Always and Forever
6 Capítulo 6
Notas iniciais
A semana foi passando rápido, eu pensava em Santana cada dia mais. Às vezes eu me imaginava ao seu lado em minha cama. Assim sexta chegou, sai da escola e vi Santana com Britt, as duas estavam rindo, senti algo dentro de mim, algo que me fez não gostar de ver as duas juntas, então fui direto para casa.
Me deitei em minha cama, fechei meus olhos e novamente pensei em Santana, de repente ouvi meu celular tocar.
- Sim? – perguntei, assim que atendi.
- Rachel, é a Britt.
- Oi, Britt.
- Onde você está?
- Em casa, por quê?
- Santana estava lhe procurando pela escola e...
- Não queria falar com ninguém hoje. – eu a cortei.
- Está bem. Quando quiser, me ligue.
- Ligo sim.
Desliguei o celular, o coloquei ao meu lado e novamente ele tocou.
- Rachel? – ouvi Santana perguntar, antes de eu dizer algo.
- Sim.
- Você está bem? Fiquei te procurando e...
- Britt me disse.
- Está chateada comigo?
- Não, eu... só não estou com vontade de conversar.
- Está bem.
Desliguei novamente, me sentei, olhei em volta e vi um caderno em minha escrivaninha, me levantei, peguei uma caneta em minha mochila e me sentei na cadeira.
“Querida Santana...”
Não, querida não. Santana estava virando minha amiga em apenas uma semana, seria estranho chamá-la de querida.
“Santana Lopez...”
Muito fria. Deve ter algo mais carinhoso.
“Minha Santana...”
Está maluca? Ela não é sua! Pense Rachel, pense...
“Santana, eu não sei realmente como começar. Em uma semana você se tornou minha amiga, mas acho que não é apenas isso. Quando estou com você, sinto que estou no paraíso, sentir seu cheiro me agrada bastante, seu sorriso me anima a cada dia e seus lábios... Eu adoro estar com você e, quando isso não acontece, sinto que meu mundo desmoronou em segundos. Sempre me sento atrás nas salas de aula, para que, cada vez que você olhasse para mim, eu ver o sorriso mais lindo de todos. Conto os minutos, segundos, milésimos, esperando você olhar para mim com os olhos de quem está feliz com o que vê. Sempre que saímos da escola, fico torcendo, para você me convidar para ir até a sua casa, para assistirmos televisão juntas, ouvir sua risada com cada piada idiota que eu conto, ver seus olhos brilharem, suas pernas expostas, com suas camisas grandes, que cobrem apenas seu bumbum. Sonho em ter você em meus braços, em minha cama, sua boca na minha. Você disse que não me beijaria, por eu ser hétero, mas na verdade, eu não sei exatamente o que eu sou. Ainda sinto atração por garotos, como todas as garotas da minha idade, mas sinto algo por você, que nunca senti por garota nenhuma. Se você me odiar, tudo bem. Eu ficarei triste, mas o que importa no momento, é que você saiba o que sinto por você. Esconder isso de mim mesma dói, imagine esconder de você. Eu estou apaixonada por você, mas do que imaginei que poderia me apaixonar por um garoto. Espero que entenda. Com carinho, Rachel.”
Ao terminar, coloquei o papel em um envelope que eu tinha na gaveta da escrivaninha, me levantei e peguei meu celular. Queria entregar aquela carta rapidamente, então fui até a casa da Santana. Me aproximei da porta, ouvi risadas, uma delas era da Santana, fechei meus olhos e sorri, realmente adorava aquela risada. Abri meus olhos, me aproximei mais da porta e a abri. Eu estava cometendo um grande erro, principalmente em entrar na casa da Santana sem ser convidada. Olhei para a sala, Santana estava com uma garota que parecia ser mais nova que ela. Fui direto até o quarto da Santana, entrei lentamente para não fazer barulho e coloquei a carta em cima do criado mudo.
- Santana, onde você colocou aquele vestido verde? – a garota perguntou, entrando no quarto.
Rapidamente eu me escondi debaixo da cama, por milagre ela não me viu.
- Você não procura nada! – Santana gritou, agora entrando no quarto.
As duas ficaram no quarto por muito tempo, eu achei que não sairiam nunca. Assim que elas não estavam mais ali, saí de baixo da cama, mas tive que voltar, pois Santana novamente entrou no quarto.
- Essa Judith... nunca sai daqui. – ela disse para si mesma.
Senti-la sentar na cama, olhei para a janela e vi que já era noite, eu precisava sair dali, antes que meus pais me ligassem e estragassem tudo. Santana se deitou, coloquei minha cabeça para fora e a vi pegando a carta, era agora ou nunca.
- Será que Judith deixou isso aqui? – ela perguntou, abrindo a carta.
Os minutos se passaram, e pareciam que demoraram demais para passar. Deitei minha cabeça no carpete vermelho, naquele momento eu queria ouvir sua respiração apenas.
- Rachel...
Fechei meus olhos, queria estar olhando para ela naquele momento, saber o que ela pensava. De repente meu celular tocou, para o meu azar, pois assustou a mim e a Santana, que rapidamente pulou da cama com um grito agudo que eu nunca tinha ouvido. Peguei o celular e o desliguei, Santana se abaixou e olhou para mim, ainda mais assustada.
- Rachel?
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