Notas iniciais
Desculpe-me pela demora, mas eu perdi essa droga de capítulo umas cinco vezes e acabei deixando de lado porque eu já estava ficando com raiva disso. Além da preguiça de editar o capítulo e meu leve desânimo pela história. Mas como prometido, não vou desistir e espero que vocês não desistam de mim também! Desculpe-me mais uma vez! Amo vocês e para compensar, vou tentar postar o próximo semana que vem quando minha amiga for embora! Kissu Kissu ~Marceline

Capítulo 6: Seu cachorro desalmado!

Thalia

Nós já estávamos podres antes mesmo do filme começar, então imaginem como estávamos depois dele, o dia de fato tinha sido bem agitado. Depois que o filme acabou, Leo cedeu seu quarto para nós trocarmos de roupa, ou seja, hora perfeita pra bolar uma vingança. Pegamos nossos pijamas e subimos para o primeiro quarto à direita.

– Gente! Hora perfeita pra planejar nossa vingança – eu disse com um sorriso maléfico.

– Eu acho que não devemos fazer nada... – disse Annie já vestida – Eles nos ajudaram muito depois daquela cagada...

– Deixa de ser chata, Chase! – exclamou Kat lhe dando um tapa na cabeça e nós concordamos. Annabeth sempre querendo estragar nossos planos...

No final ela aceitou relutante, mas eu sabia que no fundo ela queria se vingar tanto quanto a gente. Bolamos várias coisas muito legais, para eles aprenderem a nunca mais mexerem com as Alphas. É o que eu digo, se mexerem com nós, devolveremos em triplo. Todas nós concordamos em começar o plano amanhã. Saímos do quarto de Leo e ele estava sentado perto da porta nos esperando sair.

– Os meninos já foram deitar? – perguntou Piper.

– Já sim, eles disseram que estavam morrendo de sono – ele disse olhando para nós sem expressão, provavelmente escondendo a expressão safada, já que estávamos com pijamas curtos. Estava muito calor para colocar pijamas compridos...

– Ah claro... Também to, já vou indo – disse Mírian – Boa noite, putas e troço.

– Boa noite – ele disse revirando os olhos e entrou em seu quarto

– Vou-me indo também, boa noite piriguetes! – eu disse abrindo a porta da sala de jogos.

Nos despedimos e eu e a Kat entramos na sala. O Jay já estava dormindo, e como íamos dormir no mesmo lugar que ele, deitamos devagar para não acordá-lo. Assim que fechei os olhos, dormi igual uma pedra.

[...]

– AAAAAAH – ouvi uma pessoa, ou melhor a Kat gritando. Ela não pode ser considerada como pessoa com aquele gritinho ensurdecedor que ela tem.

O Jay levantou espalhafatosamente, obrigando-me a levantar também. Descemos rápido e vimos a Kat com a mão no coração e um Leo de cueca esparramado no chão, olhando para cima assustado. Era quase impossível não acordar com os gritos da Kat, a não ser que você seja a Mírian, (os ouvidos dela devem perder a função quando ela está dormindo, não é possível), então todos estavam lá para ver quem tinha sido vítima de um assassinato.

– Tá doida menina? Porque você gritou? – disse Annabeth completamente descabelada e com uma expressão raivosa.

– Porque pra mim é super normal ir na cozinha beber água e se deparar com um menino de cueca! – ela exclamou em sarcasmo, revirando os olhos. – Sem contar o puta susto que eu levei! Tava tudo escuro!

– Desculpe, mas eu não estou acostumado a ser atacado por meninas dentro da minha casa durante a noite... – disse Leo levantando do chão com a mão nas costas. Eu queria rir, pois tinha uma noção de como ele havia parado ali por causa de Kat.

Todos começaram a rir e Kat ficou ainda mais vermelha com a situação. Ela e eu eramos as únicas que não tínhamos irmãos, então definitivamente essa situação não era normal para nós.

Mas, em compensação, nós podíamos ver os meninos com bermudas normais ou calças de moletom. Cada um tinha um corpo diferente, mas nenhum deixava de ser gostoso a meu ver e aposto que ao das meninas também. Enfim... Eles também estavam babando pela gente, então não podíamos reclamar muito, já que estávamos fazendo o mesmo.

– O show acabou, vamos todos para a cama! – disse Sid batendo palmas.

E foi assim que nossa visão do paraíso foi cortada.

Luke

Mano, nós temos MUITA sorte por elas estarem morando aqui por um tempo, eu vou surtar! Eles são muito gatas e gostosas quê isso!!

Enfim... Depois do barraco lá embaixo, Sid, como nossa boa mãe/chefe/soldado nos mandou de volta para a cama, cortando nossa linda visão... Eu não ficaria nem um pouco triste se pudesse ficar mais um pouquinho com elas, mas né...

Acordei com um gosto estranho na boca. Na verdade era até gostoso, tinha gosto de chocolate, mas não costumo acordar com esse gosto na boca... Eram dez horas da manhã, meu recorde de acordar cedo nas férias. Levantei com a visão embaçada, mas mesmo assim desci e vi as cinco sentadas na mesa conversando, até elas olharem para mim e começarem a rir, o que eu não entendi bulhufas.

– Bom dia, meninas – eu disse indo pra cozinha.

– Bom dia princesa! – riu Thalia, mas simplesmente ignorei o comentário.

Ouvi os meninos descendo e elas explodirem na gargalhada. Sai da cozinha e fui ver o que estava acontecendo. Quando cheguei lá comecei a rir também, os quatro patetas estavam com uma maquiagem horrorosa, perucas de diversas cores e colares e pulseiras. Eles se olharam e abriram a boca arregalando os olhos na direção das meninas.

– F-foram vocês? – perguntou Percy incrédulo.

– Bom dia princesas! – zombei deles ainda rindo.

– Você não está muito melhor que a gente, Castellan – disse Nico com desdém e eu fui me olhar no micro-ondas que refletia igual um espelho.

Bem, eu estava parecendo um travesti ou Drag Queen igual eles. As meninas não paravam de rir.

– Agora vamos fazer o concurso da Drag Queen mais bonita! – zombou Mírian

– Vão se fuder! – disse Nico irritado

– Eu voto no Nico! – disse Kat levantando a mão – Viu di Ângelo? Pra mim você é a mais gata.

– Eu sei que sem isso você me acha irresistível – ele disse e ela começou a rir histericamente.

– Aham, vai nessa garanhão! – ela zombou – Bom, Percy, vamos?

– Onde criatura? – ele perguntou confuso

– Na academia! Já que estamos morando juntos você pode me levar lá! Vou me trocar e acho melhor você fazer o mesmo, na verdade, TODOS vocês – ela riu e subiu sendo seguida pelo Percy – Ah, as fotos vão pro Facebook – gritou ela lá de cima.

– Vocês não... – comecei, depois pensei um pouco – Vocês não estão no grupo do Facebook da nossa série, então não vai ter tanta graça assim.

– Ér... – disse Nico cochando a nuca, fazendo a peruca cair em seus olhos e ele arrancá-la com brutalidade.

– Diz que você não fez isso, Nico! – gritou Jason

– A Thalia me perguntou se tínhamos um grupo da série e tudo mais... Então mandei os perfis delas para a Katie e ela as adicionou no grupo! Eu não sabia que era para um plano diabólico desses!

– Na verdade não era, mas isso ajudou muito, obrigada Niquinho, – Thalia disse com um sorriso no rosto – Relaxa, quando a graça acabar a gente tira.

– Ah, vocês nos pagam! – exclamou Leo com raiva e elas apenas riram.

Então subi pra tirar aquelas parafernálias. Não ia adiantar falar com Katie agora para tirar as fotos, provavelmente a série inteira já tinha visto. Sempre que os novatos são adicionados, aquilo vira uma bagunça, ainda mais quando são meninas.

Quando ia entrar no banheiro, deparei-me com uma Kat com um short bem curto, que mostrava muito suas pernas, tirando a maquiagem de um Percy vestido com sua habitual roupa de academia.

Agora me diz, porque diabos ela está com um short minúsculo e com um casaco??

– Tira pra mim também gata? – eu disse com um olhar pidão e um sorriso ligeiramente malicioso. Duvido que ela vai negar, eu sou irresistível!

– Ér... Não! Pede pra uma das coisas lá embaixo, nós temos que ir. – ela disse terminando com o Percy, que me deu língua.

Como ela pode não cair no meu charme?!?!?

Então os dois passaram por mim rapidamente, deixando-me plantado na porta do banheiro ainda sem acreditar que ela não tinha caído na minha lábia. Então me ocorreu que nós não estávamos nos metendo com as típicas garotas do colégio.

Elas iam dar trabalho, eu sabia disso.

Katherine

Foi muito hilário ver os Betas daquele jeito, sério mesmo. Vou ter que ver os comentários no Face depois! Nós tivemos muita sorte da namoradinha do di Ângelo ter nos colocado no grupo do colégio, senão, não teria graça alguma. Afinal, o caos deve ser disseminado.

Bom, coloquei minha roupa que eu costumo usar pra lutar: um top roxo com uma blusa bem larguinha, um short de lycra e o short de muay thai que estava na minha bolsa. E claro, meu inseparável casaco rosa da California Republica, que pertencia a minha mãe na época da universidade. Eu detestava rosa, mas o usava porque meu pai disse que tem um valor muito sentimental para ele, então acabou tornando-se para mim também. Vesti meus tênis pretos de corrida, arrumei minha bolsa e fui ajudar o Percy.

Estava no banheiro tirando a maquiagem de Percy quando Luke chega pedindo para que eu tirasse também. Como eu sabia que ele estava tentando usar sua lábia de galinha para conseguir o que eu queria e eu, como não sou idiota nem nada, com certeza dei um fora nele. Além do mais, tinha mais outras quatro meninas para fazer o serviço. Quando terminei e dei um fora no Luke, nós descemos e caminhamos em direção aos fundos da casa, passando pela cozinha antes.

– Acho melhor vocês ajudarem os panacas lá em cima. – eu disse pra meninas enquanto Percy pegava uma maçã.

Elas fizeram caras engraçadas e eu ri minimamente pegando uma maçã também. Não costumava tomar café da manhã, mas, mesmo não tendo certeza se teria aula ou não, resolvi comer. Não podia treinar sem comer nada. Depois disso, fomos pros fundos da casa pegar o carro dele.

– Quer ir de carro ou moto? – ele perguntou.

– Ai desculpa, rico!Vamos de moto. – falei levantando as mãos.

– Na verdade, iriamos pegar o carro do Nico. – ele disse, fazendo-me rir

– Ele não enlouqueceria se você pegasse o carro dele? – perguntei colocando o capacete preto que ele havia me dado.

– Provável, mas consigo controlar a fera. – ele disse piscando pra mim.

– Com beijos, não é? – zombei e ele ficou levemente corado, mas logo revirou os olhos e bufou.

– Não seja idiota... – ele resmungou subindo na moto azul marinha.

Ri mais um pouco da cara dele e subi na garupa segurando na cintura dele. Antes mesmo de partimos, o celular dele tocou e ele atendeu rapidamente. Fiquei apenas mergulhada nos meus pensamentos de como ele era cheiroso. Pessoas cheirosas merecem amor eterno.

Depois de uns minutos conversando com a pessoa no telefone, ele pediu para que eu lhe soltasse, pois sua treinadora de natação ligou, perguntando onde ele estava. Ai ele explicou que nas férias, os horários de tudo tinham mudado e ele tinha se esquecido do treino dele.

Então ele desceu da moto, deixando que eu a mantivesse em pé, e foi para dentro da casa correndo pegar suas coisas da natação. Depois de alguns minutos ele voltou e finalmente partimos. A academia não era muito longe, dava para ir a pé tranquilo, mas era uma boa caminhada.

Quando chegamos lá, Percy me levou rapidamente na secretaria para depois sair correndo para o seu treino de natação.

Fui até o recepcionista, que era muito gato e gostoso, só pra ressaltar.

– Bom dia princesa! O que a senhorita deseja? Aula de dança, hidroginástica, temos de tudo aqui! – ele disse com um sorriso.

Eu simplesmente odeio no fundo do meu fígado que me chamem de senhorita. Só não dei um murro na cara dele (como de habitual pros filhos da puta que eu conheço e me chamam de senhorita) porque não conhecia ele.

– Quais estilos de luta vocês têm? – disse cortando o barato dele.

– Bem, a senhorita... – ele começou

– Kat, me chama de Kat, por favor – eu falei levantando a mão pra ele calar a boca.

– Bem, Kat, tem certeza que não quer uma coisa mais... Feminina? Uma menina delicadinha como você não merece ser nocauteada por aqueles caras. – ele disse.

– Então, quais estilos de luta vocês têm? – perguntei de novo.

Ele pareceu um pouco ofendido com o meu corte, pois me deu um papel um tanto hesitante. Ótimo, mal me inscrevi e já arrumei gente para não gostar de mim.

No papel tinha todas as lutas que Percy tinha me falado; muay thai, jiu jitsu e karatê. Perfeito, segundas e quartas tinha muay e terças e quintas jiu jitsu, minhas lutas preferidas, até que era barato, 45 dólares por mês cada luta.

Como estávamos duras, eu precisava ligar para o meu pai e perguntar se eu poderia realmente fazer as lutas. Duvido que ele negaria, pois me incentivava muito a lutar. Então falei com o cara que faria uma ligação rapidinho e sai de perto do balcão.

O celular tocou três vezes antes de uma voz sonolenta e rouca atender.

– Bom dia... – a voz de meu pai soou do outro lado da linha.

– Bom dia! – eu disse animada. Era muito bom ouvir a voz dele – Desculpa te acordar, pai...

– Ah, oi Kat! – ele disse igualmente animado e com a voz menos sonolenta. – Como vai, filha?

– Está tudo ótimo... – eu disse esboçando um sorriso.

Ficamos uns minutos conversando. Agora ele estava fazendo uma turnê pela Europa e dizia o quanto a França era um local engraçado, mas bonito. Fiquei feliz por ele, mas não podia prolongar muito a conversa. Depois de ele falar mais algumas coisas, fui direto ao ponto e ele ficou feliz em saber que eu voltaria a lutar.

– Muito obrigada, pai. Depois conversamos mais! Te amo. – eu disse sorrindo.

– Eu também te amo, Kat. – ele disse e nos despedimos.

Desliguei o celular com um pesar no coração. Eu estava me sentindo levemente egoísta por ter que cortar o assunto daquele jeito, já que fazia uns bons dias que não nos falávamos. Era realmente difícil me comunicar com ele, eu sempre tinha que dar um golpe de sorte para que ele não tivesse no meio de um show ou alguma comemoração com o resto da banda. Nós dois sempre arriscávamos, mas sempre um de nós não podia falar. Era horrível.

Soltei um suspiro culpado antes de voltar para o balcão e me apoiar nele, colocando o papel que o cara tinha me dado em sua frente.

– Bem, quero me inscrever pro muay thai e pro jiu jitsu.

O cara me olhou com uma cara estranha, mas não falou nada, apenas me entregou os papéis de inscrição. Preenchi aquela papelada toda, paguei o que tinha que pagar com o cartão e ele me disse que estava tento uma aula agora de muay thai. Então peguei minhas coisas e o acompanhei até o local da luta.

No caminho passamos pela piscina e vi o Percy nadando com mais alguns caras. Ele era realmente bom e rápido.

– Ei ruiva! – ele disse ofegante se apoiando na borda da piscina – Gostou?

– Vou pra aula agora cabeção – eu disse revirando os olhos com um sorriso.

– Bora Jackson! – gritou uma mulher que estava do outro lado da piscina, provavelmente a treinadora dele.

– Até mais ruiva! – ele disse e saiu nadando, sem antes molhar minhas pernas.

– Viado! – gritei pra ele e segui o cara que estava me acompanhando.

Ele me deixou na sala e saiu. Achei estranho ele nem ter me apresentado ao professor e tudo mais, porém dei de ombros, eu sabia me virar sozinha. A aula tinha acabado de começar, então notei que seria a única menina ali. O professor me olhou e sorriu

– Perdida? – ele perguntou. Aparentemente ele não viu o cara me acompanhando.

– Não, vim pra aula – eu disse sorrindo também

Ele pareceu um tanto espantado, vai ver poucas meninas se interessam por muay thai. Mas mesmo assim ele foi simpático.

– Garotos, temos uma nova integrante – ele disse e todos os olhares foram focados em mim.

Senti meu coração acelerar levemente. Eu simplesmente odiava ser o centro das atenções, não era atoa que eu era baterista da banda e ficava lá no fundo. Aqueles olhares me deixavam nervosa, mas engoli em seco e entrei na sala.

Espero que dê tudo certo.

Nico

Eu estava a ponto de explodir a casa com aquelas meninas dentro. Elas eram bonitas e gostosas, eu tinha que admitir, mas era totalmente malvadas também, isso ninguém podia negar.

Leo, Jason e eu corremos para o banheiro daquele andar para tentar tirar aquele troço do demônio de nós. Ficamos um tempão nos empurrando e nos estapeando para ver quem ia usar a pia. No final, estava pior do que antes. Estávamos com as caras todas borradas de preto, vermelho e outras cores que não identifiquei direito.

Vimos que a Kat tinha tirado para o Percy, então fomos pedir ajuda pra uma das Alphas. Saímos do quarto da loira e fomos para a cozinha novamente, vendo que as meninas ainda estavam sentadas a mesa, conversando e rindo de alguma coisa que Thalia falava. Logo avistamos Luke descendo as escadas com uma carinha de cachorro abandonado.

– Ei punk, me ajuda a tirar isso? – disse Luke

– Ér... Espera sentado querido! – ela disse com um sorriso.

– Ajuda a gente meninas! – disse Leo tentando imitar a cara de Luke, mas confesso que saiu mais para uma careta do Satanás.

Elas se olharam e pensaram um pouco. Thalia e Mírian cruzaram os braços e negaram-se prontamente, enquanto Annabeth revirava os olhos e Piper ria da situação.

– Vamos Luke – disse Annabeth, a primeira a se render. Ela puxou ele pela mão e os dois subiram. Olhamos para as meninas e a Piper acabou por se render também.

– Vem Leo... – ela disse subindo e ele a seguiu

Thalia e Mírian se entreolharam mais uma vez, ainda mantendo os braços cruzados de maneira irredutível.

– Qual é meninas, ajuda a gente, por favor! – implorou Jason.

– Não temos o coração mole igual elas, Aye. – disse Mírian com um sorriso malvado.

– Eu compro um cupcake do sabor que tu quiser! – disse Jason.

Os olhos avermelhados tomaram um brilho e ela não pensou duas vezes antes de levantar e sair puxando Jason com ela.

– Sua fraca, traidora! – gritou Thalia pra ela e depois ela me olhou.

O pior é que a Thalia foi a única que me sobrou. Ela ficou me olhando com uma cara de “não vou nem fudendo”, então tentei a mesma tática de Jason.

– Então punk, vai me ajudar? – perguntei e ela negou com a cabeça – Te dou um cupcake do sabor que você quiser!

– Não gosto de cupcake e não sou manipulável igual a Mírian – ela disse com ênfase no “e”.

– Bom, o que você quer de mim? – perguntei com uma cara de tédio.

– Que você suma da minha frente!

– Nossa que grossa! Já vi quem a Kat puxou... – eu disse voltando para o banheiro daquele andar.

Pensei um pouco, mas eu não fazia ideia de como tirava maquiagem. Já vi várias vezes Bianca e Hazel tirando maquiagem, mas nunca soube o que elas usavam para conseguir essa proeza. Provavelmente era um produto que obviamente eu não tinha. Então voltei a passar água naquele negocio e só piorava a situação, tava tudo borrado

– Droga – falei batendo na pia

– Precisa de ajuda di Ângelo? – disse Thalia apoiada no batente da porta com um sorriso. Provavelmente ela estava se divertindo muito com aquilo.

– Que 'cê acha? – perguntei com sarcasmo e ela riu.

– Vou ser boazinha contigo, mas só dessa vez. – ela disse entrando no banheiro com uma caixa preta com caveiras na mão.

– Que é isso? – perguntei com um olhar confuso para um negocio que ela colocava no algodão.

– Demaquilante – ela disse indo passar o algodão na minha cara, mas eu não deixei.

– E isso significa?

–Removedor de maquiagem... – ela revirou os olhos. – Estou começando a desistir em te ajudar!

– Não! Espera... – eu disse meio alarmado – Isso queima? – perguntei com os olhos cerrados em desconfiança

– Não seu idiota! É um produto pra tirar maquiagem, é obvio que não queima. – ela disse de forma irritada.

Mesmo um pouco desconfiado, acabei cedendo, então ela passou o algodão com o produto na minha bochecha e realmente não queimava, era geladinho e gostoso.

– Prontinho – ela disse jogando o algodão no lixo. Olhei no espelho e meu rosto não tinha nenhum rastro daquela coisa que as meninas amam.

– Valeu Thalia. – eu disse abraçando-a e quando nos separei, a vi com o rosto levemente corado. – Ownt que bonitinha, está coradinha! – eu disse apertando as bochechas dela.

– Cala a boca di Ângelo – ela gritou e saiu do banheiro com sua maletinha de maquiagem.

Comecei a rir e sai do banheiro também, indo atrás dela. Esperei ela colocar a maleta de maquiagem em um local seguro antes de pegá-la no colo para zoar com ela.

– Para! – ela ria e batia em meu peito.

– Para Grace! – eu disse rindo também. Os socos delas não eram comparados com os da Kat, eram mil vezes mais leves, mas não deixavam de doer.

Depois de um tempo com ela no colo, girando e jogando-a no ar, larguei-a e ela me deu um puta soco no ombro.

– Idiota! – ela disse rindo.

– Feiosa! Valeu viu? – eu disse abrindo um sorriso agradecido para ela.

– Só não acostuma! – ela disse sorrindo também.

Assentimos um para o outro com um sorriso e ouvimos uma música bem familiar vinda do andar de baixo. Nós nos entreolhamos com um sorriso cumplice e gritamos ao mesmo tempo antes de correr escadas abaixo:

– South Park!!!



Annabeth

Apesar de tudo, foi super divertido ver a cara dos meninos quando eles acordaram, mesmo sentindo um pouco de pena deles, mas ela foi embora assim como chegou: super rápido.

Depois de toda a confusão, subi com Luke e ele me acompanhou até a sala de jogos para pegar minha caixa de maquiagem antes de irmos para o quarto dele. Assim que chegamos lá, pedi para ele se sentar na cama enquanto eu colocava as coisa em cima de sua escrivaninha. Sentei-me na cadeira de rodinhas e peguei o potinho de demaquilante junto com um punhado de algodão antes de deslizar com a cadeira para perto dele.

Assim que estava perto o bastante dele, pedi para ele segurar o resto do algodão enquanto eu colocava o produto em um pedacinho. Ele não reclamou nem nada quando eu passei o demaquilante em seu rosto, nem perguntou o que era, ou seja, eu poderia ter passado ácido sulfúrico em seu rosto que ele não ia recuar a tempo. Em menos de 10 minutos eu consegui tirar toda a maquiagem de seu rosto.

– Prontinho – disse lhe lançando um sorriso sem dentes.

– Valeu Annie! – ele disse me abraçando. Vale ressaltar que ele estava sem camisa, o que me deixou levemente constrangida e com as bochechas coradas.

– De nada – falei tentando desviar de seu olhar. Sorri meio sem graça e ele fez o mesmo, porém de maneira mais aberta. – Fiquei sabendo que vamos estudar na mesma escola. Legal né?

– Sério? Todas vocês? – ele perguntou visivelmente animado com a ideia. Se não conseguimos manter a normalidade dentro de casa imagina no colégio. – Vamos tocar o terror lá.

– Foi isso que eu falei com o Percy – eu ri – Você está no último ano também?

– Infelizmente, já era pra eu ter saído dessa merda... Mas fiquei vagabundeando ano passado e acabei reprovando, ai os meninos me alcançaram. – ele disse fazendo uma cara engraçada e eu me controlei para não rir, ele podia achar que eu estava rindo da situação dele e não da careta.

– Que tenso, deve ser horrível repetir o último ano... Aconteceu a mesma coisa com a Thalia, mas ela reprovou a dois anos atrás e em química. Eu tentei ajudá-la, mas não deu muito certo... Química não é o forte dela. – eu disse me lembrando da discussão que tivemos porque eu estava falando “alienês” pra ela.

– Eu até que sou bom em química talvez uma aula masculina possa dar uma ajuda pra ela. – ele disse de maneira exibicionista e eu ri

– Você reprovou por causa de qual matéria? – perguntei curiosa

– História... Argh – ele fez uma careta e dessa vez eu me permitir rir – Agora me diz, pra que estudar uma coisa que já aconteceu e pessoas que já morreram?

Eu poderia começar o discurso de como história era uma matéria importante para entendermos o presente, porém não o fiz. As meninas viviam dizendo que eu era uma chata quando se tratava de qualquer coisa relacionada a escola e estudos, então preferi ficar calada para ele não me achar uma careta.

Ao invés disso, apenas ri e ele acabou me acompanhando.

– Bem, se quiser ajuda é só falar. – falei sorrindo

– Agora tenho minha professorinha particular, valeu loirinha – ele disse rindo e me dando mais um abraço.

Ficamos sentados em sua cama conversando mais um pouco até uma coisa interessante me vir a mente. E para isso, eu precisaria da ajuda de Luke, então esperava que ele topasse a minha ideia.

– Ei Luke, quer me ajudar a pregar uma peça no seu amiguinho lerdinho? – eu disse com um sorriso maroto e ele logo entendeu que eu tava falando de Percy.

– Tudo para infernizar a vida dele – ele riu, mostrando-se interessado – Pode falar, loirinha.

Eu contei minha ideia de maneira animada, falando tudo o que eu precisava para executá-la e ele foi pegando para mim. Usei sua escrivaninha para fazer as misturas e depois de alguns minutos misturando várias coisas, consegui terminar a solução. Não era nada complexo e eu tinha quase tudo na minha mala, que Luke pegou para mim.

– Vamos? – perguntei colocando o líquido em uma garrafinha com spray.

– Só se for agora! – ele disse eufórico e eu ri.

Saímos de seu quarto sorrateiramente e depois da casa, caminhando até o lugar onde Luke disse que estava a coisa mais preciosa para Percy, sua prancha. Entramos em uma espécie de casinha que parecia mais uma oficina e de cara eu vi a prancha dele.

– Pode caprichar, ele ama essa prancha mais que a vida. – ele disse e eu sorri.

– Vai sair depois, então não vou ficar tão fudida com ele – eu ri e ele pegou a prancha do Percy, que estava em um lugar impossível para eu pegar por causa da minha altura.

Ele colocou a prancha em uma bancada e comecei a borrifar as solução nela e vendo-a ficar cor de rosa.

Percy

Assim que a Kat saiu, eu fui nadando direto na direção da Dani, minha treinadora, para falar com elafalar com a Dani, minha treinadora. Eu precisava ver Kat lutando pra valer.

– Dani, posso ver o treino da minha amiguinha? – eu disse com uma carinha pidona.

– Amiguinha ou namoradinha? – ela disse com um olhar e um sorriso malicioso, apenas revirei os olhos.

– Claro que é amiga, sua boba! – eu disse jogando água nela e rindo.

– Amizade colorida então – ela disse rindo – Pode ir, mas quero esforço dobrado na quarta hein? E não me faça te lembrar que tem treino, Cabeçudo.

– Pode deixar! – eu disse já fora da piscina, batendo uma continência de brincadeira.

Dei um beijo na bochecha dela e sai correndo para sala de lutas molhado mesmo, estava pouco me lixando. A minha sorte era que os armários eram do lado da sala, então peguei minha toalha e meu roupão, assim como meu celular. Cheguei lá e ela estava na frente da sala lotada de meninos se apresentando. Antes de ela falar alguma coisa, o professor olhou pra mim e perguntou se eu queria alguma coisa.

– Não, não! Só vim assistir. – eu disse e Kat corou quando olhou para mim. Seu olhar mudou para algo do tipo “Vou te pegar quando chegarmos em casa”

– Como eu ia dizer, meu nome é Katherine Harris, mas me chamem de Kat por favor – disse a ruiva e ouvi alguns comentários dos meninos do tipo:

– O que a princesa tá fazendo aqui hein? – zombou um.

– A aula de ballet não é aqui não, princesa – zoou outro, que reconheci a voz imediatamente. Era Will Solace, o cara que perturbava Nico até não poder mais, fazendo com que meu amigo o odiasse.

Pelo pouco que eu conheço a Kat, eu tinha certeza que ela ia pular no pescoço de um dos dois, mas ela me surpreendeu e apenas sorriu. Ela tirou o casaco que usava, revelando a blusa um pouco larga preta com vermelho que estava vestindo. Por mais que ela não tivesse muito peito, suas coxas era grossas e ela tinha bastante bunda para o tamanho dela. De certo modo ela era gostosinha. Ela jogou as coisas de lado e tirou um par de luvas da bolsa, colocando-as logo em seguida.

– Qual dos dois vai ser o primeiro? – ela perguntou indo pro meio da sala com as mãos na cintura.

Os meninos apenas riram. É eles vão morrer. Como eu sabia que ela iria arrebentar a cara daqueles garotos, peguei meu celular e botei no modo de gravação, ajeitando o aparelho sorrateiramente. Eu precisava gravar essa cena.

– Vamos com calma Kat, é sua primeira aula de muay... – começou o professor, mas a garota o interrompeu.

– Quem disse que é a primeira? – ela se virou pra ele com um sorriso – Bem, já que nenhum dos dois covardes vêm, eu mesma vou escolher.

Quando ela disse isso, eles riram mais uma vez. Kat olhou pra eles pensativa e apontou para Will. Além de importunar Nico nas horas vagas, ele era guitarrista de uma banda (a mesma que Rachel e Drew, duas garotas completamente obcecadas por mim e Luke, sucessivamente) que competia com a gente. Ele se levantou e foi até ela rindo.

– Não quero te machucar, princesa – ele disse, mas ela começou a distribuir socos na barriga e na cara dele.

Eu e todos os presentes no recinto ficaram boquiabertos vendo Kat golpeando Will com uma facilidade tremenda. Ela era muito foda! Ele tentava acertá-la, mas ela sempre desviava de qualquer golpe que ele tentava aplicar. Depois de alguns segundos assim, ela se abaixou e agarrou as pernas dele, o derrubando no chão. Kat subiu em cima dele e deu um soco em sua cara... Uuui, essa doeu. Eu fiquei com os olhos arregalados, assim como todo mundo daquela sala. Ela se inclinou até o ouvido dele e falou:

– Quem é a princesa agora? – então ela saiu e de cima dele – Próximo!

– Ei, ei mocinha, você luta desde quando? – disse o professor estático. Ela pensou um pouco.

– Desde que eu tinha 4 anos, eu fazia jiu jitsu, karatê e judô – ela disse – Ai quando fiz 10 anos, entrei pro muay thai... Sou faixa preta* pela Federação da Inglaterra.

Todos, até eu, ficaram boquiabertos mais uma vez. Eu nunca imaginei que Kat era faixa preta em alguma luta. Tinha noção de que ela era foda e poderia estar nas faixas mais altas, mas preta? Meu Deus... Essa menina me surpreende sempre.

– E você tem quantos anos? – o treinador perguntou ainda sem acreditar muito. – E quais faixas você está nas outras lutas?

– Fiz 16 alguns meses atrás. – ela respondeu sorrindo, fazendo eu ficar de cara mais uma vez. Como assim ela estava dois anos adiantada no colégio? Meu Deus! – Bem, azul no judô, roxa no jiu jitsu, estava sendo instrutora e verde em karatê. Dediquei-me mais ao muay thai porque gostei mais.

– Uau... Muito tempo dedicado – ele comentou.

– Sim! É o que eu amo de verdade – ela respondeu sorrindo.

– Então vai ser um enorme prazer em tê-la conosco, Kat.

Piper

Leo e eu subimos para o banheiro e eu tirei a caca de tínhamos feito. Mas foi I-M-P-A-G-A-V-E-L as caras deles, sério. A visão deles entrando na cozinha com aquela parafernália toda ainda não saia da minha cabeça e eu me pegava soltando algumas risadas enquanto tirava a maquiagem do rosto de Leo. Quando terminei de tirar, nós fomos pro quarto dele e ficamos conversando.

– Então sr.Valdez – brinquei – De onde você é?

– Bem, eu nasci em Houston, Texas, mas me mudei pra Nova York com 1 ano, ai conheci os meninos e você? – ele perguntou, eu sentia que ele estava realmente interessado.

– Eu nasci em Nashville no Tenesse, ai por causa do trabalho do meu pai fomos para Los Angeles. Depois de uns 4 anos me mudei para Seattle para ficar com meu avô. – contei fazendo uma breve pausa. – Eu to com fome, pega morango pra mim, por favor? – eu disse com uma carinha de hamster com fome

– Ta bom. – ele disse revirando os olhos rindo e depois desceu para a cozinha.

Fiquei observando seu quarto enquanto Leo estava lá embaixo. O quarto era bem bagunçado, mas devido a vários prototipos de várias coisas que não identifiquei espalhados por todo o canto. Não demorou muito para ele voltar com uma vasilha de morangos bem vermelhos.

– Eba! Você é o cara! – falei pegando a vasilha e ele riu sentando ao meu lado pegando um também.

Eu estava na cadeira da escrivaninha e ele deitado na cama com uma calça de moletom. Acho que depois do escândalo com a Kat ele sacou que não era uma boa andar de cueca pela casa como se não existissem meninas nela. Por mais que eles sejam gostosos, não é muito agradável (mentira, é demais).

– Então, senhorita McLean – brincou ele também – Conte-me mais sobre você! Como sua mãe é?

Meu coração gelou com aquela pergunta. Já fazia séculos que eu não falava da minha mãe ou alguém perguntava dela, mas sempre que isso acontecia as lágrimas se formavam nos meus olhos. Ele notou que eu comecei a chorar e levantou da cama alarmado e ficou na minha frente tentando me acalmar.

– Ei, ei calma Pipes calma! – ele dizia completamente desesperado. Provavelmente é uma Mírian da vida, que não sabe consolar as pessoas e se desespera quando elas choram na sua frente. – Vem.

Leo pegou a vasilha colocando-a em cima da sua mesinha de cabeceira para depois me levantar da cadeira e me sentar na cama, me abraçando assim que sentou-se do meu lado.

– Desculpa, eu n...

– Não tem problema, foi passado – eu disse enxugando as lágrimas.

– Não precisa falar nada ok? – ele disse mexendo no meu cabelo e nesse momento me senti segura.

Seu corpo era quente e passava uma sensação calorosa e fraternal. Lembrei-me imediatamente de Scott, meu irmão mais velho, que sempre me abraçava da mesma forma quando eu tinha medo ou chorava.

– Eu conto sim. – eu disse já parando de chorar – Faz tempo que não falo disso, então é um pouco complicado. Bem, minha mãe era maravilhosa! Loira com uns olhos verdes azulados, pele branquinha. Ela era líder de torcida, a melhor de todas do colégio dela. Seus saltos eram perfeitos, sua postura impecável, ritmo maravilhoso... Quando ela se formou, ela foi convidada pra ser treinadora de uma equipe em Londres, mas na ida pra lá, uma das asas do avião soltou e ele caiu no mar.

Algumas lagrimas caíram, mas o Leo as limpou com o dedão. Ele me olhava atentamente e seus olhos transmitiam segurança e fraternidade.

– Ela morreu quando eu tinha 3 anos, então depois de um ano meu pai mandou eu e meus irmãos para morarmos com meu avô, já que ele se afundou no trabalho de ator em LA para esquecer o ocorrido e não tinha muito tempo para a gente. Foi muito difícil pra ele... Antes de morrer, exatamente no aeroporto, ela me deu esse colar – falei mostrando um minúsculo megafone vermelho em forma de pingente – E ela disse que eu seria uma líder de torcida melhor que ela.

– Eu sei como é perder alguém muito importante. – ele disse triste, mas logo mudou de assunto – Mas você só é torcedora por causa dela?

– Não! Eu sou apaixonada com isso desde pequena, uns 2 anos e eu tenho que honrar o nome dela! Mas a torcida é minha paixão, assim como atuar e tocar. – eu disse sorrindo por mais que eu estivesse triste.

Leo me abraçou novamente. Agradeci muito por ele não ter falado que sente muito pela minha perda, sempre que minha mãe entrava em algum assunto era sempre a mesma coisa e eu detestava isso, assim como meus irmãos. Eu sabia que elas não sentiam muito, nunca a conheceram, como poderiam sentir?

Depois disso, Leo ficou fazendo altas palhaçadas para eu esquecer do assunto. Mostrou-me vários de seus projetos e seu sonho de construir e concertar qualquer coisa que ele tocasse. Seu jeito era cativante e cada vez mais eu sentia que estava perto de Scott.

Jason

Após conseguir subornar a Mírian com cupcakes para ela tirar aquele troço da minha cara, subimos para o andar de cima, eu me dirigindo para o meu quarto e ela para a sala de jogos para pegar as coisas para tirar a maquiagem. Fiquei esperando na porta do meu quarto e entramos rapidamente. Sentamos na cama e ela tirou aquela lambança rapidamente, graças da Deus.

– Prontinho! Aye – ela disse sorrindo e eu retribui, achando super engraçado o jeito de ela agir, parecia realmente uma personagem de animes.

– Obrigado morena, te devo essa. – falei a abraçando.

– Ah, que isso. Pelo menos a gente limpa a merda que fazemos, sabe? – ela disse se referindo ao “acidente” na casa delas.

Cocei a nuca com um sorrisinho de lado.

– Vocês estão morando na nossa casa! Quer mais o que? – exclamei.

– O meu cupcake que você prometeu Aye – ela disse sorrindo. Mais uma viciada em doces, já não basta Percy com sua obsessão por doces e comida azul?

– Ah claro, depois do almoço eu te levo em um lugar que só vende cupcake, fechado? – perguntei esticando a mão pra ela apertar, para selarmos o acordo.

– Fechado! – ela apertou minha mão e sorriu.

Tendo em primeira visão, as lentes de contato castanho avermelhadas brilharam com entusiasmo, o que dava um certo medo, pois ela tinha uma leve cara de psicopata e eu não duvidava nada do que ela fosse capaz de fazer.

– Porque você vive com essas lentes vermelhas? – perguntei finalmente.

– Que lente, meu filho? – ela me perguntou com uma cara de “Ta fumando coco moleque?” – Ah meus olhos?

– É né?

Fiz uma cara de “não é óbvio?” e ela riu.

– Sempre me perguntam isso, mas não é lente não. – ela sorriu e eu arregalei os olhos. Como assim aquilo era natural?

– Como assim, Senhor?

– É ué! Os médicos disseram que é um tipo de mutação genética, meu pai também tem olhos dessa cor, só que são um pouco mais fortes e eu fui a única da família que puxei isso. – ela disse orgulhosa e eu fiquei boquiaberto.

– Que maneiro!

Nesse momento o gato dela entrou no quarto e se aninhou no colo dela. Como ela estava na minha cama e com as pernas de índio, aquela cena era até fofinha de se ver. Ela acariciava a cabeça dele enquanto ele dormia.

– Qual é o nome dele? – perguntei fazendo carinho no gato.

– Happy! Tem um anime que tem um gatinho azul que se chama Happy e é um dos meus personagens favoritos, então pus o nome dele para homenagear! Passou pela minha cabeça pintá-lo de azul, mas conclui que não seria uma boa.

– Você é doida! – eu disse e ela me deu um tapa no braço – Ai!

Ela riu alto da minha cara enquanto eu passava a mão no local do tapa. Mírian não parecia ser forte e de fato não era, mas ela sabia dar um tapa dolorido.

– Então Golden, quantos aninhos você tem? Nya – perguntou ela.

Espera ai... Golden? Essa louca está me chamando de cachorro?

– Golden? Ta fumando que erva menina? – eu disse e ela riu.

– Não sei porque, mas você me lembrou um Golden, por ser loiro Aye – ela disse ainda rindo.

– Cachorra! – exclamei e ela saiu do quarto correndo. O gato levou um susto com a maneira desajeitada que Mírian levantou e saiu correndo também. – Volta aqui Coelhinha da Playboy!

Ela estava no primeiro andar quando eu a chamei de Coelhinha da Playboy e eu estava no topo da escada, dando a visão perfeita de Mírian se virando para mim com uma cara nada boa. Se eu já tinha medo da cara psicótica dela, aquilo era 100 vezes pior.

– Você me chamou de que? – ela disse ameaçadoramente olhando raivosa para mim.

– Coelhinha da playboy. – provoquei e ela veio correndo atrás de mim – Ér... Fodeu!

Mírian

Quem aquele cachorro pensa que é pra me chamar de Coelhinha da Playboy? Coelhinha eu até entendo por causa dos olhos, mas da playboy é putaria!

Jason entrou rapidamente em seu quarto quando viu que eu ia atrás dele para, provavelmente, matá-lo e se trancou lá dentro.

– Seu cachorro vira-lata abre essa porra! – gritei batendo na porta e todos subiram ou saíram dos quartos pra saber o que estava acontecendo.

Já repararam que eu sou a mais escandalosa e desastrada das meninas? Pois é, é a vida...

– O que foi Mika? – perguntou Piper me olhando com cara de confusão.

– A cachorra desalmada do Jason me chamou de Coelhinha da Playboy! – exclamei. Eu não estava com muita raiva, só queria bater nele até ele cuspir os dentes, Meiga, eu? Sempre!

Vai se acostumando, vai ser seu apelido particular agora! – ele falou do outro lado da porta. Nisso todo mundo estava rindo da minha cara.

Filho de uma boa mãe.

– Golden! – exclamei e eles riram mais ainda.

Coelhinha da Playboy – ele falou.

Ficamos nisso por algum tempo, até eu cansar e descer pra comer alguma coisa. Já era 2 da tarde e ninguém quis fazer o almoço. A minha sorte é que eu tinha comprado sushi quando fomos no mercado. Sentei na mesa, peguei os meus hashi de madeira, agradeci pela comida com um “itadakimasu” e comecei a comer.

Estava tudo tranquilo, enquanto comia, via South Park com Nico e Thalia que estavam na sala. O resto do pessoal estava lá para cima e Percy e Kat ainda não tinham chegado, até agora.

– Menina, você é foda! – ele exclamou pra ela totalmente animado – Na moral!

– Sou nada, Água-viva – ela disse rindo – Ainda tenho muito que aprender.

– Yoo casal – eu disse sorrindo e eles riram – Água-viva?

– É, ele nada peito igual uma água-viva – respondeu ela rindo.

– Pois é, Ruiva Demoníaca. – retrucou ele rindo também

– Só eu que acho que combinou perfeitamente? – perguntei com um olhar sugestivo pra Kat, que revirou os olhos e me mostrou o dedo do meio. Típico...

– Nem vem, só eu vou chamá-la assim! Apelidinho particular. – disse Percy fazendo bico. Kat e eu rimos.

– Eu concordo com a Mírian. – disseram Nico e Thalia no sofá.

– Ai seus fantasmas, não vi vocês ai! – exclamou Kat levando um susto.

– Notei... E ai Percy, viu a Kat lutando? – perguntou Thalia.

– Não só vi como filmei ela acabando com o Will Solace e o professor. – ele disse animado sacudindo o celular e ela corou.

– Para Percy – ela disse envergonhada.

Kat sempre odiou ser o centro das atenções, mas era difícil não notar em uma garota pequena com o cabelo super vermelho e lutadora quase profissional.

– Essa eu quero ver! – disse Nico se levantando e indo na direção de Percy e Kat rapidamente.

Apesar de já ter visto Kat lutando milhões de vezes, eu não podia perder isso, então me juntei a Nico, Percy e Kat, que aparentemente não tinha visto o vídeo ainda. Thalia acabou cedendo para a curiosidade e veio para o nosso lado também.

– Ver o que? – perguntou Leo descendo as escadas com a Piper logo atrás.

– A Kat acabando com o Solace e o professor. – respondeu Nico

– Quem acabando com o Solace e o professor? – perguntou Luke entrando pela porta dos fundos com a Annie.

– A Kat – respondeu Thalia

– O que a Kat fez? – perguntou Sid com Jay em seu encalço. Ambos estavam com suas bolsas, prestes a irem para a faculdade, que agora que o ensino médio e fundamental estavam de férias, resolveram antecipar os horários das aulas do povo que fazia faculdade lá na FDA.

– Ai meu Deus, coloca essa porra logo! – exclamei

– Colocar o que? – perguntou Jason

Tinha que ser o Golden.

Leo

Vi Mírian olhar mortalmente para Jason, que apenas riu e a abraçou. Ela falou algo como “vai se fuder” e ele riu mais ainda. Depois da cena, Percy colocou um vídeo super foda da Kat lutando com Will Solace e Nico ficou super animado vendo Kat derrubando seu maior inimigo.. Todos estavam de olhos arregalados, menos as meninas e o James. Ficamos ainda mais boquiabertos quando ele colocou a ruiva lutando com o professor.

Quando o vídeo terminou Jay e Sid se despediram, indo para a faculdade. Eu estava com pena deles, pois estavam tendo aulas nas férias por conta de uma greve que teve no inicio do ano.

– Acho que arrumei uma guarda-costas para quando eu for famoso. – eu disse e eles riram

– Vai achando, Valdez – disse Kat

Eles riram mais e fomos todos para a cozinha comer alguma coisa, já que ninguém se prontificou para fazer o almoço e Sid cagou para nós. Percy disse que já tinha almoçado com a Kat e que ia surfar. Segundos depois eu escuto um berro vindo da minha oficina. Corremos lá e vimos um Percy de joelhos e a prancha dele no chão pichada de rosa.

– Oh Deus, o que eu fiz pra merecer isso? – ele disse fazendo drama. Nós não conseguíamos parar de rir

– Brincou com as Alphas; – disse Annie com um sorriso e as meninas fizeram o mesmo.

– Quem foi a desalmada sem coração que fez isso? – ele olhou pras meninas, que olharam para a Annie.

Estava claro que elas não sabia que uma delas tinham feito aquilo, mas se elas se conhecem a tanto tempo como eu e os meninos, super capaz de saberem quem teria a capacidade de fazer isso.

– Querido, fica calmo. – disse Annie com um sorriso travesso no rosto

– Então foi você sua sem coração? – ele disse e ela riu – Você me paga, loira!

– Há, ta b... – ela começou mais o Percy saiu correndo, pegou ela no colo e pulou na piscina – Seu viado!

– Ainda não estamos quites, loirinha – ele disse com um sorriso divertido. Estávamos rindo demais daquilo.

O Percy olhou para gente com um olhar maroto que nós reconhecemos imediatamente e entendemos o que ele queria. Então cada um de nós pegou uma das meninas e pulamos no piscina. Eu peguei a Mírian no colo, o Jason a Piper pelas pernas, O Nico pegou a Kat e jogou ela no ombro dele e o Luke abraçou a Thalia por trás.

– Seus cachorros! – gritaram elas – Vai ter volta!

Começamos a rir e elas saíram da piscina correndo, entrando dentro de casa. Fizemos o mesmo, mas elas tinham trancaram a porta de trás. Demos a volta pra tentar a da frente e adivinhem? Trancada.

– Abre ai! – gritei.

– Vão mofar ai fora! Se foderam! – riu Kat e nesse momento passou uma corrente fria.

– Ta frio! Abre! – gritou Percy esmurrando a porta.

– Ér... Não – disse Thalia e provavelmente sorriu se divertindo com nossa desgraça.

– Não aguento mais essas meninas – resmungou Nico baixinho e Luke lhe deu um tapa na cabeça, fazendo o outro lhe encarar mortalmente.

– Cala a boca di Ângelo! – reprendeu e Nico revirou os olhos.

Por mais que elas nos incomodavam, nos davam trabalho, nos xingavam e todas essas coisas, era divertido tê-las em casa. Não só por serem garotas super lindas e gostosas, mas por serem super divertidas e engraçadas. Alguns podiam negar, mas todos nós estávamos adorando tê-las morando conosco.

Lógico que sabíamos que isso não ia prestar nem um pouco, mas o que é a vida se não tiver altos e baixos?



Notas finais
Não tem altas modificações no capítulo, mas acho que tá bem melhor do que o primeiro. Enfim, vou me dedicar mais a essa fic, quero terminá-la logo e seu que vocês querem muito a segunda temp e o finalzinho dessa haha Passei na faculdade e o segundo período provavelmente vai ser mais hard que o primeiro, mas é a vida. PESSOAL DO RIO DE JANEIRO, ANO QUE VEM TO INDO PARA AI! ME AGUARDEM, SEUS PUTOS