Notas iniciais
Ei galera, sentiram a minha falta? Eu sei que demorei, mas vejam, hoje esse é o segundo capítulo que posto... to indo bem, né?

Lena POV

Faziam três dias desde que eu havia “voltado dos mortos”, três dias, onde não pude sair da ala hospitalar de Hogwarts. Eu tinha concordado com Dumbledore e Snape que não prudente deixar que soubessem da minha volta por algum tempo, mas agora eu não podia nem ao menos me levantar sem a permissão de madame Ponfrey que achava que eu deveria repousar por mais algum tempo antes de poder ser liberada.

– Eu não vou ficar aqui por muito tempo. – falei para Snape assim que ele entrou pela porta.

– Imaginei. – ele deu de ombros antes de me olhar. – temos um novo lugar para você ficar, quando as aulas começarem.

– E eu entendo que não vou poder ver meu sobrinho. – não era uma pergunta, mas ele respondeu mesmo assim.

– Dumbledore acredita que vai ser melhor, tanto para você, quanto para Harry, ficarem afastados por um tempo. – parecia que ele só repetia o que lhe foi dito.

– Desde quando você é a marionete do velhote? – apesar sarcástica, eu queria saber a resposta, queria a verdade, e ele sabia disso.

– Eu fui o culpado da morte de sua família. – ele falou sem emoção.

– Está então pagando uma divida. – ergui uma sobrancelha, sabendo que não era isso. – Por que acho que tem haver com minha cunhada? – eu não tive a intenção de ser cruel, mas estava em jogo muito mais que uma amizade. Severo virou a cabeça para o outro lado sem me encarar. – Isso é um sim. – disse desprovida de humor. – O velho está se aproveitando de seus sentimentos, sabe disso não? – era estranho para mim, que Snape se deixaria usar.

– Não sou cego. – ele estava seriamente zangado.

– Bom. – eu olhai para ele e soube, Severo lutava do lado de Harry, não de Dumbledore. – Preciso que faça algo por mim. – disse pensando no plano que se formara em minha mente durante esses dias.

Severo POV

Eu não podia acreditar no que ela me pedia. Lena me olhava com um ar de arrogância que eu já estava acostumado a receber dela, sempre que tinha uma ideia para diminuir a bola do irmão. Suas brincadeiras nunca foram cruéis, não verdadeiramente. Algumas eu achava ser bastante estupidas no começo, mas depois que eu fazia o que ela pedia eu podia ver a astucia dela.

Mas agora...

– Você está maluca. – foi a minha resposta. – Nunca funcionara.

– Está enganado. – ela tinha um brilho de astucia nos olhos que me fizeram repensar sobe o que ela me pedia.

– Eles vão matá-la. – tentei por juízo na cabeça oca. – Pare de agir como uma grifinória.

– Pelo contrário, meu querido amigo. – o apelido que a muito não ouvia, estava carregado de sarcasmo. – Estou sendo uma perfeita cobra, eu diria, só desse modo para poder fazer o que eu quero.

– Você está se pondo em perigo desnecessário. – tentei novamente.

– Você pode bancar o grifinório, e eu não? – ela tinha um sorriso que lembrava muitíssimo o de seu irmão.

– Eu não tive escolha. – Por que Lena estava fazendo isso?

– Você teve. – ela nunca havia me olhado daquele modo. – E eu fiz a minha escolha, tenho que saber a verdade. – Ela me olhou com raiva. – E eles vão pagar por tudo o que fizeram. – ela tinha um olhar determinado, e eu pude ver que não teria outra escolha, a não ser ajudar ela.

– Eu faço. – disse num tom irritado.

– Eu sei. – ela não mudou a expressão.

– Qual a história? – perguntei, tentando não pensar nas consequências do que estava prestes a fazer,

– Sirius vai ter de me encontrar. – ela não me olhava ao responder.

– O que quer dizer?

– Eu vou estar com uma maldição do sono, por assim se dizer. – ela me olhou. – Vou ter de estar em casa. – ela por um momento pareceu ficar com um olhar perdido, antes de se recompor. – Somente você, Dumbledore e Madame Ponfrey devem saber que eu acordei com Dumbledore.

– Por que isso?

– Por que quando você terminar de fazer o que eu pedi, qualquer bruxo do lado da luz vai me querer morta.

Sirius Pov.

Eu estava correndo, tentando chegar em Hogwarts o mais rápido possível. Tudo o que eu tinha ouvido nos últimos tempos me dava a certeza de que algo ruim estava acontecendo, que Voldemort estava tramando algo, agora . Dumbledore parecia não ter me ouvido, ou não queria acreditar, ele havia deixado Harry preso e agora não entendia.

Estava quase dormindo em uma caverna, próximo à costa quando a coruja chegou, eu não a reconheci, mas abri na mesma hora a letra de Dumbledore.

Sirius,

Gostaria de lhe avisar que acredito ter encontrado o lugar perfeito para que fique durante um tempo.

Acabei de passar pela antiga casa de seu irmão, e as alas de proteção ainda estão em vigor.

Sera por pouco tempo, mas é mais seguro que a sua própria casa.

Espero que está carta o encontre bem.

Atenciosamente

Alvo Dumbledore

A casa de Régulus e Lena? Eu tinha ido lá, quando ela era de um tio da família Black. Eu não tinha sido convidado nem ao casamento deles, imagina a casa.

Fazia muito tempo desde que eu tinha tido noticia do casal. Os dois sumiram na mesma época e eu nunca soube o que tinha acontecido. Se ir para lá era o único meio de conseguir ficar perto Harry e do que estava acontecendo, eu iria.

Eu nem dormi naquela noite, correndo mais rápido que poderia, entrando em caminhões trouxas e outras meios para poder ir mais rápido.

Demorei mais de uma semana para enfim chegar na propriedade, o lugar não estava nas melhores condições, as plantas invadiram o lugar, a porta estava aos pedaços. Entrei no lugar empoeirado, imaginando a cara de Lena se visse o lugar daquele modo, ela era uma das garotas mais neuróticas sobre limpeza que eu conhecia.

Eu cheguei e fui procurar um lugar limpo para eu dormir.

Quando cheguei no segundo andar pude sentir magia vinda de um dos quartos, não pude evitar a impressão de que tinha algo vivo ali dentro.

Abri a porta do que parecia ser o quarto principal da casa, e deitada na cama eu a vi.

Notas finais
O que acharam? não deixem de comentar.