Notas iniciais
Olá ;D Mais um capítulo fresquinhos aqui, SUPER pequenininho, me desculpem. Eu escrevi ele agora, e não consegui acrescentar mais coisas. Vou ficar o fim de semana inteiro sem internet, sem notebook, então sem capítulos até segunda. Desculpaa!

—Mas que droga!—gritei, sentindo a garganta doer, entrando na casa e batendo a porta com força. —Merda Niklaus! Droga!—me joguei no sofá, minhas costas foram de encontro com força no encosto.

Fiquei sentada lá, olhos desfocados, pensamentos distantes, praticamente estirada, atirei os sapatos de salto para o lado, irritada com a demora dele.

Finalmente o original passou pela porta, parecendo um demônio. Se eu não o conhecesse em sua forma mais pura, correria, com toda certeza. Ele olhou para mim, cerrou os olhos e passou em disparada para o quarto, sem dizer nada. Me ignorar era a coisa que que mais me irritava, ele sabia disso mas fez, desgraçado.

—O quê?—berrei, transtornada. —Onde pensa que vai? Volta aqui!— segui escada acima, dando de cara com sua porta fechada. — Temos que conversar Klaus, abra a porta, por favor. — acrescentei, conseguindo, com esforço, manter a voz suave.

Ele abriu a porta, voltando em velocidade vampírica para perto da sacada, não me dirigiu o olhar, me deixando mais irritada, irritada com ele, e com seu estúpido egoísmo.

­—Nik, por favor — aproximei-me um pouco dele, com cuidado. —, o que aconteceu?

Ele se voltou para mim, com expressão mais magoada, em vez de furiosa. Senti minha expressão se suavizar um pouco, mais ainda mantive os braços cruzados.

—Ela me xingou Diana, disse verdades terríveis — ele sacudiu a cabeça com força, como se quisesse afastar lembranças ruins —, não sei onde estava com a cabeça quando achei que Caroline poderia ficar comigo.

—Ei, ei, ei— chiei, tocando seu ombro esquerdo com leveza, ele se retraiu, parecendo desacostumado com carinhos, preocupação. Aquilo doeu em mim, como uma facada. Eu não era a melhor filha do mundo, nunca lhe disse o quanto era grata por ter me criado, de forma apropriada. —Nik, acalme-se, ok? Agora, me conte exatamente como aconteceu.

—Caroline me levou para fora da casa, na floresta. Assim que chegou lá começou a disparar perguntas, coisas como “O que quer?” “Por que não me deixa em paz?”— ele suspirou, e correu uma das mãos pelos cabelos loiros— Eu disse que fui lhe dar meus parabéns, e ela começou a gritar comigo, perguntando por que fazia aquilo, fingir que tudo estava bem, que eu era bom. — ele encolheu os ombros, se afastando e rodando pelo quarto.

—Oh— exclamei surpresa. Não posso dizer que não fiquei irritada com Caroline, mas eu a entendia. Klaus era o tipo que agia sem pensar, sem importar-se com as consequências, e, depois, agia com normalidade, como se nada tivesse acontecido. —Klaus, eu entendo que você está chateado, mas você sabia que seria difícil. Caroline está confusa, e vai fazer de tudo para fingir que não se importa com sua presença. Mas você não pode agir sem pensar Klaus, não pode dar mais motivos a ela para duvidar de você. Não pode matar pessoa toda vez que receber um fora.

Sim, Klaus, após a discussão, matou não uma, mas duas pessoas inocentes. A polícia já investigava o caso do casal desafortunado, jogados a beira da floresta, pescoços furados e quebrados, nunca descobririam que o responsável era o homem mais rico da cidade. Esse era o motivo minha indignação com ele, assim que sai da festa, ouvi noticias sobre os assassinatos, e corri para casa, esperando-o.

—Isso é errado Klaus. — o encarei com severidade, como uma mãe faria com um filho que a desobedeceu. Quando ele não demonstrou reação, eu acrescentei com mais firmeza. —Você não é um monstro, não hoje.

—Droga, Diana! Eu estou tentando, estou tentando, está bem? Eu passei minha vida toda assim! Eu quero conquistar Caroline, eu quero que ela sorria quando olha nos meus olhos! Eu estou tentando!— ele explodiu, atirando o abajur da cômoda em direção a parede do banheiro. Tive que desviar um pouco do lugar, e observei os cacos do abajur no chão.

—Tente com mais fervor, tente como se sua vida dependesse disso, Klaus, porque depende. — murmurei sem força, certa de que ele ouviria, e sai do quarto, sem dizer mais nada.

***

Acordei pouco disposta, ontem havia sido um longo dia.

Preparativos de festa, festa, discussão, mortes, um vampiro sexy...

O quê? Eu disse sexy? Qual é o meu problema?

Tudo em Damon Salvatore indicava “Fogo! Saia de perto!”, mas não vou mentir, dizer que não mexeu comigo. O modo como encarava tudo ao seu redor, o andar confiante, a pose irritante. Ele era uma versão pior de Klaus, porque Klaus, apesar de tudo, era um rei. Damon era como um plebeu tentando rebelar-se contra a monarquia.

­— Diana, posso entrar?­­— ouvi batidas fracas na porta quando a voz de Klaus chegou aos meus ouvidos. Suspirei, depois que disse minha frase final a ele na noite passada, Klaus não se manifestou, ficou trancafiado até agora.

­—Entre, Nik.— disse, me afundando ainda mais na cama, sem vontade de ser alvo de uma possível fúria repentina.

— Eu vim aqui para dizer que nos vamos dar uma festa. — disse, sério, e eu me perguntei por que diabos ele estava fazendo aquilo.

—Por quê?— perguntei, sustentando o olhar duro que recebia.

—Porque eu estou tentando. Depois planejamos isso direito — ele olhou meus cabelos, que certamente estavam um ninho, e sorriu. — Agora levante, tem coisas a fazer, como suas atividades físicas, não quero uma fracote sobre meu teto, vai ter que ralar.

Sorri, Klaus é uma graça quando tenta deixar o clima mais leve.

—Tudo bem, me espere lá embaixo, já desço. —levantei, indo pro banheiro em seguida.

Tomei uma ducha rápida, vestindo uma calça de algodão preta e uma regata vinho, e tênis. Prendi os cabelos revoltos em um rabo de cavalo, seguindo escada abaixo e encontrando Klaus parado na soleira da porta, de calça e moletom.

—O que vamos fazer hoje?­— perguntei, seguindo-o porta afora. Ele não respondeu de imediato, apenas continuou andando em direção a floresta.

­—Você vai correr, correr muito, até eu pensar que você pode conseguir fugir de um vampiro por dois segundos. — ele disse, encarando-me por cima dos ombros com altivez.

— Olha, só porque você não consegue o que quer, não precisa me usar como brinquedinho!— exclamei, chocada, com as mãos na cintura.

—Quem disse?—ele apontou para a floresta, como uma ordem. Eu bufei e corri o mais rápido que pude.

Aos tropeços, esbarrando em árvores e de cair no chão três vezes, eu voltei para casa. Completamente suja e exausta, gastei minhas últimas energias socando o braço de Klaus e subindo as escadas, de um jeito molenga, desabando na cama sem tomar banho. Que se dane o olfato super apurado de Klaus.

Notas finais
E aê? Gostaram? Odiaram? Opiniões nos reviews, por favor. Eu não gostei muito desse capítulo, ficou meio corrido, sei lá. Eu quero um Klaus para mim :c . Um grande beijo, até mais. -Colly.