Always, sister
2 A piece of itself
“As irmãs reapareceram na porta da casa, em que Zelena estava vivendo e mantendo Rumple preso.A ruiva soltou a mão rapidamente e abriu a pesada porta de madeira, e o que aquele lugar lembrava lhe fez marejar os olhos.Sua antiga casa, onde sua mãe lhe ensinou tudo de bom que havia aprendido, foi impossível controlar os pensamentos.
“- Zelena. – Chamou do quarto, corri o mais rápido que pude para atender ao chamado de minha mãe, que sempre foi a única a não me rejeitar.
– Sim mamãe. – Disse me aproximando da cama em que a mesma estava deitada confortavelmente, papai poderia dizer que era coisa de minha cabeça, mas eu sabia, ela estava doente, muito doente.
– O que deseja mamãe? – Me aproximei tocando seu rosto de pele clara, a mulher apenas sorriu e tocou meu nariz com a ponta do dedo.
– Você é uma boa menina, nunca deixe que digam o contrário. – Um pavor me tomou, eu não estava preparada para o ‘adeus’ talvez nunca estivesse, mas naquele momento eu precisava dela, mais do que nunca.
– Mamãe...Por que está dizendo isso? – Ela me dirigiu um sorriso triste, vi em seus olhos as lágrimas começarem a se formar, e não consegui controlar as minhas.
– Não quero que vá. – Choraminguei retirando um pouco do cabelo ruivo de meu rosto.Permitindo que grossas lágrimas escorressem pelo mesmo.
– Eu não vou a lugar algum....Desde que me carregue bem aqui com você. – Ela tocou meu peito esquerdo, por quê parecia ser tão injusto?Não, não quem criou as regras da vida e da morte?Por que tão cruel?
– Por favor... – Sussurrei implorando.
–Não vá...
– Você é tudo que eu tenho. – Ela sorriu e limpou uma lágrima de meu rosto, com um carinho maternal, esfreguei minha bochecha em sua mão, sentindo a familiar sensação de ser amada.
– Eu preciso ir, mas saiba que te amo Zelena. – Fechei os olhos, numa briga interna comigo mesma, um livro despencou da prateleira, e acertou o chão.Minha mãe sorriu, percebendo que aquilo se devia a minha magia, meu pai odiava tudo aquilo, porém mamãe sempre pensou que era um dom divino.
– Você é muito poderosa, e sei que seguirá o caminho certo. – Apertando minha mão ela beijou-me na testa.
– Eu te amo. – Disse as lágrimas me escorrendo já a altura do queixo.
– Por favor... – O aperto no peito me consumiu, me ajoelhei ao lado da cama.
–Não desista, tente, fique comigo...
– É só um sonho ruim. – E minha mãe apertou minha mão uma última vez, antes de cair desfalecida no travesseiro.Eu não disse nada, apenas me encolhi num canto e me permiti chorar até a dor passar, durou dias, meses, anos.Mas a dor nem se quer diminuiu, toda vez que eu fechava meus olhos, vinha o mesmo sorriso, as mesmas palavras, o mesmo cheiro de lavanda.Da única pessoa que um dia me amou, as lágrimas já eram companheiras, sempre foram.A questão era ser forte, para que ninguém pudesse se aproveitar de minha fraqueza e foi assim que o amor se extinguiu de minha vida, foi assim que deixei de ser aquela doce menina, que amava cavalgar e desenhar, me tornando o monstro que todos conheciam”.
– Hey, está tudo bem? – Regina perguntou tocando o ombro da outra bruxa.
– Só um sonho ruim.Sussurrou subindo as escadas impedindo-a de ver suas lágrimas doídas”.
“- O que houve aqui? – Perguntou se sentando numa poltrona no canto do quarto, aparentemente Zelena o usava apenas para dormir e se trocar, pois não havia mais que uma cama, um armário e um espelho no cômodo.
– Tente controlar 7 macacos voadores que não querem lhe servir. – A ruiva enfiou mais um vestido em sua mala sobreposta na cama.Realmente estava tudo uma bagunça, coisas caídas, um abajur com a lâmpada quebrada e acesa no assoalho, o papel de parede estava arranhado e rasgado.
– Por que? – Ouviu Zelena murmurar e Regina se virou, focando em sua irmã mais velha.
– Eu realmente não entendo o por quê você está me ajudando, podemos ser parecidas, e até termos a mesma mãe, mas você era uma pedra gigantesca no meu sapato, uma praga na minha vida.Eu queria matar você Regina, quase matei seu filho, por quê você não deixou que Rumple me matasse, não seria mais fácil? – Ela a olhou, parando um pouco a arrumação da mala para se sentar no baú acoplado a cama.
– Zelena... – Disse em tom velado, normalmente um tom que usaria para corrigir Henry.
– Você não é um monstro. – Uma sobrancelha ruiva se ergueu em ironia.Realmente eram muito parecidas, até na forma de agir quando estavam irritadas.A morena se levantou da poltrona, para se sentar ao lado de sua irmã, que franziu a testa para a mesma.
– A verdade é que você é o que eu tenho de família...Acredite todos nessa cidade parecem ser parentes de todo mundo...Menos eu.Quando soube que tinha uma irmã realmente fiquei feliz, bom...Ao menos nesse reino, e nunca pensei em lhe matar. – Sua irmã permaneceu calada apenas fitando as próprias mãos.
– Você pode não acreditar, mas eu me importo Zelena...Apesar de não gostar nem um pouco de um adjetivo como “Praga”. – A ruiva sentiu que um meio sorriso queria lhe escapar.
– Me desculpe...Por tudo. – É ela realmente não esperava por isso, a Wicked Witch parecia ser tão orgulhosa, mas mesmo assim, lhe pediu desculpas, estava arrependida.
– Você sabe...Quando Rumple e Emma souberem. – Ela retorceu os dedos nervosa, realmente as pessoas que mais se importavam com Neal não iriam aceitá-la de braços abertos, muito menos entender o por quê de não estar algemada e presa.
– Olha, Emma não vai deixar de te odiar tão cedo, Rumple também não.Mas... – A prefeita segurou uma de suas mãos, apertando confortavelmente, fazendo com que a ruiva olhasse meio estranha.
– Não permitirei que lhe façam nada....Prometo – Na verdade ela não sabia se poderia intervir caso Gold quisesse matá-la, mas com certeza faria o impossível, não deixaria que nada nem ninguém machucasse sua irmã.
– Obrigada. – A palavra não significou apenas pelas palavras de conforto, mas sim um agradecimento por tudo.
– Não precisa agradecer, e então...Posso te ajudar a terminar? – Ergueu o queixo para a mala, e Zelena fez o inicio de uma careta.
– Por favor. – Ergueu as mãos em indignação e Regina revirou os olhos se dirigindo a outra parte do armário.
(...)
– Esse é seu quarto, o meu fica no final do corredor.A bruxa abriu a porta de um dos quartos que ela e Henry apelidaram carinhosamente de “Quartos inúteis”, havia alguns desses espalhados pela mansão, afinal a pouco tempo atrás apenas Regina e seu filho dividiam a casa enorme.
O quarto era grande, uma cama de casal com lençóis de seda azul ocupava grande parte do cômodo, com duas mesinhas de cabeceira, uma de cada lado, um closet com algumas prateleiras, uma escrivaninha e por último, a suíte.
– Com o tempo, você pode decorar do seu jeito. – Girou as mãos mostrando o papel de parede branco e alguns quadros de grandes cidades.
– Sério, Regina você já está sendo muito gentil em me deixar ficar na sua casa. – Ela desdenhou com um gesto, realmente não era nada, naquela cela é que ela não iria ficar.
– O que é isso? – A ruiva apontou para o telefone na mesinha como se fosse um monstro que iria comê-la enquanto dormia.
– Um telefone. – A irmã mais nova teve que se segurar para não rir de sua careta para o objeto, imagine quando ela o ouvisse tocar.Descartando esse pensamento quando notou o quanto haviam consertado as coisas uma com a outra sem perceber.Ao menos não estavam se sufocando, já era um avanço.
– Bom...Eu preciso de um banho...Você se arruma bem sozinha? – A mulher mais velha consentiu lentamente parecendo envergonhada.
– Esteja pronta em uma hora....Só um detalhe o xampu tem essência de maçã. – Ela entre abriu a boca.
– Está brincando não é? – Balançando a cabeça negativamente com a revirada de olhos da mulher Regina se prontificou na porta.
– Você tem tara por isso ou o quê? – Isso fez a morena pensar em Snow, a festa de “Apresentação” do bebê seria na noite seguinte, e com certeza Zelena não seria bem vinda, isso também lhe fez pensar que deveria contar a Emma que havia tirado sua irmã da cadeia, não iria demorar muito para que percebessem, e considerando seu histórico logo haveria uma multidão zangada na porta da mansão Mills.
– Um feitiço. – Murmurando para si mesma e viu a outra bruxa sentada na escrivaninha franzir a testa.
– Um feitiço de proteção.Finalizando o raciocínio saindo do quarto, caminhando pelo assoalho até a última porta.Abriu com rapidez a superfície de madeira, adentrando o closet, a prefeita procurava algo específico entre as jóias, logo encontrando...Um pequeno cordão de prata, com pedra de Jade, trançando-a delicadamente.
Voltou até onde Zelena permanecia sentada.
– O que é isso? – Questionou observando o que a mesma continha nas mãos.Não respondendo a sua pergunta, a morena fez um gesto com o pulso já sentindo o formigamento engraçado que sempre se espalhava pela mão quando conjurava qualquer feitiço.Se concentrou e suas mãos brilharam em prateado, com um sorriso imperceptível Regina tocou a pequena pedra verde do colar, que brilhou instantaneamente, logo depois se apagando.
– Use isso, todo tempo. – Posicionou-se atrás da mesma, que suspendendo os cabelos permitiu que ela abotoasse o pequeno colar.
– Parece que o destino adora me ligar a jóias. – A ruiva revirou os olhos ironicamente.
– Vai lhe proteger quando sairmos de casa, é apenas uma precaução não confio em certas pessoas daqui. – Ela consentiu lentamente, e Regina se retirou do quarto, deixando Zelena sozinha para que pudesse se arrumar.
Agora sozinha a mulher mais velha se pôs a pensar, a menos de 2 horas estava presa em uma cela de prisão e naquele momento desfazia suas malas no closet luxuoso de seu novo quarto.
Assim que terminou tal tarefa a ruiva se ocupou de escolher uma roupa, coisa difícil, não queria um de seus vestidos de “Wicked Witch”, mas tirando-os ela não possuía tantas roupas assim.
Separando uma calça jeans, uma blusa de seda verde e saltos a mulher se dirigiu para o banheiro ao lado.A certo tempo Zelena havia chegado em Storybroooke, mas não havia parado para se observar.Não ser verde era um ponto que muito lhe agradava, no entanto era completamente estranho para a mesma.Se olhando no espelho moldado na parede, a mulher tocou seu próprio rosto de pele clara, deslizando os dedos pelo nariz decorado de sardinhas, os olhos azuis ficavam bem maiores e reluzentes, chamativos.Lembravam os olhos...De Glinda, tal pensamento fez a bruxa franzir a testa.Ela estava se comparando a Bruxa Boa do Sul?A mulher que lhe disse um dia que o Oeste representava inocência....E de certa forma Zelena também.
Se concentrando naquele momento a ruiva balançou a cabeça de um lado para o outro, abrindo a porta do box, demorou um tempo para que conseguisse assimilar o que era chuveiro e o que era torneira, agora estava quase acostumada.
E a bruxa deixou que a água escorresse por seu corpo, lavando as dúvidas e pensamentos que invadiam sua mente, deixou-se aproveitar o momento sozinha, pois parecia ser um dos poucos.
–Zelena? – Bateu na porta do quarto não obtendo resposta, Regina implorou mentalmente que ela não tivesse se afogado na banheira ou tido um ataque cardíaco quando o telefone tocou.E entrou, encontrando o quarto vazio e a porta da sacada aberta, novamente implorando, dessa vez para que sua irmã não tivesse caído do para peito, seguiu para o local estranhando o silêncio.
–Zelena? – Chamou pela segunda vez, avistando a mesma com as mãos apoiadas no para peito da sacada, o olhar perdido, impressão ou não ela parecia apertar com muita força os dedos contra o mármore.
A noite já caía, uma meia lua prateada enfeitava a imensidão azul escuro, com pequenos pontos brilhantes, não era uma das noites mais estreladas.
– Tudo bem?
– ....Ó-timo, tudo ótimo. – Como se tivesse acabado de acordar, ela lhe dirigiu um olhar assustado, não a conhecia a muito tempo, mas tinha quase plena certeza de que nada estava “Ótimo”.
– E o tal shopping?Quero conhecer... – Resolveu ignorar sua percepção e focar ali, normalmente Regina não faria isso, talvez pressionasse Zelena até ela falar, mas não tinham tanta intimidade para que lhe fizesse perguntas ou a obrigasse falar o que estava lhe inquietando.
– Certeza? – Insistiu apenas por instinto e viu o rosto de sua irmã mais velha se contorcer em uma careta.
– Não está sendo discreta Regina. – A morena revirou os olhos entediada.
– Então...Pronta? – Notou as roupas que ela usava e o cabelo penteado em perfeitas ondas.
– Sim...Mas... – A prefeita estranhou quando Zelena se debruçou sobre as grades olhando para a porta da casa.
– Acho que seus planos melaram... – Regina caminhou até estar ao lado da ruiva olhando na mesma direção que ela.Vendo ao menos 20 cabeças cobertas com toucas.
– Temos companhia, sis. – A bruxa mais velha revirou os olhos.
– Fique aqui...Quero dizer...No quarto...Eu resolvo isso. – A morena se dirigiu a porta de vidro, visivelmente irritada, e com os movimentos limitados pelos saltos.
– Sem pressa. – E com um suspiro de descontentamento Zelena esperou a briga que com certeza iria se seguir.
– Boa noite cidadãos. – Regina disse num tom cordial extremamente exagerado para as pessoas frente a sua varanda.Entre eles, Dr. Whale, Vovó Granny e 4 dos anões.Pessoas que diziam confiar nela à algumas horas agora estavam parecendo loucos da idade média, Regina até os imaginou com tridentes e tochas, prontos para queimar as bruxas.
– Poupe-nos Regina, apenas nos entregue a bruxa. – Disse o médico, fazendo com que a morena segurasse a risada, quer dizer que ele teve chance contra ela uma única vez e agora se tornara um homem corajoso?
– Sabemos que ela fugiu, ou foi retirada da cadeia. – Ela não sabia de quem viera a voz, mas com certeza teria sido Leroy, para ser tão petulante.
– E o que os faz pensar que ela estaria aqui? – A prefeita se encostou no batente da porta, as expressões das pessoas a sua frente não eram nada amigáveis, porém o rosto de Regina não demonstrava nenhuma mudança de humor.
– Ora não seja idiota. – Dessa vez realmente havia sido o anão de mal com a vida, pois este se aproximou ameaçadoramente.
– Todos sabem que a bruxa má é sua irmã, quem mais iria ajudá-la? – Granny prosseguiu irritada.
– O que está acontecendo aqui? – A pergunta veio de David que se aproximava, seguido de Emma e Robin Hood.Regina franziu a testa, o questionamento na ponta da língua, porém não abordou os 3 loiros.
– Invasão domiciliar Sra. Swan. – A prefeita riu baixo ironicamente, enquanto as pessoas a sua frente pareciam cada vez mais furiosas.
– ELA ESTÁ COM A BRUXA MÁ!!! – Gritou alguém, fazendo com que a morena revirasse os olhos em tédio.
– Nada será resolvido com violência. – David subiu na varanda para ter uma visão melhor das pessoas, que ficaram visivelmente mais tranqüilos ao ver o “príncipe encantado”.
– Regina....Você está com Zelena? – A pergunta foi bem clara, porém a morena fechou os olhos em relutância, não iria entregar sua irmã, muito menos permitiria que invadissem sua casa e a retirassem a força.Então aquela simples pergunta mais parecia um problema bem grande de álgebra.
– Não há nada para fazermos aqui, vamos todos embora. – O loiro tentou em vão apaziguar a situação, conhecia aquele olhar, não adiantaria tentar contestar.
– Mas se ela está com a bruxa m...
– O nome dela é Zelena. – Regina cortou Dr. Whale com uma voz presa, demonstrando o quanto o homem a irritava se aproximando de onde ela, David, Emma e Robin permaneciam parados.
– Que seja... – Ele desdenhou com um gesto.
– Então você também não é mais confiável. – O médico continuou com um leve tom de desacato.
– Quer mesmo me desafiar? – Ela ergueu uma das mãos, onde imediatamente fogo começou a crepitar, não queria machucar ninguém, mas não iria ser ofendida por pessoas arrogantes.
– Regina... – Dessa vez quem se aproximou foi Emma, afastando um dos loiros com o braço.
– Precisamos levar Zelena.... – A loira não parecia nem um pouco descontente com tal afirmação.
– Leve logo as duas. – Regina fuzilou com o olhar o médico a sua frente.
– Não permitirei. – A mulher disse convicta, cruzando os braços por cima do sobretudo.
– Eu lhe disse, ela não é confiável, irmã. – Leroy se aproximou e agora 4 pessoas faziam um círculo em volta da morena.
– Acho que a única irmã aqui sou eu. – Todos se surpreenderam quando Zelena apareceu atrás de Regina, afastando a mesma com um gesto.Whale, Emma e Leroy recuaram um passo.
– Sra. Swan...Estou pronta pra ir. – A prefeita entre abriu a boca, por que a ruiva havia se entregado?A situação estava totalmente sobre controle, bom...Não totalmente, mas não mortal.
Ela não entendia o por quê...Não podia deixá-la ir, não, não podia, mas porque?Por que Zelena havia saído, mesmo sabendo que seria presa novamente?E um olhar de sua irmã mais velha respondeu a estas perguntas, por quê ambas se importavam uma com a outra, do jeito estranho delas, mas sim elas se importavam.Regina apertou os olhos, numa súplica interna para que todas aquelas pessoas desaparecessem ou que aquilo tudo fosse apenas...Um sonho ruim.
– Tudo bem sis...Sei que tenho que pagar pelo que fiz. – A ruiva tocou o ombro de sua irmã sorrindo verdadeiramente, coisa que não fazia a um bom tempo, talvez desde a época que fora chamada para entrar na irmandade das bruxas de Oz.
– Mas...Eu te prometi. – Ninguém se atrevia a dizer nada.A morena baixou a cabeça, tentando controlar inutilmente as lágrimas que já lhe escorriam.
– Vou ficar bem Gina. – Zelena ergueu o queixo da irmã mais nova, limpando o rastro de lágrimas que cortava suas bochechas. – Enquanto usar isso. – Retirando o pequeno colar escondido na blusa, a bruxa beijou a pedra de Jade.
– Eu vou poder vê-la? – Ela perguntou, a voz vacilando.
– Sim...Mas ela irá ficar na prisão do hospital. – Emma respondeu, notando o quanto a mulher ficara indignada e fora impedida de contestar por um olhar repressor de Zelena.
– Tudo bem... – A prefeita limpou o rosto, irritada consigo mesma por se mostrar tão fraca na frente de tanta gente.
– Então vamos... – David ergueu um braço, apontando para a viatura parada do outro lado da rua.Zelena apenas consentiu, seguindo a dupla de loiros.Permanecendo apenas Robin e Regina na porta da mansão, o arqueiro parecia alheio à tudo aquilo, permitindo que a morena chorasse em seu ombro.E as pessoas foram se retirando, satisfeitas com o progresso.
Caminhando logo atrás da xerife a ruiva não sabia direito o que sentir, não queria ir, não agora que ela e Regina estavam ficando amigas, mas era o certo.
– ZELENA! – A mesma ouviu seu nome ser chamado e se virou antes de entrar no carro, viu Regina vir correndo em sua direção e como se pudessem se comunicar por telepatia, a mulher ergueu os braços recebendo a morena.
Se agarraram num abraço apertado e foi impossível para Zelena controlar suas emoções diante de tanta coisa, o peito se comprimindo, os olhos marejando...
– Não vai. – Pediu Regina em meio as novas lágrimas que transbordavam de seus olhos.Lembrando a Zelena ela mesma, no dia da morte de sua mãe, e como naquele dia...Ela não tinha opção.
– Eu vou estar sempre com você sis, mesmo que você não queira. – As duas riram, não de felicidade, mas foi o bastante.A ruiva apertou um pouco mais o abraço antes de se soltar.
– Se cuida...Praga. – Limpando os próprios olhos Zelena depositou um estalado beijo na testa da prefeita e assim entrou no carro, deixando uma Regina emocionalmente instável para trás e de certa forma...Um pedaço de si.”
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