Always

17 The Hearing.


— Agente Grisha Callen, obrigada por estar aqui. – A diretora dos assuntos internos se sentou na frente do agente e da advogada. – Estamos aqui para julgar sua conduta frente ao caso Leon Vance. Quer dizer uma coisa?

— Eu gostaria de saber por que estou sendo investigado em dar um tiro em um homem que ajudou uma traficante brasileira a sequestrar duas agentes e tortura-las. – Callen estava indignado. – Eu deveria ser condecorado.

Elisa apenas colocou uma mão em Callen e o viu relaxar. Ela sabia que ele estava certo quanto a condecoração e também não entendia o motivo de tudo aquilo.

— Senhores, como advogada do agente Callen, eu devo alertar que quem está sendo julgado aqui é o meu cliente. – Elisa se levantou. – Entretanto, vocês estão agindo como se ele fosse o vilão quando claramente ele tentou impedir as ações de Vance.

— Senhorita Elisa, eu peço que se mantenha em silencio. – O segundo agente que questionava viu o olhar dela.

— É DOUTORA Elisa para você, rapaz. – Elisa se levantou para provar um ponto. – E não me provoque se você não quer receber um belo processo bem naquele lugar onde o sol não bate.

Ela se sentou e cruzou as perdas, sabendo que havia jogado o homem em um frenesi.

— Sinto muito, doutora. – Ele se sentiu como um garoto repreendido pela professora.

— Acho que eu deveria falar agora. – Elisa detestou o jeito que Callen parecia chateado. – O meu cliente não é só um agente qualquer. Ele já levou seis tiros, ficou em coma e voltou antes do prazo. Tantos assassinos e terroristas que ele já pegou deveriam ter sido o suficiente para evitar isso. Então, eu trouxe algumas testemunhas.

Elisa foi até a porta e vários agentes entraram. Jenny e Gibbs, Tony e Ziva, McGee, Bishop, Torres e Abby, Penelope e Derek, Hotch e Emily, Reid, JJ e Rossi. Nell, Sam, Ana, Fornell, Hetty, Deeks, Kensi, Eric, Nell, Steve, Danno, Tani, Junior e Lou. Todos estavam reunidos lá, prontos para testemunhar o caráter de Callen.

Os agentes dos assuntos internos decidiram que não poderiam lutar contra o poder que a advogada de Callen parecia ter e decidiram encerrar aquele fiasco.

— Agente Callen, pedimos desculpas pelos transtornos. – A presidente olhou para seus colegas. – Na verdade, só queríamos ter a certeza que você nunca atiraria em alguém assim, do nada.

— Das pessoas que eu matei, não há nenhuma que não merecia. – Callen beijou Elisa. – Agora se não se importam, eu vou comemorar com meu amor.

Os quatro agentes dos assuntos internos sorriram, mas havia apenas um que parecia muito irritado. Foi ele quem sugeriu a investigação com base em documentos falsos.

Ele também era o cumplice de Any. E faria tudo para tirar sua amada da cadeia, mesmo que ela não o correspondesse.

Todos estavam reunidos na casa de Gibbs depois da brilhante audiência. Callen e Elisa haviam programado o casamento para uma semana depois, empolgados pelo resultado da audiência. Eles não estavam arrependidos.

— Você arrasou lá, amiga. – Penelope a abraçou. – Agora me conte sobre esse gato do seu noivo.

Derek olhou para Pen e sorriu. Ele sabia que ela estava brincando.

— A gente se conheceu na promotoria. – Elisa sorriu quando ele se sentou ao lado dela e passou os braços ao redor dela. – Eu o defendi de uma acusação de assassinato que na verdade era um plano para pegar um assassino bem perigoso e me apaixonei.

— Hetty armou um encontro para a gente. – Callen a beijou. – Ela fingiu um compromisso quando Elisa foi para a sede do NCIS e então a gente saiu para um encontro. Nos beijamos e agora estamos noivos.

— E grávidos. – Elisa disse e viu todos olharem para ela. – Bem, eu precisava contar, afinal, o casamento meu e de Callen está chegando.

— E vai ser um casamento duplo. – Callen puxou Sam para perto. – Ele e Ana vão unir as escovas de dentes.

— Que amoooooor! – Abby olhou para Torres. – Não é lindo?

— Assim como você. – Nick a beijou e ouviu Gibbs limpar a garganta. – Eu sei, regra 12.

— Eu aboli a regra doze, Torres. – Gibbs recebeu um tapa na bunda de Jenny. – Porque eu sou casado com a diretora e Tony tem Ziva. Agora você vão se casar, então a regra doze não faz sentido.

— Regra 12? – Hotch olhou para Gibbs. – Jethro, ainda com esse negócio de regras do Gibbs?

— Espere, vocês dois se conhecem? – Penelope estava espantada. – Desde quando?

— Bem, você vê. Eu estive em um congresso com Gibbs e nós brigamos por causa da última xicara de café. – Hotch começou. – Então, o palestrante disse que como punição, iriamos ficar acorrentados durante um dia.

— Sim, eu tive que ver Hotch lambendo um picolé e ele nem ao menos me comprou um. – Gibbs estava fazendo todos rirem. – No final do dia, ele decidiu nadar e digamos que eu nunca mais consegui esquecer que ele tentou me afogar.

— Bem, a gente ficou amigo depois daquilo. – Hotch sorriu. – Pedi desculpas e fomos tomar vinho.

— E eu conheci uma bela ruiva. – Ele beijou Jenny, provando um ponto. – E agora, eu sou casado com essa ruiva e vou ter uma filha em mais ou menos dois meses.

— Se ela for como o pai, vai chegar antes. – Jenny brincou. – Mas sério, eu acho tão lindo vocês dois terem um bebê juntos.

— Sim e como ele mesmo observou, eu vou me casar grávida. – Elisa levantou um pouco a blusa. – O médico estava sem saber o porquê de ela estar tão grávida e durante o exame descobrimos que não vamos ter um. – Ela fez uma pausa sugestiva. – Vamos ter gêmeos.

Steve deixou cair o copo de uísque que tinha nas mãos e a música foi pausada. Callen estava dando risadinhas de nervosismo, mas estava realmente bobo ao saber que teria dois de uma vez.

— Dois? – Callen revirou os olhos e desmaiou no sofá.

Penelope correu para pegar um pouco de álcool enquanto Elisa deu risadas.

— Desculpe, mas a audiência não o assustou, mas a notícia que ele vai ter duas crianças o fez desmaiar. – Elisa sorriu. – Acho que é a criptônita dele.

— Bem, finalmente achamos algo. – Sam pegou o álcool embebido em uma bola de algodão que Penelope pegou e colocou perto do nariz dele. – Vamos, Callen. Eles tem pirulito aqui.

Callen abriu os olhos e se espreguiçou. Ele não tinha idéia do que aconteceu, mas olhando para a barriga de Elisa, ele percebeu e a memória voltou.

— Acho que vou ter que fazer hora extra. – Callen estava apenas brincando. – Dois bebês?

— Não deveríamos ter ido assistir plano B e comentado que seria legal ter gêmeas. – Elisa olhou para Steve. – Inclusive, desculpe-me dizer, mas você parece o protagonista do filme.

Steve suspirou.

— Você não é a primeira a dizer isso. – Steve deu um olhar para Danno. – Eu acho que deveria mudar o penteado.

— Faça isso e vai dormir na sala de novo. – Anna passou outra cerveja e o beijou. – Eu gosto que você pareça com o Alex.

— Mas eu sou mais bonito que ele. – Steve brincou.

— Disso eu não tenho dúvidas. – Anna sorriu.

Enquanto isso, na parte de cima da casa, Fornell e Ana estavam vendo mais um capítulo de Senhora do Destino.

Gibbs se aproximou e olhou para a vilã derrubando mais uma pessoa da escada.

— Não acredito que gosta de alguém assim. – Gibbs brincou e se sentou. – Você tem o box da novela, o pôster da atriz e aquela foto autografada dela.

— E eu ganhei um leilão para jantar com a atriz no Brasil. – Fornell se deitou na cama. – Eu vou vestido para impressionar.

— Se ela te jogar da escada, faça o favor de me ligar. – Gibbs brincou, mas continuou a ver o capitulo. – Eita, a moça sobreviveu.

— Sim. — Ana sorriu. – E eu já te contei que ela vai presa?

— Ei, sem Spoilers. – Gibbs brincou. – Eu quero o box emprestado depois.

E foi assim que a sessão de novelas foi transferida para a sala. Todos os convidados se sentaram em frente à televisão e ficaram olhando a novela em um silencio que parecia que eles estavam assistindo ao futebol.