Alone

25 Reação


— Como disse? — A voz da garota saiu como um chio; rouco e fraco. Jeff observou de breve sua expressão tomada por uma incredulidade que provavelmente jamais assumiria seu rosto novamente, deve ser um dos momentos mais confusos e insanos para Lauren. Nem mesmo ele, com tanta experiência, saberia dizer o que rodeava sua mente no exato momento.

— Você me ouviu. Ele é seu pai. — Repetiu, um tanto curioso com o que ela iria responder, mesmo já tendo uma ideia.

— Não, não é. — ela protestou, e seu semblante mudou da água ao vinho. — Você enlouqueceu? Além de me contar algo assim agora, ainda acreditou no que aquele desgraçado disse? — riu forçadamente. — Que decepção, Jeff! Isso é loucura. Ele se dizia meu tio, e nem mesmo isso tem como provar que realmente seja, você está tentando...

Ele não deixou que continuasse a falar, tampando sua boca com a mão enquanto com a outra afundava em seu cabelo puxando-o para trás, o que fez com que seu pescoço ficasse completamente exposto, e com a boca próxima à sua pele, Jeff falou:

— Fique quieta. — cochichou, com um leve sorriso de divertimento. — Você me conhece o suficiente para saber que só afirmo algo quanto tenho certeza absoluta. — soltou-a contra a cama, encarando por cima. — Não estou satisfeito com o rumo que as coisas estão tomando, isso está indo além de meus desejos. E tudo isso, Cresswell, é por sua única e exclusiva culpa.

— Ao que se refere? — Perguntou exaltada, com as sobrancelhas juntas. Jeff estava praticamente em cima de si, mesmo ainda não tendo demonstrado nenhuma intenção fervorosa, isso a incomodou. Suas unhas, que por baixo eram manchadas de sangue, estavam rostindo pelas suas bochechas, provavelmente deixando leves marcas de arranhões.

— Sou de fato orgulhoso, gosto que as coisas sejam feitas de minha maneira, odeio ser contrariado, odeio compartilhar meu teto com outro alguém. — confessara. — Mas graças à você, tive que conviver com todos esses elementos que abomino, e sequer posso matá-la agora, que estou tão perto e poderia fazer o que bem entendo. — sorriu maliciosamente — Você, Lauren, só trouxe-me problemas. Se antes eu soubesse do que sei agora, teria a matado assim que estivesse fugindo daquele maldito hospital. — ela tentava escapar, mas abruptamente segurou seus pulsos acima da cabeça, com tanta força que tirou dela um rangido de desconforto. — Você irá me ouvir! Se não fosse por você, já teria matado Adam antes mesmo de terem me internado. Não teria um único pedaço dele para contar história. Mas você surgiu, e definitivamente foi a pior interrupção que tive em anos.

— O que você quer, Jeff? — empurrou ele fortemente, mas por não desistir facilmente, ele continuava segurando seus braços e fazendo encará-lo. — Pra quê serviu isso tudo? Está colocando a culpa em mim por ser "filha" — frisou bem essa palavra — de Adam? Ou pela sua incapacidade?

Ficou um pouco surpreso com a resposta grosseira dela, ela achava que podia desafiá-lo à essa altura do campeonato?

— Você me subestima muito. — sorriu, levantando seu queixo para encará-lo bem de perto. O que ele mesmo percebeu que causou agonia na morena. — Não tenho tempo pra você. Se eu fosse seu amigo, aconselharia a tirar sua vida enquanto ainda pode. Mas como não sou, não te darei esse direito, por enquanto você será um mal necessário.

— Deixa eu ver se entendi: Está me proibindo de cometer suicídio? — Disse sarcasticamente.

— Estou... — percebeu que em meio a discussão Lauren parou o que fazia e começou a derramar lágrimas por seu rosto, inicialmente silenciosas mas que depois foram acompanhadas por soluços e até mesmo suspiros. Essa garota está ficando mais bipolar que eu, disse mentalmente com o cenho fechado. — O que foi agora?

— Então é verdade que ele é meu pai? — ele assentiu, confirmando. — Certo. Não quero ser frágil como antes, então se tiver que chorar, que eu chore tudo agora, pois odeio fazer isso e provavelmente você nunca mais verá isso acontecer. — dizia em um tom tão seco quanto o seu olhar, que mesmo transbordando lágrimas, era completamente vazio e odioso. — O que tem a dizer sobre minha mãe?

Novamente, o assassino estranhava a reação da garota. A verdade é que ele abomina sentimentos, mas os conhece. Jeff sempre soube exatamente como alguém se sentia em determinadas situações, mas ele em particular não praticava. Conhecia a letra da música, e não sabia tocá-la.

— A mulher que te criou é realmente irmã de Adam. E não, ela não é sua mãe. Aquela mulher te adotou a pedido do irmão, ela não sabia da história completa, provavelmente se soubesse não concordaria em nada. Achou que você tivesse sido abandonada, quando na verdade, sua mãe havia sido morta por Adam. E ele não hesitou em matar a própria irmã...

— Por que ele mataria minha "verdadeira" mãe?

— Essa é uma história que não sei por completa. — disse afastando-se dela. — E nem tenho interesse em saber. As dúvidas em minha mente já são muito grandes para me aventurar em mais delas.

— Isso me agonia...

— Ao que se refere? — Perguntou, tentando demonstrar interesse, mesmo que seu cérebro estivesse trabalhando bem longe daquele mero quarto de hotel.

— Essa incerteza. Não saber em quem devo confiar, duvidar de quem foi verdadeiro comigo ou não, o que devo fazer com tantas informações... Há muitas questões pendentes.

— Tá. — rolou os olhos. — Mas agora, temos um assunto importante. Adam estará atrás de você, devemos nos infiltrar em lugares com muitas pessoas, nos disfarçarmos e mantermos em lugares menos improváveis para se esconder. Adam é muito protegido, e está sempre se locomovendo, nunca para em uma única cidade, muito menos hotel. Devemos seguir esse mesmo padrão, mas diferente dele, somos só nós dois. O miserável tem como vantagem a proteção de sua organização e de todos seus seguidores.

— Jeff... — Sussurrou sem mais nem menos.

— O que é agora? — Perguntou encarando do canto dos olhos, enquanto mantinha as mãos dentro dos bolsos da calça.

Surpreendendo-o, ela se levantou com grande impulso grudando firmemente as mãos sobre os ombros dele e empurrando na parede. Isso foi no mínimo inusitado para o rapaz, que encarou confuso seu rosto baixo, notando suas mãos fortalecerem cada vez mais, ao ponto de fincar as unhas em seus ombros sem ao menos se importar com isso.

Ao levantar o rosto, que antes era tampado por uma franja mal cortada, percebeu o olhar estreito de Lauren aumentar aproximando o rosto pare que olhasse em seus olhos. Ela estava o copiando ou apenas tentando irritá-lo?

— Jeff, me prometa uma coisa.

— Prometer? — Sua confusão aumentou, ao mesmo tempo, parecia estar alerta para o que ela pretendia. Seu rosto ainda estava molhado pelas lágrimas que derramou, mas estavam brevemente secando, em torno dos olhos apenas os cílios úmidos provavam que ela já havia chorado antes. Fora isso, era uma surpresa pra qualquer um a mudança repentina da jovem.

— É, prometer.

— O que está pretendendo? — indagou, rindo suavemente. — O que tanto quer que eu prometa? Acho bom ser algo sério, pois caso contrário meterei à mão em sua cara.

— Me prometa que não irá me abandonar.

Do que essa louca está falando agora? — Te abandonar?

— É. Prometa que mesmo que isso dure anos, não me deixará sozinha.

— Ah, faça-me o favor! — retrucou no mesmo instante, tentando afastá-la — O que pensa que sou? Um príncipe encantado que estará presente em seu final feliz?

— Você está longe de ser um príncipe, e eu longe de ter um final feliz. — empurrou novamente seu corpo contra a parede, com mais força. — Mas não me interrompa, estou falando. — a intenção de Jeff era dá-la uma lição ali mesmo, mas pelo jeito que ela agia, nem se importaria se isso acontecesse. — Você acha que eu te prejudiquei, mas acha que não me prejudicou? Você só quer esfregar a fuga bem realizada em minha cara. Parabéns, Jeff. Se quer ser parabenizado, já foi. Mas saiba que desde que saímos de lá, entre dez problemas que tive, oito foram por sua culpa. Eu não estou feliz com isso, você sabe bem. Então cale-se de uma vez por todas e pare de jogar a responsabilidade em mim! Eu não escolhi ser filha do homem que destruiu nossas vidas, deu pra entender?

— E onde essa promessa entra nessa história toda, sua egocêntrica?

— Porque sei que pretende me usar em seu plano, provavelmente depois irá me eliminar, quando tudo tiver sido resolvido, isto é, se isso for mesmo acontecer. Isso é pessoal pra mim, já sabia que era, mas ele não é apenas meu tio, é meu pai. Independente disso, quero dar um fim à tudo. Agora não tenho muita escolha, ou ele morre, ou morro eu, pelo o que entendi. Mas prometa não ser egoísta, não quero que me largue pra fazer o que quiser com ele. Lembre-se que ele me afetou ainda mais do que afetou à você, eu tenho esse direito. Você pode não concordar com nada que eu diga, e pode ser um filha da puta egoísta, mas seja homem uma vez na vida e prometa aqui, olhando em meus olhos!

Ela havia esfregado tais palavras em sua cara com tanto impacto que mal teve tempo de retrucar ou até mesmo tentar afastá-la.

Lauren percebia que Jeff costumava surtar muito, e quando acontecia, ele aliviava a sua fúria e conseguia ser mais... dócil, quando acabava. Em outros palavras, estar perto dele em um episódio psicótico era pedir para morrer, e estar perto dele após o surto chegar ao fim, é conseguir ter uma conversa mesmo que o perigo ainda estando presente.

— Eu não ganho nada com isso!

— Ganha sim! Não sei porquê precisa que eu viva para seu plano dar certo, mas garanto que me jogo pela janela e nem mesmo você poderá evitar. Me garanta que fará como pedi!

— Pare de me dar ordens. — empurrou-a não tão longe, afastando-se até a janela onde observou o lado de fora, fechando a cortina. — Como disse anteriormente, precisamos começar a fugir. Pelo menos até que eu consiga um armamento mais pesado.

— Não mude de assunto, Jeff. Me prometa.

Bufando alto, e irritadíssimo com sua persistência — mesmo que ele em particular agisse de modo parecido — ele respondeu furiosamente:

— PARE COM ISSO! É TÃO IMPORTANTE PRA VOCÊ? ENTÃO ÓTIMO! EU PROMETO. SATISFEITA?

— Muito. — abriu um sorriso confiante, enfim disposta a mudar de assunto. Jeff pode ser o que for, mas se ele prometer algo, mesmo em um momento de irritação, deve estar consciente de que deve cumprir. Ele não tem nada a perder mesmo. — E então, quando começaremos a nos mudar?

Ele respirou fundo, tentando com esforços visíveis parecer mais calmo.

— Durante a madrugada já teremos que procurar outro lugar para ficar.

— Iremos mudar de cidade?

— Uma vez ou outra é possível, mas chamaríamos muita atenção. Teremos que continuar aqui por uns dias, saídas da cidade apenas quando precisarmos de novos disfarces ou armas, tenho uns contatos que irão nos ajudar com isso.

— Se Adam está aqui não seria mais prudente ir para um lugar distante?

— O carro que temos está com um vazamento de óleo no motor, não poderemos fazer viagens muito longas. E além disso, se eu matar alguém e roubar um veículo, Adam, ou Liu que me conhece melhor, irá atribuir o crime à mim, e através de testemunhas oculares conseguirá seguir nossos rastros e descobrir nossas localizações. — falou — Sem contar que não consegui encontrar os cobaias humanos...

— Se me permite: Qual seu verdadeiro interesse com esses cobaias? Já faz uns dias que você os menciona, e entendo sua fascinação sendo um lunático, mas por que isso?

— Talvez um dia você entenda. — comentou — Mas atualmente, estou interessado em todo o estudo que fizeram. Poderei utilizá-lo quando voltar a matar pra valer, bem longe daqui. Além de aplicar alguns métodos em seu querido pai.

— Ah. — resmungou — Pensando bem, a resposta é bem óbvia: Você tem gostos estranhos.

— Não me importo. — ignorou o assunto — Sugiro que tome um banho, arrume suas coisas, e descanse um pouco. Pois às 03:00 em ponto, estaremos sem nenhuma interrupção, procurando um local seguro pra ficar. Agora será assim diariamente, acostume-se.

— DUAS SEMANAS DEPOIS

Lauren acertava com chutes potentes o saco de pancadas que estava á sua frente. Chutes, socos, cotoveladas... O que tivesse em mente era praticado. Seu pescoço além de dar mal jeito acompanhava junto com seus ombros e braços a dor insuportável que estava presente em seus músculos. Sua dor era devido à sua determinação sem limites, algo que estava sendo benéfico a Jeff, e a ela mesma.

Seus golpes não eram efetuados apenas em seu treinamento, mas também para descontar a raiva e cansaço que haviam se acumulado. Nos últimos dias, dormiu extremamente mal, houve um confronto entre Jeff e um homem alto que aparentemente estava perseguindo-os, e além disso, a alimentação não estava nada regulada.

Atualmente, se escondiam em um antigo centro de treinamento, pequeno e abandonado, segundo Woods. Pelos equipamentos que o ocupavam, era dedicado ao treinamento de artes marciais. Mais especificamente, ao boxe.

Jeff estava por perto observando seu treino, enquanto comia uma carne vermelha mal passada, que sequer sabia como ele conseguia comer, mas que consumia com uma rapidez agoniante, além de se sujar um pouco e abandonar os bons modos.

— Seus golpes estão melhorando. — ele comentou. — Mas esse esforço é perda de tempo. Se te encontrarem, isso não valerá em nada. Apesar de ser um esforço admirável, ao mesmo tempo é idiota se dedicar tanto assim. Suas costas estarão ferradas se continuar praticando hoje.

— Não ligo. — Continuava a distribuir pancadas pelo saco, ouvindo o estrondo que aquilo fazia. Estava tentando acelerar seus movimentos, já que se estivesse em uma situação de desvantagem, isso seria mais do que preciso. O suor banhava seu corpo, grudando sua roupa contra a pele. E quando sua perna direcionou-se novamente ao saco para acertá-lo, Jeff segurou seu pé e empurrou-a para trás, onde seu corpo teve contato com o carpete que aliviou seu impacto. — O que há com você?!

— Eu que pergunto. Você anda estranha nos últimos dias.

— Não sei do que está falando. — sentou-se recuperando o fôlego, enquanto sentia suas costas doloridas. Jeff resmungava alguma coisa, parecer reprovar suas atitudes. — O que você quer Jeff? Quando não faço nada, você reclama. Quando faço, reclama também. O que devo fazer para agradá-lo?!

— Morrer. — respondeu com um sorriso de lado, agachando-se em frente à ela. — Mas isso vai demorar um pouco para acontecer, então até lá, trate de não agir como uma imbecil.

Ela revirou os olhos desviando o olhar, mas o mesmo voltou-se rapidamente para Jeff quando seu rosto estava próximo ao seu.

— O que quer? — Perguntou brevemente.

— Nada, estou só observando. — Falou rindo baixo, o que chamou sua atenção.

Jeff ergueu a camiseta dela sem explicação alguma, encarando sua barriga exposta e sem mais nem menos, lambendo-a.

— Você ficou louco? — Protestou com os olhos arregalados, mesmo já sabendo a resposta, e completando com um "ele já é" mentalmente. — Afaste-se!

Ele riu, fazendo-a sentir sua respiração contra sua pele.

— Você está se divertindo com isso, não é mesmo? — ela voltou a falar, empurrando-o. — Seja lá o que está pensando, me estuprar não é uma opção.

— Talvez seja. — respondeu, o que a fez corar nervosamente, irritada.

— Vai se danar.

Levantou-se, deixando o rapaz sozinho com seus pensamentos impuros e sanguinários. Ajeitou a camisa em seu corpo, fitando-o brevemente, o que a fez questionar as intenções de Jeff. Apesar de nunca ter demonstrado isso, ele era homem, logo deve sentir atração, mesmo não dando para acreditar olhando pra ele. Romantismo com certeza não se aplica no caso de Jeff.

— De qualquer modo não estou interessada. — comentou consigo mesma, saindo do local.

A água que tinham por ali era completamente suja, não podia ser consumida. Então, quando era preciso, ambos compravam uma garrafa na sorveteria por perto. Lauren costumava ir com mais costume, até porque a própria aparência de Jeff já gerava comentários quando ele entrava em algum estabelecimento.

Desacompanhada, ela caminhava para lá, sentindo o vento aliviar um pouco o calor que sentia. Jeff a dava pouco dinheiro, até porque o que andou roubando não era muito, mesmo não sabendo muito a respeito, percebeu isso.

Ao entrar na sorveteria, tratou de pegar uma garrafa de água. Os rapazes que trabalhavam pelo local costumavam estranhar sua aparição, já que estavam morando por perto nos últimos dois dias, e a cena se repetia. Apenas uma vez ou outra comprou outra coisa para despistar.

Após se despedir, saiu com a garrafa em mãos, refrescando-se com o líquido. O percurso era pouco, e efetuado de modo rápido. Estava há duas casas de distância de seu verdadeiro objetivo, e assim como Jeff planejou, era movimentado o suficiente para perderem-se entre as pessoas durante o dia.

Atualmente, no período da tarde, não se via muitas pessoas, apenas um pouco longe de onde estavam, mas parecia suficiente.

Enquanto andava, sentiu uma aproximação estranha, virando-se e vendo um veículo preto, com as janelas escuras o suficiente para não conseguir ter a visão de dentro. Estanhou, e sua expressão já denunciava isso.

Ao ouvir as portas se abrindo, percebeu dois homens saindo — incluindo um terceiro que estava em um dos acentos na frente, que com a porta aberta observava a aproximação dos outros e lhes deu a ordem para levá-la.

Dando dois passos para trás, e deixando a garrafa ir ao chão, preparou-se para correr. Mas antes que pudesse ser feito, eles a seguraram, e mesmo debatendo-se com força e até mesmo chutando um deles, não pareceu resolver.

— JEFF! — gritava, repetindo o mesmo nome diversas vezes — ME AJUDA! JEFF!

Apesar de um pouco distante, ele parecia ter ouvido. Correu rapidamente pra fora, onde na rua observou um dos homens tamparem a boca dela, consequentemente arrastando-a até o carro.

— Mas que droga. — resmungou. — Como eles são capazes de fazer isso no meio da rua? — essa pergunta repercutiu por sua mente por alguns minutos. Se ele matasse alguém ou sequestrasse no meio da rua, obviamente seria mais fácil o pegarem. Esses caras não se importam com isso?, pensou.

Sem tempo para refletir, correu apressadamente, e por Lauren se defender muito dificultou para que a levassem rapidamente. Ao se aproximar do carro, jogaram-a na parte de trás, e prestes a retirar sua faca e tirá-la dali, foi atingido com um soco intenso que o levou até o chão, sangrando seu nariz.

Os perseguidores rapidamente entraram ligando o carro e acelerando o quanto podiam. Algumas pessoas na rua observavam espantadas, mas não mais que Jeff, que xingava meio mundo enquanto se levantava. Sair correndo atrás deles não ia adiantar, e nem conseguiria agora. Este era o momento em que ele percebia que havia se ferrado. E que Lauren, mais do que nunca, havia entrado em um poço sem saída.