Alone

10 Afronta - parte 1


Notas iniciais
Olá pessoal! Eu ia demorar um pouco pra atualizar a fic mas eu tive a ideia do capítulo hoje e creio que se eu não começasse a escrever iria acabar esquecendo depois, mas enfim. "Afronta" será dividido em duas partes pois terá muita ação e ficaria cansativo se tivesse tudo em um capítulo só (além de ficar muito grande). Esse capítulo é só o início então algumas coisas só serão explicadas no próximo. É isso, boa leitura, e espero que gostem!

– Não vamos. Me deixe em paz.

– O que preciso fazer pra você concordar em me ajudar?

– Nada que você diga ou faça irá mudar o fato de que pra mim, tu és um peso morto. E se não parar de me seguir, será literalmente. — disse voltando ao seu humor sarcástico.

– Olha, eu só quero impedir que mais pessoas passem pelo mesmo que eu, se é que isso é possível porque eu nunca me imaginei em uma situação assim...

– Está tentando se tornar uma assassina que mata assassinos? Não vê o quanto isso é contraditório?

– Que seja. Eu nunca quis machucar ninguém, e se fosse em outra fase da minha vida eu duvido que teria coragem pra começar algo assim, mas eu mudei, mudei muito. Vi coisas, senti coisas...isso me tornou outra pessoa. Estou nessa situação, e por mais incoerente que pareça pra você, já fui longe demais machucando outras pessoas e a mim mesma pra acabar assim.

Jeff colocou a mão em seu peito, começando a encenação.

– Oh, que história triste. Pobrezinha. Por que ninguém dá atenção pra ela? Por que o mundo foi tão mau com essa pobre moça? — ironizava, contendo seus risos descontrolados.

"Deus...me dê forças pra não arrancar os olhos desse desgraçado..."

– Olha, seria um ótimo momento pra deixar a ironia de lado, Woods.

– Vou lhe propor um desafio, então.

– Pode dizer.

– Lembra do massacre que ocorreu no manicômio, pelo qual eu fui o responsável?

– Sim. O que tem?

– Desafio-te a fazer algo parecido, em um cenário diferente, e sem qualquer ajuda de minha parte. Se fizer, e trouxer uma das vítimas ainda viva até a mim, lhe acharei digna de compartilhar comigo momentos prazerosos como esse. — sorriu — O que me diz?

– É uma proposta um tanto absurda...

– Se conseguir fazer isso, poderá chegar longe. Mas terá que ter certeza se é isso mesmo que deseja se tornar...

– Como assim?

– Quanto mais você matar, mais fará inimigos. E quanto mais você fizer inimigos, mais gostará de feri-los. É simples. É um caminho sem volta.

– Eu já entrei nesse caminho a muito tempo, Jeff...

A encarou sem expressão, perguntando-se se aquela garotinha, antes tão meiga, seria mesmo capaz de iniciar algo tão brutal.

– Você tem até amanhã à noite. Se fracassar, volto a dizer que não adiantará me procurar.

– Obrigada Jeff...

– A proposito, aconselho a escolher a arma que mais for parecida com você, é isso que torna um artista. — alongou seu sorriso.

Ele se virou desaparecendo de vista, permitindo que ela fosse a adiante com o combinado.

"Como irei iniciar uma matança em tão pouco tempo?"

***

Era 11:00, e lá estava ela visitando uma universidade. Boa partes de seus colegas de escola estavam ali atualmente, buscando garantir seus futuros. Durante a época de escola, sempre foi alvo de brincadeiras de mau gosto. Seus colegas, se é que poderia os chamar assim, sempre a olhavam com aversão...seria bom ser ela a olhar, ela a sentir o que eles sentiam. E foi assim que escolheu o local pra atacar, seguindo seus instintos, fazendo algo que sempre desejou.

Foi até o banheiro, o trancando. No dia anterior, invadiu o local cuidadosamente, deixando as armas que iria utilizar no dia seguinte presas por baixo da pia do banheiro feminino, seria uma boa camuflagem. Pegou a katana e lâminas gêmeas, conhecidas pelas semelhanças às soqueiras, com lâminas em suas extremidades. Também levou uma arma de fogo, pra anunciar quando tudo começasse. Conseguiu compra-las tendo acesso fácil aos vendedores, bons profissionais do sub mundo, diga-se de passagem. Por hora, sentia-se desencorajada, mas era tarde demais pra voltar atrás. Não estava se importando com o que iria acontecer, seu sorriso psicótico aparecera novamente.

Colocou uma blusa branca e larga, grande o suficiente pra esconder suas mãos com as mangas compridas.

Pra não chamar atenção, escondeu a katana e pegou o isqueiro que trouxe com si, saindo do banheiro. Caminhou até uma sala onde boa parte dos profissionais estavam reunidos, avistando do lado de fora. Viu alguns cartazes na parede, e viu que poderia utiliza-los a seu favor. Arrancou o papel, usando o isqueiro pra colocar fogo na ponta, o jogando pela janela perto da porta para que não pudessem atravessa-la. Para o azar de quem ocupava aquele espaço, o fogo entrou em contato com os documentos que estavam na mesa por perto, se espalhando aos poucos. Tentavam apagar enquanto ela continuava jogando à dentro fazendo o fogo atingir uma das cortinas.

Ao ver que não poderiam mais sair, começaram a gritar pedindo por socorro. A fumaça foi se espalhando, fazendo os universitários começarem a correr, tentando os ajudar a sair. Foi a hora perfeita pra ela sair entre a multidão indo buscar as armas.

Foi até o banheiro o mais rápido que podia, pegando a arma e carregando a katana.

A essa altura, estavam ocupados demais tentando apagar o fogo, que nem perceberam sua chegada perto da sala incendiada.

"Tolos..."– sorriu, erguendo a arma e atirando no pescoço do garoto que estava mais próximo à entrada.

Os olhares pasmos e assustados, as garotas gritando e os garotos paralisados. Era de fato, uma sensação nova...sentia-se uma predadora.

Já estava fora de si, só queria mata-los, vendo alguns rostos conhecidos e os mirando. Começou a atirar atingindo locais não tão letais porém incapacitando-os com o ataque, levando-os ao chão. Alguns tentavam ajudar, outros corriam pra salvar suas próprias vidas, sem se importar em passar por cima de qualquer pessoa ferida.

Estava se entediando com a arma de fogo, a guardando e segurando a katana com equilibro forçando seus dois braços pra levanta-la. Com sua franja tampando seus olhos, tudo o que podiam ver era seu sorriso se abrindo. Andou na direção em que fugiam, com alguns garotos vindo em sua direção a impedir.

Foram pra cima tentando segura-la. Um dos garotos a segurou por trás, fazendo se virar lançando seus braços pouco acima de seus ombros usando a katana pra mutila-lo. Era realmente afiada, parecia cortar qualquer coisa...algo que muito a agradou. Lançou a arma nos outros que estavam por perto, cortando a cabeça e braços até que a dor fosse insuportável o suficiente pra não tentarem repetir a ação.

A adrenalina...o perigo...tudo estava tão intenso.

Viu uma garota ruiva correndo até ela segurando uma faca, isso a divertiu fazendo-a rir.

– Então você quer brincar?

Ela tremia, tentando continuar apontando a faca para Lauren.

Continua...