Após Alice passar milhoes de aventuras no país das maravilhas, derrotou a Rainha Vermelha, e voltou outra vez, já maior. Passou várias outras gerações, Alice já era avó, e toda vez que sua neta, Alécia ia visitá-la , contava uma parte de sua emocionante aventuda.

- Ai, o coelho branco passou e eu o ví, tentei seguir, mais um buraco no chão me levou então, no país das maravilhas.

-Uau! Vó, de onde sai toda essa imaginação? Parece tão real... os detalhes...

- Epa!-assustou-se-Já disse que tudo isso foi real! Minha memória já está falhando, mais disso eu não me esqueço. Bem, vamos lá fora brincar um pouco. Posso até te mostrar o buraco, se prometer não contar!

- Mamãe Aline já viu?- Perguntou ela, tentando fazer Alice contar que é uma mentira.

- Já, ela ficou maravilhada.

Pena que sua mãe não estava lá, havia viajado para um lugar muito distante de lá, por causa do trabalho temporário. A situação financeira não estava muito boa. Hora Aline estava com um trabalho, hora era demitida.

Alécia seguiu Alice, passou pela cozinha, pegou um biscoito e chegou ao quintal. Quem olhasse, não iria acreditar que tudo foi plantado e feito pela própria Alice. Flores brancas por todo lugar. Nem um pingo vermelho encostava alí, havia até uma placa que dizia "Não venha de vermelho". Havia canteiros com arbustos bem verdes, com florzinhas de cor azulada.

Alice fez um sinal de silêncio e falou para sua neta esperar alí que ela já voltava. Entrou por um pequeno cantinho no fim do arbusto, do qual ninguém consegue ver, se escondesse um tesouro lá, ninguem o acharia. Alécia, nada incomodada, achou que sua avó iria te dar um susto, por causa do seu jeito humorístico; procurou um cantinho e sentou em um banco de madeira, esperando ela voltar.

No mesmo momento que sentou, sua avó chegou e chamou ela. Destemida, foi. Não era como ela imaginava, era quase um tunel, mais claro como se a luz chegasse alí, com flores de todas as cores- menos vermelho.

-Uau!

-Lembre, oque você viu, ninguem pode saber. Seus filhos, parentes, ninguem. É de geração em geração, eu fui a primeira, quando falecer, sua mãe será a encarregada de ver se seus filhos estarão prontos para isso.

-Ai, você é muito criativa!

Quando acabou o quase-tunel, havia outro jardim, perto do canteiro de flores, havia uma árvore.Alice foi naquela direção, seguida de Alécia, sentou e falou com uma cara séria:

- Temos que ser rápida, se não a passagem tranca! Pronta?

- *respirou* Pronta.

- Aqui, tem um buraco, a toca do coelho, cuidado, não se esqueça da historia, tudo oque eu fiz serve como dica para se divertir, oque nao caiu bem, não repita!

Alécia foi empurrada e caiu, e Alice estava indo, quando foi pular, sua meia ficou enroscada e então, a passagem fechou.

-Aléciaaaaaaaaa!