Always At Your Side
20 Eu te perdoo... Eu amo você!
Notas iniciais
Não fiquem confuso em ter dois títulos...
A parte Eu te perdoo refere-se a April e Elena... E eu amo você claro que se refere a Elena dizendo essa palavrinha maravilhosa a ele...
Espero que gostem...
Boa leitura...
- Eu te perdoo...
Quando Elena se despediu de Damon, a mesma euforia que havia tomado seu corpo na primeira vez que ficaram juntos se fez presente fazendo-a sorrir para todos os cantos e até mesmo cumprimentar os vizinhos que acenavam de volta completamente confusos. Chegou até mesmo a tropeçar nos pequenos degraus que separavam o pequeno jardim da porta da sua casa.
Ela cantarolava. Mesmo depois de ter conhecido Damon, ela cantava qualquer música que passasse em sua cabeça. Enquanto vasculhava a bolsa à procura da chave, repassou calmamente tudo o que havia acontecido entre ela e Damon até se despedirem com um beijo demorado e intenso que a deixou completamente sem ar.
O fato dele ter omitido seu verdadeiro problema fez com que ela se sentisse magoada, mas tudo parecia ter se dissipado. Elena tinha em mente estar ao lado de Damon no que fosse preciso, mesmo que ele relutasse em deixá-la de fora como percebera, como todas as vezes que tentou completamente em vão.
Ao colocar a chave na fechadura, Elena sentiu um solavanco no peito. Lembrou-se do atrito entre Damon e Elisabeth quando a própria citou a possibilidade dele voltar para casa a mando de seu pai. Por um lado, nada daquilo fazia sentido já que imaginava que o namorado se dava bem com a família, ao contrário de seu melhor amigo Stefan que fora expulso de casa e aceitou o convite com uma enorme gratidão no peito.
Havia certos buracos, Elena sabia disso, mas ela não se sentia no direito de perturbar o moreno com perguntas tolas. Agora que ele havia dito que ela era sua namorada, tudo seria descoberto aos poucos. Não queria ser controladora com os passos e motivos que ele tinha, mesmo porque achava que não tinha intimidade o suficiente para espremer Damon. Eles estavam no início de um relacionamento muito bom e a morena não estava disposta a colocar tudo a perder.
Empurrando a porta, não se espantou ao ver sua irmã e seus tios com as atenções concentradas na televisão. O rangido da porta não passou despercebido por Meredith que erguera o olhar e ligeiramente cutucara sua tia para grande desprazer de Elena. Ela sabia que estava tarde e que levaria uma bronca por não ter avisado onde estava, mas o que a deixava mais irritada era que a irmã gostava de provocar qualquer tipo de atrito entre ela e seus tios.
Com o cenho enrugado, a tia de Elena se erguera na pouca claridade e a encontrou no centro do corredor que a levaria em direção às escadas. Elena já esperava a bronca e mordera o lábio inferior ao encarar a expressão irritada da tia.
– Onde você estava? Eu estava preocupada, Elena Gilbert. Custava telefonar?
– Desculpe tia. — Elena a fitou com veemência. — Eu estava com Damon e a mãe dele.
Elena escutou o barulho de alguma coisa caindo. Ao erguer o olhar, vira a irmã pegar o controle remoto que havia deixado cair ao ouvir o que a irmã respondera.
– Como assim? — Jenna colocou a mão sobre a fina corrente que pendia sobre seu pescoço. — Eu achei... Eu...
– Não foi algo realmente combinado. Damon ia me trazer para casa assim que saí do trabalho, mas a mãe dele pediu para que ele a encontrasse. Ele me pediu para ir junto e eu não poderia recusar.
Jenna parecia perturbada. Elena sempre dissera que o famoso Damon Salvatore era a pessoa mais irritante do planeta e, a presença contínua na vida da sua sobrinha, era realmente de se espantar.
Era algo incompreensível.
– Entendi. — Jenna parecia mais aliviada agora que a sobrinha estava segura em casa. — Na próxima, não deixe de avisar. Seu tio e eu estávamos praticamente indo a sua busca.
– Não precisa exagerar tia. — Elena sorriu, sem jeito. — Damon é meio... Digamos... Insano, mas ele tem consciência de certas coisas.
– Ele te trouxe até aqui?
– Sim. Ele não me deixaria voltar sozinha.
Meredith se levantou e se uniu as duas. Seus olhos miravam de uma para outra completamente aturdida. Não estava aceitando o fato de sua tia não lhe dar uma boa bronca pelo sumiço sem aviso.
– Eu preciso descansar. — comentou Elena. — Meu dia foi cheio.
– Você tem visita. — exclamou Meredith, com os punhos fechados.
– Visita? — Elena encarou Meredith, confusa.
– Sim, uma amiga sua. Pedi que a esperasse no quarto.
O peito de Elena se encheu de alegria só de imaginar que poderia ser Bonnie lá em cima. Desde as jantares em sua casa, ambas não havia trocado uma palavrinha sequer. Ela se empolgou intimamente só de contar às novidades que a fariam cair da cadeira.
– Vou subir então. — Elena dera um beijo no rosto da tia e partiu em direção as escadas. — Boa noite.
A última coisa que Elena conseguira ouvir, fora um resmungo baixo de Meredith que não conseguia disfarçar seu desapontamento. Era normal que ela sempre almejasse que sua tia a destruísse à sua frente, mas Jenna parecia incapaz de brigar com a morena como brigava com a irmã mais velha.
Sorrindo, Elena abrira a porta de seu quarto. Seus lábios se fecharam ao dar de cara com April que estava sentada à beira da janela, observando o céu lá fora.
– Desculpe estar aqui, mas sua irmã pediu para que eu subisse.
Elena jogou a bolsa em cima da cama e aguardou. April estava completamente sem jeito agora com a presença de quem ela ainda considerava sua melhor amiga. Ao fitar os olhos duros da morena, indagou-se se ela ainda pensava o mesmo.
– Eu... Eu queria conversar com você. Se não quiser, eu posso ir.
– Não, April. Pode ficar. — Elena sentou-se na sua cama e esperou que April começasse. Uma fria mágoa imperou pelo corpo dela que tentava inutilmente lutar contra isso.
– Certo. — voltando a se sentar, ela fitou Elena com pesar. Ainda sentia-se culpada pelo que houvera na casa de Bonnie e nada mais justo do que tentar consertar as coisas ainda mais depois de tê-la visto saindo do carro de Damon. — Eu quero conversar com você sobre o que houve na casa de Bonnie.
Elena se moveu desconfortavelmente na cama. Era de se imaginar que ela queria tratar aquele assunto.
– Eu sinto muito por não ter te contado antes, Elena. Eu só pensei que não afetaria em nada no nosso relacionamento, já que você estava com Amos e eu... Bem...
– Nunca tinha ninguém a se apegar, certo?
April arregalou os olhos. Elena estava rígida e fria. Algo completamente incomum.
– Pode-se dizer que sim. — April afastou os cabelos ruivos dos ombros, ainda encarando Elena. — Simplesmente aconteceu. Estávamos bêbados. Quando nos demos conta do que aconteceu já era tarde demais. Eu não havia contado nem para a Katherine.
– E se deu ao trabalho de contar para Bonnie, claro. — Elena colocou-se de pé. Estava irritada. Sua noite poderia terminar melhor do que aquilo.
– Bonnie era a única pessoa que eu poderia confiar e ela me prometeu segredo. — April também se levantou, abraçando o corpo com seus braços. — Naquela noite, Damon estava perturbado. Achava que nunca mais veria você.
– E você muito caridosa foi tomar conta dele né?
– Elena, você nem sabia que Damon existia naquela época. Não é justo você me julgar desse jeito.
– Eu a julgo do jeito que eu quiser. Já que você sabia que Damon não existia para mim naquela época deveria ter me contado não me omitido. — Elena rangia os dentes. Tentava a todo custo manter sua voz calma. — Eu te juro April eu não me importaria como me importo agora.
– Você gosta dele, Elena. Eu entendo que você me odeie muito.
– Damon e eu somos namorados agora, April.
A voz de Elena soou como música nos tímpanos de April. Aquela notícia era a última que ela sonhava em receber em qualquer momento da sua vida. Não só dela, mas de todos que se formaram naquele mesmo ano e que sempre acreditaram que Damon e Elena eram um casal que jamais aconteceria.
– Eu fico realmente feliz com isso, Elena. — April estava sendo sincera. A única coisa que pesava dentro dela, era a culpa de não ter sido honesta desde o princípio.
– Fica? — Elena perguntou irônica. — Vai me dizer como ele é na cama, também? Por que você adora narrar suas aventuras.
April parou de chofre. Elena estava começando a ficar fora de si.
– Não seja uma babaca. — April sentia seu corpo tremer. — Eu jamais faria isso. Ainda mais agora que você e ele estão juntos, finalmente.
– Mas naquela época você me contaria.
– Por Deus, Elena, você sabe que aquela época era completamente diferente. Você detestava Damon. Se eu contasse, você vomitaria.
Elena não sabia o que estava acontecendo com ela. Sentia a fúria dominar suas veias e uma vontade de estapear April se tornava muito grande toda vez que ela citava o nome do rapaz. Era uma raiva indistinta que ela logo reconhecera que era mero e profundo ciúmes.
Ciúmes.
Ela a encarou. April estava horrorizada. Elena conseguia imaginar a cena clara em sua mente de sua amiga tocando cada parte do corpo de Damon e ele fazendo o mesmo. Podia imaginar ambos trocando carícias e palavras absurdas enquanto se perdiam nos lençóis. Podia imaginar os corpos se envolvendo conforme a batida da música que ecoava no salão em que todos os formandos se divertiam juntos pela última vez.
Ela sentiu um enjoo muito forte. Tão forte que a única coisa que deu tempo de fazer, fora sair correndo.
– Elena!
April correra atrás de Elena. Os cabelos castanhos da garota pendiam ao lado da sua cabeça, deslizando pelos ombros enquanto ela colocava o que restava de dentro do seu estômago para fora.
– Hey! — April afastou os cabelos de seu ombro, enquanto ela tentava se recuperar do mal estar. — Você está bem?
Elena meneou a cabeça negativamente. Odiava vomitar, por qualquer motivo que fosse.
– Vem! Vou chamar sua tia.
– Não! Não precisa. — Elena apoiou sua cabeça na parede fria, torcendo para que seu estômago não reclamasse mais uma vez.
– Eu sinto muito, Elena. — April apoiou uma de suas mãos no ombro de Elena, fazendo-a erguer a cabeça.
– Tudo bem, April. — ela afastou os cabelos da testa, evitando olhar para April. — Tudo bem.
– Vem, você precisa descansar.
Com muito esforço, Elena se colocou em pé com a ajuda de April. Era como se tivesse comido exageradamente e seu estômago relutasse a digerir tudo a fazendo jogar tudo para fora. A sensação pós-vômito ainda imperava dentro da jovem que afundou sua cabeça no travesseiro. Elena ficou um tempo deitada e pensando se deveria ou não perdoar April. Ela era uma boa amiga apesar de tudo. E não deveria julga-la já que na época ela namorava Josh.
- Você me perdoa Lena? – disse April com os olhos brilhando.
- Perdoo April – disse Elena com sinceridade
- Jura? – disse April abrindo um enorme sorriso
- Sim – disse Elena sorrindo. – Você é minha amiga... Mesmo sabendo disso... Eu ainda preciso de você...
April sorriu e as duas se abraçaram e April quebrou o silencio.
– Então... Você e Damon hein?
Elena sorriu. Pensar em Damon a fazia se sentir melhor.
– Sim, Damon e eu.
Parecia que seu corpo afundou no colchão. Suas pálpebras começaram a pesar enquanto April acariciava seus cabelos. Seus olhos se fecharam, entregando-se ao cansaço. Com um suspiro leviano, ela torceu para que sonhasse com Damon assim que a presença de April tornara-se fora de foco.
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(N:/a: Esse momento Bonnjer é dedicado a “Bonnieandjeremy” que ama o casal assim como eu.)
Nunca, em toda sua vida, ela havia acordado tão ansiosa. Seus passos ecoavam nervosos por toda a casa enquanto esperava roendo as unhas a campainha tocar indicando que seu futuro marido havia chegado. Ambos decidiriam naquela tarde a data do casamento, a Igreja e, se tudo desse certo, o seu vestido de noiva. Na questão do vestido, Bonnie queria a colaboração da melhor amiga Elena, mas ela não atendia nenhuma de suas ligações o que a deixou ainda mais afoita. Precisava de um conselho, pois tinha medo de escolher algum vestido que fizesse os convidados a confundirem com o bolo do casamento.
O pedido de Jeremy a pegara de surpresa. Desde que se formaram, conseguiram manter o relacionamento até mesmo quando estavam separados estudando em lugares diferentes. Bonnie finalizava sua faculdade de Direito enquanto Jeremy estava se formando em Biologia batalhando agora por uma especialização em Botânica. Era estranho ver como eles amadureceram como casal e era quase desesperador imaginar os dois em um altar trocando alianças.
Bonnie amara Jeremy desde a primeira vez que o vira. Primeiramente, tornaram-se amigos e depois não conseguiam ser capazes de se desgrudarem. Ela compartilhava seus sonhos e ele esclarecia suas dúvidas. Era como se fossem predestinados desde o momento em que trocaram olhares embaraçosos na viagem de formatura enquanto Stefan e Damon se ocupavam em jogar um para cima do outro.
Bonnie tinha plena certeza de que com ele seria feliz para sempre e só teve mais certeza disso quando seus lábios tocaram os deles pela primeira vez.
Seu coração palpitava só de lembrar-se de seu sorriso. Ela gostava de imaginá-lo sempre ao seu lado, pois a fazia sorrir. Ela poderia ter tido o pior dia da sua vida, mas ele sempre estava ao seu lado para segurar sua mão. Poderiam passar o dia inteiro em silêncio, mas ele a entendia apenas com uma troca de olhares. Bonnie sentia segurança em acalmar que Jeremy era sua alma gêmea.
Depois de quase cinco anos de namoro, estar noiva era algo que ela imaginava para mais adiante. Queria ter se formado primeiro, juntado um dinheiro melhor e escolher uma boa casa em que pudessem viver bem e dividir as despesas. Mas agora, ela se via em uma completa loucura onde tanto seus pais como os pais de Jeremy duelavam entre si para ver quem bancava as melhores partes da cerimônia mesmo eles se recusando a aceitar qualquer tipo de oferta.
Ela consultara o relógio pela milésima vez. Jeremy estava atrasado. Pensou em ligar para Elena mais uma vez, mas deduziu que ela estaria no trabalho. Conforme o tempo ia passando, maior ficava sua vontade de pegar o carro e ir até onde seu noivo costumava ficar na maioria das vezes: dentro de uma estufa analisando plantas estranhas.
Seu coração dera um salto quando a campainha finalmente tocara. Correu até a porta, praticamente derrubando tudo o que via, agarrando Jeremy pelo pescoço assim que o viu. O rapaz ficou completamente embaraçado quando a noiva o enchia de beijos sem lhe dar oportunidade de respirar.
– Bonnie, calma — riu-se Jeremy. Ele retribuía os beijos com carinho, tentando acalmar a morena completamente afogueada. — Tenha calma. Vimos-nos ontem.
– Own! — resmungou ela, chorosa. Apertou as bochechas de Jeremy, fazendo-o formar um bico lhe dando um selinho demorado. — Estava com saudades.
Jeremy a apertou contra seu peito, dando-lhe um beijo no cocuruto da cabeça.
– Eu também estava amor — disse Jeremy, afastando-se um pouco e selando seus lábios nos dela carinhosamente. — Pronta?
– Estou nervosa. Tentei falar com Elena, mas ela não atende. Eu queria muito finalizar a escolha do meu vestido hoje. O tecido que minha mãe comprou já está com a estilista e estou morrendo de medo que aquela doida estrague.
Jeremy a apertou mais uma vez, como se tentasse oferecer algum tipo de consolo.
– Ligou para Lexi? — perguntou Jeremy, fazendo carinho em seu rosto.
– Ela vai nos encontrar por lá. Perguntei se ela levaria Stefan, mas pelo visto, ele anda ocupado com o tio Davis. Não deu certeza se ele viria.
– Ótimo! Estava na hora de Stefan tomar vergonha na cara e fazer alguma coisa da vida.
Bonnie sorriu dando mais um beijo no noivo. Perguntava-se sempre como poderia ficar ainda mais apaixonada pelo rapaz que sorria em sua direção.
– Já disse que te amo hoje?
– Por Deus, Bonnie. — Jeremy caiu na gargalhada. Sentia-se sortudo por ter encontrado alguém como Bonnie. Ele tinha certeza que uma sorte como essa não aconteceria na sua vida duas vezes. Amava-a com todo seu coração e jamais conseguiria doar alguma parte dele para outra pessoa que não fosse ela.
– Deixa de ser chato e diga que não. — Bonnie abrira um largo sorriso, batendo o pé no soalho.
– Não, não disse. — Jeremy mudou as feições para um ar falsamente entristecido. Bonnie não demorou a pular em seu pescoço mais uma vez.
– Eu te amo, Diderot.
– Ah! Eu também te amo, Bennet.
Eles se beijaram com muita ternura. Poderiam ficar ali o tempo que fosse preciso. Para ele, bastava apenas ela existir.
E ela pensava o mesmo toda vez que tocava os lábios de Jeremy e recebia o gesto de volta com a mesma intensidade.
– Acho melhor irmos. — Bonnie segurou a mão do noivo, fechando a porta atrás de si. Quando já iam caminhando em direção ao carro, parou no mesmo instante em que notara que Jeremy não se movera.
– Preciso te dizer uma coisa.
A cor do rosto de Bonnie desapareceu. Odiava a necessidade das pessoas contarem coisas graves justamente nos momentos em que ela se encontrava bem humorada.
– O que foi Jeremy?
– Não fique brava. — Jeremy segurou seus braços puxando-a para mais perto. — Quando chegarmos até o salão que negociamos a nossa festa, você terá uma surpresa desagradável.
– Como assim? — Bonnie o encarou confuso. Já imaginava um incêndio justamente no lugar escolhido a dedo por ela.
– Minha mãe vai estar lá.
– Ah não, Jeremy.
Se ele não a conhecesse, juraria que ela havia segurado um início de um berreiro com muito custo.
– Jeremy... Sua mãe não. Ela me odeia.
– Minha mãe não te odeia. Ela só...
– Acha que você deveria se casar com ela.
– Não fale isso.
Bonnie revirara os olhos irritada. Miranda era o tipo de sogra que ninguém merecia ter. Ela era um doce quando queria, mas sabia perfeitamente quebrar qualquer clima que lhe achasse conveniente. Ela estando no mesmo local que Bonnie era meio óbvio que se agrediriam com os vasos de flores.
– Jeremy, você tem ideia de que nos mataremos um dia né?
Jeremy sorriu, lhe dando um beijo na face.
– Minha mãe está tão ansiosa quanto você. Ela logo melhora.
– Eu vou precisar fazer promessa para isso acontecer? — perguntou ela, alteando uma sobrancelha.
– Não vai precisar de nada disso. Não fale mal da minha mãe.
– Cada um tem a sogra que merece.
– Deixa de ser besta. — Jeremy a apertou, rindo. — Como você vai ser a melhor esposa do mundo, você terá a melhor sogra do mundo.
Bonnie dera um riso amargurado. Não que detestasse Miranda, mas ela sempre arranjava algo para deixá-la embaraçada.
– Eu vou acreditar em você.
– Acho super justo que acredite em mim. — Jeremy segurou sua mão. — Vamos?
– Vamos! — concordou Bonnie. — E dirija devagar. Preciso me preparar psicologicamente para enfrentar sua mãezinha.
– Vou fazer o possível. — Jeremy lhe dera um beijo na testa antes de fechar a porta e caminhou em direção ao lado do motorista pensativo.
Esperava, intimamente, que nem a sua noiva e nem sua mãe saíssem nos tapas antes de definirem a posição de todos os convidados e a cor dos vestido das damas de honra e das madrinhas.
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- Eu amo você
(N/a: Dedicado a Lyah que pediu essa cena)
Parecia que o enjoo ainda dominava seu estômago. Seus olhos pareciam pesar como se duas pedras forçassem para que eles se mantivessem fechados. Seu corpo protestava, não querendo se deslocar para qualquer direção que fosse.
Moveu-se lentamente na cama e sentiu algo tocar seu rosto. Sentia a preguiça tomar conta de cada centímetro de sua pele, esquecendo-se completamente que tinha compromissos naquele dia. Seus olhos ainda mantinham-se fechados, enquanto sentia o toque chegar até seus cabelos, percorrer seu braço e, para seu espanto, tocar vagarosamente seus lábios.
Sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao reconhecer os lábios que te tocavam. Era como se subitamente sentisse o calor evoluir por todas as partes de seu corpo, instantes atrás adormecidas. Pensou se poderia ser um sonho, mas ao erguer sua mão e tocar quem a envolvia nos braços ela sabia que era Damon quem estava despertando-a de um sono agitado.
Ao abrir os olhos, ele sorrira fazendo todo o resto de sono se dissipar de sua mente.
– Bom dia!
Ela sentou-se na cama. Percebeu que estava descabelada e sem escovar os dentes. Por um breve instante, ela queria que aquela cena fosse um sonho.
– Bom dia! — ela disse com a voz rouca. Damon a encarava com um semblante divertido e ela imaginou que deveria estar horrenda. — Como você passou pela segurança?
– Eu contei para sua tia que você passou mal ontem a noite e queria saber se você estava bem. — explicou Damon, encarando o olhar confuso de Elena. — Trouxe outra torta para ela se deliciar no café da manhã.
Elena não deixou de sorrir. Só mesmo Damon Salvatore para agir daquele jeito tentando encobrir suas verdadeiras intenções.
– Minha tia vai notar que é mentira. — indagou Elena.
– Não vai! — Damon ajeitou-se melhor na cama, ficando mais próximo de Elena. — April me ligou. Contou que vocês conversaram e que você passou mal.
Ela não teve como fugir daquele olhar. Era incisivo e, ao contrário dele, não era muito boa em omitir segredos.
– April como sempre super-rápida.
– Ela ficou preocupada e me ligou. Eu teria vindo à mesma hora, mas ela disse que você já havia pegado no sono. — Damon afastou uma mecha de cabelos do rosto dela, ainda mantendo o olhar incisivo. — O que aconteceu?
– Não foi nada demais. — Elena encolhera os ombros. — Eu passei mal de nervosismo na verdade.
– Eu imaginava. April na sua casa não parecia muito interessante. Não depois do que houve na casa de Bonnie.
– Eu a tratei com estupidez. Depois disso, eu passei muito mal e saí correndo para o banheiro.
– Vomitou?
– Sim!
- Sentiu enjoo?
- Aham
Damon moveu-se desconfortável na cama. Elena não precisou fazer nenhuma pergunta para entender o que a expressão dele queria dizer.
– Hey! — ela o cutucou, fazendo-o recuar. — Pare de pensar besteira.
– Eu? Pensando besteira? Tá maluca?
– Damon, olhe para mim. — Elena enrugou a testa esperando ele a olhar de volta. — Eu estou tão grávida quanto você.
Damon caíra na gargalhada fazendo Elena acompanhá-lo. Sentiu-se um idiota por imaginar que a sua namorada estivesse grávida do que seria — e sentiu seu estômago dar uma volta — seu ex-namorado.
– Desculpe. É que eu não consigo associar vômitos e enjoos a outra coisa.
– Eu fiquei irritada com a April, só isso. Conforme discutíamos, vieram várias coisas na minha cabeça que me enojaram.
Ela fechou os olhos sentindo o enjoo mais uma vez. Uma fina ponta de baixa autoestima voltou a imperar nos sentimentos de Elena muito mais forte do que toda a chateação que o assunto April e Damon havia lhe trazido.
– O que se passou na sua cabeça? — perguntou Damon, interessado. Calmamente, esticou um embrulho tirando dois cafés expressos com leite de dentro.
– Nada, Damon. Isso não importa mais.
– Claro que importa. — Damon esticou um dos potes de café fazendo-a pegar no mesmo instante. — Você deve ter pensando horrores de mim. Pode falar.
– Damon, o que eu tinha para pensar de vocês eu já pensei. — Elena não se sentia disposta a colocar nada no estômago. Tinha medo de colocar tudo para fora novamente. — Eu só...
Ela parou e ruborizou para total interesse de Damon.
– Só?
– Não me faça responder. — pediu Elena, sussurrando.
– Agora eu fiquei curioso e vou querer saber até o fim.
Ela largou o pote de café no criado-mudo. Colocou as mãos sobre a coberta e evitou olhar para Damon.
– Eu só... — ela limpou a garganta. -... Eu só pensei em como...
Damon não parecia disposto a completar as frases de Elena. Seja lá o que fosse ela só queria que ele dissesse o que ela estava pensando para aliviar a vergonha que crescia dentro dela.
– Em como?
– Damon, não dificulta. — ela respirou fundo, como se sua garganta estivesse impedindo que o ar saísse pela sua boca.
– Eu só quero saber por que você passou mal e, já que você começou, eu quero que termine. — Damon bebericou o café e esperou. Parecia que até sabia o que ela queria dizer, mas não conseguia levar isso a sério.
– Eu imaginei você e April no... — ela queria gritar e se cobrir com a coberta. Aos pouco sentia a vergonha aumentar ainda mais. -... No ato.
Damon largou o café no chão. Não conseguia segurar o objeto sem sentir um leve tremor no corpo. O ocorrido entre ele e April já havia sido enterrado. Não fazia parte de suas lembranças. Mas parecia que era um erro que teria que passar por cima juntamente com Elena.
– Elena, tira isso da sua cabeça. — Damon mudou de posição. Esgueirou-se pela cama de solteiro, sentando-se ao seu lado e pegando uma de suas mãos. — Eu não quero que você pense nisso, nunca mais.
– Damon, foi força do clima e da conversa. Foi impossível evitar. — Elena apertou um pouco sua mão sentindo-se uma tola. Ele não era nada seu naquela época, porque se doía tanto por nada?
– Certo! — ele suspirou cauteloso. — Ao menos April e você se acertaram?
– Está tudo bem agora, eu acho. — respondeu Elena, confirmando juntamente com a cabeça. — Não posso ficar com raiva dela. Mesmo porque estragaria o casamento de Bonnie.
– Vocês duas batendo boca no casamento seria o fim para Bonnie. — Damon lhe dera um beijo na face. — Fico feliz que tenham resolvido isso.
– Eu me sinto mais aliviada. — Elena virou a face para encará-lo. Ele não estava vestido socialmente. Estava vestido como um cara qualquer. O adolescente Damon Salvatore. — Não gosto de brigar com ninguém.
– Você sempre disposta a manter a paz entre os povos. — brincou Damon lhe dando um selinho.
– E você como sempre tentando tirar sarro da minha cara. — Elena apertou seu nariz, fazendo-o fechar os olhos.
– Pare de me judiar, Elena Gilbert, ou terá vingança.
– Você? Vai se vingar de mim? — desafiou Elena com um tom de voz arrogante. — Duvido.
– Repete! — Damon alteou uma sobrancelha, fitando-a com os lábios muito próximos dos dela.
– Eu duvido! — a pronunciou, em um tom tão baixo que Damon poderia ter jurado não ter ouvido direito.
Damon a enlaçou pela cintura, trazendo-a para um beijo urgente e intenso. Os lábios se perdiam no mesmo compasso e a necessidade parecia aumentar. Elena não queria soltá-lo de maneira alguma. Sempre sentia a necessidade de mante-lo preso junto ao seu corpo sendo incapaz de ceder seus lábios a derrota de se desprender aos de Damon pela falta de ar.
Sua sanidade parecia ter sido jogada de lado. Elena segurava o moletom de Damon com força enquanto ele apertava sua cintura puxando-a mais para perto. Os lábios estavam eufóricos e o ritmo parecia aumentar a cada descompasso de respiração que ambos ganhavam.
Em poucos minutos, eles estavam colados. Damon perdia suas mãos pelas costas da morena que se contorcia puxando-o pela nuca como resposta a cada toque certeiro que ele lhe dava. Naquele momento, Elena parecia não lembrar que estava dentro da sua casa e em cima da sua cama. A única coisa que ela queria era aproveitar tudo o que ele poderia lhe dar.
A razão de Damon parecia se dissipar quando as mãos de Elena percorreram seus braços. Ela estava ofegante e mesmo concentrado no calor que ela emanava para seu corpo, ele conseguia sentir seu coração pulsar e pensou se não era o dele que estava quase saindo pela boca. Os toques dela, por mais inocentes que fossem, pareciam eletrocutar seu cérebro que ordenava para que não a soltasse.
Elena suspirou ao sentir uma das mãos de Damon ir de encontro com sua pele. Ela não se importou com a investida que acharia atrevida em uma condição normal, mas ela queria mais. Pedia por mais. Ela estava perdendo toda sua consciência e descontava contra os lábios do moreno que pareciam dormentes, incapazes de relutarem contra as investidas da ruiva.
A respiração dele já estava pesada. O corpo de Elena estava quente. Ela o puxava para mais perto e ele não conseguia recuar. Ele sabia que não poderia deixar nada passar dos limites, mas ela parecia querer tanto quanto ele. Seus lábios percorreram toda a extensão de seu rosto, fazendo o caminho até seu pescoço, sentindo seu perfume, se alimentando do prazer que aquele momento estava lhe dando.
Ela sentiu seus pelos eriçarem. Aquilo não poderia estar acontecendo. O toque de Damon, seus lábios contra seu pescoço, fez perder toda a consciência que ainda lhe restava. Seus braços estavam moles, seu corpo estava entregue a qualquer coisa que Damon fizesse fazendo-a sentir o que jamais sentira antes.
Ele voltou a selar seus lábios contra os dela. Tentar atravessar um caminho sem ter certeza se era justo o fez retroceder. Ele sabia que seria incapaz de fazer o que queria fazer, por mais que seu corpo berrasse para ir de encontro ao de Elena. Seu coração agora buscava calma. Não queria que um momento como aquele ocorresse em um lugar tão inoportuno.
Com dificuldade e relutância eles se soltaram. Elena buscou seu olhar na claridade e colou seus lábios aos dele. Não se movera. Apenas queria sentir a textura, o gosto. Damon acariciava seus cabelos, ofegante, completamente aliviado por não ter atravessado o sinal que ela estava disposta a ceder sem protestar.
– Eu amo você!
Damon sentiu seu coração bater na boca. Ela sussurrou. Um sussurro que foi capaz de deixá-lo trêmulo, tão trêmulo que não conseguia encontrar as palavras certas para retribuir um dos momentos que passou boa parte da sua vida idealizando.
– Elena...
Ela lhe dera um beijo na testa. O silêncio parecia conveniente naquele momento.
– Eu também amo você. — ele respondeu, fazendo carinho em sua face.
– Acho digno eu amar mais.
Damon riu.
– Você, amar mais?
– Sim. Eu sou mais bonita e posso amar mais.
– Não, Elena, não pode. — ele a enlaçou nos braços. — Você me odiou mais, tenha certeza disso.
– Você não vai esquecer-se disso né?
– Não mesmo! — respondeu Damon, apertando-a.
– Por falar em esquecer...
Elena dera uma olhada no relógio. Estava atrasada. Pela segunda vez e teria sorte se não perdesse o emprego.
– Que horas é seu médico, Damon?
A felicidade havia se dissipado. A expressão de Damon logo foi substituída por uma mais carrancuda.
– Às 10 horas.
– Hmm...
Ela silenciou pensativa.
– Você não precisa ir trabalhar, já que disse que iria comigo.
– Estou pensando em Tyler. Ele poderia me arranjar um atestado.
– Isso não seria impossível já que ele puxa seu saco.
Elena sorriu, lhe dando um selinho.
– Eu tenho que ter meus contatos. — brincou ela, sorrindo. — Se você quiser puxar o saco da minha tia, eu vou concordar. Preciso me arrumar e acho melhor nos encontrarmos lá embaixo.
– Também acho. — Damon colocou-se de pé, ajeitando as vestes. — Você vai demorar muito?
– Eu preciso estar bonita para andar com você.
– Deixa de ser boboca.
– Deixa de ser bobico.
Eles desataram a rir. Damon acertou o travesseiro na cabeça de Elena, fazendo-a cambalear para trás.
– Isso vai ter volta Damon Salvatore.
– Estou preparadíssimo para a revanche. – disse Damon com um sorriso malicioso.
Ele lhe dera um selinho carinhoso e caminhou até a porta. Quando se viu sozinha no quarto, correu para se arrumar, antes que Meredith pudesse dar o ar da graça e espantar seu namorado.
Continua...
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