Alone

20 Código


Notas iniciais
Olá, olá É BEM LEGAL ESCREVER CAPÍTULOS COMO ESSE AQUI, PRINCIPALMENTE QUANDO SE SABE O QUE VAI ACONTECER até porque eu escrevo então não sei porque estou dizendo isso (????) Tanto esse capítulo quanto os próximos terão ação, planos mais elaborados, essas coisas. Na fic vemos os assassinatos e roubos, esses tipos de crimes, pois nesses próximos veremos mais variedades, algumas até me baseei em fatos reais para desenvolver alguns personagens. Okay, a Lauren terá algumas mudanças. Ela continuará a mesma - obviamente - mas as mudanças de comportamento devido à sua outra personalidade será mostrada mais frequentemente, então vocês perceberão mudanças nela também. Eu devo estar esquecendo de falar algo...(eu sempre esqueço). Mas acho que é só isso mesmo, até mais ♥

Jeff havia dado a notícia de modo tão simplório e calmo que mal parecia referir-se ao homem que buscava matar, quanto à Lauren obviamente se empolgou além da conta com a inesperada notícia. — Ele está na cidade?! O que faremos Jeff? Pretende armar um sequestro e trazê-lo pra cá ou teremos que arrumar um trailer ou algo descartável para mantê-lo detido? Já sei o que podemos fazer! Nós iremo-

— Faça o favor de calar a boca! — A cortou, rude. — Não é o que faremos. Onde está sua educação?

Arqueou a sobrancelha. — Tenho que ser educada com quem pretendo matar? Você não segue esse padrão, Woods. — Ironizou, vendo ele revirar os olhos. Por ele não possuir pálpebras aquilo a causava certa agonia...Jeff era um carinha bem esquisito mesmo.

— Ele nos convidou para jantar, então apronte-se. — Falou, pegando-a de surpresa.

— O quê?! Você se encontrou com ele antes e não me contou?! — Alterou seu tom de voz, quase aos berros. — Jeff seu idiota! O que está acontecendo com você? Depois de todos esses anos você finalmente passou pro lado bom, seu miserável?!

Rira. — Calme, senhorita. — Respondeu calmamente, mas sem abandonar sua expressão ameaçadora. — Encontrei informações muito úteis a respeito dele, matá-lo de uma só vez não seria tão divertido, precisamos de mais informações, precisamos saber o que ele realmente teme.

— Isso não justifica, seu bosta!

— Uma dama não fala assim, Lauren. — Rebateu com um sorriso de lado. — Imagino que agora você não consiga entender, sua tensão está alta demais para agir racionalmente. Portanto, ordeno que se acalme.

— Ordena? — Riu alto. — VOCÊ me ordena?! — Continuou, demonstrando sua indignação.

— Ordenar, determinar, estabelecer...chame como quiser. — Segurou a mão dela torcendo seu pulso pra trás lentamente. — Sou um assassino profissional, não um completo idiota que acha que posso chegar em qualquer lugar e matar alguém que ninguém no mundo se dará conta disso. Sou racional. — Sorriu divertido. — Pra isso dar certo, você dará o seu melhor para tudo sair perfeito essa noite.

— Essa noite? — Indagou, soltando seu pulso dolorido.

— É.

— Mas não iremos preparar um ataque ou algo do gênero?

Negou com a cabeça, entendiado. — Terá a hora certa pra realizar esse tipo de coisa, e não é agora. Você tem que aprender a valorizar seus inimigos, Lauren. Isso só dará um sabor melhor à sua vitória. — Dissera, em seguida estalando os dedos frente ao rosto da garota, mudando sua expressão da água ao vinho. — Agora arrume-se, tenho algo pra você vestir.

— Tem...? — Crispou os lábios, sem saber ao certo se ele falava sério ou não.

— Claro. — Respondeu com um falso entusiasmo. — Desde quando deixei de lhe tratar como a dama sensível que aparenta ser?

— Jeff, me poupe. — Rolou os olhos, sem paciência para o sarcasmo dele. Ele saiu por um momento, adentrando um quarto aleatório no corredor. Quando voltou, estava segurando um vestido preto e saltos altos da mesma cor. Onde esse capeta encontrou isso?!

— Toma. — Jogou em sua direção dispensando qualquer delicadeza de sua parte.

— De quem é?

Era. — Corrigiu. — Foi de uma mulher que matei ontem, acabei de tirar do corpo dela.

Sério que vou ter que vestir isso?! — pensou imediatamente.

— Isso é mesmo necessário? — Fez uma careta de desagrado.

— É, você terá que se vestir de acordo.

— Já que nos vestiremos de "acordo" quer dizer que verei Jeff The Killer de terno e gravata? — Ironizou.

— Não. Sou irresistível sem precisar de adereços.

O encarou por alguns minutos com os olhos semicerrados. — Não sou obrigada a ouvir seus discursos narcisistas. — Afirmou, voltando a encará-lo antes de ir direto para seu quarto. Ele realmente se achava bonito? E ela achando que estava na pior...

Alguns minutos depois analisava-se brevemente no espelho, julgando estar com a aparência aceitável para o dito evento. Sinceramente não sabia como iria reagir quando visse aquele homem cara a cara. Mas não podia, em hipótese alguma, permitir que a raiva tomasse conta e colocasse tudo a perder. Mas isso seria um desafio...

Prendeu uma cinta, que mais parecia uma faixa, justa às suas coxas, encaixando duas armas pequenas de cada lado. O vestido tampava a visão, o que era importante porque não iria encontrar seu "tio" sem estar preparada caso viessem a atacá-la. Jeff também tinha consciência disso, e obviamente estaria armado e pronto para qualquer coisa. Mas pelo o que percebeu, Adam — se é que seu nome verdadeiro é esse mesmo — era um típico psicopata que assim como Jeff estudava seus adversários antes de atacar. Matar rapidamente não é uma opção para esses dois.

Saiu de seu quarto considerando-se pronta. Ao ver Jeff na sala percebeu que a única coisa que ele mudou em seu visual foi substituir a blusa branca por uma cinza escura, e seu cabelo estava mais liso que o normal, parecia ter sido penteado pela primeira vez na vida. Realmente, esse Jeff era um cínico.

— É sério isso, Jeff?

— Eu por a caso sou de brincar? — Sorriu.

— Na verdade, sim. Você adora sacanear os outros nas horas "vagas". — Fez aspas com os dedos.

— Essa é provavelmente a imagem mais soberba que terão de mim, então poupe-me de diálogos desnecessários.

Muito simpático, como sempre. — Que seja. — Suspirou. — Vamos?

Sem responder, ele chutou a porta da cabana saindo em direção ao carro. Que por sinal, era um carro que ela ainda não tinha visto antes, possivelmente mais um carro roubado com a placa substituída por Jeff.

De qualquer modo, abriu a porta se sentando. Woods mal entrou e já foi diretamente ligando o carro e começando a acelerá-lo. Levou um susto de primeira, colocando seu cinto para garantir que chegaria viva nesse jantar — o que não podia garantir já que estava em um carro com o Jeff.

Quando está dirigindo ele nunca troca muitas palavras, mas desta vez por alguma razão, na metade do caminho ele começou a se pronunciar: — Descobri algo a mais sobre nosso adversário. — Falou, focado na estrada vazia.

— E o que é? — Perguntou tentando não demonstrar qualquer nervosismo.

— Ele é um mandante em um projeto de exportação de drogas e procedimentos a serem usados em interrogatórios e torturas. Ele é um programador de negócios clandestinos nessa área.

— Entendo...mas o que quer dizer com "procedimentos a serem usados em interrogatórios e torturas"? — Indagou.

— Quer dizer que ele e seus homens usam cobais humanos.

— Cobais humanos? — Arregalou os olhos.

— Sim. — Confirmou. — Eles realizam testes nas vítimas sob efeito de drogas, e criam uma lista em partes de métodos de torturas usados para controlar as mentes dos torturados e testar medicamentos ilegais que são importados para países estrangeiros.

Prestava atenção em cada palavra que saía de sua boca, assustada. Não por temer que ele fizesse algo à ela, mas por sua surpresa ser muito grande, já que conviveu com ele anos atrás e nem sequer imaginou algo assim.

— Mas não é só isso. — Continuou Jeff. — Alguns pacientes daquele hospital psiquiátrico foram levados para o centro onde eles realizam seus testes. Alguns por terem comportamento masoquista facilmente aceitaram aquelas condições, outros foram pra lá totalmente contra suas vontades. E advinha quem era pra estar lá também? — Riu. — Eu respondo: nós. Sua velha e falecida amiguinha Rachel ajudava-os a ter acesso ao manicômio e levar seus cobaias. Mas quando ela começou a trabalhar lá seu plano era garantir que você, e eu, fossemos levados também a mando de seu pai. O que é bem interessante...mesmo ela sendo filha dele, ele não deixou de mandá-la fazer aquilo mesmo estando ciente que Rachel poderia morrer a qualquer momento. Devo admitir que ele é frio.

— Isso faz sentido pra mim... — Silenciou-se por alguns minutos. — Mas ao mesmo tempo é só mais um motivo para o matarmos.

— Tenha calma, o momento em que faremos isso chegará, e será para ninguém botar defeito.

Ela assentiu, quieta.

— Por isso, tem algo que quero que faça. — Voltou a puxar assunto. Era extremamente estranho vê-lo tão falante, embora daqui alguns minutos isso fosse acabar.

— O-o que é?

— Você é boa em memorização, certo? Li em seu histórico que sempre teve excelentes capacidades de cálculo mental.

— Bem, embora faça um tempo que não pratique, acho que ainda sou capaz de memorizar com facilidade grandes extensões numéricas...

— Ótimo. Preciso que decore a numeração de um cofre.

— Como assim?

— O cofre de Adam está escondido em algum lugar, tenho certeza que nele encontraremos todos os documentos e autorizações de seus negócios, até mesmo saber a localização onde os testes são feitos.

— Entendo mas...o que ganhamos com isso?

— Você entenderá na hora, por enquanto apenas siga meu plano. Irei contar detalhe por detalhe até chegarmos lá.

Tempo depois e finalmente haviam chegado. Jeff repassou o plano e tudo parecia correr bem. Mesmo não chovendo a noite estava fria, o vento era forte e áspero e trazia um cheiro das terras distantes consigo a cada direção que tomava. Em frente aquela mansão em cores neutras, seus passos a guiavam até a porta aberta que davam a visão de como era por dentro — que por sinal, era muito bonito, bem diferente da cabana velha onde Jeff matava e estuprava mocinhas inocentes.

Não teve a visão de nenhuma mulher além dela no local, a maioria homens com bons ternos muito bem vestidos, e provavelmente escondendo suas armas em suas roupas assim como ela e Jeff faziam.

Sem sutileza alguma o olhar da garota espionava cada canto, cada objeto acessível. Passando ao lado de uma escada entre o corredor e conseguiram notar em frente uma mesa de jantar farta, com dois homens sentados de um lado e outros três do outro, enquanto a cadeira que ficava no meio tendo a visão de todos presentes, era ocupada por seu velho conhecido. Não pôde deixar de sentir ódio só de vê-lo tão cheio de si a encarando com um sorriso esbanjado em seu rosto, com sua clássica postura de superioridade diante de todos. Jeff provavelmente sentiu o mesmo, mas manteve seu olhar neutro.

— É um prazer tê-los aqui. — Se levantou, aproximando-se em passos lentos. — Olhe para você querida, está belíssima. — Elogiou pegando em sua mão e a beijando sem tirar seu olhar da direção dela. — É uma honra ter uma dama como você em nosso jantar, nos presenteando com sua presença. — Sorriu.

Respirou fundo tentando se conter. — Igualmente. — Retribuiu o sorriso falso que ele a lançou.

Soltou a mão dela dando dois passos até Jeff e estendendo sua mão. — Jeff, há quanto tempo, não? Da última vez que o vi estava iniciando sua fase adulta, é uma surpresa vê-lo como homem formado aspirando o sucesso em seus feitos.

— Com toda certeza, Adam. — Apertou sua mão, o encarando de leve. — É prazeroso ver que alcanço meus objetivos não importa em que situação ou desvantagem eu esteja. — Sorriu cinicamente.

— Sem dúvidas é uma realização. — Soltou a mão do rapaz, voltando até sua cadeira. — Por favor, não sejam tímidos, sentem-se. O jantar é especialmente para vocês. — Sorrira antes de sentar à cadeira em boa postura.

Ambos se entreolharam antes de se direcionarem aos seus assentos. Jeff soltou um riso baixo ao perceber o comportamento do homem, já Lauren nem isso conseguia fazer. Olhá-lo a causava uma náusea muito forte, muitas imagens passavam em sua mente.

A sala era iluminada por velas, quase por completa, todas bem espalhadas em cada canto daquela enorme sala de jantar. Os homens que acompanhavam Adam em seu jantar se pronunciaram uma vez ou outra, soltando risos e jogando conversa fora. Não teve nenhum assunto abordado que fosse de fato uma novidade para ela. Política, economia, lazer...preferia ficar em silêncio e fingir interesse nas conversas.

Pela quantidade de homens armados que tinham tanto naquela sala quanto em volta da casa, atacar seria uma imensa burrice, por isso pelo menos enquanto comessem ela teria que controlar seus instintos.

Enquanto saboreavam a comida um músico tocava seu violino os acalmando com sua melodia suave. Pelo menos parecia funcionar com os outros homens. Jeff quase não tocou na comida, não parecia sentir interesse em se alimentar, o máximo que fez foi apreciar o vinho assim como ela mesma apreciou uma hora ou outra. A verdade é que os minutos que se passaram pareciam anos, e somente quanto todos terminaram Adam voltou a olhar em sua direção e de Jeff, puxando assunto diretamente: — E então, há quanto tempo estão juntos? — Disse com o braço apoiado na mesa e os dedos entrelaçados.

— O quê?! — Protestou alto. Ela e o Jeff?! Que ideia era essa? Nem se passa pela mente dele que quando um dorme o outra planeja sua morte?! — D-digo... — Limpou a garganta. — Como assim...?

— Não estão juntos?

— N- — Foi interrompida por Jeff que falou rapidamente.

— Sim, somos. — Ele sorriu, e naquele momento xingamentos que nem ao menos existem foram direcionados à Jeff em sua mente. O que ele estava pensando?! — Faz dois meses que me deparei com essa mulher extraordinária que tenho ao meu lado. — Segurou a mão dela, deixando-a ainda mais pasma. Tanto ela quanto Adam sabiam que era uma encenação barata, mas Jeff se divertia fazendo isso. — Não é, amor? — Ao ouvir isso ela chutou com toda a força a canela dele, o encarando feio. Ele soltou uma reclamação baixa sobre isso, mas passou despercebida por todos presentes.

— Eu acho que foi um jantar agradável. — Limpou sua boca com o guardanapo, levantando-se junto aos outros. — Devíamos repetir mais vezes, meus caros. — Sorriu para o suposto casal.

— Claro. — Lauren falou de maneira calma, se levantando junto a Jeff. — Agradeço o convite. — Mordeu o lábio inferior levemente se controlando. — Poderia me dizer onde fica o toalete?

— Mas é claro. — Respondeu o homem, com uma leve ponta de desconfiança. — É logo ao corredor, na terceira porta à direita.

— Obrigada, é muita gentileza a sua!

— Disponha.

Sorriu falsamente, saindo até o corredor onde não mediu esforços para achar o banheiro. Aproveitando a distração dos rapazes foi em outra direção, tirando seus saltos e os levando em mão enquanto corria olhando em todos os lados para garantir que não encontraria ninguém.

Ao chegar em frente a um escritório tirou um grampo de seu cabelo o deixando reto, certificou de que ninguém se aproximava e encaixou o grampo na base da fechadura a girando umas cinco vezes até conseguir destravá-la. Entrou rápido mas sem provocar barulhos.

Fitou em volta pra garantir que estava no lugar certo. Jeff especificou que na sala onde estaria o código para o cofre, teria um quadro no centro, o famoso quadro "O beijo" de Gustav Klimt para ser mais especifico. Foi fácil identificar, sua versão como Rebecca estava começando a aparecer.

Se apressou e procurou uma caneta nas gavetas. Jeff era bem engenhoso, ele não a contou que tinha se encontrado com Adam pois aproveitou uma distração dele para registrar o código numeral em um pequeno pedaço de papel, onde o enfiou dentro de uma caneta de metal da cor vermelha.

Vasculhou a terceira gaveta a encontrando, e assim que desmontou as peças conseguiu encontrar o papel com os números longos. Demorou um tempo para decorar, pelo menos aparentemente parecia ter decorado. Agora seria a hora mais arriscada...

Enquanto isso, Jeff continuou conversando com Adam, trocando várias indiretas entre eles. Mas na verdade ele estava bem focado, e começaria a agir assim como Lauren.

— Com licença, se me permitem. — Disse pegando uma caixa de cigarro e um isqueiro de seu bolso.

— Ah, não. — Falou um dos homens. — Senhor, peço para que não fume dentro da casa.

Com o rosto abaixado Jeff sorriu satisfeito, foi exatamente como ele previu que agiriam. — Oh, eu entendo. Me deem um minuto, por gentileza. — Disse saindo da casa e andando discretamente pela varanda, onde tirou seu cigarro e fumou percebendo que estavam o vigiando atentamente.

Lauren respirou fundo e atirou pra um canto qualquer no cômodo, acertando uma estande de livros que foi ao chão e uma pequena mesa onde as velas que eram equilibradas foram ao chão espalhando algumas chamas aos poucos.

Em questão de segundos correu até a janela a abrindo e se agachou escondendo-se atrás da poltrona de Adam. Assim que os homens ouviram foram correndo até onde o disparo foi efetuado, no caso, o escritório. Ao verem a janela aberta se desesperaram prevendo que o indivíduo já havia fugido, e com isso mal perceberam sua presença ali, escondida.

Pegou suas duas armas e assim que os homens se viraram saindo da sala ela atirou em suas costas e pulou a janela rapidamente.

Ao ver que dois homens perceberam sua presença e foram correndo até ela, Jeff jogou seu isqueiro em um deles dando-a tempo de sair correndo enquanto as chamas se espalhavam pelo tecido de seu terno. Ele que também corria, tomou uma direção diferente, mas com o mesmo destino: o carro que os levassem para longe o quanto antes.

A morena que estava mais perto chegou ofegante até o veículo, abrindo a porta e colocando o cinto enquanto esperava Jeff a alcançar. Soltou um riso alto ao imaginar a reação de Adam com isso, principalmente agora que seu escritório começou a pegar fogo junto com os homens em quem ela havia atirado.

Ao finalizar sua corrida entrou no carro já o ligando. — E então? Fez tudo certo? — Perguntou ele com arrogância.

— Sim. Já decorei o código também, e o escritório está pegando fogo.

— Pegando fogo? Não lembro de mencionar isso no plano. — Começou a dirigir, acelerando.

— Você viu que a casa é na maior parte do tempo iluminada por velas, certo? Pois com o escritório também, e as velas foram parar no chão quando atirei e se espalharam pelas páginas de alguns livros que caíram no chão.

— Perfeito. — Riu alto sem uma razão ao certo.

— Aliás Jeff, que história é aquela de estarmos namorando, amor? — Levantou uma de suas sobrancelhas, alongando seu sorriso de um lado.

— Foi mera atuação. E foi uma performance muito convincente, não acha?

— Claro, quase me convenceu. — Sacudiu os ombros, em sarcasmo.

— Não se acostume, aquilo foi só aparências. Daqui há pouco provavelmente estarei querendo te estripar.

Ela não pareceu surpresa, na verdade, era bem melhor não ter uma relação com alguém que pretende te matar e vice-versa. Ao menos parece estar conseguindo trabalhar com Jeff de verdade dessa vez, sem tantas discussões como o normal. Se bem que parte dela ainda acreditara que o comportamento rebelde dele viesse a voltar, mas ele não era o único a ter esse problema, agora em seu corpo mais de uma pessoa parecia controlá-la. E essa pessoa, era Rebecca, o que era pior...era ela mesma.

Continua...