Alécia no Pais das Anti-maravilhas
3 Capítulo 3
Porque tão triste esse lugar? Oque acontecera? As flores do caminho, tão mortas que nem se mexiam quando o vento passava. Pareciam meras pedras esculpidas. Alécia, estranhando aquele mundo que deveria ser um paraiso, desanimou-se. E se ficasse por lá?
Uma musica, que não aparentava ser estranha, soou no seu ouvido, algo que dizia "Vasculhe..Vamos...Você consegue..". Alécia sentiu o arrepio passar dentro de sua cabeça. Olhou para os lados, não havia ninguem! E agora? Será que deveria confiar naquela voz?
Não teve muita duvida. Ou ficava por lá, ou tentaria descobrir mais coisas. Olhou mais uma vez por todos os lados do lugar sem vida, e foi.
Um caminho que ia se estreitando mais e mais, acabou em uma placa. Não havia mais caminho, só mata fechada. E pensou:
- Na história...Não pode ser! Tem que haver um caminho!
Ela fechou os olhos, humidos, quase chorando, quando a voz voltou a cochichar em seu ouvido:
- Vamos! Não desista.. Vá pelo lado em que as coisas sempre melhoram.
Quê coisas? Ela pensou e quase não lembrou. Um dia, estava perdida em um zoologico, quando encontrou dois caminhos, e optou pela esquerda. Acabou encontrando sua família.
Então, limpou com as mãos o seu vestidinho roxo, foi andando lentamente, como uma criança brincando de esconde-esconde, tentando não ser encontrada, tocou um dos arbustos que ficava no meio das árvores grandes e empurrou. Lá, bem no final, havia alguma coisa colorida. Foi andando, aumentando a velocidade, quando estava pronta para ver oque era, caiu em um buraco que aparentava ser mais longo, de repente, a velocidade da queda, foi diminuindo, e então, pousou no chão. Lá, havia vários pedaços grandes de papel, empilhados um em cima de outro, e atras, uma parede dura (cinzenta, como tudo) que continha no meio um único cadeado. Pegou um dos papéis e nele estava escrito:
Mate as duas charadas e abra a passagem. " Qual é a diferença entre um Corvo e uma Escrivaninha?" "Quando é seu desaniversário?"
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