Alone

29 Relação


Notas iniciais
✘ Gente, gente, gente. Deixa eu explicar uma coisinha: Nesse capítulo tem hentai, mas tenho duas coisas para dizer antes de vocês lerem. Primeiro: Não estou incentivando estupro de maneira NENHUMA, sou completamente contra e jamais usaria uma fanfic pra defender esse tipo de coisa, portanto, estupro não se aplica aqui nesse capítulo. Segundo: Eu não tenho experiência ALGUMA com hentai, tanto que o primeiro que escrevi foi em outra fic minha, e foi há esses dias, ou seja, a criança inocente aqui não tem experiência alguma ( ͡° ͜ʖ ͡°). Desculpem se tiver ficado ruim. E não sei se terá mais cenas assim, então nem me perguntem DSJDSJKDJKDSK ✘ Já que estou no assunto, vou esclarecer uma coisa: Conversei com uma garota que me perguntou se assassinos como Jeff tem interesses sexuais. Sim, obviamente. Psicopatas/Sociopatas tem impulsos sexuais incrivelmente fortes. A energia deles nesse sentido é tão forte quanto a energia que têm para matar ou até se envolver em vícios de droga. Sim, é "normal" pra eles. Só que eles não fazem nada envolvendo sentimentalismo, tenham isso em mente. ✘ Me desculpem por não ter respondido todos os comentários no capítulo anterior ainda. Eu iria respondê-los agora mesmo, mas pensei em atualizar primeiro. Enfim, MUITO obrigada a todos que comentaram, e ainda hoje irei responder todos vocês viu? Agradeço pelo carinho ♥

Lauren divagava em seus pensamentos, o que não era tão prático levando em conta que suas verdadeiras intenções deveriam estar voltadas a impedir Jeffrey de prosseguir com a ação. Sentiu-o roçar os lábios por seu pescoço, sentindo inclusive as partes cortadas em seus cantos labiais. Que sensação mais agonizante, asquerosa... Suja. Mas pra ele, nada disso importava. Seus desejos deveriam, contudo, estar em primeiro lugar em todos e quaisquer aspectos.

— Jeffrey... — tornou a protestar hesitante. Ele, porém, acrescentou ainda mais a língua ao percorrer da base de sua garganta. Parecia literalmente estar controlando o riso, como se estivesse a jogar mais um joguinho, onde levianamente estava em uma vantagem explicita.

Seus beijos um tanto ferozes rumaram até a mandíbula e o queixo, mordiscando e deixando marcas nada discretas. Se logo no início ele já apresentava tanta agressividade, permiti-lo ir adiante era um risco demasiado.

— Chega Woods! — tentou empurrá-lo. Mas Jeff por sua vez, prendeu seus pulsos brutalmente colocando-o acima da cabeça, apoiados no encosto do sofá velho e de couro preto.

Soltou uma risada rouca, apertando o pescoço dela com a mão esquerda ao ponto de tirá-la o ar por alguns segundos e deixar uma vermelhidão em volta de sua pele, parando de sufocá-la e descendo a mão até sua barriga coberta.

— Se ficar quieta, isso não irá doer tanto... — murmurou perto de seu ouvido, enrolando uma mecha de seu cabelo divertidamente. — Relaxe.

— Como você quer que eu relaxe?! — indagou revoltada. Um maníaco, que sabe-se quantas vítimas já fez, está praticamente em cima de si com um intuito nada inocente, e ele quer simplesmente que ela relaxe e deixe acontecer?

Sorriu, observando seu semblante em fúria antes de cerrar seus dentes, encarando-a.

— Não sou tão agressivo quanto pensa. — mentiroso — Embora não pareça, conheço a linha entre a dor física e a dor prazerosa.

Ela gaguejou, tentando procurar uma resposta para rebater (o que não surgiu tão instantaneamente).

— Se está tentando me animar, não deu certo!

Todas as ofensas do mundo rodearam sua mente quando a língua dele invadiu sua boca irrefreavelmente (o que a surpreendeu, já que na maioria das vezes Jeff criava réplicas para se defender em discussões sem nexo como aquela), criando um ritmo lascivo que impedia ela de pausar mesmo quando assim desejava. As unhas dele cravaram-se nas laterais de seu corpo, tão fundo e sem avisos que fez escapar um gemido de seus lábios, mais voltado à dor se fosse para admitir — já que se recusava de corpo e alma a aceitar que Jeff viesse a trazê-la algum prazer carnal. Ele arfava em desejo, e seu tom era bem mais obsceno, irritando-a ainda mais com seu atrevimento hostil.

Jeff era possuído por instintos primitivos, Lauren notava isso tanto por seu gênio indomável, tanto por suas tendências agressivas até mesmo em relações físicas, que para pessoas normais eram contraídas a sentimentos puros entre um homem e uma mulher. As interpretações dele com certeza eram bem diferentes dessa.

Em comparação com o rapaz, Lauren era bem mais inexperiente; e tão pouco poderia se culpar, Jeff exigia muita rapidez e desempenho, o qual mesmo tentando impor, jamais conseguiria retribuir com o desejo que ele esperava. Era algo que, sem dúvidas, ele jamais alcançaria; esperando demais, obtendo de menos.

Ao perceber que ambos estavam perdendo o fôlego — mais Lauren, principalmente — liberou-lhe avançando para seu corpo ainda vestido, onde o mesmo começou a rasgar suas vestes sem prudência alguma, sugando a pele com uma intensidade dolorosa deixando hematomas visíveis por todo seu colo.

Parte do corpo dela (que já estava à mostra desde que Jeff rasgou sua camisa) foi explorado pelos olhos atentos dele. Aquilo sim era agonizante. Agonizante e preocupante. Jeff não tinha escrúpulo algum. Às mãos dele encaixaram-se inteiramente nos seios fartos da morena, livrando-se do sutiã da mesma com uma facilidade impressionante.

Seus dedos indicadores, finos e experientes, movimentaram-se nas aréolas de seus seios fortemente, observando a expressão de ódio que ela mantinha em seu rosto; com os olhos fechados forçadamente. Engraçado. Ela ainda tentava lutar contra isso, e provavelmente iria ter ainda mais repulsa em relação a ele. Mas dane-se. Apesar de tudo, ela também sabia que seria uma relação passageira.

Começou a lamber a pele pálida, porém quente, até chegar à sua barriga; mordendo-a até começar a sangrar entre as marcas de dente que estava deixando em seu corpo, enquanto continuava estimulando a área da mama com arrogância em seus toques grosseiros, que estava começando a machucar uma das partes mais sensíveis de seu corpo. E Jeff sequer se importava com isso.

— Filho da... — Lauren resmungou, fazendo-o sorrir petulantemente contra sua pele, voltando-se para cima e analisando seu rosto queimando.

— Você é muito mole. — tirou a calça dela rapidamente, o que pela surpresa, fez-lhe arregalar os olhos. Jeff riu. — Você fica nervosa por qualquer coisa. — sorriu ardiloso, mais uma vez com o semblante tomado pelo sarcasmo e indiferença. Mordeu o lábio inferior dela, deixando a região avermelhada, mas não ao ponto de sangrar como havia feito em outros pontos.

Livrou-se de sua própria blusa, seguidamente desfazendo-se da camisa bege e suja que ainda usava, jogando-a pelo cômodo sem se preocupar para onde acabasse por cair. Em uma movimentação inesperada, puxou-a de modo que parasse em seu colo, envolvendo seu quadril com as pernas obrigatoriamente (sendo que Jeff não parecia lhe dar opções, e pela expressão dela, estava completamente desorientada, além de se perder em sensações tão estranhas e arrepiantes). Jeffrey ajeitou-se; sentando encostado no sofá com o tronco aprumado, sentindo-a em volta de si.

Ela permaneceu parada, ainda confusa e com os ombros tensos. Sentiu a respiração dele novamente em seu pescoço, arfando baixo, mas não imperceptível. As mãos de Jeff pressionaram firmemente seu quadril contra a virilha dele, fazendo-a sentir a elevação de sua excitação, o que deixava a situação ainda pior. Apesar de ainda estar em parte vestido, Jeff ainda pressionava o quadril da garota com frenesi, fazendo-a elaborar, mesmo que à força, movimentos contra ele capazes de incentivarem-no a buscar por um contato ainda mais exposto e agressivo; continuando os movimentos por minutos agoniantes, em seguida, novamente deitando-a no sofá enquanto enlaçava os dedos em seu cabelo, puxando sua cabeça que tombava para trás, deixando o pescoço completamente acessível.

As batidas do coração de Lauren mais pareciam estar martelando dentro dela, sentindo Jeff arranhar fortemente suas costelas, mais uma vez escapando um gemido em protesto.

Habilidoso, Woods os despiu das poucas peças que ainda acobertavam seus corpos. Com a própria camiseta dela que havia a desfeito, cobriu sua boca com o pano de modo que nenhum som hediondo escapasse dela (pois, seria um problema se alguém ouvisse e entrasse logo agora).

Sentiu um leve incomodo quando Jeff concentrou-se em suas coxas, mordiscando-lhe na parte interna enquanto voltava-se à virilha; lambendo-a com aspereza. Jeff introduziu o dedo indicador dentro dela, fazendo-a se contorcer ainda mais, além de exclamar irritada pela dor que ele causava antes mesmo de intensificar as investidas.

Uma provocação de êxtase percorria o corpo dele, apertando as coxas dela e posicionando-se entre as pernas dela no momento em que percebeu que não aguentaria enrolar tanto por isso. Ela sabia que isso provocaria muita dor depois, e até mesmo agora, mas do jeito que ele a segurou, era quase impossível tirá-lo de cima logo agora que estava tão extasiado.

Penetrou-a com uma impetuosidade extrema, não dando a mínima se chegaria a machucá-la. Mais uma vez, todos os insultos do mundo que invadiam sua mente, eram em relação a Jeff.Mas que droga. Por que ele tinha que ser assim?

De tão rápido e forte, conseguia ouvir o embate dos corpos, que mais pareciam estar travando uma disputa, à uma relação. A boca dele estava em seu pescoço; que para abafar a onda de prazer que subia por seu corpo, distribuía mais marcas de mordidas alterando entre seu pescoço e ombros igualmente feridos. Uma ardência entre suas pernas era sentida, quase como se estivesse sangrando.

Só depois de um tempo conseguiu se acostumar com os movimentos brutais dele, que depositava nela todo seu alvoroço. Com certeza esse maldito terá o que merece depois, pensava, tentando assim aplacar sua revolta. Revolta que se espalhava ainda mais quando percebia que seu corpo estava reagindo ao dele. Isso não pode estar acontecendo.

Uma emoção — que provocava ainda mais nojo nela por estar retribuindo a ele — começou a possuir seu corpo, passeando dos seus ombros até chegarem às partes mais vulneráveis de seu corpo; arqueando seu corpo para trás e por fim sendo expandida pelo ápice. Percebeu que a sensação passageira deixou-a ainda mais exausta do que já estava, além de achar insuportável o fato de seu corpo estar banhado no suor.

Não... Isso não aconteceu! Perguntava-se a todo instante como foi capaz de permitir isso.

Jeff, que prosseguiu com as ações mesmo depois que ela havia aliviado sua tensão, continuou a segurá-la, aumentando a freqüência até que ele tivesse liberado seus fluídos dentro dela. Ao aparentemente terminar, quebrou a aproximação de seus corpos com naturalidade, afastando-se e já se vestindo como se nada tivesse acontecido.

Ela, com os olhos estreitos em direção dele, esperava seu corpo normalizar tanto quando o dele havia normalizado em tão pouco tempo. Jeff seu maldito!

— Eu te odeio! — protestou raivosa, fazendo-o rir baixo enquanto ajeitava sua blusa. — Eu te odeio. Eu... Te odeio muito! — continuava a repetir incansavelmente até sua quinta vez, fazendo com que Jeff se aproximasse e apertasse sua bochecha esquerda cinicamente.

— Sim, nos odiamos. Mas isso nunca nos impediu de fazer isso, impediu? — arqueou a sobrancelha, questionando-a com diversão em sua voz. — Até que não foi tão ruim. — sério isso? — Quem sabe da próxima você tenha melhorado, amorzinho.

— Escuta aqui, seu...!

Novamente, ele a cortou:

— Lindo maravilhoso e cheiroso? Eu sei. — exibiu-se, sorridente. — Mas não pense que irei repetir de novo. A não ser que você implore muito por isso. — acenou simpaticamente, saindo em direção à porta.

— CARA DE PAU!

•••

Mais tarde, após um longo banho relaxante, conseguiu se livrar de qualquer cheiro ou toque que Jeff tivesse deixado nela. Claro, as marcas levariam até dias pra se desfazerem, e as dores ainda não tinham a abandonado tão facilmente.

Aquele bobo alegre, pervertido, imundo... Argh! Por que precisava dele mesmo? Só lhe dava mais dores de cabeça. Mas por alguma razão, mesmo que não soubesse dizer qual era, precisava de Jeff. Ele não sentia nada por ela. E ela muito menos por ele. Isso sempre foi inegável. Então, porque uma parceria como aquela era tão necessária?

Céus... Isso causava mais complicações em sua vida, embora atualmente não se importasse tanto quanto antigamente. Acha até que depois de tantas surpresas, angustias e sofrimentos não têm mais o direito de chorar por qualquer coisa. Querendo ou não, parece que a vida a deu um bom sacode para enfim acordar e notar o que havia à sua volta, que nem sempre estava ligado a coisas boas.

Dylan, como sempre, estava arrumando suas coisas para ir pro trabalho. Ficou olhando-o de longe, sem interesse em particular. É claro que ele sempre notava olhares em sua direção, estava até acostumado, por assim dizer; lançando-lhe um sorriso nada bobo, e caminhando até ela.

Lauren rolou os olhos com sua aproximação. Não estava nem um pouco à vontade para conversar com ele depois de tudo o que ocorreu (mesmo ele não fazendo ideia do que se tratara).

— O que foi Dona Encrenca? — puxou assunto, mordendo uma maça que levava na mão direita. — Você parece incomodada. — comentou, mas por ela não falar nada, insistiu no assunto: — Isso tem algo a ver com a hiena que vem sempre te visitar?

Hiena? Ele estava se referindo ao Jeff? Pela arqueada da sobrancelha dele, a resposta era sim. E embora não quisesse dar esse gostinho a ele, acabou rindo de seu comentário.

— Olha só, você sabe rir! — Dylan continuou, sorrindo de lado. — Você é tão séria, achei que fosse um robô ou algo assim.

Controlou o riso.

— Cala a boca, vai.

— Mas você não me respondeu. Seu aborrecimento é por causa daquele Jefferson?

— É Jeffrey. — corrigiu calmamente. — E não lhe diz respeito, não é mesmo, querido? — desafiou, erguendo o rosto.

— Será que não querida?

— Não mesmo! Deixe de ser irritante e volte pra sua vidinha. — cruzou os braços, desviando o olhar pelo corredor.

Ele continuou sorrindo, não dando a mínima para seu humor inconstante.

— A gente se vê amanhã, Dona Encrenca. — virou-se, afastando-se em passos rápidos, já que tinha pressa para seus compromissos. — Cuidado com seu amiguinho sorridente, ele não parece muito simpático. — ironizou antes de sair.

— Eu que o diga. — sussurrou consigo mesma.