Always Comeback

2 But They Always Comeback


Notas iniciais
Olá amoress, aqui estou eu de novo a música desse cap é Comeback Ella Eyre, sim, é a música do nome da fic, yay essa música ficou na minha cabeça por, tipo, uma semana só duas coisas que esqueci de avisar: o cap não é todo coerente com a música, eu retiro alguns trechos e interpreto como é conveniente p mim e os caps não seguem, necessariamente, uma ordem cronológica, esse cap acontece antes da cena do cap passado ~bem antes~ vocês vão entender enfim, boa leitura ps: cap betado pela Doce Rubi, tks Ru ~notas finais~ ~notas finais~

Nicholas se lembrava daquela época, e era a que mais doía em seu coração, era cercada de memórias tristes e vazias. Sem Lloyd.

Foi antes de o namoro iniciar de fato, o pequeno Gold já se encontrava apaixonado e submetido a Lloyd de uma forma que só ele conseguia.

Galegher era carinhoso, romântico e levava flores para os encontros, mas, em algum momento no processo, ele passou a gostar disso, a gostar demais. Observava as mãos pequenas e delicadas de Gold agarrando o buquê de rosas – brancas, porque ele odiava vermelho, vermelho era feio, sujo, vulgar, como seu sangue – e o brilho nos olhos, estampando felicidade genuína em um sorriso que enfeitava seu rosto perfeito. Perfeito demais, tudo em Nicholas era demais, Nicholas era demais em uma pessoa, e isso era demais para Lloyd conseguir lidar. Estava prestes a pisar em território irregular, inexplorado e, tinha certeza, potencialmente problemático.

Ele começou a tremer toda a vez que Gold chegava muito perto, com os dentes brancos à mostra, os lábios finos e rosados esticados e a língua presa entre os dentes em um gesto travesso e inocente. Nicholas era como uma criança. Uma criança sem infância, como bem mostrava os ombros caídos e a expressão sofrida no rosto. E fazia tão bem a Lloyd saber que ele mudou isso. Fazia bem demais.

(demais demais demais chega)

Lloyd inteiro era medo, ele não queria – não podia – se apaixonar, era complicado demais, carga emocional demais, mas Nicholas também era demais, com seu jeito genuinamente inocente e feliz, se rendendo a umas poucas flores e sorrisos e palavras bonitas.

Não havia como sustentar isso sem cair aos pés de Nicholas e isso estava fora de cogitação, tinha que ser ao contrário, Nicholas estaria abaixo de si, gemendo com aquela voz bonita e melodiosa, lhe pertencendo, e depois, depois eram amigos, os encontros casuais na rua, pouco a pouco até se olharem e não se reconhecerem, apenas um rosto a mais na multidão, poeticamente vazio.

Lloyd Galegher não caía aos pés de ninguém, era algo impensável, inimaginável, inconcebível, tinha certeza.

(certo?)

Certo. Certo...

Nicholas Gold estava derrubando-o de pedaço em pedaço, tão devagar que ele mal notava, e um dia levou-lhe flores e percebeu que o filme não importava, era tudo Nicholase seu sorriso e seu cheiro, sua voz, sua pele. Ele inteiro e um pouco mais.

E então fugiu, porque Lloyd Galegher não era só autônomo, conquistador e cheio de si, era também um covarde. A inocência e infantilidade de Nicholas o haviam atraído em primeiro lugar, e agora o mandava embora.

A vida boêmia, sem amor, sem rancor, sem dor. Só saudade, porque, por mais que tentasse se perder nas curvas delgadas, bocas vermelhas e risos soltos, era sempre Nicholas que lhe vinha à mente e Nicholas nunca estava ali. Não era Nicholas que compartilhava uma dose de Uísque, não era Nicholas que gemia daquele jeito tão agudo e esganiçado e, definitivamente, não era Nicholas que abria as pernas para acolhê-lo daquela forma tão vulgar.

Mas foram as lágrimas de Nicholas que caíram quando o viu na rua com aquela garota, com seus dedos longos fechados em volta da cintura dela, e Lloyd se esqueceu de tudo, largou-a lá e caiu aos pés de Nicholas, como precisava ser, como estava previsto para ser, como tinha que ser esse o seu lugar.

Caiu aos pés de Nicholas e lhe pediu perdão com sete rosas vermelhas cujo significado dizia “Estou apaixonado por você”.

Agora era tudo colorido demais, feliz demais, bonito demais, mas de um jeito bom, bom demais, de fato. Lloyd encontrava a alegria em lhe devolver a infância, em fazê-lo sorrir só para ele, daquela forma ingênua e travessa que só Nicholas tinha.

Ainda era um caminho inexplorado, tortuoso e árduo a se percorrer, mas se ele carregasse Gold nos braços tudo era possível, porque ele dominava Nicholas, mas, no fim das contas, era ele que caía aos pés do garoto.

Afinal, Nicholas gostava de vermelho e Lloyd gostava de Nicholas. Eles se amavam e, não importava a incerteza, nem o medo, nem a tristeza, Lloyd Galegher poderia tentar fugir, mas ele sempre voltaria.

Os braços de Gold eram sua morada, os pés dele eram o seu lugar; ele cairia quantas vezes fossem necessárias, por e para Nicholas.

Notas finais
Qualquer crítica, elogio ou outra coisa é só falar nos comentários, xoxo ronnie