Almas Trocadas? Oh, não!
13 Quarto
Notas iniciais

Carolina Walace — Wicked Game.
Almas Trocadas? Oh não!
Capítulo 13
Quarto.
Por Teylla
Tem coisas na vida que é para ser vividas, sem se importar com o que os outros irão pensar. Aproveite quem você ainda tem ao seu lado, faça o que lhe der vontade sem pensar duas vezes, a vida é curta, então aproveite-a bastante.
Andressa Mascarenhas
— E você ao menos soube se minhas ancestrais tiveram um final feliz? Como as julga desse jeito, sem ao menos saber toda a história? Acredito que não! E sim, eu sei de toda essa história, ela é contada por gerações, e felizmente, mamãe me deu esse livro, ela é tão velha que eu já tinha me esquecido! — disse Lucy.
— Como pode esquecer-se de uma história tão bela como essa? — perguntou Haru fingindo espanto. — A última história sobre um anjo humano foi a da Lady Lucy, que coincidentemente tem o seu mesmo sobrenome. Isso é estranho, não? Ela se casou com um dos Dragneel, eles viviam brigando e sabe-se lá o que mais, ninguém sabe o que aconteceu com esse casal, acredito que tiveram filhos — disse pensativo. — Agora... O anjo dessa vez é você, Lucy Heartfilia, você é a que carrega a maldição de sua família.
— Não considero isso uma maldição e sim uma coisa boa! — enfrentou-o.
— Então tudo bem Lucy, você armou o seu próprio campo minado menininha — riu. — E o seu avô Natsu, ainda fica parado, olhando para janela como antigamente? — perguntou fingindo desinteresse.
— Como sabe disso, seu desgraçado? — perguntou Natsu arqueando a sobrancelha.
— Sobre isso... Eu não posso dizer, mas, logo você saberá a resposta do que pergunta.
— Se começou, então termine de falar! — gritou.
—Ora, Ora... Vai me bater, esquentadinho? — perguntou provocando-o, e ao perceber, Natsu ficou com muita raiva, Romeo apareceu na hora, separando os dois.
— Haru, chega! Você já passou dos limites! — Romeo gritou. — Me desculpem Lucy e Natsu, não imaginei que duas pessoas maravilhosas como vocês viessem parar logo aqui, então... Desculpem-me de verdade pelo temperamento terrível de meu irmão, mas é que... Sempre que ele escuta esses sobrenomes, ele fica louco e começa a falar várias coisas sem sentido, isso deve ter realmente enchido a cabeça de vocês — Se curvou para os dois — Espero que não estejam zangados com todos nós, por favor, aproveitem a estadia.
— Ora Romeo, me larga — Haru puxou seu ombro que estava sendo segurado com força por Romeo. — Você sabe muito bem que isso tudo é verdade!
— Haru... — Romeo o encarou com raiva.
— Tá bom, tá bom, faça o que você quiser, irei apenas dar o meu último aviso — Parou de olhar para Romeo e encarou Lucy e Natsu. — Vocês não são feitos para ficarem juntos! Isso seria uma catástrofe! Liguem os pontos, Layla e um membro da família Dragneel, logo você obterá, ops, desculpe, logo vocês obterão a resposta para suas milhares de perguntas, até lá, desejo-lhes boa sorte. — disse e saiu com um sorriso no rosto.
— Uau! Isso foi tão... chocante! — a menina de cabelos médios por fim falou, com uma cara super engraçada — Então vocês vivem um amor proibido? Ai que tudo gente! Shippei já! – disse elétrica.
— Ah... — Lucy passou a mão no cabelo e riu envergonhada.
— Meu nome é Louise, me adicionem em suas redes sociais, preciso saber do relacionamento de vocês, ai que tudo gente! — disse animada. — É só procurar, Louise Moneggite.
— Certo, procurarei sim — Sorriu docemente.
— Ótimo, terei que dormir agora, mas amanhã, antes de irem embora, por favor, me chamem. — Se curvou e saiu.
— Que menina louca, onde é que teríamos um amor proibido, tsc — Natsu resmungou e se virou-se na direção da dona do estabelecimento.
Lucy arregalou os olhos por uns instantes, e sentiu umas pontadas em seu coração, aquilo havia doido muito mais do que uma simples flecha.
— Nunca que teríamos um amor proibido? Tsc. Idiota! Eu é que não iria querer nada com você... nada mesmo... — sussurrou tristemente.
— Hm? Falou alguma coisa Lushi? — Natsu virou-se para encará-la.
— Olhou para ele por alguns instantes antes de perceber que estava falando com ela, e acordou dos seus pensamentos. — Oh! É, não, nada. — Fitou o chão ao andar.
— Desculpem-me por agora, eu realmente... — A velha abaixou a cabeça, passando a mão levemente pelo seu rosto. — Não sei mais o que fazer com eles, é muito difícil criá-los, ao contrário de algumas das minhas filhas, eu não deveria estar causando-os problemas, vocês devem estar bem cansados certo? Irei agora providenciar o quarto de vocês, desculpem-me de verdade por isso... — choramingou.
— Oh, não precisa se desculpar vovó, eu e a Lushi não ligamos muito para o que aconteceu, não é Lucy? — Olhou para a loira que estava encarando o chão, pensativa provavelmente. Natsu sentiu-se um pouco desconfortável com aquilo, mas optou por deixar pra lá — Então, arranje-nos um quarto logo, assim estaremos quites — Sorriu e a velha também.
— Por favor, esperem-me aqui, irei agora procurar um quarto — disse e entrou em um corredor escuro.
— Nee... Lucy, você não acha esse lugar amedrontador e ao mesmo tempo confortável? — disse ao analisar a casa toda com os braços cruzados, olhou para o teto e depois para Lucy que ainda se encontrava no mesmo jeito de antes, fechou os olhos lentamente, e balançou a cabeça negativamente.
* * *
— Por favor, venham, felizmente arranjamos um quarto bem confortável e quentinho para vocês dois! — A velha senhora apareceu correndo no corredor, estava alegre.
Natsu riu — Sério vovó? Que ótimo!
— Estão esperando o que para virem? Venham, venham! — disse chamando-os com a mão.
— Oe, Lushi, vem! — Natsu apertou o pulso da loira e a mesma levou um leve susto ao encarar aquela orbe clara do rapaz a sua frente, corou e olhou para o chão.
— Solte-me, eu consigo me levantar sozinha — disse fazendo bico, consertou sua roupa e levantou-se, nem se lembrava de quando tinha se sentado.
— Tudo bem, mas é que você parecia uma tartaruga morta sentada, fiquei preocupado — argumentou e começou a andar.
— Tartaruga morta? Parecia tão mal assim? — Sentiu-se rapidamente deprimida.
Eles entraram em um corredor iluminado por velas em candelabros dourados, a maioria das portas era cor de ouro, somente as últimas eram cor de madeira, Lucy ficou surpresa em ver como tudo era bem elegante por dentro, apesar da aparência por fora ser bem pobrezinho.
Natsu olhou para Lucy e sorriu. Andaram até uma das portas cor de ouro e esperaram a velha abri-la.
— Aqui o quarto de vocês, o banheiro fica pra lá — A mulher apontou para o final do corredor —, minha filha deixará as vestes aqui com as toalhas e alguns alimentos. Vocês devem estar com fome.
— Sim, por favor — pediu Lucy envergonhada.
— Ora mocinha, não precisa ter vergonha disso, esperem aqui, volto em um instante. — retrucou e saiu, deixando-a sozinha com Natsu.
— Oh, tudo bem — Curvou-se antes da velhinha sair.
— O que ela tinha dito Lucy? — Natsu perguntou enquanto analisava a vista da rua pela janela.
— Ela disse que ia mandar a filha dela trazer algumas vestes, toalha e enfim, alimentos.
— Entendo... — Riu.
— Qual a graça? — perguntou revirando os olhos.
— Nenhuma, é só a sua cara. Está nervosa por que vai dormir comigo essa noite? — arguiu maliciosamente.
— O quê? Claro que não! — retrucou desviando o olhar.
— Sei...
— Hmm...
— O que é? — perguntou se aproximando.
— Nada. Você vai dormir aqui mesmo? — Olhou para a cama.
— Claro né, ou você acha que eu vou dormir no telhado? — ironizou.
— Eh! Uma boa opção, por que não vai dormir lá? Aparenta ser bem confortável.
— Então vai dormir você. — bufou.
— O... — Lucy foi interrompida por alguém abrindo a porta, os dois olharam rapidamente para a mesma, Louise apareceu segurando algumas roupas, toalhas, comida e uma câmera digital, acompanhada da velhinha.
— Desculpe, interrompi algum momento interessante? — Louise perguntou com um sorriso extremamente grande.
— Ah... não, claro que não. — Lucy riu ao responder.
— Ótimo, então vamos tirar fotos! — Louise colocou as roupas e toalhas em cima da cama e a comida em cima da peça amarronzada.
Natsu se aproximou da Lucy e a abraçou, Louise se meteu entre os dois e sorriu.
— Digam X! — Louise ordenou e eles obedeceram.
— X! — disseram.
Depois de 50 fotos mais ou menos, a velhinha se estressou com a demora.
— Louise! Vá para o seu quarto! Já chega! Eles estão cansados — Puxou-a pelos ombros.
— Eu vou postar as fotos na internet ok? — perguntou enquanto era arrastada para fora, Natsu saiu para algum lugar da casa e voltou juntamente à velhinha.
— Gostei daqui! — disse Natsu para a senhora ao entrar no quarto decidido, a decoração rústica dava elegância ao lugar, tudo era de madeira por dentro, tirando à lareira.
— Hn... Só tem esse quarto? — arguiu Lucy ruborizada, teria que dormir no mesmo quarto que ele e isso não era legal.
— Ora, ora — A velha riu. — Vocês dois são um casal, não precisa ser tímida! — completou.
— Hn... Não somos bem um casal. — disse Lucy em com a voz baixa.
— Oh, não era você que disse que não tinha problemas em dormir comigo Lucy? — perguntou Natsu rindo.
— Cala a boca! — ordenou.
— Não mesmo.
— Uh, idiota — Deu língua.
— Olha quem fala.
— Oh... uma briga de casal? Que fofos! Mas, eu acho que vocês deveriam comer antes, venham, venham. — A senhora levou-os para a peça onde Louise tinha posto a comida.
Natsu carregou duas cadeiras e as pôs de frente para a peça.
— Pra que essa cadeira? — Lucy perguntou.
— Pra uma tartaruga que às vezes aparenta ser um jegue sentar — Natsu respondeu ao sentar-se na cadeira.
— Cadê o romance? Cadê a educação? — disse para si mesma como se estivesse lendo um poema.
— Deixa de drama, senta logo — ordenou e começou a comer.
— Humpf, também não quero mais — Cruzou os braços.
Natsu parou de comer e a encarou — nesse momento a velha tinha fechado a porta do quarto dando alguns risinhos —, levantou e a fez sentar.
— Muito bem, ficou melhor assim, agora vai comer e tomar seu banho. Estou cansado e temos que acordar amanhã cedo — suspirou.
— Cedo... Tipo que horas? — perguntou dando a primeira garfada.
— 14:00h — respondeu.
— Ah... é cedo mesmo — disse sem pensar, e ao realmente entender o que ele disse lançou um olhar perverso. — Olha aqui seu palhaço... Você acha que 14:00 horas está cedo?! Pelo amor de Deus Natsu! — revoltou-se.
— Essa mulher maluca... — suspirou — Você achou mesmo que eu estava falando sério? Claro que não né Lucy. — Revirou os olhos e deu uma risada ao ver a expressão dela.
— Geezz... Você é um idiota
* * *
Ao terminarem de comer, Lucy pegou a única peça de roupa feminina que tinha em cima da cama e ficou abismada, aquela camisola era sexy demais... Pensou duas vezes antes de realmente levá-la para o banheiro e optou por vesti-la mesmo assim, não iria usar a mesma roupa que usou o dia todo para dormir.
Agarrou a toalha e escondeu a camisola nela.
— Vai tomar banho? — Natsu perguntou ao escutar ela abrir a porta do banheiro, estava sentado olhando para lua.
— Sim... você quer alguma coisa? — arguiu logo após.
— Não... tudo bem — respondeu dando fim a conversa.
Girl on fire — Alicia Keys
Lucy entrou no banheiro e deu graças a Deus por ele ser no seu quarto, senão ficaria com muito medo de andar por aquele corredor. Deixou sua camisola e uma calcinha que parecia nova em cima da pia, pôs sua toalha em pendurada em cima do box e entrou no mesmo.
Ligou o chuveiro e sentiu a água gélida escorrer pelo seu corpo, isso acalmava seu corpo tenso e que ao mesmo tempo estava em chamas. Pensar em passar uma noite na mesma cama que Natsu a deixava assim... Talvez seu corpo quisesse se unir com o dele, sentir o mesmo aquecendo-a.
Balançou a cabeça instintivamente para afastar aqueles pensamentos e continuou a tomar seu banho, assim terminado pegou sua toalha e se enxugou. Olhou para o espero e colocou a toalha de lado, pegando sua calcinha e a camisola. Vestiu-as e ficou encarando o seu reflexo.
Estava sexy, e olha que nunca tinha se imaginado assim.
Respirou fundo e colocou sua toalha em um cantinho. Ao sair, fechou a porta envergonhada. Deu alguns passos e Natsu a olhou.
O olhar de Lucy acompanhou o dele, fazendo-a corar. Ele olhou-a da cabeça aos pés e deu um sorrisinho malicioso, logo após fingiu não estar sentindo interesse algum nela e voltou a olhar a lua.
Lucy se sentiu puta da vida, queria xinga-lo e pergunta-lhe porque diabos ele não disse nada e nem tentou fazer nada!
Fez um bico e sentou-se em uma das cadeiras livres, cruzou as portas e tentou provocá-lo.
Something lately drives me crazy
has to do with how you make me struggle to get your attention, calling you brings aprehension
Simon Curtis — Super Psycho Love
Natsu levantou — O que fez o coração da Lucy bater bem forte — e pegou a toalha e a peça de roupas para ele, indo direto para o banheiro.
Lucy ficou de queixo caído e o xingou em pensamentos.
Dragneel depositou suas roupas em um canto arejado do banheiro e entrou no box. Apesar dela não ter percebido, ele estava muito excitado. E se ficasse ali por algum tempo, não iria se controlar, ela estava sexy demais, queria possui-la ali mesmo.
Rosnou por ser tão fraco e por ter esses desejos doentios em tê-la.
Queria fazer coisas sujas com ela.
Queria fazê-la gritar seu nome.
Queria fazê-la gemer de prazer.
Queria tantas coisas... E ao pensar isso, viu que seu amiguinho estava crescendo, tentou fazer de tudo para esvaíra esses pensamentos de sua mente.
Imaginou ela sentando-se em seu colo e gemeu com isso.
— Droga! — Bateu com força na parede enquanto a água corria pelo seu corpo todo, o que o deixava tão sexy.
Lucy levantou de sua cadeira e lembrou que tinha deixado uma coisa muito importante lá dentro; suas roupas.
Correu e abriu a porta.
Natsu se assustou e quase caiu.
Lucy arregalou os olhos ao ver o órgão masculino de Natsu, e fez isso ainda mais quando olhou o tamanho do mesmo.
Droga, droga, droga... Logo agora Lucy? pensou Natsu.
— Me desculpe! — Lucy se curvou e esqueceu-se de como era feita sua camisola, o que possibilitou uma vista melhor de seus seios.
— Lucy! Por favor, vai embora agora! Senão, eu não sei o que eu irei fazer... eu não conseguirei me controlar... — rosnou.
— O quê? Ah, sim! — Esbugalhou os olhos mais uma vez ao perceber a voz dele, estava meio rouca e estava causando-a sensações estranhas.
Saiu do banheiro com as bochechas totalmente vermelhas, suas pernas bambas não conseguiam ficar em pé por muito tempo, logo caiu na frente da porta.
— O que... foi isso? — perguntou-se.
Natsu estava tentando se controlar ali, e decidiu tomar logo o seu banho. Arrumou-se e saiu do banheiro. Lucy estava escorada na cadeira perdida em seus pensamentos, e nem notou quando ele passou por ela.
Estava totalmente perdida, e acordou de seus devaneios após um bom tempo. Levantou-se e viu que Natsu estava na cama, apagou as luzes. Imaginou que logo trocariam de corpos, afinal, ficaram um bom tempo sem dar as mãos.
Lucy deitou-se ao lado do rosado, as mãos entrelaçadas mantinham-se no meio da cama, ele já estava dormindo — Era o que achava —. Apoiou-se na cama para fitá-lo, e acariciou o cabelo dele.
— Ne... Natsu, você acha que ficaremos assim pra sempre? — perguntou triste ao pensar na separação.
O fogo crepitava deixando o cabelo do rosado mais bonito.
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