Alphas X Betas - Amor X Ódio
7 Vocês são monstros em formato de meninas!
Notas iniciais
Capítulo 7: Vocês são monstros em formato de meninas!
Thalia
Apesar de tudo o que tem acontecido nesses últimos dias, está sendo recompensador. Zoar com esses manés não tem preço, não tem mesmo. Isso está sendo nossa recompensa pelas coisas que eles nos fizeram e tenho que admitir que está sendo super divertido e engraçado.
Eles ficaram um tempo batendo na porta enquanto a gente ria do lado de dentro da casa deles. Agora a pergunta, a gente liga? Ér... Não mesmo.
– Gente, mais uma hora perfeita para continuarmos com nossa vingança, vocês não acham? – disse Kat com um sorriso malvado.
– Acho que isso está indo longe de mais... – comentou Annabeth. Certinha como sempre.
– Ah, cale a boca! – exclamei – Acho é pouco o que estamos fazendo.
As outras assentiram, fazendo Annie revirar os olhos e concordar em continuarmos com nossa vingança. Ela não tinha chances contra a maioria.
Nos reunimos na sala e combinamos rapidamente o que iríamos fazer. Cada uma de nós foi para o quarto de um dos meninos, menos a Kat, que foi pra sala de jogos, pois o alvo dela estava lá e a Annie, que já tinha feito o negócio da prancha com o Percy. Entrei no quarto do Luke e não me surpreendi com a zorra que estava no quarto dele, apesar de que, o quarto da Kat é mais bagunçado que o dele.
Dei uma passada com os olhos pelo quarto procurando meu alvo, até que eles focaram diretamente nele, a guitarra de Luke. Peguei-a rapidamente e comecei a tirar as cordas dela (dou graças a Deus que consigo fazer isso rápido, já que também sou guitarrista). Pedi pra Piper o seu “kit de patricinha”, como eu gosto de chamar, que ela tem com algumas parafernálias cintilantes e ia colar no capacete de futebol americano dele, mas quando peguei o capacete da prateleira, algo me chamou a atenção, na verdade a prateleira inteira.
Nela tinha várias medalhas, troféus e fotos, tudo de futebol americano. Fiquei receosa em fazer aquilo com o capacete (pra vocês verem que eu não sou tão má assim). Eu provavelmente mataria se alguém fizesse algo do tipo com os meus bens mais preciosos e aquilo realmente parecia ser o bem mais precioso de Luke. Então coloquei o capacete no lugar e fui decorar a guitarra do loirinho de farmácia. Por um segundo tive pena deles, mas passou tão rápido quanto veio.
Sai do quarto e as meninas não estavam lá, exceto a Mírian.
– Cadê as doidas? – perguntei
– Tão tomando banho – respondeu ela. Abri minha boca pra perguntar uma coisa, mas Mírian (com seus poderes de ler mentes) respondeu o que eu ia perguntar – Uma delas ta tomando banho na suíte da Sidney
– Ah – falei.
Esperamos alguns minutos para que liberassem os banheiros. Enquanto isso ficamos conversando coisas banais e idiotas como sempre fazemos quando estamos juntas. Depois de um tempo, Piper saiu do banheiro do andar que estávamos e vimos Annie e Kat subindo as escadas, as três já vestidas.
Com meus pertences já em mãos, corri para o banheiro ali perto, enquanto Mírian me xingava deliberadamente.
– Lerda demais! – gritei, mas tinha a impressão que ela já havia descido,
Dei de ombros e tomei meu banho rapidamente. Vesti uma roupa simples e sai do banheiro, vendo as meninas sentadas na sala de jogos. Caminhei até lá, largando minha toalha em qualquer canto e sentei no sofá para esperarmos a donzela da Mírian.
Quando ela apareceu, descemos para a sala.
– Vamos deixar eles entrarem? – perguntou Annie enquanto desciamos as escadas.
– É, acho que eles já sofreram um pouco – eu disse sorrindo.
Kat foi na frente e abriu a porta dos fundos pros meninos. Ouvi-a rindo um pouco e dando passagem para os Betas passarem.
– Se divertiram? – perguntou Mika sorrindo divertida.
– Se pra você se divertir é ficar pro lado de fora da nossa própria casa enquanto cinco loucas ficam zoando a gente, então nos divertimos bastante. – disse Nico sarcástico
Rimos da cara deles e eles subiram para os quartos.
– Um – disse Kat sorrindo.
– Dois... – completou Piper.
– Três – riu Mírian.
– E... – sorri.
– AAAAAAAAAAAH – o grito em conjunto foi ouvido, assim como nossas gargalhadas histéricas.
Luke
Ficar para fora de casa já era ruim o suficiente. Mas era pior ainda quando o sol estava quente como o inferno e quase não havia sombra.
Assim que elas finalmente tiveram piedade, entramos em casa e fomos direto para nossos quartos a fim de tomar uma ducha. Entrei no meu quarto e vi o pesadelo diante dos meus olhos. Minha guitarra, Tina, estava repleta de coisinhas coloridas e que brilhavam e sem cordas. Dei um berro e ouvi os meninos berrarem também. Sai do quarto ao mesmo tempo que o Jason, Leo e Percy saíram do quarto e o Nico da sala de jogos.
– O que foi gente? –perguntou Percy espantado enquanto eu e os meninos estávamos de olhos arregalados – Fala gente!
– Elas desafinaram minha bateria de um jeito satânico! – exclamou Nico.
– Decoraram minha bola de baseball e meu taco preferidos com coisinhas cintilantes... – sussurrou Jason
– Fizeram a mesma coisa com a minha guitarra, mas além desses trens de meninas, elas tiraram e esconderam as cordas! – exclamei
– Elas travaram o meu PSP! – falou Leo.
– Essa merda tem que parar! – Nico disse sério. – Elas estão passando da porra do limite!
– Ah e o que você quer que a gente faça? – perguntou Jason. – Nós deixamos a casa delas inabitável.
– Foda-se! Eu vou expulsar essas criaturas daqui e vai ser agora! – disse Nico virando-se para descer as escadas, mas antes que eu pudesse impedi-lo, Piper apareceu no topo da escadas com as meninas logo atrás, todas segurando o riso.
– Algum problema meninos? – ela disse.
– Vocês são monstros em formato de meninas! – eu gritei
– Do que vocês estão falando? – perguntou Kat com uma cara inocente.
– Estamos falando da satanidade que vocês fizeram nas nossas coisas! – gritou Nico – Eu vou...
Antes que Nico pudesse dizer mais alguma palavra, segurei-o pela cabeça, tampando sua boca e segurando a parte de trás da cabeça dele. Nico se debatia, mas é claro que eu não iria largá-lo. As meninas riram.
– Vocês estão nos culpando por estragar as coisas de vocês? – disse Thalia – Francamente... Tá, foi a gente! – ela disse e todas começaram a rir mais uma vez.
– Então vocês vão dar um jeito – disse Jason nervoso. Era raro deixar Jason com raiva, então elas merecem um prêmio, na boa.
– Dessa vez não, bebê! Divirtam-se consertando suas coisas, Aye! – disse Mírian e elas desceram.
– Vingança? – disse Nico com um sorriso no rosto após eu largá-lo.
– Ainda não, estamos tomando do nosso próprio remédio. – disse Percy e o sorriso do outro se desfez.
Ficamos em silêncio por uns minutos, o que me deu a oportunidade de achar uma solução para o nosso problema.
– Mas podemos fazer uma coisinha... – eu disse sorrindo maliciosamente pros meus amigos que me olhavam com caras interrogativas
– Que seria...? – perguntou Jason
– A arte do PCD – eu disse e eles me olharam com uma cara de “WTF?” – Provocar, Conquistar e Dominar
Katherine
Eu tava com dor de barriga de tanto rir deles, sério. O gritinho de mulherzinha quádruplo deles foi comédia demais. O problema é que teríamos que ajudar eles com os nossos estragos. Porque? Pois eles são mongóis demais pra reverter o que nós fizemos.
– Vocês sabem que vamos ter que ajudar eles, não é? – disse Annabeth e nós assentimos.
– Maaaaas... – comecei – Vamos ser más e deixar eles se matando um pouquinho – terminei sorrindo e elas assentiram sorrindo também.
Ficamos conversando e rindo na sala enquanto assistíamos Gossip Girl. Depois de um tempinho, vi Percy descendo e indo lá para fora, o que me deixou curiosa. Porém já estava na hora de ajudarmos aqueles idiotas, então não fui atrás dele.
– Agora? – perguntou Piper
– Agora – respondi e todas nós subimos menos a Annie que foi atrás do Percy
Subi para a sala de jogos e vi Nico quebrando a cabeça pra consertar a bateria. Me apoiei no batente da porta e fiquei observando-o enquanto ele trabalhava, contendo meu riso iminente.
Ele estava sem camisa, fazendo com que eu pudesse ver todos os músculos firmes e definidos de suas costas. Eu tinha uma tara enorme por costas e não podia negar que as de Nico era maravilhosas.
– Droga! – ele disse jogando a chave de fenda no chão e deitando, então ele me viu e se levantou imediatamente.
Nico virou de frente para mim, cruzando os braços sobre o peitoral e sorrindo. Já tinha o visto sem camisa e ele tinha um corpo até definido demais para quem era bem magro. Seus braços eram definidos no ponto certo, porém sua barriga era lisa e magra a ponto de mostrar os ossos do quadril salientes, o que era extremamente sexy. Fiquei encarando-o por um tempo até ele me tirar de meus devaneios.
– Perdeu alguma coisa aqui, Harris? – ele estava com um sorriso no rosto
Revirei os olhos.
– Nada que eu já não tenha visto melhor. – eu disse sorrindo ao ver a cara levemente irritada dele. – Pelo visto você não quer sua bateria de volta – eu disse me virando com a intenção de sair dali.
– NÃO! – ele disse alto e me puxou pelo braço
Ele me puxou tão forte que quando eu virei, meu rosto foi direto no seu peitoral. Eu não era de ficar constrangida nem nada, mas aquilo realmente me deixou sem graça a ponto do meu rosto ficar, provavelmente, da cor do meu cabelo. Respirei fundo e me afastei de seu corpo rapidamente.
Quando Nico olhou pra mim, deu uma risada gostosa e se aproximou de mim lentamente. Com certeza ele reparou que eu tinha ficado sem graça e não poderia dar o gostinho para ele. Nico se aproximava cada vez mais de mim e estava perto o suficiente para o seu hálito quente e com cheiro de menta bater em meu rosto.
– Vai querer ajuda ou não? – eu disse afastando seu corpo de perto de mim com uma mão. Não ia me deixar levar pelo modo sexy que ele me olhava.
Mesmo assim, Nico se aproximou mais ainda de mim, o que eu não pude fazer muita coisa, pois fiquei realmente surpresa quando ele sussurrou no meu ouvido, me fazendo arrepiar. Eu sei que sou forte o suficiente para resistir a esse tipo de gracinha de qualquer cara, porém com Nico era um pouco diferente e eu não sabia porque.
– Ah! Então a senhorita Harris veio me ajudar né?
Eu tinha uma aversão enorme a me chamarem de senhorita. Então, com a fala dele pude sentir a raiva subindo e lhe dei um soco bem dado na boca do estômago. Me chamar assim lembrava-me da época que eu ainda era fraca e sofria bullying na escola, então eu ainda me sinto totalmente frágil quando me chamam assim. Por isso eu odiava.
– Tá doida? – gritou ele e eu ri.
Nico estava no chão com a mão onde eu havia dado o soco. Qual é, eu sei que na boca do estômago machuca, e muito, mas eu não tinha colocado tanta força a ponto de ele cair de joelhos no chão e ficar sofrendo igual um idiota dramático.
– Isso é pra você aprender a nunca mais me chamar de senhorita. – eu disse no ouvido dele antes de me afastar.
Nico
Conquistar Kat. Esse era o plano e ele ainda estava sendo martelado na minha cabeça.
Porra, conquistar a Kat? Como eu vou fazer essa proeza? Pelo santo Goku! Aquela monstra vai me trucidar se eu tentar alguma coisa! Eu poderia desistir, mas tinha que admitir que o plano poderia dar certo. Então iria fazer pelo nosso bem, mesmo que eu tivesse que apanhar no processo.
Dito e feito.
Estava indo tudo bem, eu tinha notado o quanto ela ficou envergonhada quando eu a puxei, então me aproveitei do momento. Até levar um puta soco na boca do estômago.
– Você deveria ir pra um hospi... – comecei, mas ai me veio a bosta do plano na cabeça – Desculpa ruiva.
Ela parou de andar e se virou para mim com um sorriso divertido.
– Nossa, que macaca te mordeu pra tu ficar bonzinho comigo hein, di Ângelo? – ela disse com as mãos na cintura e se inclinando levemente em minha direção.
Foi ai que notei a roupa que ela estava usando. Ela definitivamente não era do tipo de garota que era uma abundância de peitos, como Thalia e Mírian, mas a blusa preta tomara que caia que ela vestia os deixava em evidência. O short curto que ela vestia me fez notar o tamanho da minha dela, que era bem grande pro tamanho nanico dela. Além disso, ela tinha as pernas definidas e grandes.
Fiquei um tempo mais que necessário olhando pra ela.
– Ei! To falando contigo! Para de babar moleque – ela disse estalando o dedo na frente no meu rosto, me tirando do transe.
Santo seja o pai dessa maquina mortífera pro colocar uma garota tão gostosa nesse mundo.
– O-oi – eu disse voltando a terra. Ela revirou os olhos e foi até minha bateria.
A essa altura já tinha me recuperado um pouco, mesmo sentindo um fiozinho de dor, levantei-me e fiquei ao lado dela, vendo-a trabalhar na minha bateria.
Por mais que eu odiasse ela no fundo da minha vesícula, eu não podia negar que ela era muito gostosa e linda. Ela estava sentada na frente da Layla, minha bateria, mexendo nela enquanto eu observava o modo como seu cenho estava franzido enquanto ela fazia o que tinha que fazer para reverter a satanidade. Depois de algum tempo mexendo ela, Kat se levantou e me encarou.
– Pronto, seu inútil – ela disse passando o braço pela testa
– Eu sei que você é gamada pelo inútil aqui – eu disse piscando pra ela, que apenas riu.
– Nossa, você é minha delicinha di Ângelo – ela disse ironicamente revirando os olhos e indo embora.
– Ei, ei, ei! Volta aqui – eu disse indo na direção dela – Obrigado riuva – eu disse abraçando-a.
Achei que ela ia virar o demo e comer minhas tripas de uma vez só, mas isso não aconteceu MILAGRE DE DEUS!! O mais estranho foi ela não ter tido nenhuma reação e quando separei ela de mim, seu rosto estava completamente branco.
– Você ta bem? – perguntei com um sorriso.
– Não, to me sentindo tonta – ela disse e colocou a mão na cabeça – Me segura, eu vou desmaiar.
– Ah, para de fingir que tá mal... – eu disse, mas ela foi cambaleando e desmaiou nos meus braços – Kat, Kat! Acorda menina, isso não é engraçado.
Ela não queria acordar nem por um decreto. Kat havia desmaiado mesmo e eu comecei a ficar ligeiramente desesperado, sem saber o que diabos fazer.
A única coisa que eu poderia fazer era levá-la para uma cama e cuidar dela. E foi isso que fiz. Peguei seu corpo mole no colo e a levei para o meu quarto, deitando-a delicadamente na cama. O que me restava era torcer para que ela acordasse.
Annabeth
Enquanto as meninas subiram, eu fui atrás de Percy. Ele estava ajoelhado na frente da prancha com uma esponja e tentando limpá-la, sem sucesso. Foi engraçado a cara que ele fez quando viu que não tinha como tirar com água e sabão.
– Ah, porra! – ele disse revoltado e jogando a esponja longe. Ri com a atitude dele, chamando-o a atenção dele para mim, que se virou e me encarou mortalmente.
– Oi! – eu disse com um sorriso simpático e ele me fuzilou com os olhos verdes lindos dele.
– Sua... – ele começou. Com certeza ele ia me xingar de tudo quanto é nome, mas fiz uma cara ameaçadora e ele me chamou de... – Boba!
Não consegui me segurar e desatei a rir. A cara dele foi comédia. Sentei do lado dele e fiquei observando ele tentar limpar a prancha com uma outra esponja que ele tinha.
– Vai me ajudar não, Loirinha? – ele disse com uma voz diferente do habitual, um tanto sedutora, digamos assim.
– Você foi um mau garoto! Não merece ajuda. – eu disse sorrindo
– Por favor gatinha – ele disse chegando perto de mim com um sorriso malicioso nos lábios.
Ele foi chegando mais e mais e eu fui chegando pra trás, mas meu braço acabou falhando e eu cai de costas no chão. E essa foi a oportunidade perfeita para ele chegar mais perto de mim ainda. Só um adendo: ele tava sem camisa e ele tinha um corpo muito perfeito, ou seja, ele queria me matar. Percy subiu em cima de mim, com uma perna de cada lado do meu corpo. A única coisa que separava o meu rosto do dele era os seus braços que sustentavam seu corpo.
Senti-me ficar vermelha e vi que ele também ficou. Coloquei minhas mãos no peito definido para afastá–lo, mas ele pegou minhas mãos com apenas uma das suas e as prendeu acima da minha cabeça.
– Onde você pensa que vai loirinha? – ele disse depois de se inclinar até meu ouvindo.
Arrepiei-me todinha com aquilo. A voz dele era extremamente sexy, que isso. Daí ele fez uma coisa que realmente me deixou surpresa: começou a beijar meu pescoço. Eu tinha que admitir que estava muito bom, mas tinha que ser forte.
– Sai Percy! – gritei e ele ficou assustado se afastando um pouco de mim, mas sem soltar minhas mãos.
Depois do susto, ele deu um sorriso muito sexy e uma risada muito gostosa.
– Vai fazer o que loirinha? – ele disse rindo.
– Apelar pras partes baixas, mas acho que você não quer isso né? – falei com um sorriso, mas ele apenas riu.
– Você está presa e eu estou em cima da sua cintura. Não tem como você me acertar nas partes baixas. – ele disse com um sorriso convencido.
Como ele estava meio distraído, joguei-o para o lado com toda a força que eu tinha.
Má ideia...
Percy
Eu estava me sentindo muito estranho por fazer aquilo, eu não era muito do tipo pegador igual os meninos. Mas como eu ainda sou homem e a carne é fraca, eu gostei muito daquilo. Annabeth é muito gata e gostosa, não foi sacrificante em momento algum fazer aquilo.
Distrai-me um pouco enquanto falava, dando brecha pra ela tentar sair de baixo de mim. E o que ela fez? Jogou-me para o lado e n~ao notou que estávamos perto da piscina e como eu estava segurando a cintura dela... Caímos dentro da piscina e começamos e rir quando emergimos.
– Você é idiota mesmo, Cabeça de Alga! – ela disse jogando água em mim.
– Você que derrubou a gente! – exclamei tentando pegá-la, mas ela fugiu de mim.
Então notei que Annabeth estava com uma blusa branca, que estava totalmente transparente devido a água, o que me permitiu ver seu sutiã rosa com bolinhas pretas.
– Belo sutiã. – eu disse sorrindo e ela tampou os peitos com as mãos, atrapalhando minha bela vista.
– Idiota! – ela disse me batendo e ficando vermelha
– Desculpa Loirinha, mas você que me jogou aqui. – falei calmo
– Se você não tivesse me encurralado no chão isso não teria acontecido!
– Tipo assim? – eu disse chegando perto dela e a encurralando de novo, porém na parede da piscina.
Suas costas bateram na parede e fui chegando mais perto dela. Seus olhos cinzentos estavam fixos nos meus, ela estava vermelha e meio sem reação. Nossas respirações já estavam misturadas, seus lábios a poucos centímetros dos meus . Eu queria muito beijá-la, muito mesmo, mas pareceu que ela não queria, pois após sair do transe ela me deu um tapa no rosto.
– Ai sua maluca! – falei com a mão na bochecha que ela acertou, olhando para ela de olhos arregalados.
– Você me agarra e eu sou a maluca? E se eu tivesse namorado seu pervertido? – ela berrou e saiu da piscina batendo pé para dentro de casa.
– Annie! – gritei saindo da piscina rapidamente para alcançá-la. Com sucesso. – Olha, desculpa, Loirinha – puxei seu braço para que ela pudesse virar para mim. Seu olhar era de raiva quando se virou – Desculpa.
Ela me olhou desconfiada e acabou me desculpando. Ela entrou em casa e voltou com um frasco na mão. Fiquei observando-a com um ponto de interrogação na cara, mas assim que ela se sentou perto da minha prancha e começou a passar o conteúdo do frasco, um sorriso iluminou meu rosto ao ver a tinha rosa saindo.
– Cara, eu te amo! Você é demais! – falei abraçando-a e a vendo ficar vermelha – Obrigado, Loirinha.
Ela riu e foi andando pra porta dos fundos, então me lembrei de uma coisa que me deixou um pouco tenso.
– Ei, você tem mesmo namorado? – gritei e ela se virou com um sorriso
– Talvez – ela sorriu e entrou em casa, deixando-me com cara de taxo.
Será que... Eu fiz alguma besteira?
Piper
Ao invés de ir ajudar Jason imediatamente, passei no banheiro para me aliviar e enrolar um pouco. Minha preguiça era maior que a vontade de ajudar, mas depois de alguns minutos eu fui ao quarto dele, vendo que ninguém estava lá.
Sentei na cama dele e dei uma olhada de verdade em seu quarto. Para um quarto de menino era até organizado, muito mais que o da Kat, acredite. Olhei pra escrivaninha e vi um porta retrato abaixado. Levantei da cama, caminhando até a escrivaninha e pegando o porta retrato. Na foto vi Jason com uma garota de cabelos e olhos escuros. Ela estava de cavalinho nas costas dele e eles pareciam rir, pareciam muito felizes.
– O que você ta fazendo aqui? – Jason brotou do chão, me dando um susto e tirando o porta-retratos das minhas mãos.
– É sua irmã? – perguntei curiosa. Por mais que eles não fossem parecidos, isso nunca foi um problema. Scott, Silena e eu somos completamente diferentes.
– Não é da sua cona – ele disse grosso – O que você veio fazer aqui?
– Vim te ajudar a tirar os negócios da sua bola, mas acho que não precisa né? – falei meio falsa e me encaminhei para a porta do quarto.
Quando eu estava quase pisando pra fora do quarto o Jason me puxou pela cintura, virando-me pra ele. Comecei a fingir um choro e ele ficou desesperado.
– O que foi? – ele perguntou alarmado – Desculpa Pipes, eu não queria... Desculpa – ele falava com desespero nítido na voz e então me abraçou.
Senti sua barriga quente e definida, apesar de ele estar com uma blusa fina, em meu corpo e meu rosto um pouco acima de seu peito. Ele limpou minhas falsas lagrimas e me sentou na cama pedindo desculpa.
– Tudo bem – falei parando com meu teatro. Ah, vamos combinar, eu sou foda como atriz.
– Bem, ela não é minha irmã. – ele falou olhando para um ponto fixo, sem me encarar. Seus olhos azuis gelo tinham um ar triste e resignado – Ela é minha ex...
– Ah, qual o nome dela? – perguntei
– Reyna... – ele disse – Mas não vamos falar disso. Não quero conversar sobre ela.
– Como quiser, qualquer coisa é só falar! Sou toda ouvidos. – falei sorrindo e ele assentiu finalmente olhando para mim.
Seus olhos estavam grudados nos meus. Pude sentir a tristeza que ele estava sentindo quando se falava daquela garota. Ela deve ter feito algo ruim para ele. De repente, Jason se aproximou de mim, fazendo com que eu inclinasse meu corpo para trás, sem quebrar o contato visual. Ele foi chegando perto e eu acabei por deitar na cama e ele se debruçou sobre mim. Eu estava completamente sem reação, completamente imóvel. Quando seus lábios estavam a centímetros de encostar nos meus, eu consegui dizer num sussurro:
– Jason... Eu tenho namorado...
– Ele não precisa ficar sabendo – ele disse no mesmo tom que eu.
Então ele começou a beijar minha orelha e foi descendo pro meu pescoço até chegar perto dos meus peitos, já que eu estava com uma blusa tomara que caia. Aquela sensação era muito boa. Pescoço era meu ponto fraco e eu não estava conseguindo tirar Jason de cima de mim até meu celular tocar.
Salva pelo gongo.
Jason
Dizer que eu estava afim de beijar a Piper era eufemismo.
Piper era bem gostosa, isso não era mistério para ninguém. Então executar o plano de Luke não seria nem um pouco ruim. Mesmo ela dizendo que tem namorado, eu acho que é apenas um jeito que ela arranjou de escapar da minha investida.
Ou não.
De repente, seu celular começou a tocar uma música da Demi Lovato, Give Your Heart a Break, o que me fez revirar os olhos e sair de cima dela quando ela me empurrou para o lado. Piper levantou da cama atendendo o celular com aquilo que eu menos esperava.
– Oi amor! – ela disse sorrindo. Pronto, fudeu... Aff, menos 1 ponto pra Jason
Fiquei sentado na cama enquanto a via andar de um lado pro outro do quarto. Ela estava com um sorriso enorme no rosto enquanto conversava com ele. Era extremamente compreensível que ela tenha um namorado, porém Piper não tinha o estilo de que aceitava namorar a distância. Apesar de eu não saber se era realmente um namoro a distância. Ele poderia estar mais perto de nós do que eu imaginava.
– Sério? – ela basicamente gritou de felicidade me tirando dos meus pensamentos.
Assustei-me um pouco com o grito repentino, mas depois revirei os olhos e encostei minhas costas na parede, mexendo em qualquer coisa idiota no meu celular, esperando que ela terminasse de conversar com o bocó que ela chama de namorado.
Depois de alguns minutos, para o bom Deus, ela desligou o celular e antes que pudesse dizer alguma coisa, puxei-a para cima de mim delicadamente, mas ela fez força para não vir.
– Onde nós estávamos? – quando percebi que ela realmente não viria, larguei seu braço e cruzei os meus. –Quem era no celular?
– Era... Meu... Namorado? – ela disse hesitante e com um toque de interrogação no final da palavra namorado.
– Ah claro! Bem, me fale mais do seu “namorado” – eu disse fazendo aspas com os dedos.
– Qual é a das aspas? – ela disse cruzando os braços, me olhando de forma irritada.
– Não importa, agora pode falar! Qual é o nome dele? – eu disse cortando o assunto e ela hesitou um pouco antes de responder.
– Scott! – ela disse – Isso! Scott Mc... McGuire!
– Hmm… Então, ele curte baseball?
– Ah não, ele é um cara mais ligado nos estudos.
– Ah claro, um nerdzinho... Eu também estudo e nem por isso deixo de jogar. – eu disse sorrindo. Eu era meio CDF no colégio, mas isso não vem ao caso.
– Mas ele não curte essas coisas de esportes. – ela disse dando de ombros
Ficamos em um silencio desconfortável, então decidi quebrá-lo.
– Vocês namoram há quanto tempo?
– Uns 4 meses e você? Namorou a menina da foto por quanto tempo? – ela conseguiu tocar no meu ponto fraco.
– Dez meses, até eu descobrir que ela me traia com um dos caras do time de futebol americano – eu disse me lembrando do fato. Demos uma surra no cara né? Eu ainda tinha uma queda por ela, mas estava tentando esquecê-la.
– Nossa que tenso... – ela disse e ficamos em silêncio novamente. Não tinha muito o que ela dissesse que iria me ajudar a superar. –Bem, deixa eu te ajudar com o negócio da bola e do taco. – ela disse se levantando.
Ela saiu do quarto por um instante e voltou com um frasquinho na mão.
– Espera um segundo – eu disse alarmado. – Isso não vai danificar minhas coisas não, né?
Ela me olhou espantada por um segundo e depois riu.
– Isso serve justamente para tirar isso ai. – ela deu de ombros e pegou minhas coisas.
Colocou-as na cama e se sentou, espirrando o líquido do frasco na minha bola. Sentei-me ao seu lado enquanto a via tirar aqueles negócios um por um com a ajuda do spray que ela tinha trago.
Enquanto ela tirava as paradas, ficamos conversando sobre como eram nossas vidas antes de nos mudarmos para Miami. Foi ótimo passar um tempo com ela. Quando o assunto acabou, perguntei:
– Então, seu namorado vem aqui te visitar?
– Ah sim, só não sei quando – ela disse tirando a última pedrinha do taco – Prontinho.
– Valeu, Pipes – eu disse a abraçando.
– Nada! – ela sorriu – Então, estou com fome. Vamos comer alguma coisa?
– Isso é algo que eu nunca recuso. – sorri e quando iamos descer, Nico apareceu na porta de seu quarto ligeiramente alarmado.
– Piper, você precisa me ajudar! – ele disse e Piper em olhou estranho.
– Aconteceu alguma coisa? – perguntou olhando para Nico.
– Kat desmaiou do nada e eu não sei mais... – antes que Nico terminasse, Piper saiu correndo e passou por ele rapidamente.
Fiz menção em ir ajudar também, já que a menina tinha desmaiado, mas Nico me impediu. Ele não queria que ela acordasse e desse com um tanto de gente olhando para ela. Ele disse que poderia assustá-la. Bom... O futuro médico era ele, não eu. Pedi para ele dar notícias da ruiva e fui para a cozinha comer.
Mírian
Quando entrei no quarto do Leo ele estava sentado na cama com o PSP dele todo desmontado. Uma coisa tão simples de resolver e ele complica tudo. Soltei uma risada e ele olhou pra mim com raiva, fazendo com que eu risse mais ainda. De repente, Happy entrou no quarto e deitou justamente em cima das peças do PSP. A cara que Leo fez foi tão engraçada que eu simplesmente gargalhei.
– Dá pra tirar esse saco de pulgas daqui? – ele disse com certa raiva e eu parei de rir imediatamente.
– Seu filho da puta! Não chama o Happy assim seu viado! – eu gritei e ele riu – Não estou achando graça! Pede desculpas agora!
– Sinto muito, saco de pulgas! – ele disse rindo para Happy.
Cheguei mais perto dele e lhe dei um tapa forte em sua cabeça. Ele parou de rir e se levantou com os olhos arregalados para depois me encarar com uma raiva palpável. Vou nem falar que comecei a rir da cara dele.
– Tá doida? – ele perguntou incrédulo
– Ninguém mandou xingar meu bebezinho – eu disse – Agora pede desculpas de verdade.
Assim, do nada, muito do nada mesmo, a expressão de Leo mudou completamente. Ele sorriu maliciosamente para mim e levantou-se, ficando cara a cara comigo, já que eu estava perto dele. Eu teria rido quando constatei que sou uns 3 centímetros mais alta que ele, mas sua atitude me deixou tão confusa que não tive a oportunidade de zoá-lo por conta disso. A cada passo que ele dava, eu dava um para trás, estranhando suas atitudes e sem quebrar o contato visual.
– Ai gata, me desculpa – ele disse vindo para ainda mais perto.
– Ér... Você tá bem, cara? – perguntei com uma cara desconfiada.
– Porque não estaria, gata? – ele perguntou sem tirar o sorriso malicioso.
– Meio que a 5 segundos atrás você meio que queria me matar – eu disse. Nisso, eu bati as costas na porta e ele colou nossos corpos.
– Desculpa por aquilo, morena – ele sussurrou no meu ouvido e mordeu o lóbulo da minha orelha.
Eu realmente não tive nenhuma reação, então ele começou a distribuir beijos e lambidas em meu pescoço. A cada ver que ele fazia isso meu corpo arrepiava. Os beijos passaram a subir pela minha orelha, para o meu queixo e quando ele ia beijar minha boca, eu virei o rosto.
Confesso que estava gostando das carícias, mas eu não podia deixar que ele me controlasse.
– Eu sei que você está louquinha por um beijo meu. – ele disse no meu ouvido
Então tive uma ideia, que sempre funcionava. Sorri maliciosamente e coloquei minhas mãos em seu peito para “afastá-lo”, reparando que ele estava com uma regata que deixava seus braços definidos a mostra. Não deixei aquela imagem estragar meu “plano”, então desviei o olhar, encarando os olhos de Leo de maneira maliciosa.
Com a ajuda do meu corpo, empurrei Leo para o lado, fazendo com que eu o encurralasse na parede.
– Ai que você se engana, Leozito. – eu disse ainda sorrindo e me segurando para não rir da expressão incrédula que ele esboçava.
Eu iria me divertir com aquilo. Ah se ia.
Leo
Para o mundo que eu quero descer! É isso mesmo produção? Ela é que tem o controle aqui?
Fiquei realmente assustado com a reação dela. Na minha ingenuidade ela iria corar e tentar se afastar, mas não. Ela tinha que me dominar. Não vou mentir, eu queria muito agarrá-la, ainda mais com aquele vestido de alças finas vermelho que lhe cobria apenas a linha da bunda. Aquilo estava me provocando de maneiras absurdas. Por mais que a Mírian seja estranha, ela é linda e gostosa demais.
– Sabe onde eu quero te beijar? – ela sussurrou no meu ouvido e foi descendo a mão pela minha barriga até chegar em minha bermuda.
– Onde, gata? – falei com um sorriso malicioso.
– Nos seus sonhos, gato. – ela disse sarcástica e saiu de perto de mim, sentando em minha cama.
Cara, nunca tinham roubado minha expressão daquele jeito. Fiquei com os olhos arregalados olhando pra ela. Mírian riu da minha cara, obviamente. Ela sentou com as pernas de índio na cama e colocou o gato nas pernas dela pra tampar sua calcinha. Fiquei um tempinho olhando para ela, então quando meu espírito retornou ao meu corpo (exagero porque sim) sentei na cadeira da escrivaninha e fiquei olhando ela montar o PSP. Fiquei chocado por ela saber essas coisas de mecânica, em geral as meninas odeiam isso.
– Prontinho Aye! – ela disse ligando meu PSP.
– Como você fez isso? – perguntei incrédulo. – Toca guitarra, canta, é DJ, entende de mecânica... O que mais sabe fazer?
– Bem, meu pai é dono de uma empresa que monta eletrônicos e carros, então desde pequena ele me ensina a montar e desmontar as coisas – ela disse dando de ombros. – Jogo basquete, desenho e sou poliglota.
– Realmente uma garota de mil habilidade. – disse sorrindo sincero e ela retribuiu o sorriso. – Meu pai também tem uma empresa que mexe com essas coisas. – falei empolgado
– Legal! O chato é ter que ouvir meu pai falando do rival dele, mas graças a Deus eu não preciso ouvi mais aquilo. Era sempre a mesma ladainha: “Hefesto fez isso, Hefesto fez aquilo”, aff isso cansa – ela disse levemente irritada e eu fiquei chocado.
– Espera ae, você é a filha de Ares? – perguntei incrédulo.
– Sim... – ela disse semicerrando os olhos de forma desconfiada. – Como tu sabe o nome do meu pai? – ela perguntou ainda mais desconfiada. Meu Deus que mundo pequeno.
– Pelo simples fato do meu pai ser o rival do seu. – eu disso ainda sem acreditar.
Ela pareceu chocada de verdade quando esclareci as coisas.
– Então você que é o filhinho metido que meu pai tanto fala né? Pelo visto seu pai A-D-O-R-A falar o quanto você é inteligente e blá blá blá – ela disse irônica.
– Pois é né? – disse sarcástico e irritado. – Meu pai vivia falando de uma garotinha mimada que Ares tanto fala e agora eu vejo que é verdade. – rebati.
E foi com isso que começamos a discutir de forma hostil sobre o assunto. Não é legal ter uma briga por causa dos nossos pais, mas ela conseguiu me tirar do sério falando aquilo tudo. Ela gritou comigo e depois saiu do quarto batendo pé com o saco de pulgas logo atrás.
– Aff... – eu disse me jogando na cama – Ridícula – falei em um tom baixo.
Aquilo seria um verdadeiro problema.
Thalia
Quando cheguei ao quarto de Luke, o vi sentado em sua cama tentando tirar aquelas coisinha cintilantes de sua guitarra. Sem sucesso, é claro. Fiquei parada encostada no batente da porta com um sorriso. Depois de uns 2 minutos ele notou minha presença.
– Você é meio lerdinho, hein Castellan? – eu disse e ele levantou da cama vindo em minha direção.
Ele não disse nada, apenas me puxou pela cintura pra dentro do quarto e fechou a porta. Ele chegou perto de mim e eu sem querer derrubei o suporte da guitarra dele.
– Ops – falei com um sorriso travesso. Eu realmente achei que ele ia me xingar, mas simplesmente não disse nada – Está sem voz, Luke? – perguntei sarcástica.
Ele não disse nada de novo e me puxou pela cintura, juntando nossos corpos. Vamos esclarecer as coisas. Luke é um cara extremamente gostoso que eu não hesitaria nem um segundo em levá-lo para minha cama e arrancar suas roupas. Porém, eu ainda tenho minha dignidade e com certeza, apesar dos pensamentos impuros, eu não sou uma pessoa fácil, principalmente de ser dominada. Lógico que ele não era nenhuma exceção.
Afastei-me dele com as duas mãos em seu peito, uma fechada por estar segurando o frasco que resolveria o problema das guitarra, antes que ele pudesse fazer alguma coisa a mais que eu poderia acidentalmente me render.
– Olha aqui coisa, eu só vim te ajudar com o lance da guitarra. Ajudar não é o meu forte, então pode agradecer desde já. – eu disse saindo de perto e sentando em sua cama.
Borrifei o líquido na guitarra, esperei alguns minutos e comecei a tirar facilmente os negócios cintilantes. Enquanto eu fazia meu trabalho, a totalmente contra gosto (diga-se de passagem), Luke ficava me perturbando com brincadeirinhas obscenas do tipo passar a mão em minha perna e cintura. Toda hora eu tirava a mão dele de mim, mas ele teimava em voltar a passá-la pelo meu corpo.
Até que eu estressei de verdade.
– Qual é a sua moleque? – eu disse alto me virando pra ele, totalmente irritada. –Não sou sabonete pra tu ficar passando a mão não! – e foi nesse instante que ele roubou um selinho de mim. – PERDEU A NOÇÃO DO PERIGO MENINO???
– Você é muito gostosa sabia? – ele disse rindo e eu revirei os olhos.
– Pode agradecer a mamãe e papai, dou o endereço para você enviar uma carta. –disse sarcástica e com raiva. – Já que você não vai fazer nada de útil, pega um copo de água pra mim.
Surpreendi-me quando ele levantou da cama sem dizer nada e saiu pela porta do quarto. Realmente não achei que ele fosse pegar água pra mim, mas já que foi... Melhor pra mim né? Terminei de tirar as coisinhas de lá e fui procurar as cordas que eu tinha escondido.
– Onde estão... – eu sussurrei e lembrei que tinha colocado em uma gaveta no armário dele. O pior, era a primeira gaveta – Putz...
Como eu estava com pressa, apenas enfiei as cordas por um buraco (substituindo o puxador) que tinha na gaveta. Revirei os olhos, abrindo o armário e a dita gaveta, vendo todas as cuecas que o Luke tinha. Então tive um plano perfeito pra complementar nossa vingança, mas isso não seria para agora. Peguei todas as cordas e sentei na cama, bem a tempo de ver Luke chegando com um copo de água.
– Você foi fabricar a água, né? – eu disse irônica – Pronto está ai, agora se vira para colocar as cordas.
– Muito obrigado, morena – ele disse me pegando por trás e beijando meu ombro.
– Não te dei permissão para encostar no meu lindo corpinho. Então sai pra lá. – eu disse empurrando seu rosto para longe de mim e peguei a água da mão dele. Quando dei um gole na água o negócio tava puro sal.
Cuspi a água toda no chão, vendo Luke rir da minha careta e sair correndo quando comecei a gritar:
– SEU FILHO DA PUTA, CORNO, DESGRAÇADO, VIADO
Só vou falar que consegui bater muito nele com uma vassoura.
Nico
Eu tinha perdido a hora desde que coloquei Kat na cama, sem indícios de que ia acordar tão cedo. Eu não sabia muito o que fazer apesar de entender um pouco sobre doenças e essas coisas. Ela estava totalmente pálida e respirava com a boca, deixando seus lábios secos e um pouco rachados.
Fui ao banheiro e peguei um termômetro, depois dirigi-me à cozinha pegar um copo de água e coloquei água fria em uma toalha pra colocar na testa dela. Sua temperatura estava normal, o que me deixou totalmente confuso. Levantei seu corpo para lhe dar um pouco de água e assim que ela bebeu metade, deitei-a novamente. Não sabia se adiantaria alguma coisa, mas, mesmo assim, coloquei o pano molhado em sua testa.
Deixei-a descansando e sai do quarto para pedir ajuda de uma das meninas, o que tive sorte, pois Piper estava no corredor no mesmo momento em que eu sai do quarto.
Expliquei a situação para ela meio alarmado e antes que eu pudesse completar minha fala, ela passou por mim entrando no quarto. Assim que dispensei Jason, voltei ao cômodo, vendo Piper checar seu pulso.
– Ela vai ficar bem. – disse acariciando os cabelos tingidos. – Já estamos acostumadas com isso. Ela tem esse problema. Sem nenhum aviso prévio ela desmaia.
– Sério? – perguntei chocado. Ela parecia tão forte, mas ali estava tão frágil que chegava a dar pena.
– Sim. Apesar de ser sem aviso, ela já sabe quando vai acontecer e simplesmente pede pra pessoa mais perto segurá-la. Então se acontecer de novo, apenas a segure e a deite em qualquer lugar.
Apenas assenti e fiquei vendo-a acariciar Kat enquanto segurava sua mão.
– Isso acontece com frequência? – perguntei quebrando o silêncio.
– Não, mas já faz muito tempo que ela teve o último desmaio dela. Já percebemos que ocorre quando acontece alguma mudança grande ou quando ela está sob muita pressão.
– Ela participa de campeonatos de luta, certo? – perguntei e Piper apenas assentiu. – Como ela faz? Ela desmaia toda santa luta?
– Ela sempre avisa para os treinadores e amigos que ela tem esse problema, então ela não é submetida a pressão extrema. Quanto a plateia, ela consegue se focar demais na luta para sentir a pressão dos telespectadores.
– Entendo... – disse encerrando o assunto.
Ficamos um tempo em silêncio esperando que ela acordasse, mas ainda nem sinais de que isso iria acontecer.
– Avise as meninas, por favor. Eu fico aqui com ela caso acorde.
Apenas assenti e sai do quarto. Fui para a sala de jogos e todos estavam lá vendo televisão.
– Cadê a Kat? – perguntou Annabeth.
– Ela desmaiou, então a levei para o meu quarto e fiquei cuidando dela. Agora ela está com Piper. – eu disse e só não fui alvo de zoação dos meninos porque eles ficaram preocupados.
– O que aconteceu com ela? – Percy foi o primeiro a perguntar de maneira alarmada.
Enquanto isso as meninas levantaram-se de uma vez e foram em direção ao meu quarto.
– Ei! Ela pode... – comecei, mas foi interrompido por Thalia.
– Ela odeia acordar sozinha, temos que ficar do lado dela até acordar.
Fiquei encarando a porta vazia e virei-me para os meninos, explicando a situação. Logo todos estavam indo em direção ao meu quarto.
Quando chegamos lá, ela ainda estava desmaiada, mas sua respiração voltou a ser pelo nariz e seu rosto voltou a cor normal. Pelo visto ela estava melhorando.
Depois de uns minutos, ela deu sinal de vida apertando a mão de Piper. Seu corpo deu leves espasmos e ela finalmente abriu os olhos castanhos lentamente. Eu estava sentado ao seu lado, apenas esperando que ela se recuperasse.
– Não me diga que aconteceu de novo. – ela disse piscando repetidas vezes antes de abrir completamente os olhos. – Minha cabeça está doendo.
– Relaxa, Kat. Nico te segurou antes que você caísse. – disse Piper sorrindo.
– O que aconteceu depois disso? – ela perguntou já se levantando, mas empurrei seus ombros delicadamente para que ela deitasse de novo. – Ei, eu já estou bem.
– Não faça muito esforço. – eu disse e ela revirou os olhos emburrada. Eu ri. – Respondendo a sua pergunta: Você desmaiou em cima de mim, então eu te levei pra cá e meio que cuidei de você até encontrar com Piper. – estava ligeiramente sem jeito.
Ela me olhou um pouco espantada, mas me lançou um sorriso fraco.
– Obrigada – ela disse e eu retribui seu sorriso. – Obrigada por estarem aqui. Realmente odeio acordar sozinha após um desmaio idiota desses.
– Você vai ficar melhor, ok? É só descansar, pode ficar com a minha cama até melhorar. – eu disse.
Ela assentiu, mas levantou o tronco e me deu um abraço agradecido. Aquilo me deixou um pouco sem reação, mas envolvi seu pequeno corpo em meus braços retribuindo o abraço.
– Obrigada, de verdade. – ela sussurrou em meu ouvido. E foi assim que notei que ela não era completamente má, e que ela podia ser meiga quando quisesse, isso é bom né?
Desvencilhei-me de seu abraço delicadamente e expulsei todo mundo do quarto, fazendo-a rir e os meninos me zoarem por eu está sendo um príncipe encantado. Quando eu ia sair do quarto para deixá-la descansar, ela me chama.
– Nico, pode ficar. – ela disse rindo. – O quarto ainda é seu.
– Mas...
– Não me incomodo com sua presença. – ela disse dando de ombros.
Apenas assenti e sentei-me ao lado dela.
Isso poderia ser um novo começo, não poderia?
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