Alones
15 Oportunidade
Notas iniciais
Haruka agora tinha os braços envoltos em um homem qualquer que se ocupava com as apostas daquela mesa. Ele provavelmente já estava bêbado. Ela, ao contrário, já tinha tudo em mente. Acariciou o peito do homem, tirando dali uma carteira, e o pobre humano nem ao menos se deu conta do acontecido. Só saberia disso mais tarde. Deu uma desculpa qualquer e saiu da mesa.
Se dirigiu ao bar, recebendo alguns olhares indecentes dos presentes. O cabelo antes azul, agora era negro, e estava preso em um coque alto. Usava um vestido preto extremamente justo, e que seria completamente fechado se não fosse pela fenda no lado direito, que descia da parte superior de sua coxa direita até os pés, perfeitamente calçados em um Louboutin de bico fino em um tom de nude. Se sentou ao lado de Nnoitra e empurrou a carteira do homem para ele, que riu.
– Quem diria..
– Isso é por dúvidar das minhas habilidades. Espere mais um pouquinho e ainda consigo um carro.
– Aposto o que quiser. — Ao ouvir a proposta, a mulher se aproximou do Espada e passou uma mão pelo ombro dele, enquanto se levantava, e sussurrou um rápido "Mais tarde vai saber o que eu quero".
Passou os olhos de forma rápida pelo salão de apostas e foi até uma mesa de roleta. Escolheu um Homem que usava uma roupa típica da Saudita e iniciou uma conversa rápida com o mesmo. Logo este já tinha a mão na cintura de Haruka. Nnoitra observou tudo enquanto bebia uma taça de Black Velvet (N/A: Drink misto de cerveja preta e Champagne). Alguns minutos depois a mulher já fazia seu caminho de volta para o bar. Entregou uma chave com o logo da BMW para o Espada, que sorriu de forma quase maliciosa.
– Parece que temos uma vencedora. — Haruka sorriu ao pronunciar as palavras. Os lábios agora tingidos de um vermelho vivo, e os olhos, antes com o desenho egípcio que fazia parte de sua máscara, estavam levemente delineados em preto, assim como tinham os cílios destacados. Realmente, a humanidade lhe caia bem.
Levou uma longa cigarrilha dourada aos lábios, e acendeu o cigarro na ponta. Sorriu levemente ao observar o olhar nada discreto de Nnoitra para ela.
– Sabe, isso é extremamente sugestivo. — Eu sei. — levou novamente o objeto a boca, não desviando o olhar do dele por um milésimo, enquanto puxava a fumaça para si.
•••••••••••••••••••••••••••
Se decidiram por um hotel distante daquele cassino. Não queriam correr o risco de encontrarem os homens que foram roubados sóbrios no outro dia. Saíram do M1 (N/A: BMW M1, caso não conheçam basta jogar no Google, e o hotel que menciono nesse parágrafo é aquele em forma de vela de navio. Creio que todos já lembram dele quando se fala de Dubai) e foram até o Lobby do Burj Al Arab. Passadas as burocracias subiram até o quarto, fechando a porta com pressa. Haruka fez questão de manter a baixa iluminação do local, e saiu do quarto por alguns minutos.
Nnoitra se serviu um copo do uísque que repousava sobre uma bancada e se sentou na beira da cama. Soltou os primeiros botões da camisa social branca e deu um gole na bebida de gosto amadeirado. Sentiu então um tecido cobrir sua visão, e logo a voz da garota foi sussurrada em seu ouvido.
– A aposta já está sendo paga... — O copo foi tomado de sua mão, sua camisa terminada de ser aberta pelas mãos ágeis da garota, que logo jogou o pedaço inútil de tecido em um canto. Tomou as mãos do Espada e ambas foram atadas para trás. A Garota sorriu de forma maliciosa antes de abrir a calça de alfaiataria e mover uma mão para dentro da peça que cobria o membro já desperto de Nnoitra e ali concentrar algumas carícias, enquanto mordiscava o pescoço dele, que arfou baixo.
Moveu os lábios até a orelha do Espada, a voz em um tom baixo, mas que deixava clara a excitação dela com a situação
– Aquela vadia pode até foder bem, mas você sabe que eu sou melhor. — Recebeu em resposta um sorriso malicioso que dizia "prove". Puxou o resto da roupa incomoda que ele vestia, e levou os lábios ao membro ereto, chupando de forma urgente a parte mais sensível, enquanto uma de suas mãos estimulava a base do órgão.
Não demorou até um gemido grave sair dos lábios de Nnoitra, fazendo com que a mulher intensificasse os movimentos, permitindo-se usar seus melhores truques, e vez ou outra conseguindo empurrar metade daquele membro para sua garganta.
– Haruka...- A voz do espada agora estava rouca, era quase uma súplica para deixar de tortura-lo. Queria estar entre as pernas dela, ouvindo frases desconexas e gemidos cada vez mais altos. Quando se deu conta, os movimentos dela aumentaram a velocidade e logo gozou.
Ouviu um riso vitorioso dela, que agora removia a venda dos olhos dele, com uma das mãos, enquanto a outra se encarregava de limpar o fio branco que escorreu do canto dos lábios vermelhos. Viu ainda a garota levar o dedo a boca, lambendo o líquido.
Observou a visão que a garota lhe dava. Os seios fartos envoltos em um sutiã rendado vermelho, juntamente com um espartilho de renda, e a parte de baixo da lingerie escondendo exatamente a parte que ele tanto queria. Haruka se sentou no colo de Nnoitra, e soltou as mãos que antes estavam para trás.
Em um segundo a garota já estava debaixo do Espada, que chupava a pele clara do pescoço da menor, deixando uma marca roxa, e aproveitando da distração da garota com o ato, removeu a peça que cobria os seios, tomando entre os dedos um mamilo já enrijecido, apertando-o de leve, fazendo com que um gemido baixo fosse ouvido.
Passando as pernas em volta da cintura de Nnoitra, a Sétima o empurrou novamente para baixo de si, invertendo o domínio da situação, ao menos assim achou. Em um instante suas mãos foram puxadas para trás, e logo ele já as tinha presas, e usou o tecido que havia sido sua venda para cobrir a boca de Haruka, que falsamente protestou contra a situação, mas que já sentia um arrepio em seu corpo, como sinal da própria excitação.
O gemido abafado apareceu no mesmo instante em que sentiu um tapa na bunda, agora arrebitada para cima, enquanto seu rosto ficava encostado na cama, e seus braços imobilizados. Sentiu a peça que cobria seu sexo ser tirada, e fechou os olhos, com a respiração já alterada ao ser penetrada por dois dedos que se moviam de forma rápida. Mesmo com a mordaça evitando barulhos altos demais, foi fácil perceber a intensificação dos ruídos provenientes de Haruka, conforme o Espada aumentava a velocidade dos movimentos, e quando sentiu que estava prestes a chegar ao orgasmo, teve os dedos tirados de dentro de si, mas substituídos pelo mesmbro ereto dele.
Teve o tecido removido de sua boca, agora deixando ainda mais audíveis os gemidos da garota, que ficavam mais altos cada vez que gozava, o que aconteceu por seis ou sete vezes. Por uma hora foi "torturada", até que por fim ele chegou ao próprio ápice e saiu de dentro dela, soltando os braços da garota, que se moveu para perto dele, que havia se deitado, a respiração ainda ofegante.
Se deitou sobre o peito dele, e apoiou a mão próxima ao rosto, arranhando de leve o lugar. Não tardou até ambos adormecerem.
•••••••••••••••••••••••••
Savie já sentia falta do movimento que a presença de Haruka e Starrk causavam no ambiente. Agora tinha apenas Lilynette e Tesla para lhe fazerem companhia. Ou no caso desse dia, apenas Tesla.
– O que acha que estão fazendo agora? — A garota tinha o rosto delicadamente apoiado em uma das mãos, o olhar perdido em algum pensamento sobre o quão interessante seria o mundo humano. Ou ao menos foi como este soou quando Haruka lhe contou sobre onde iria antes de deixar aquele lugar, juntamente com o mestre de Tesla.
– Provavelmente estão fazendo o que Aizen mandou. Procurando um lugar que facilitaria a forja da Chave... — Tesla observava o modo como o cabelo macio caía sobre o ombro da garota. Eram aquelas sutilezas que ele admirava na mesma. Havia ficado tão absorto na imagem que nem ao menos percebeu o olhar dela.
Se aproximou de forma cautelosa dela, gentilmente colando seus lábios com os dela. Savie não conseguia mais ficar sozinha na mesma sala que o loiro e apenas conversar. Se separaram em busca de ar, mas logo voltaram a se beijar, de forma mais intensa, deixando as línguas se explorarem, e de forma quase inconsciente ele já a levava nos braços para coloca-la em cima da mesa banca, e ela em resposta prende-lo próximo de si, com as pernas, agora a mostra, já que o longo vestido branco havia sido levantado em algum momento daquele frenézi, mas isso não importava para nenhum dos dois.
De forma gentil o garoto retirou o vestido de Savie, expondo o corpo perfeito da garota. Nenhuma cicatriz ou marca, e ele se esforçava para mante-lo dessa forma. Ela, por sua vez, removia a jaqueta que cobria o torso levemente definido do garoto. Mais uma vez os lábios se encontraram, de forma mais longa, até que o ar faltou a ambos.
Tesla desceu os lábios ao pescoço da garota, empurrando o cabelo da garota para longe da área, conforme depositava beijos, que a faziam arfar. Querendo ou não, ela era extremamente sensível. A peça lilás e delicada que cobria os grandes seios foi logo removida, assim como a parte inferior do uniforme do garoto, deixando ambos apenas com as peças que cobriam suas intimidades.
Conforme se beijavam, Tesla moveu uma mão para dentro da peça delicada que era a única que restava na garota, que arfou ao sentir um dedo dentro de si. Mais gemidos baixos se seguiram com os movimentos lentos que ele fazia. Teve a última peça removida e por fim o garoto tinha seu membro dentro da cavidade apertada da garota. Se moveu lentamente de início, ouvindo os gemidos da boca dela, e se sentindo cada vez mais estimulado, pela visão do rosto inocente de Savie corado.
Se inclinou e depositou mais um beijo nos lábios rosados da garota, intensificando os movimentos. Dentro de minutos ambos já haviam chegado a seus ápices. Tesla carregou a menina até a cama e a deitou em cima de si, acariciando o cabelo macio até pegar no sono.
•••••••••••••••••••••••••••
Haruka acordou e olhou para o relógio. Quatro e vinte da manhã. Se levantou, deixando Nnoitra na cama, e acendeu um cigarro. Foi até a Janela, vestindo a camisa do Espada para cobrir seu corpo e olhou para baixo, observando a cidade que se estendia a frente de si. Q
uem sabe aquela não seria sua oportunidade de fugir de Aizen, e de tudo aquilo?
Tragou profundamente a fumaça e colocou cruzou os braços, mantendo o cigarro levantado entre os dedos da mão direita.
Seria aquela a oportunidade lhe oferecida pelos Deuses de esquecer tudo, incluindo Savie, e fugir dali? A oportunidade de viver?
Sim, seria.
Fale com o autor