Alones
16 Advertência
Notas iniciais
Grimmjow já estava em Las Noches. Havia insistido com Barragan sobre serem o primeiro grupo a voltar, junto com o de Starrk. Passou apenas 24 horas com Barragan mas já havia sido o suficiente para odiar o velho.
Ele já ouvira histórias sobre os Fraccions dele não passavam de escravos sexuais para atender as vontades dele. E além de tudo, Grimmjow não se sentia seguro ao deixar Aizen no mesmo lugar que Savie. Mesmo que o Shinigami estivesse pondo seu plano em ação na outra dimensão, ele poderia voltar a qualquer hora e repetir o ato. Afinal, como Haruka contou a ele no dia em que transaram, Aizen havia dito a garota que iria voltar.
•••••••••••••••••••••••••••
Haruka permaneceu mais algum tempo encarando a janela. Não iria a lugar algum, mesmo aquela sendo a chance dourada que ela teria para escapar. Mas não sem Savie. Suspirou. Sentia o próprio desespero pela vida, e se repreendeu. Notou o reflexo no vidro, e se aproximou deste.
Encarou os próprios olhos, pensando no que faria, a começar pedindo ajuda a Gin novamente. Queria ter a chance de se vingar de Aizen, e o espada de cabelos prateados seria sua melhor fonte de informações. O estado meditativo de Haruka foi interrompido por um braço, que a puxou para perto do Espada, enquanto a outra mão se encarregou de afastar o cabelo da pele alva do pescoço, mas que já possuía algumas marcas que ele reconhecia bem.
Mordeu de leve o lugar, movendo as mãos para os seios da garota, que não pôde evitar um gemido baixo, quando o tecido fino da camisa que cobria os mesmos fora retirada e ambos foram apertados de leve.
– Por que não volta pra cama? — A voz de Nnoitra era baixa o suficiente para que apenas ela escutasse. Todo e qualquer raciocínio agora perdia a linha.
– Não precisamos voltar pra lá. — Colocou as próprias mãos sobre as de Nnoitra, fazendo com que apertasse seus seios com mais força.
Se havia decidido morrer, por que não usar o tempo restante para aproveitar dos prazeres de forma mais fantasiosa?
•••••••••••••••••••••••••••
Savie acordou sentindo a falta do Loiro que havia dormido junto com ela na noite anterior. Se sentou na cama, cobrindo o corpo nu com o lençol claro, e passou o olhar pelo quarto, não vendo nada de diferente no lugar, que na verdade era o quarto de Nnoitra.
Quando já ia levantar, viu Tesla com uma toalha jogada sobre o ombro e com uma xícara de café na mão. O garoto sorriu ao vê-la acordada, e se aproximou da cama, enquanto ela se levantava.
Ele se aproximou de Savie e depositou um beijo leve nos lábios rosados da garota. De alguma forma o Loiro havia captado a atenção dela. Pensou em Starrk, mas ao relembrar do mesmo, não sentiu o mesmo que sentia em relação ao garoto.
Amava Starrk de uma forma diferente, do mesmo modo que amava Haruka. Ambos eram família para ela.
••••••••••••••••••••••••••••••
Haruka agora tinha a respiração ofegante, sentia o corpo ainda sensível graças ao último orgasmo que teve, Nnoitra tinha a respiração pouco mais controlada que a dela, mas ambos se sentiam exaustos. A garota se aproximou dele, deitando a cabeça no peito dele, que passou as mãos pelos cabelos, agora negros, da Sétima, que se uniam aos dele em alguma parte da cama.
– Você não deveria tentar sair de lá enquanto tem chance? — Haruka se encolheu um pouco com a pergunta.
– Não. Não posso deixar a garota sozinha, nem você cuidaria dela.
– Muito menos eu. — O Espada revirou os olhos, ainda tinha a "luta" que o impedia de criar qualquer simpatia pela garota de madeixas roxas.
– Pois é. — A garota se sentou na cama, não se importando em cobrir os seios nus, e olhou para ele, os olhos numa expressão curiosa. — Na época em que Neliel estava lá, eu me lembro de uma vez ter ouvido ela mencionar que você queria morrer.
– Quero. De preferência afogando no meu próprio sangue. — Haruka lançou um olhar de reprovação a ele, que ignorou.
– Por que?!
– Simples: Se meu objetivo é provar ser o mais forte, eu terei que lutar, mas se alguma vez eu falhar, prefiro morrer na mesma hora. — Nnoitra se sentou e prendeu o cabelo em um nó. — E quanto a você? Por que todo esse desespero?
– Eu não me vejo morrendo mais uma vez sem ser capaz de cumprir meu propósito. — A garota suspirou, baixando o olhar para as mãos, que repousavam entre suas pernas, cruzadas de forma semelhante a da Yoga.
– E qual seria? — Nnoitra olhou para cima por um segundo, franzindo o cenho. — Mais uma vez? Você lembra da sua vida?
– É. Foi bem aproveitada, mas trágica no final. — Deu de ombros, mas ao ver um sinal de Nnoitra para ela continuar, decidiu que contaria. — Eu morri por não ser uma sacerdotisa boa o suficiente. Matava cada sacrifício humano, todos os dias lia o oráculo, mas ainda assim não pude prever uma inundação que matou minha ilha. — O olhar da Haruka ficou nublado, distante. — Eu me lembro de cada rosto que passou por mim no Templo. Alguns deles se ajoelhavam a meus pés, mas parece que os Deuses não tiveram misericórdia. Os que não morreram afogados, morreram soterrados no desmoronamento que aconteceu pouco antes da água invadir o lugar. Éramos um povo evoluído, superior a Alexandria, mesmo antes da mesma ser construída, poderíamos ter mudado tudo. Ciências, filosofia, religião...
– Sabe... Você não controla a vontade alheia, como que pode se culpar ao invés de culpar seus Deuses
? — Não sei. Mas foram eles que me deixaram forte. Não tenho muito do que Reclamar sobre ser arrancar.
– Mas ainda assim reclama. E ainda assim sabe que vai morrer. Mas não culpa os que te colocaram aqui.
– Assim como você confia em seus instintos de batalha e no "modo digno" de morrer, eu confio na soberania dos Meus. — Haruka se moveu na direção do Espada, sentando-se sobre as pernas dele e por fim, mordiscando o pescoço do mesmo. — Mas foda-se tudo isso. Temos que sair daqui logo, Já está quase claro e eu preciso de cigarros.
•••••••••••••••••••
Savie estava saindo do banheiro, já vestida com o uniforme de costume, e se sentou no sofá ao lado de Tesla e Lilynette, que havia chegado a pouco tempo.
– Eles voltam hoje, né? — Tesla direcionou o olhar para a garota que perguntava e que tinha as longas madeixas roxas ainda molhadas.
– Aham, deveriam pelo menos.
– Por isso Aizen chamou os Espadas pra hoje a tarde? — Lilynette virou para a amiga, que meneou a cabeça.
– Ainda assim algo me diz que isso vai dar problemas.
•••••••••••••••••••
Haruka e Nnoitra foram os últimos a chegarem na sala. Haviam detestado deixar a facilidade do mundo humano. Se sentaram em seus respectivos lugares, já recebendo olhares dos demais espadas, talvez pelas marcas ao longo do corpo da garota, ou das olheiras de ambos. Aizen tinha a mesma expressão de sempre, mas por algum motivo, hoje parecia mais satisfeito.
– Como Szayel já analisou os dados, sabemos que Karakura é o único lugar que torna a criação da Chave viável. E por isso vamos ser obrigados a derrotar Kurosaki Ichigo.- Nenhuma palavra foi proferida em protesto a esse fato. A única movimentação foi a fumaça saindo dos lábios da Sétima, que havia acendido o cigarro no início da reunião. — E agora já fazem duas semanas que Kuchiki Rukia está presa na Sereitei. Logo será seu julgamento, e até lá manipularemos as ordens da Central 46.
– E como vamos saber que depois que obtiver a chave para si, vai deixar o Hueco Mundo em nossas mãos? — Haruka se levantou, o olhar já desinteressado, mas a pergunta legítima fez com que outros se manifestassem.
– Porque não terei mais nenhum motivo para prende-los.- A Espada estreitou os olhos, a expressão ficando mais séria e quase irritada. Savie permanecia calada, mas tinha um pressentimento que aquilo daria problemas.
– Mas pode nos matar. Com toda a facilidade que tem em nos hipnotizar, vencer a todos não seria problema. — Antes que a garota pudesse fazer alguma acusação, Sentiu Aizen atrás de si, de modo que em uma fração de segundo a garota já tinha a cabeça pressionada contra a mesa, e um dos braços puxados para trás.
– Você está se tornando uma ponta solta, Ryuk. — O shinigami puxou o braço de Haruka um pouco mais, tendo como resposta um gemido de dor. Soltou a garota como se aquilo fosse um "aviso" aos outros. A Sétima recuperou o fôlego, e se sentou novamente. Dali logo foram liberados, e já tinha em mente o que tinha de pedir a Gin.
Fale com o autor