Notas iniciais
Ei gente, faz um tempo não é? Desculpem pela demora, mas como eu disse em outra fic eu estou sem pc e meu note está sem concerto por isso a demora para escrever e postar, mas eu não desisti.

Lena POV

– Você vai ficar desacordada, mas uma simples poção deve ser o suficiente para você acordar. – falou Severus me olhando como se eu estivesse louca. E talvez eu estivesse.

Mas era a opção mais sensata, eu estaria protegendo Harry e estaria mais perto de ajudar a destruir o culpado de tanta destruição dentro da minha família.

–Não é muito fácil? – eu queria que fosse o mais real possível, sem duvidas ou grandes questões que eu não saberia como responder.

– Foi desse modo que te acordamos. – falou como se não fosse nada.

– Mas eu estava desorientada. – tentei encontrar alguma falha ou inconsistência.

– Se quer desistir, não me use como desculpa.

– Não estou planejando desistir. – falei sem duvidas.

– Você está agindo como o seu irmão. – falou como se fosse uma atrocidade.

– James nunca teria tido a paciência que esse plano exige. – falei com um dar de ombros. – Mais alguma coisa que eu devia saber? – perguntei tentando mudar de assunto.

– Sirius vai te encontrar. – Eu parei por um segundo.

– Isso é o aconselhável? – Eu não tinha tanta certeza de que conseguiria ser tão boa fingindo para Sirius. Ele me conhecia bem demais, e eu sentia a falta dele, muito antes do meu pequeno ‘acidente’ eu já não o via. – Não seria melhor alguém que fosse do lado das “Trevas” me encontrarem?

Severus me olhou atentamente, me analisando, eu conhecia muito bem esse olhar,

– Você vai ter que fingir em frente a ele, se você não consegue...

–Eu já fingi mais de uma vez na frente dele – era verdade – E acho que tem pessoas mais difíceis de fingir, como aqueles que tentaram me matar e quando não conseguiram me deixaram para morrer! – eu sabia que o meu mais profundo desejo seria matar tanto Belatrix quanto Lucius Malfoy. – Eu só quero saber como eu vou estar do lado das Trevas quando os queridinhos da Luz me salvaram e me deram as noticias.

– Vai ser um ardil. – Dumbledore tinha planejado a minha volta já que quanto mais surpresa eu estivesse, mas crível seria a noticia. – Eu vou levar a noticia de seu retorno para o Lorde das Trevas, convencendo-os de que você não se lembrado ataque, e que você seria uma grande adição ao nosso lado,

– Então vai depender de quão bom ator você é. – o olhei um tanto provocativa.

– E de quão boa você pode ser! – falou exasperado. – Os espiões em Hogwarts também terão de serem convencidos.

– Você acha que eles serão o pior?

– Não, eles serão os mais fáceis, você sabe o que eles estarão olhando e o que estarão procurando, vai ser fácil de ludibriar. Mas quando você estiver sozinha com os Comensais, eles estarão observando tudo. Cada movimento e deslize. Você nunca vai poder baixar a guarda, pois não sabe quem estará observando. – os olhos dele estavam distantes e eu percebi que ele não falava somente sobre a minha situação, ele falava dele. Acho que eu tinha me focado tanto em meus planos que havia esquecido que Snape estava sendo um espião há tanto tempo, e o quanto isso custava para ele.

– Eu tenho que fazer isso. – apelei. – E você vai estar lá para me dar uma mão.

– Você não sabe o quão alto é o preço! – Ele parecia irritado.

–Eu já perdi tudo! – tentei o fazer ver o motivo por trás das minhas ações. – Eu fiquei em coma durante anos, minha família está morta e eu quero vingança. Mas eu não sou estúpida o suficiente para achar que eu posso destruir o Lorde das Trevas sozinha. E é por isso que eu preciso da sua ajuda.

– É estúpido. – ele rosnou.

– Mas vamos fazer mesmo assim. – foi minha resposta e ele sabia que seria a final.

Minha cabeça estava latejando, minha visão estava embaçada. Eu deveria saber que seria assim, mas estava pior que o da ultima vez.

– Lena?!- ouvi um arquejo de surpresa, e tive de me conter, eu não tinha reconhecido a voz, apesar de soar familiar. Todos os meus sentidos estavam alertas, mas eu não poderia me defender caso alguém me atacasse. – Ela está bem? – a voz perguntou de novo.

– Ela esta viva, — eu pude reconhecer a voz da enfermeira de Hogwarts, o que significava que o plano estava correndo de acordo com o esperado. – Mas está fraca, tanto física como magicamente.

– Por que ela não acorda? – a voz parecia mais irritada a cada frase. – Por que ela não acorda?!- repetiu. E eu tive de abrir os olhos.

– Ela já esta acordada. – a enfermeira falou olhando para o meu rosto. E o homem ao lado da minha cama, que estava encarando madame Pomfrei se virou com brusquidão em minha direção.

–Lena. – suspirou parecendo aliviado. Seu rosto era magro demais, o cabelo desgrenhado e longo demais, quase descortês. A barba grande, descuidada. Ele parecia um mendigo. – Eu pensei que estivesse morta. – ele pareceu estar vindo em minha direção.

– Quem é você? – perguntei levemente ameaçada, esse cara precisava seriamente se alimentar e fazer a barba, ele me dava arrepios.

–Sra. Black? – eu ouvi Dumbledore chamar do outro lado da enfermaria e fingi estar surpresa.

– Diretor? – Deixei minha voz um pouquinho mais aguda. Eu paro por um segundo. – Por que estou em Hogwarts? — A curiosidade em minha voz era verdadeira, eu não sabia por que me levaram para lá.

– Lena. – O homem chamou meu nome, e eu comecei a ficar com raiva por não lembrar quem ele era.

– Quem é você? – Meu sussurro foi um tanto irritado. O olhar dele se encheu de magoa, e ele se afastou um passo. – Por que eu estou aqui? – exigi no tom mais arrogante que pude.

– Sra. Black, gostaria que ficasse em calma. A senhora passou por um trauma grande. – A enfermeira disse tentando me acalmar.

– Que trauma? – perguntei olhando desconfiada.

– Você não se lembra? – A voz do homem estava surpresa.

– Se eu soubesse não estaria perguntando. – o olhei como se ele fosse estúpido.

– Qual a ultima coisa que você se lembra? – perguntou a enfermeira. Eu franzi o cenho, fingindo pensar em uma lembrança,

– Eu...- hesitei – não tenho certeza. – parei mais uma vez. – Onde está o meu marido? — olhei ao redor como se ele pudesse estar aqui. E pude ver a dor no olhar dele. E me perguntei novamente quem ele era. – Cadê o Régulus? – o medo dessa vez não foi difícil de fingir. – Onde ele esta?! – minha voz ficou super aguda.

– Sra. Black, por favor. Se acalme – Dumbledore falou tristemente, não deveria ter me surpreendido por ele ser tão bom ator, o que foi meio grifinório de mim, ele não era estúpido e deveria ser muito dissimulado. – Tem algumas questões que você deve saber.

– Eu só preciso saber onde está o meu marido. – falei fingindo estar irritada.

– Ele sumiu. – murmurou o cara.

– Quem é você? – gritei irritada.

– Eu sou o Sirius. – ele disse de cabeça baixa.

Sirius POV

Eu ainda estava desacreditando no que via.

Selena Potter. A irmã mais nova do meu melhor amigo. A mulher do meu irmão mais novo. A mulher pela qual eu fui apaixonada por toda a minha vida.

Eu a conheci no meu primeiro dia em Hogwarts, ela estava com o irmão James, e apesar de parecer um tanto arrogante, eu fazia parte da família Black. Uma família arrogante por definição. Então eu podia ver as diferenças entre ela e as garotas da família Black. Selena Potter estava com lágrimas nos olhos, apesar de não derramá-las, e ela estava muito próxima de seu pai, demonstrando medo.

Mas eu não pude me aproximar, meus pais estavam esperando que eu entrasse logo no trem, não sem antes terem me lembrado de que era esperado um certo modo de comportamento, e o que aconteceria caso eu não agisse de acordo. Traduzindo. Era para eu ir e ser classificado na sonserina, e fazer as amizades certas.

Naquele momento eu não sabia que ela iria se tornar tão importante na minha vida, mesmo que fosse através de seu irmão. Foi só no meu segundo ano que eu soube quem ela era, e de quem ela era irmã. E que isso me permitiria ficar próximo dela.

Mas isso só tinha feito com que ela se irritasse comigo. O que era de se entender, eu fazia de tudo para irritá-la. Para chamar a sua atenção. E como ela tinha se tornado uma sonserina, assim como meu irmão, foi fácil ter motivos para poder brincar com eles.

E os dois tinham se tornado amigos, o que me fez me afastar ainda mais de meu irmão, o meu ciúmes me fez ficar com inveja do relacionamento dos dois. Mas pelo menos isso me fez parar de agir como um idiota com ela. E nossa amizade verdadeiramente surgiu. E eu me permiti ter esperança.

E então meu irmão a pediu em casamento.

Mas agora, mais de uma década depois, ela estava ali na minha frente. E apesar de os anos terem afetado a ela, mesmo que só fisicamente, e a mim de muitas maneiras, foi como se eu tivesse voltado aquele tempo, no momento em que a vi tentando não mostrar que se importava com o irmão indo para escola.

– Sirius? – ela me perguntou apavorada.

– Oi Lena. – tentei dar um sorriso mais sabia que deveria parecer uma careta.

– Como? – ela murmurou parecendo pensativa.

– Sendo preso por ser o culpado da morte dos Potters, — eu ouvi a voz na porta e me virei e vi Snape na porta, com um sorriso sarcástico.

E eu senti medo.

Eu tinha acabado de recuperar ela.

E a perderia.

Notas finais
O que acharam? Não me abandonem! Por favor! Me digam.