Always, sister
1 Prólogo
Notas iniciais
Então espero que gostem
“Frustração, talvez tristeza, mas eu não iria chorar, não iria dar esse gostinho a eles.
— Somos parecidas. – Disse Regina, eu suspirei baixo achando quase hilário tal afirmação.
- Nossa mãe também a arruinou. – Isso era quase totalmente verdade, eu havia escolhido ser a “Wicked Witch” ela escolheu ser a “Evil Queen”, tivemos várias chances de mudar nossos destinos.Descobri isso observando Regina todos aqueles anos, mas ambas preferimos o mal, e olha só o resultado.
- Sei como é não ter a vida que você sempre quis.A vida que você acha que merece. – Lhe dirigi um olhar irônico, Regina teve todo o luxo, todo o amor ao seu redor.E bom, eu só havia ganho ódio e miséria.
- Que besteira...Você tinha que ser rainha.Você não sabe de nada, mana. – Meu tom de voz demonstrou sarcasmo.
- Eu vi tudo. – Me referi as diversas vezes que passei olhando para o “Espelho” do salão principal do castelo do Mágico de Oz.
- Você tinha tudo. – Praticamente cuspi as palavras, sentindo as veias latejarem, o sangue correndo mais rápido.
- Mesmo? – Questionou Regina franzindo levemente as sobrancelhas.
- Então perdeu a parte que perdi o amor de minha vida. – Revirei os olhos, por que tudo, realmente tudo na Floresta Encantada tinha relação com o amor, amor, amor, quem precisa de amor?Ele só traz dor e decepções.
- Mamãe fez tudo pra você ser rainha. – Insisti irritada com todos os pensamentos sobre amor.
- Há um tempo atrás eu era como você. – Ela balançou a cabeça de um lado para o outro, seus olhos estavam marejados, e eu não me sentia confortável vendo aquilo.Então baixei os olhos para minhas mãos enfiadas dentro do pequeno cobertor.
- Queria matar a pessoa que me tirou tudo. – Levantei os olhos, dessa vez entediada com a conversa, ela não iria embora nunca?
- E eu falhei. – O que eu tenho com isso?Pensei mas não disse, de uma forma ou de outra, eu devia minha vida a Regina, e a arrogância não me parecia um jeito bonito de se agradecer.
- Se tivesse matado a Branca, não estaria aqui. – Virei a cabeça para o outro lado, sinceramente eu preferia minha irmã no outro reino, na Floresta ela parecia tão má quanto eu, mas aqui, parecia tão pura, uma simples mulher querendo ajudar a irmã maluca cheia de ódio e vingança.
- Não estaria com essas pessoas, e não teria meu filho,Henry. – Ah eu me lembrava do garoto...Que eu quase matei, mas tanto faz.
- Então não, Zelena.Eu não vou te matar. – Dirigi um olhar a ela, uma mistura de frustração e tédio, acho que se ela tivesse deixado Rumple me matar teria sido mais agradável.
- Em vez disso, lhe darei o que me deram. – Foquei nas barras da cela, para não ter que encarar Regina, uma briga de sentimentos circundava minha cabeça, seria muito errado se eu saísse correndo e batesse a cabeça em uma delas?Apenas para desmaiar e não ter que ouvir minha irmã moralmente estável.Porém lembrei que não possuía mais minha magia, então certamente a pancada iria doer, descartei o pensamento e voltei a sra. Perfeita do outro lado de meu quarto cinco estrelas.
- Vou lhe dar uma segunda chance. – Continuou minha irmã.
- E se eu não quiser? – Minha resposta foi tão ríspida e tão automática que eu não sabia direito o que eu havia dito.
- Seria um erro, querida . – Apertei os olhos querida era a forma como Rumple costumava me chamar, Regina com certeza não sabia disso, mas não importava, meu peito se comprimiu da mesma forma.
- Aceite-a. – Continuou a morena, aceitar o que mesmo?Uma segunda chance, mas o que isso representava?Recomeço, com ela?Depois de eu tentar matá-la e a todos que ela amava Regina queria que realmente fosse sua sis?
- Use-a...O mal não nasce com você é criado. – Ela estava certa, meu ódio aumentara por causa de Rumpelstiltskin e sua prática forma de ensinar magia.
- Assim como o bem. – Bem...Pessoas boas já haviam passado em minha vida, minha mãe que morreu quando eu ainda era bem nova, a Bruxa Boa do Sul, e aquela garota, qual era mesmo seu nome?...Dorothy, isso...A cereja do bolo para que eu me tornasse a Bruxa Má do Oeste.
- Se fosse você... – Regina se levantou ajeitando o sobretudo envolta do corpo, continuei de cabeça baixa, como uma criança que havia feito algo errado e agora não conseguia encarar a mãe.
- Consideraria ter um novo destino. – Minha cabeça tombou-se lentamente para o lado, encontrando o rosto de minha irmã.
- Por que se não o fizer, estarei lá para tirar seu coração.Com as mãos apoiadas nas barras da cela, a morena ameaçou.
- E esmagá-lo.Vi uma ponta de sorriso em suas palavras, como se ela mesma não considerasse essa possibilidade, então apenas continuei em silêncio.
- Agora, se me der licença...Ela se separou retirando algo do bolso ao qual não dei atenção, pelo ao menos não no primeiro momento, até perceber ser meu pingente, carregando todo meu poder e de certa forma...Minha vida.
- Devia guardar isso em um lugar seguro. – Cerrei os punhos, sentindo as palmas se cortarem com a força das unhas, rasgando minha própria pele.Desviei o olhar quando Regina desapareceu com o objeto verde em uma névoa roxa e saiu lentamente, o barulho de seu salto entrando em meus ouvidos, estalando, era justo?Talvez não, mas eu não tinha opção.
- Espere. – Meu tom de voz fez com que minha irmã se virasse, uma sobrancelha perfeitamente erguida, e um sorriso de canto.Apertei as unhas contra a palma de minha mão, já sentindo o sangue escorrer dos pequenos cortes.
- Mudou de idéia sis?Suspirei profundamente, implorando mentalmente para que meu “Pai” não estivesse me vendo agora.Ele sempre dizia que não importa como você se sentisse, sempre deveria colocar um sorriso no rosto.
Mas naquele momento, eu não era mais uma menina, eu era uma mulher, uma mulher arrependida, ok não totalmente arrependida, mas que não queria passar o resto da vida confinada em uma cela.
E se minha única escolha era ser a nova melhor amiga de Regina, que seja.
- Eu aceito. – E com minha clássica revirada de olhos esperei a morena caminhar lentamente até a porta da cela, a abrindo.Regina se sentou ao meu lado na cama, franzi a testa até perceber que ela me olhava diretamente nos olhos.
- O que está fazendo? – Ela sorriu, não ironicamente, era quase estranho.
- Apenas um truque que aprendi com sra. Swan, não está mentindo. – Minha irmã afirmou, e por quê eu mentiria?Já estava ferrada mesmo não adiantaria muito dar uma de louca e tentar matar Regina...De novo.
- Então acho melhor, sairmos logo o caminho é longo.Franzi a testa levemente e a mulher a minha frente se levantou.
- Vai precisar de roupas, não pense que vai usar meus vestidos novamente maninha. – Revirei os olhos observando o vestido vermelho que a mesma usava, não era meu estilo, mesmo assim senti meu rosto queimar.
- Vamos a sua casa e depois ao shopping.
- O que é um shopping? – Sim, mesmo com trilhões de dúvidas, essa foi a única pergunta que consegui formular.
- Difícil de se explicar. – Ela torceu o lábio. – Você vem?Me estendeu a mão, um simples gesto, mas com um significado bem extenso, aquela mão estendida não era apenas para que eu me levantasse, mas também representava minha passagem para uma nova vida, uma na que eu poderia ser feliz, talvez ter uma família, sim eu poderia.Era apenas segurar a mão a minha frente.
- Desistiu?Regina usou seu sarcasmo e eu revirei os olhos novamente, não hesitando em agarrar sua mão.
-Você nunca vai me deixar em paz... – Sussurrei mais para mim mesma do que para ela.
- Somos família, é uma conseqüência. – Ela riu.
- Vou estar com você sempre, sis....Mesmo que você não queira. – Soltei o ar em um grande suspiro, minha irmã acenou com a cabeça sorrindo, e nós duas estávamos envoltas em névoa roxa.”
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