Alécia parou, pensou. Achou que esse seria seu fim, ficaria alí pro resto de sua vida. Sentou no chão frio e empoeirado. Então, procurou lembrar-se se algum dia soube a resposta dessas perguntas.

Então, do nada, em sua cabeça tudo ficou claro. Respirou fundo, limpou seu vestidinho mais uma vez e falou:

- Ninguém sabe. Temos muitas opções mas nenhuma nos vem com tanta certeza. E os meus desaniversários? São todos os dias, menos o 19 de março.

A porta, por um instante, não se moveu. Alécia imediatamente começou a chorar, suas chances pareciam ter ficado lá em cima, com sua família. Então, uma luz dourada, ou se posso dizer, algo que parecia valer uma vida interia de tanta beleza, saiu por um minúsculo vão da porta, Alécia, curiosa, sentou-se muito próxima da porta e tentou espiar. Mas a porta se abriu antes mesmo. Tão minúscula para uma garota tão... gigante? Pois então, quando colocou seu dedinho, até um pouco apertado, encolheu-se, e suas roupas desapareceram. Sua vergonha sumiu, após ver aquele lugar. Triste, com pessoas mais parecidas com prisioneiros perpétuos, torturados do que com qualquer outra coisa. Não acreditava ainda que um lugar, como antes descrevido com tanta beleza, estava ás ruínas, como se um vulcão tivesse entrado em erupção, derramado sua lava em toda a cidade e secado, sem nenhuma piedade.

Notas finais
Continua ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.