Along The Way
1 Prólogo
Notas iniciais
Seria muito estranho se eu dissesse que tive a idéia pra essa história há alguns anos atrás assistindo Shrek? Pois foi kkkkk
Bem, eu só tive a idéia, isso não quer dizer que a fic vai ser uma versão yaoi de Shrek, ok? No máximo eu posso acabar usando alguma música da trilha sonora pra me inspirar (até pq convenhamos, a trilha sonora de Shrek é simplesmente perfeita).
Pois bem, quem me conhece da outra fic sabe que eu gosto de desenvolver as coisas devagar, então não esperem aquele negócio de se conheceram num dia, no outro já tão se pegando, eu pretendo fazer as coisas com calma.
Em uma casa simples à beira de uma floresta havia um homem entretido com um galho de árvore, o qual ele devotamente tirava a casca e começava habilmente sua prazerosa missão de torná-lo fino e resistente, a fim de confeccionar uma bela flecha. Sentado à sombra de uma frondosa árvore, passava sua afiada faca com leveza, tirando finas lascas da madeira, as quais acumulavam-se em seu colo, mas ele pouco se importava com a sujeira, sua atenção estava totalmente voltada a trazer a perfeição de uma nova flecha.
— Anthony Stark?
O homem sentado lentamente levantou seu olhar ao dono da voz grossa que lhe chamara a atenção, encontrando um par de homens altos vestidos com o uniforme da guarda real.
— Sim?
— Acompanhe-nos, senhor — disse o mesmo homem. — O conselheiro do rei requisita sua presença.
— E o que queres comigo o conselheiro do rei? — Perguntou despreocupadamente voltando a passar a lâmina na madeira.
— Assunto confidencial, senhor — o outro soldado respondeu. — Temos ordens para o levar por bem ou por mal, então queira nos acompanhar.
Desprovido de alternativas, o Stark deixou seu galho semi-entalhado de lado e levantou-se, guardando sua faca no cinto e batendo as mãos na roupa para se livrar das pequenas lascas presas. Feito isso ele meteu as mãos nos bolsos e de maneira despreocupada seguiu o par de homens em direção ao castelo no outro extremo da cidade.
Em silêncio caminharam durante algum tempo, até que por fim chegavam aos grandes portões de madeira e ferro do imponente castelo. Entraram direto, com Stark todo o tempo ladeado pelos mesmos dois guardas, sendo guiado por uma sorte de corredores e níveis, parando somente ao alcançarem uma porta simples de madeira.
— Sir Rogers — um dos guardas se adiantou e bateu na porta com os nós dos dedos — O Stark está aqui, Sir.
No mesmo instante soou uma voz de dentro dizendo para que o deixassem entrar.
Um tanto desconfiado mas sem deixar transparecer isso, Tony entrou, curioso para saber o motivo pelo qual havia sido convocado.
— Tony! — Exclamou alegremente o homem que estava sentado à mesa em uma sala de tamanho razoável decorada com várias estantes de livros. — Sente-se, fique a vontade — indicou a cadeira em sua frente. — Queres um chá?
— Quero é saber por que fui chamado — foi direto em sua resposta, uma vez que conhecia de longa data o homem e lhe dispensava as formalidades.
— Certo, tem razão, serei objetivo — o outro falou, sem deixar-se amuar, mas assumindo um tom sério na voz. — Preciso que vá em uma missão de suma importância — apoiou os cotovelos na mesa e juntou os dedos próximos ao queixo. — O rei precisa, na verdade.
— E que missão seria essa? — Questionou franzindo o cenho, desconfiado.
— Você deve estar ciente de que estamos às portas de iniciar uma guerra com o reino do sul, não? — Falou com uma pequena nota de temor na voz. — E precisamos evitar isso.
— Certo, mas onde entro eu nisso tudo?
— Calma homem, já estava a chegar lá. Bem, você bem deve saber também que o rei tem uma filha, e que essa filha há muitos anos fora mandada ao reino vizinho ao nosso a fim de estudar e ser mantida em maior segurança.
— Disto tudo já sei — sua voz denotava que sua paciência estava a se esgotar — o que quero saber agora é o que tenho eu a ver com isso e o que precisam de mim.
— Está muito impaciente essa manhã — observou Rogers sem perder o bom humor. — O que preciso que você faça é ir até o reino vizinho buscar a princesa.
— Por que eu? Por que não manda esses guardas que tens aos montes?
— Tony, precisamos da princesa aqui para logo — agora seu tom de voz assumiu uma maior seriedade. — Conseguimos um acordo de paz com o reino do sul, mas para firmar tal acordo e evitarmos a guerra, é sumamente importante que a princesa se case com o príncipe herdeiro de lá o mais rápido possível.
— Certo… — ponderou. — Devo assumir então que você quer que eu vá pela floresta, uma vez que é o caminho mais rápido para o reino oeste?
— Exatamente. Chamei-o aqui justamente por ser o único que conhece o caminho.
— Queres dizer que sou o único que não borra as calças por causa de tal matinho.
— A floresta é densa e fechada, qualquer outra pessoa se perderia facilmente, Tony — disse em um tom paciente. — Se tivéssemos mais tempo, mandaria meus homens contornarem a floresta, mas como não o temos, só me resta você. O que me diz?
— Eu não posso recusar, posso?
— Tens essa opção, mas é provável que aos olhos do rei isso soe como um ato de traição.
— Certo, sem escolha — bufou. — E quando devo sair?
— Primeiramente devo acrescentar que o objetivo da missão é de extremo sigilo — falou. — Não deve de jeito nenhum cair nos ouvidos do norte que a garota é a chave para a paz entre os reinos, uma vez que eles só tem a lucrar com essa guerra.
— Entendido. Algo mais?
— Sim, tem mais uma coisa — disse enquanto se levantava de sua cadeira. — Queira me acompanhar, por favor.
Os dois então seguiram para fora da sala, caminhando em silêncio pelos corredores do castelo, até chegarem em um grande cômodo facilmente reconhecível como sendo uma biblioteca, onde entraram silenciosamente.
— Estás vendo aquele garoto? — Cochichou Rogers, apontando para uma mesa em que um jovem de cabelos castanhos escrevia alguma coisa em um pergaminho, sendo auxiliado por outro homem em roupas de padre. — Ele irá com você.
— Os perigos da floresta já são encargo suficiente, não quero ter de servir de ama também — resmungou Tony, ainda fitando o garoto.
— É uma ordem, e você deverá sim levá-lo consigo — seu tom não deixava brechas para contestar. — Acontece que o garoto é um exímio aspirante a cartógrafo, e ele irá mapear o caminho pela floresta.
— Tudo bem, mas a criança sabe no que está se metendo?
— Ele não é mais criança, e está completamente ciente dos riscos.
— Então o garoto é doido — balançou a cabeça. — Eu posso o levar junto, mas não me responsabilizo por ele.
— Sei que não — falou se encaminhando para a saída. — Então, estamos de acordo?
— Eu não tenho escolha, então sim, estamos.
— Quero que saiam amanhã com a primeira luz do dia. Esteja nos portões do castelo nem um instante a mais depois do alvorecer, poderá levar consigo alguns guardas, se desejar.
— Se é uma missão sigilosa um grupo grande atrairia atenção indesejada, eu me viro sozinho.
— Então nos vemos pela manhã — se virou para Tony e estendeu sua mão. — Quando voltar será muito bem recompensado.
Tony encarou a mão estendida e ponderou por alguns segundos, mas logo a apertou.
— E que o garoto não se atrase também, ou partirei sem ele.
— Ele estará lá. Só peço para que não o deixe morrer na floresta, o rei tem grande estima nele.
— Farei o possível. Como é o nome dele?
— Peter Parker.
Notas finais
Bem, eu realmente espero que tenham gostado, tô bastante ansiosa com essa nova Fanfic XD
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