– Ela vai sofrer mais ainda, pai. – Edward lamentou.

– PAREM DE CONVERSAR COMO SE EU NÃO ESTIVESSE AQUI! – Bella gritou com as mãos na cabeça. – Edward, se ainda tem um mínimo de consideração por mim, não me deixe ficar louca. Fala logo tudo o que tem para falar, por favor! – Bella abaixou a voz, mas manteve o tom de apelo em suas palavras.

Era como se estivesse perdida no oceano, no meio de uma tormenta. Quando conseguia submergir uma onda a empurrava para as profundezas novamente. Não sabia se sobreviveria quando todas as revelações terminassem...

– Bella, vá embora! Esqueça que me conheceu. Leve sua vida adiante, encontre um humano que possa te dar uma vida normal. Sei que vai ser feliz... Eu prometo que vai parecer que nunca existimos na sua vida. Não vai mais nos ver nem saber notícias nossas. Por favor, não remexa mais o passado! – Edward praticamente implorou, segurando em seus ombros enquanto falava.

– O-que-você-está-escondendo-de-mim, Edward Cullen? – Bella foi dizendo palavra por palavra para ver se conseguia manter o controle. Era sua última tentativa de manter a sanidade.

– Eu conheci seus pais, Bella. Charlie Swan e Renée foram nossos amigos. – Carlisle começou a falar sob o olhar decepcionado de Edward.

– Co-como?

Amigos? Meus pais eram amigos dos Cullen?”

– Bella, sente-se que eu vou te contar tudo o que houve entre nossas famílias. Agora não tem mais volta. Quero que saiba que tudo o que eu irei dizer é a mais pura verdade. – Edward falou por fim, resignado e vencido pelas circunstâncias.

Bella se sentou, trêmula e temerosa. Seu estômago se contraía com a expectativa do que viria pela frente. As revelações que escutara eram tão absurdas que ela duvidou que ainda pudesse se surpreender com algo.

Edward se colocou ao seu lado, no sofá, e segurou suas mãos, que estavam tão frias quanto as dele.

– Bella, há vinte e seis anos, em Washington, a firma dos seus pais era a responsável pela contabilidade do hospital onde Carlisle era médico e também diretor. De início a relação deles era apenas profissional, mas com o tempo uma grande amizade surgiu, ainda que meu pai guardasse uma distância segura dos Swan. Nós vivíamos bastante reclusos e o convívio com eles trouxe muita alegria a todos nós, principalmente à Esme.

– Mas... Mas como, se eu nunca ouvi falar de vocês? – Bella não via nenhuma coerência no que Edward falava.

– Calma, Bella, eu vou te explicar tudo.

Edward continuou narrando o que tinha acontecido há anos com a precisão e riquezas de detalhes de quem contava o que tinha feito no dia anterior.

– Mesmo com todos os cuidados que tínhamos, Carlisle percebeu que Charlie desconfiava que houvesse algo errado conosco, pois ele sempre fazia perguntas sobre os olhos, a palidez e a temperatura das mãos do meu pai. Cansado de dar desculpas e respostas evasivas, Carlisle resolveu contar a seu pai o nosso segredo, pois confiava plenamente nele. Charlie, assim como você, se assustou no início, mas depois ficou admirado com nossa espécie. Logo sua mãe também soube e também nos aceitou sem nenhum problema. Nessa época você era bebê. Devia ter menos de um ano. Renée nunca te levava em nossa casa e nem a deixava por perto quando estavam acompanhados de um de nós. Não nos importávamos com isso. Respeitávamos e entendíamos o excesso de zelo deles.

– Me conheceu quando eu era bebê? – Agora a conversa tinha alcançado o ápice da surrealidade.

– Eu só ti vi uma vez, no colo da sua mãe. Eu estava do outro lado da rua, mas lembro bem de ficar encantado com a beleza da criança que ela carregava. Você era um bebê lindo, Bella. – Edward sorriu pela primeira vez desde que Alice tinha interrompido o jantar deles naquela fatídica noite.

– Isso é tão estranho...

– Eu sei, Bella. Agora me deixe continuar.

– Por volta de três anos depois, Charlie foi para New York a trabalho e levou você e sua mãe. Ficamos quase um ano sem vê-los. Carlisle e Charlie se falavam por telefone de vez em quando, mas era só. Até que um dia meu irmão encontrou seu pai na rua. Ninguém sabia que vocês tinham voltado. Charlie convidou Jasper para ir à sua casa pegar uns presentes que tinham trazido para nós e ele aceitou por educação. Sua mãe e você estavam lá. Quando desceram no porão, onde Charlie disse que ficava seu escritório, Jasper encontrou várias jarras de sangue humano. Era uma armadilha, Bella. Jasper era o mais fraco de nós. Ele estava na família há pouco tempo e seguir a dieta vegetariana ainda era muito difícil para ele. Sua sede lhe causava dores terríveis. Quando ele viu o sangue, ficou alucinado. Enquanto sorvia o líquido, alucinado com o gosto, seu pai saiu do porão e acionou um botão, fechando-o com uma enorme porta de aço.

– Eu me lembro vagamente deste período que moramos em New York. Também me lembro muito bem da nossa casa em Washington e não me recordo deste quarto.

– Nós descobrimos depois que enquanto estavam fora Charlie mandou construir uma espécie de quarto do pânico, provavelmente já premeditando a captura de um de nós. A possibilidade de apresentar um vampiro ao meio científico e ficar rico com isso tinha lhe subido à cabeça, fazendo-o trair seu melhor amigo. As anotações que encontramos mostravam que ele esperava arrecadar milhões de dólares com a descoberta e também que Renée sabia de tudo e aprovava.

– ESTÁ ME DIZENDO QUE MEU PAI ERA UM MERCENÁRIO TRAIDOR? VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE ACUSAR E MACULAR A HONRA DE ALGUÉM QUE NÃO PODE SE DEFENDER! MEU PAI NUNCA FARIA UMA COISA DESSAS. ELE ERA UM HOMEM BOM! – Bella se exaltou, incrédula com o que acabara de ouvir.

– Bella, eu queria muito, mas muito mesmo que tudo isso não tivesse acontecido, mas como te disse, essa é a mais pura e cruel verdade e temos como provar. Carlisle guardou as anotações de Charlie.

– Nã... Não pode ser... – Bella lamentou aos prantos.

– Não fique assim, meu amor. – Edward a abraçou. – Seu pai deve ter agido por desespero. Ele estava com a hipoteca da casa vencida e tinha muitas dívidas. Não os julgue. Eles pagaram com a vida o erro que cometeram.

Bella afundou o rosto no pescoço de Edward e deixou os soluços saírem de seu peito sufocado. Ficou ali até que se sentiu mais calma.

– Desculpem-me. Continue, Edward, por favor.

– O que ele não contava é que o sangue humano deu a Jasper mais força ainda e a porta do porão não foi suficiente para segurá-lo. Ainda no frenesi da sede de sangue humano, meu irmão não se controlou e os atacou, matando-os.

Neste momento Bella teve de fazer muita força para não desmaiar. Seus soluços voltaram mais fortes ainda e o copo de água que Carlisle lhe ofereceu ajudou bastante.

– Eu queria muito ter evitado tanto sofrimento a você, Bella, mas Alice previu tudo com pouca antecedência. Consegui chegar lá primeiro, pois sou o mais rápido da família. Quando cheguei seus pais já estavam mortos. Você estava dentro de um armário. Dava para ouvir seu coraçãozinho batendo acelerado. Jasper ia atacá-la também, mas meu pai e Emmett, que acabavam de chegar, o seguraram. Eu me lembro dos seus olhos úmidos e apavorados. Foi a primeira vez que eu os vi de perto. Você estava com tanto medo que desmaiou...

Daquela parte Bella se lembrava bem.

– Em segundos nós limpamos todas as evidências de nossa presença na casa, disfarçamos as mordidas como se fossem um golpe de faca e fomos embora. Ficamos arrasados com o que aconteceu, principalmente Carlisle. Ele gostava muito do seu pai. O que posso te garantir, Bella, é que Jasper foi tão vítima dos seus pais quanto eles foram dele. Foi um absurdo CharlIe achar que poderia subjugar um vampiro. O que ele fez foi uma completa irresponsabilidade e estupidez.

Até para continuar chorando faltava-lhe forças. Bella queria mesmo era estar morta como seus pais. Não conseguia absorver aquela história maluca.

– Nós os prezávamos. Nunca faríamos mal a vocês. Estimávamos muito a amizade de Charlie e Renée. Depois do que aconteceu, Jasper foi embora da nossa casa, envergonhado. Voltou a se alimentar de sangue humano. Alice sofreu muito. Foi o amor dela que o trouxe de volta. Ele se arrepende muito do que fez. Culpava-se por não ter se controlado. Na verdade ele se culpa até hoje.

– É por isso que sua família me odeia?

– Bella, ninguém aqui te odeia, querida. – Carlisle falou carinhosamente. – Nós fomos contra Edward se aproximar de você porque prevíamos que isso pudesse acontecer. Depois desta tragédia evitamos o convívio mais íntimo com humanos. Mas fique tranquila, ninguém tem nada contra você. É muito bem vinda na nossa casa.

– Agora você pode dizer “eu avisei”... – Bella esboçou um sorriso triste.

– Eu queria estar errado, Bella. Nunca vi meu filho tão feliz quanto nos dias que ele passou com você. Não sei o que será dele quando for embora. É uma pena que o futuro de vocês seja interrompido pelo passado.

– Não precisa ir embora, Bella. Podemos superar isso. Vamos esquecer o que passou, enterrar essa tragédia de uma vez por todas. Fique comigo, por favor! – Edward implorou.

– Edward, eu sempre serei para sua família a filha do homem que os traiu e vocês sempre serão para mim os parentes do assassino dos meus pais. Percebe como nosso relacionamento jamais daria certo? Eu não conseguiria me sentir em paz comigo. Eles erraram, mas ainda assim são meus pais... Não posso continuar aqui, preciso ir embora! Meu Deus, eu preciso ir embora!

Bella começou a se desesperar.

– Tudo bem, fique calma. O taxi já chegou. Esme pediu que ele esperasse até que você decidisse o que fazer. – Edward falou, olhando para Bella como se ainda acreditasse que ela poderia mudar de ideia.

– Desculpe-me, Edward, mas eu tenho de ir. Não diga nada, por favor... Apenas deixe-me ir.

Bella olhou mais uma vez o rosto de Edward antes de entrar no carro. Estava pondo um fim numa história que nem devia ter começado... Ou talvez não devesse terminar... Mas isso só o tempo diria.