Notas iniciais
Não é de terror.
Alguém ainda quer beijo PezBerry? kkkk

Assim que entrei na escola, vi milhares de enfeites para o Halloween, eu sorri, era o melhor dia. Me aproximei do meu armário, peguei o livro da primeira aula e vi Britt se aproximando.

- Hey, Rachel!

- Oi Britt. Viu as decorações?

- Vi sim. Estou muito animada!

Soltei uma pequena risada, fechei o armário e Britt me cutucou.

- Olhe quem vem vindo.

Olhei para trás, Santana se aproximava vestida de Michael Jackson, mas de um jeito sexy, eu sorri e ela correspondeu.

- Bom dia, meninas.

- Bom dia, Santana. – Britt respondeu.

- Por que está vestida assim? – perguntei.

- É Halloween, certo?

- Sim, mas... geralmente as pessoas se fantasiam à noite.

- Eu sei, queria modernizar, então me vesti logo de manhã. O que acharam?

- Está linda. – Britt respondeu.

- Sexy... – pensei alto, acho que alto demais, pois Britt me cutucou por trás e Santana riu.

- Eu sei, Rachel. – ela disse.

Olhei para Britt, ela agora ria de mim, balancei a cabeça e sai de perto, indo para a sala de aula.

***

- Vai se fantasiar de que, Rachel? – Britt perguntou, enquanto saíamos da escola.

- De nada.

- Vai se fantasiar de mulher invisível?

- Isso mesmo, mulher invisível.

- Me avise quando estiver por perto, está bem?

- Pode deixar, Britt.

Nos aproximamos do ônibus, a fila estava um pouco grande.

- Acho que teremos que sentar na frente. – Britt sussurrou.

- É...

Nós entramos no ônibus, como previsto, os últimos lugares estavam ocupados, então sentamos na primeira fileira. O motorista fechou a porta, coloquei meus fones de ouvido e ouvi alguém bater na porta do ônibus.

- Me desculpe pelo atraso. – ouvi Santana dizer.

- Da próxima vez fica para trás. – o motorista respondeu.

Ela olhou para mim, depois para o final, resmungou e sentou no banco atrás da Britt.

- Britt, vai ir para alguma festa hoje? – Santana perguntou.

Britt ajoelhou no banco, ficando de frente para Santana.

- Não, por quê?

- Quer ir a uma festa comigo?

- Claro! Vai ser demais!

Me levantei, parei ao lado do motorista e olhei para ele.

- Me deixe aqui mesmo.

- O que? Mas não chegamos perto da sua casa ainda.

- Não vou para casa, vou ficar aqui mesmo.

Ele deu de ombros, parou o ônibus e abriu a porta, eu sai e comecei a andar. Não queria ouvir aquela conversinha de amigas entre Britt e Santana. O ônibus começou a andar, mas logo parou, Santana saiu e olhou para mim.

- Rachel! – ela me chamou.

Levantei minha cabeça, o ônibus já estava longe, sem chance de entrar nele novamente.

- O que aconteceu?

- Nada. – respondi seca.

- Por que saiu do ônibus? Sua casa é longe.

- Estou com vontade de andar! Por que você saiu?

- Fiquei preocupada.

Voltei a andar, Santana me seguia em completo silêncio. Depois de alguns minutos, Santana segurou minha mão, me fazendo parar.

- Quer ir nessa festa comigo?

- Você convidou a Britt. – respondi olhando para o chão.

- Eu sei, e estou convidando você também.

Continuei olhando para o chão, ela soltou minha mão e voltou a andar, eu continuei parada.

- Não tenho fantasia para usar. – eu disse, quase em um sussurro.

- Isso não é problema. – ela respondeu parando. – Tenho mais duas em casa.

- Se não percebeu, meu corpo é bem diferente do seu. – me aproximei, assim voltamos a andar.

- Eu sei, Rachel. Mas uma delas é da Judith, lembra dela?

- A garota que estava na sua casa no dia... – abaixei minha cabeça.

- Essa mesma. Ela tem o mesmo tamanho que você, vai caber certinho.

***

Com muito cansaço, chegamos até a casa da Santana, fomos direto para o seu quarto. Me sentei em sua cama, Santana foi até seu armário e pegou uma fantasia, se aproximou e sorriu.

- Vista ela.

- O que? Aqui?

- No banheiro, Rachel. – ela respondeu como se fosse óbvio.

Me levantei, fui até o banheiro e coloquei a fantasia, percebi que era de Dorothy, o vestido era curto, mas cabia perfeitamente em mim. Voltei para o quarto, Santana olhou para mim e sorriu.

- Eu disse que caberia.

- Não acha que está curto demais?

- Curto? Está perfeito.

Ela se aproximou, lentamente acariciou meus cabelos, ficou pensativa e sorriu.

- Eu posso fazer as tranças em você. Sente-se na cama.

- Agora? Mas ainda não tomei banho e...

- Tome banho aqui, coloque a fantasia novamente e eu faço as tranças.

- Aqui?

- Por que não?

- Eu posso ir em casa e...

- Deixe de ser teimosa, Rachel. Vá tomar o banho que eu preparo os acessórios para fazer as tranças.

Fui até o banheiro, tomei o banho e voltei para seu quarto com a fantasia. Santana secou meus cabelos com o secador, o escovou e depois fez as tranças, tudo com calma e atenção.

- Pronto.

Me levantei, me aproximei do espelho e vi, estava perfeito, sem nenhum fio de cabelo solto. Olhei para Santana e sorri.

- Está lindo.

- Eu sei. – ela respondeu, dando de ombros.

Santana se levantou, se aproximou e carinhosamente, acariciou meu rosto.

- Você está linda de Dorothy.

- Obrigada...

- Deixe-me te beijar?

- N-n...

- Não?

- Isso...

- Isso o que?

Eu já não pensava bem naquele momento, Santana aproximou seu rosto ao meu, minha respiração começou a falhar, ela fechou seus olhos lentamente, seus lábios estavam centímetros próximo aos meus.

- Posso? – ela sussurrou.

- N...

Ela se aproximou mais, milímetros e... meu celular tocou. Eu me afastei rapidamente com o susto, Santana continuou de olhos fechados, parecia frustrada.

- Rachel falando.

- É a Britt. Onde você está?

- Por quê?

- Você saiu do ônibus rapidamente. Eu fiquei preocupada.

- Me espere na minha casa, está bem?

- Ok.

Desliguei, Santana já estava sentada em sua cama, caminhei até a porta e olhei para ela.

- Eu preciso ir.

- Eu sei. Te vejo mais tarde?

- Sim.

Peguei minha mochila do chão e fui para casa.

***

- Você é um encosto na minha vida! – gritei, enquanto andava de um lado para o outro em meu quarto.

- Me desculpe! Mas tudo isso é culpa sua. – Britt disse. Ela estava sentada em minha cama.

- Minha?

- Sim. Se não tivesse saído daquele ônibus daquele jeito, eu não ficaria preocupada.

- Verdade. Me desculpe. – me sentei ao seu lado.

Ficamos em silêncio, ela me deu uma cutucada com o cotovelo e sorriu.

- Você está linda, Rachel.

- Obrigada. Santana me emprestou a fantasia.

- Mas achei que você iria de mulher invisível.

Revirei meus olhos, me levantei e sai do quarto.

***

A festa estava divertida, Britt estava vestida de BatGirl e estava fazendo sucesso. Estávamos dançando, olhei em volta e depois para Britt.

- Viu a Santana por ai?

- Não. Deve estar agarrando algum garoto, ou garota.

A procurei novamente, Britt segurou meu braço e riu.

- Estou brincando, Rachel. Ela disse que ia ao banheiro.

Dei uma risada sarcástica, as luzes se apagaram, de repente luzes laranjas começaram a piscar, todos se animaram, mas eu fiquei com um pouco de medo. Olhei em volta, Britt já tinha sumido, andei um pouco procurando por ela, até que senti alguém puxar meu braço, me virei, não consegui ver quem era. A pessoa me beijou, simplesmente. Tentei me afastar, mas seu beijo era bom, fechei meus olhos, entrelacei meus braços em seu pescoço e deixei a pessoa seguir com o beijo. Percebi as luzes se apagarem novamente, a pessoa se afastou, as luzes se acenderam e eu olhei em volta.

- Finalmente te achei! – Britt disse, ao me ver.

- Você viu o que aconteceu? – perguntei, ainda desnorteada.

- Vi. Fiquei com medo.

Percebi que ela não sabia do que eu falava, olhei em volta e vi Santana se aproximar.

- Estão se divertindo?

- Sim. – Britt respondeu.

- Eu quero ir para casa.

- O que? Por que, Rachel? – Santana perguntou.

- Estou cansada.

- Está bem, eu te levo para casa.

- Não precisa, eu vou sozinha.

- Está doida? Não deixarei você ir sozinha para casa.

***

Assim que chegamos em minha casa, Santana parou, eu olhei para ela e a vi sorrir.

- A festa estava legal, não é?

- É, estava sim. Eu preciso entrar. Até amanhã.

- Até.

Ela se afastou, entrei e, quando fechava a porta, Santana parou.

- Rachel! – olhei para ela e a vi sorrindo. – Foi bom ter beijado você.

Santana correu para casa, fechei a porta e percebi o que ela tinha dito, toquei meus lábios com meus dedos, tirei os sapatos e abri a porta novamente. Corri atrás da Santana, a vi caminhando lentamente com a cabeça baixa.

- Santana!

Ela se virou surpresa, me aproximei e a beijei, querendo que aquela noite não acabasse.

Notas finais
O que acharam?