Always and Forever
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Obrigada a mili por ter favoritado.
- Oi Santana! Tudo bem? O que está fazendo ai, abaixada desse jeito? – perguntei, com a voz trêmula de medo.
- Eu... eu moro aqui! O que VOCÊ está fazendo ai, debaixo da minha cama?
Olhei em volta, me arrastei para fora, me levantei e percebi seu rosto corado.
- Eu vim trazer isso. – respondi, apontando para a carta em sua mão.
Ela a escondeu atrás das costas rapidamente, abaixou a cabeça e novamente ficou corada.
- V-você escreveu ela?
- Uhum.
Meu celular tocou novamente, assustando a nós duas, eu o peguei e atendi.
- Sim?
- Rachel, onde você está? – ouvi Britt perguntar.
- Eu... – olhei para Santana, que sentava em sua cama, e parecia terminar de ler a carta. – Estou em uma lanchonete. Por quê?
- Eu estou na sua casa. Onde é essa lanchonete?
- Britt... lembra que eu disse que, se eu quisesse conversar, eu te ligaria?
- Eu sei, mas fiquei preocupada.
Suspirei, me virei de costas para Santana, olhando para a janela.
- Me espere ai. Logo estarei em casa.
- Está bem.
Desliguei o celular, logo senti Santana colocar suas mãos em minha cintura.
- Hum... Santana? – me virei de frente para ela.
- Você quer que eu te beije? – ela perguntou, me puxando para a cama.
- E-eu não sei...
- Não sabe?
- N-não.
Ela me sentou na cama, fiquei olhando em seus olhos, eles brilhavam.
- O que consta na carta, você está apaixonada por mim, o que quer dizer que você quer que eu te beije.
Santana sentou ao meu lado, colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha direita, seguindo de um carinho no rosto, levando-a a tocar meu pescoço, nesse momento fiquei arrepiada.
- Rachel, se quiser que eu te beije, é só dizer.
Ela se aproximou, comecei a ficar nervosa, minhas mãos suavam e minhas pernas tremiam. Isso também estava me assustando, pois nem com Puck eu tinha sentido aquilo.
- É... só... você... dizer...
Seu rosto estava próximo ao meu, eu sentia sua respiração saindo de sua boca, bater na minha. Santana começou a fechar os olhos e se aproximar ainda mais, meu coração já havia parado mais de cinco vezes. Seus lábios roçaram os meus e, com o susto, me afastei.
- Hum... Britt está me esperando. – eu disse rapidamente, enquanto me levantava.
- Tudo bem. – ela respondeu, dando de ombros.
Caminhei rapidamente até a porta da entrada, a abri e Santana apareceu atrás de mim.
- Nos vemos segunda? – ela perguntou, segurando a porta e se escorando nela.
- Sim, segunda.
- Rachel, não fique assustada, está bem? Afinal, você escreveu aquela carta.
- Sim, eu sei.
Fiz menção de me virar, Santana segurou rapidamente minha mão, me fazendo encará-la, e rapidamente, depositou um selinho em minha bochecha.
- Lhe beijo apenas quando você quiser. – ela sussurrou.
Comecei a corar, me virei rapidamente e, como uma idiota apaixonada, corri para casa.
***
- Como assim, Santana quase te beijou? – Britt gritou.
- Assim, quase me beijando. – respondi, a puxando para dentro do meu quarto e fechando a porta. – Ela leu uma carta que eu escrevi, me pegou debaixo da cama e, quase me beijou.
- Primeiro, por que você não me disse que está apaixonada por ela?
- Eu não tinha certeza se era isso que eu sentia.
- Ok. Segundo, por que diabos você foi até a casa da Santana? Não podia esperar até segunda e colocar no armário dela?
- Eu não aguentaria por muito tempo, Britt. Fiquei ansiosa e...
- Terceiro. – ela me cortou. – Tantas garotas por ai, e você vai se apaixonar pela Santana?
- Por quê? O que tem de errado nisso?
- Lembra que, Santana não se apaixona, ela faz apaixonar? Nunca vi aquela garota se apaixonar por ninguém, Rachel!
- Mas... eu não mando nos meus sentimentos, Britt.
Me joguei na cama, Britt sentou ao meu lado e acariciou meus cabelos.
- Da próxima vez, me avisa. Assim te ajudarei.
- Está bem, mas...
- Eu vou te ajudar. Você quer a Santana? Então a Santana será somente sua.
- Britt, não é justo obrigar ela a ser apenas minha, se ela nem gosta de mim.
- Ela gosta de você, só não está apaixonada. Mas ela vai ficar.
- Como? – perguntei, me sentando.
- Não vou dizer. Deixe que eu resolvo isso.
- Britt, não faça besteira.
- Não farei. Será para o seu bem.
Liguei a televisão, coloquei em um canal qualquer e ficamos assistindo, na verdade Britt assistia, pois eu pensava apenas em Santana e no quase beijo.
***
Acordei com Britt dormindo ao meu lado, ou melhor, dormindo em cima de mim, pois seu braço direito estava em cima do meu pescoço, e suas pernas estavam em cima das minhas. Eu a empurrei com força, ela se assustou e se sentou rapidamente.
- Terremoto! – ela gritou.
- Sou eu. – respondi rindo.
- Você o que?
- Eu te empurrei.
Ela revirou os olhos, se deitou novamente e fechou os olhos.
- Britt! Vamos tomar café da manhã. – eu a cutuquei.
- Vai à merda, Rachel! Me acorde apenas quando for hora do almoço.
- Você é chata. – resmunguei.
Meu celular começou a tocar, Britt pegou o travesseiro e escondeu o rosto, peguei meu celular e o atendi.
- Bom dia, Rachel. – ouvi Santana dizer.
- Oh! Bom dia, Santana. – respondi, logo um sorriso apareceu em meu rosto.
- Eu te acordei?
- Não. Na verdade estou tentando acordar Britt.
- Ela está ai?
- Uhum.
Ficamos em silêncio, olhei para Britt, que me olhava com uma expressão curiosa.
- Bem, eu liguei apenas para dar bom dia. – ela disse, finalmente.
- Está bem. Bom dia novamente.
- Bom dia novamente.
Ao desligar, soltei um gritinho e fiquei sorrindo, Britt acertou meu rosto com o travesseiro e se levantou.
- Com toda essa melação, perdi até o sono.
Sorri novamente e me levantei.
- Britt... o que acha de ficarmos na piscina? – gritei, enquanto abria meu armário.
- Claro! – ela gritou de volta. – Posso chamar uma amiga?
- Conheço ela?
- Não sei, acho que sim.
- Está bem.
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