Almas Trocadas? Oh, não!

10 Vamos viajar, parte 2!


Notas iniciais
Então... AI QUE VERGONHA MEU DEUS >>>>>>>>>>>>>: Demorei um século, eu sei *se ajoelha* gomen, gomen, gomeeeeeeeeeeeen :cccccccc Etto... O capítulo está betado pela metade, é que eu fiquei tão ansiosa pra mostrar pra vocês que vou postar hoje, vcs viram a polêmica do A.S que agora é S.S, mas gente, que polêmica foi aquela? A galera brigando pq trocou o nome, fiquei tipo :o :O Os veteranos tudo mostrando as caras, foi muito grassadão SDUFHIGHDFGHDFIUGHDFU Enfim, to pensando em divulgar fanfics que eu leio aqui /pensa e vou começar com a primeira Que é a Magic Dream da AniiScarlet e da Meilanie http://fanfiction.com.br/historia/449487/Magic_Dream/ageconsent_ok É uma fic maravilhosa, os protagonistas vão para um mundo virtual mágico, e lá, se envolvem em confusões, guerras, romances, desavenças e tudo mais que se pode ter. Eu ainda não li o capítulo um, por causa do tempo, mais o prólogo está maravilhoso e envolvente, eu estou louca para ler, mas, vou pra casa da minha irmã mais nova passar um tempo com ela antes do natal, e como eu queria presentear vocês, to postando hoje e vou tentar postar no dia 24, ou antes mesmo

— Ah Lucy... Você me paga! — disse Natsu, ameaçador.

— O que vai fazer... Viadão? — perguntou Lucy, provocativa.

— Me aguarde — ele deu uma pausa antes de completar, e encarou-a com um semblante sério. —, o que é seu, está guardado.

— Uh... estou morta de medo, Sr. Natsu Dragneel — disse a dona dos olhos cor de chocolate , para esconder o leve tremor que as palavras pronunciadas pelo rapaz de cabelo rosa havia dito.

— Continua Lucy, continua... — E le já estava ficando impaciente.

Lucy deu uma leve risadinha.

— Vai fazer o quê Natsu ameba? Me bater? Me espancar? — estava desafiando-o, Natsu respirou fundo para fingir que não estava ouvindo — Ameba, não me ignore! Acho que sempre estive certa em te chamar de viadão.

Dragneel pôs o cotovelo em sua perna, apoiando seu queixo com a mão e começou a fitá-la sério, deu um sorriso cínico.

— Lucy... — Natsu fingiu estar passando mal. — não estou muito bem... — completou com a voz rouca e caiu deitado no banco.

— Para de brincadeira Natsu! — disse enquanto estudava-o. — Ei, viadão! — chamou-o, porém não obteve resultado.

Será que ele realmente está passando mal?, Lucy pensou aflita.

— Natsu! — chamou-o novamente sem resultado, pulou para o banco em que ele estava e sentou-se do lado da janela, olhou-o novamente. — Natsu... — falou com uma voz brincalhona e começou a fazer cócegas no rosado, por dentro ele queria rir bastante, mas não daria esse gostinho a ela — Natsu, eu já pedi para você parar com essas brincadeiras sem graça!

Lucy o sacudia desesperada, o rapaz de cabelo rosa segurou um riso, estava na cara que ele estava se divertindo bastante com a situação

— Oh... O que eu faço, o que eu faço... —puxou o corpo imóvel do rosado para mais perto, e conseguiu colocá-lo para ficar com a coluna encostada.

Estapeou a face do rapaz, tentando acordá-lo , porém Natsu continuou com a mesma expressão.

— Natsu! Fale comigo, não se entregue! Não quero ficar — Lucy gritou e lembrou-se de sua arma secreta; cócegas.

Lucy afastou-se um pouco ainda com as mãos grudada no corpo dele e começou a fazer sua arma secreta. O mesmo manteve-se quieto, estava prendendo sua risada de todo jeito, como ele conseguia fazer isso? Ninguém sabia, principalmente ele, mas estava feliz por conseguir .

O motorista deu uma freada brusca, que fez Lucy bater na janela e Natsu cair em sua frente, com os rostos separados apenas por alguns centímetros.

Engoliu a saliva e suou frio.

“O que eu faço? O que eu faço?” , pensou chorosa, se acabasse se mexendo, poderia derrubá-lo no chão, porém, não sabia o que Natsu tinha, então preferiu ficar parada com os olhos arregalados encarando-o.

Inconscientemente, levantou um de seus braços e passou a mão em uma das madeixas do rosado, que na mesma hora segurou a sua mão encostando-a na janela e abriu os olhos lentamente.

“Uou, ele tem cílios grandes, como nunca reparei?”, pensou enquanto o encarava paralisada.

Natsu estava sério, sem expressão alguma, o que a deixou corada , ele sorriu por dentro e espremeu os lábios, umedecendo-os, nenhum dos dois se atrevia a dizer nada, apenas aqueles olhares explicava o que cada um estava sentindo. Talvez... Só talvez... Naquele momento, Lucy quisesse beijá-lo .

Somente por atração, obviamente. Aquele clima silencioso causava isso, o que era muito perigoso. Natsu se aproximou mais dela quase para beijá-la .

— NATSU! — Gray gritava do aparelho, que agora se encontrava no chão sem a capa traseira.

O rapaz virou a cara e pegou o celular, pondo em seu ouvido. Lucy respirou fundo várias vezes, estava tentando entender o porquê ter pensado em querer beijar aquela ameba rosa.

— Gray, meu amigo do coração, você ainda está na linha? — perguntou Natsu com uma voz totalmente entediada, Gray tinha acabado com o seu momento, apertou um pouco a mão da loira que abriu bem os olhos, surpresa.

— Claro que sim! Estava esperando você me dizer o que queria que eu fizesse— Gray falou como se fosse o óbvio.

— Oh, sim... — Natsu tentou lembra-se do que iria pedir. — Pra falar a verdade Gray, eu nem lembro mais.

— O quê? — gritou do outro lado da linha. — Você quer morrer cara? Eu não esperei quase uma hora de relógio para você me dizer “pra falar a verdade Gray, eu nem lembro mais”, você acha que eu sou idiota, é? Natsu, vou te matar! Incompetente! — Gray estava irritado e isso era bastante claro.

— Está irritadinho é, Gurei? — provocou Natsu, sarcasticamente — Respondendo uma de suas perguntas, sim, eu te acho um idiota, eu pensei que você tinha desligado o telefone ué. Na verdade, nem lembrava dessa ligação — admitiu pensativo.

— Gurei? Eu já te disse para não me chamar assim, cabeça de fósforo rosa! Eu já te disse, por que diabos eu desligaria o telefone se você tinha algo para me pedir? Eu agradeceria bastante se você se lembrasse do que você queria! — disse sem respirar.

— Calma, respira fundo ai! —disse tentando acalmar o amigo. — Respirou fundo? Isso, muito bem! Agora você está fazendo bullying com a cor do meu cabelo, é isso? Como ousa fazer isso? Seu cuecão! Não acredito que ofendeu meu pobre cabelo, ele é natural e único, você é um invejoso, isso sim! — falou sério

Lucy apenas arqueava a sobrancelha curiosa, para saber quem era do outro lado da linha.

— Como pode existir um ser tão retardado assim? Não é possível! Eu estou respirando tranquilamente, quem está falando do seu cabelo? Não falei nada sobre ele! Você está ficando paranoico, vai se cuidar cara. Vai naquelas casas de santo e manda fazer uma limpeza geral em você, quem sabe melhora? Eu, invejoso? Cabeça de fósforo, menos né. — resmungou indignado.

— Casas de santo? — Na mesma hora em que ouvia isso, estava pensativo, olhou para Lucy e ela o encarou com a sobrancelha arqueada. — É isso, Lucy! Podemos ir lá! — falou como se isso fosse a solução de seus problemas.

— Lucy? Tá maluco? Eu sou homem, h-o-m-e-m, entendeu? — Gray falou sério.

— Cala boca Gurei, não estava falando com você — Natsu continuou, olhando para Lucy.

— Não... Isso é a pior coisa que aconteceu! Natsu, você está vendo fantasma? É isso? Precisamos levar você urgentemente em um hospício, onde você está? Me diz, to indo para aí! — disse desesperado.

— Que fantasma o quê Gray! Está maluco é? Claro que tem alguém do meu lado! Por favor não é, o único que precisa de um hospício aqui é você —revirou os olhos —, não te interessa onde estou, isso é segredo! Um que dessa vez, eu realmente não posso te contar cuecão.

— Um... segredo que não pode me contar? —fingiu estar chorando do outro lado da linha — Não acredito no que ouvi... Estou realmente triste agora, você não confia mais em mim, é isso cabeça de fósforo? Cara... Tô muito deprimente agora, você não tem noção... Eu não preciso de um hospício! Não preciso! O único que precisa aqui é você!

— Deixa de drama Gray! Está muito esquisito, então... não faça isso de novo ok? Sério, se você se ouvisse, iria ficar com vergonha! — falou se arrepiando.

— Claro que não ficaria, e eu não estou sendo dramático. Fala logo o que você quer para eu poder desligar, tenho outros assuntos para resolver, então, se puder me adiantar, eu agradeceria. — falou impaciente.

Lucy moveu sua mão um pouco, e Natsu a olhou, deixando-a constrangida.

— Bom... Quem é dessa vez? Thali, Ludmilla, Kath... — Natsu falou rindo, sabia que ele nunca tinha feito nada demais com elas, apesar dele ter se interessado bastante e quase se apaixonado, seu amigo ainda era muito ingênuo para relacionamentos sérios. — Espera que vou tentar me lembrar o que era... Hm! Lembrei, eu quero que você vá atrás daquela pessoa e mande-a apagar uma foto, ela vai saber quem é e de que jornal e revista o fotógrafo é.

— Aquela pessoa? Sabe que não gosto dela e ainda me força a ligar para ela? Por que você mesmo não liga? — Gray disse bocejando — Hey, eu só fui apaixonado pela Thali, a Lud e a Kath eu apenas tive uma queda, um tipo de gostar diferente, porém, não mais que a Thali — corou —, mas, vamos parar de falar disso!

— Porque tem uma pessoa do meu lado, e não quero que escute nada, entendeu? Tá Gray, tudo bem. Só faça o que eu te pedi. — quando disse Lucy o olhou meio triste por ele não querer falar nada sobre o assunto e tentou puxar sua mão para longe dele, o que foi impossível.

— Tudo bem, eu vou ligar, mas... Você está me devendo essa Natsu! — disse — E você ao menos pode me dizer quem é a pessoa?

— Infelizmente não posso Gray, quando eu voltar do lugar para onde estou indo, eu te conto exatamente tudo o que está acontecendo, tudo bem? —disse olhando para Lucy que encarava a janela — Vou desligar, tchau.

— Hm, ok... Tchau cabeça de fósforo.

Desligou o telefone e voltou-se a concentrar em Lucy.

— Seu namorado Natsu? — Lucy virou-se com um sorriso malicioso implantado nos lábios — Acho que ele te ama muito para viver te ligando não é? — riu.

— Ciúmes Lucy? — disse Natsu, ele havia pensado muito no que responder e decidiu rebater com essa pergunta.

— Eu? — riu — Não me faça rir Natsu, sério.

— Não vejo o porquê da risada, uma hora ou outra você vai se apaixonar por mim, pode apostar. — falou para provoca-la, na verdade, ele acreditava que a loira nunca se apaixonaria por ele.

— Vai sonhando Natsu, vai sonhando... — respondeu.

— Sonhar para quê? Sei que irá acontecer, é inevitável. — disse pirraçando-a.

Uma veia saltou do rosto de Lucy.

— É inevitável? Inevitável é o tapa que eu vou te dar Natsu! — Deu um tapa em Natsu.

— Ai! Sabia que seus tapas doem? — disse Natsu, massageando o lugar dolorido.

— É pra doer mesmo! — Revirou os olhos.

Ficaram em silencio por um longo tempo, Lucy estava entediada e o rosado também. Ele se aproximou da sacola dela.

— O que você está fazendo Natsu? Mexer nas coisas dos outros sem permissão dá cadeia sabia? — disse Lucy irritada.

— Não seja por isso! — Natsu soltou a mão da loira o que fez os dois automaticamente trocarem de corpo, ele levantou-se um pouco de onde estava e foi na sacola da loira.

— Você é louco? Por quê fez isso? — disse Lucy com uma veia saltando.

— Ei, não faça essa cara, eu fico assustador assim! Nunca imaginei ter uma face que desse tanto medo nas pessoas, mentira, eu sabia sim, esse sou eu! — Estalou os dedos e apontou-os para Lucy.

— Que idiota. — revirou os olhos — Me dê sua mão Natsu.

— Não quero não.

— Quê? — perguntou indignada.

— Isso mesmo que você ouviu, minha resposta é não, agora dá licença que eu quero procurar uma coisa antes de te dar sua mão — Se aproximou da sacola e começou a vasculha-la.

Lucy agora se encontrava sentada no banco do carro encarando-o com curiosidade.

— Já disse que vasculhar as coisas dos outros é crime! — disse Lucy.

— Tecnicamente falando, eu creio que não, para as outras pessoas eu sou Lucy Heartfilia a dona dessa sacola.

Lucy ficou parada, Natsu havia falado demais... A primeira coisa que se passou na mente da loira foi: como ele sabe meu sobrenome? E foi ai que ele lembrou-se do que tinha dito e tentou consertar, apesar de ser um pouco impossível.

— Então você não poderia me denunciar nem nada do tipo. — disse Natsu tentando ser divertido.

— Como sabe meu sobrenome? — perguntou Lucy, séria até demais.

— Como? — fingiu não ter ouvido.

— Não se faça de surdo, você entendeu bem o que eu disse. — Lucy estava parecendo um demônio.

— Ora Lucy... Eu não sabia, apenas inventei um sobrenome conhecido e pronto — estava mentindo.

— Ahn... — estava bastante claro, que ela não acreditou nele.

— Achei! — Pegou um livro qualquer dentro da bolsa e voltou-se para seu lugar — Pode me dar a minha mão agora? — perguntou com um sorriso, Lucy assentiu e segurou a mão dele.

Passaram-se mais ou menos duas horas, e os dois continuavam quietos sem se olharem, até que Lucy ouviu uns barulhos estranhos de ronco e decidiu olhar.

Natsu estava dormindo com o livro na cara.

Lucy riu e virou-se um pouco para ele, esquecendo-se do que tinha ocorrido e tirou o livro de sua face, fechou-o e jogou em qualquer parte do banco. Começou a encarar o rosado de uma forma estranha, inconscientemente tocou o seu rosto.

Macio... Pensou Lucy.

Como um homem podia ter uma pele daquele tipo? Lucy se perguntou. Passou a mão no cabelo dele, acariciando-o bem devagar, ela gostava de tocar naquele cabelo, era divertido e relaxante, nunca tinha tocado em um cabelo daquele, era algo novo e bastante diferente do que já tinha visto ou sentido.

Natsu ao sentir os dedos leves de Lucy passar pelo seu rosto abriu apenas um de seus olhos para encara-la, rindo por dentro.

Tão fofa, pensou Natsu.

Lucy pareceu não ter visto-o abrir um dos olhos, pois continuava a acariciar seu cabelo e se divertir fazendo isso, nunca foi de fazer aquilo por achar que as pessoas não gostariam, nem em seu próprio pai ela fazia. Mas, por Natsu ter uma expressão tão angelical naquele rosto másculo, foi inevitável tocá-lo enquanto dormia. Riu sozinha e bem baixinho, com o pensamento dele parecer um anjo.

Lucy puxou duas madeixas do cabelo de Natsu para cima e começou a rir.

— Agora você parece um demônio com esses chifres rosas, apesar de ter uma expressão angelical, não posso esquecer que você é um demônio! — sussurrou enquanto brincava com o cabelo do rosado, estava feliz em apenas fazer aquilo, ele era seu refúgio, sua cabana da alegria e nessa cabana ela podia ter paz, a paz da qual ela nunca tinha tido antes. Sentia-se segura com ele... apenas com ele. Podia dizer que se sentia totalmente diferente do que o normal, não se sentia solitária e nem presa na solidão do seu cotidiano repetitivo, desde que ele chegou não tinha tido sossego nem por um minuto.

Lucy nunca foi de pagar mico, pelo contrário, sua imagem de certinha não permitia isso. Também nunca foi de brigar com outras pessoas por motivos bestas como ela vivia fazendo com Natsu, não vivia rindo do nada por motivos bobos como rir apenas por puxar seu cabelo para cima. Ela estava sendo outra pessoa, a qual ela sempre quis ser. Com ele podia fazer o que quisesse — apesar de ainda ter um pouco de medo do pai —, mesmo com fotos em jornais deixando-a paralisada, ele sempre arranjava algo que pudesse ajuda-la a se sentir melhor.

Não entendia o porquê de ser exatamente ele a ser o par dela, não podia ser uma pessoa menos abusada, chata, sem noção, briguenta, divertida, brincalhona e amável para ela poder trocar de corpo? Mas não, o destino quis pregar uma peça em sua vida entediante, certinha e repetitiva.

Ela não podia ficar quieta em seu próprio mundo?

Claro que não, isso não era possível para ela. Já estava feito, o seu escolhido havia sido ele; Natsu Drangeel. E duvidava que o destino quisesse trocá-lo. Suspirou com esse pensamento.

— Não acredito que tenho que viver te aturando Natsubéé — Lucy começou a rir do seu novo apelido que tinha dado para ele, misturou o Natsu com o barulho que os bodes fazem — Seu bode rosa! — continuou a rir baixo

— Bode rosa? Não acha que exagerou? — disse Natsu ao abrir apenas um olho.

Lucy saltou para trás sem soltar sua mão da dele, estava assustada demais naquele momento, foi a segunda vez que ele fez isso, e era algo que a irritava. Por que ele sempre acordava na hora errada? Aquele inútil.

— Omo! — Lucy soltou uma expressão de susto e logo depois resmungou para si mesma e Natsu riu — N-não acho não! Só falta você fazer bééér ao invés de falar, combina com você sabia? — disse tentando fazê-lo esquecer do que estava fazendo.

Será que ele esteve acordado todo esse tempo em que ela estava acariciando-o? Lucy torcia que não.

— E você deveria fazer — Natsu parou para pensar um pouco —, até amanhã eu te digo o barulho que você deveria fazer, estou sem criatividade hoje, o sono levou-a todinha.

— Então por que você não vai dormir Natsu? — perguntou rindo — Seu sem criatividade!

— Estou sem sono.

— Ei, mas você acabou de dizer que estava com sono. — Lucy arqueou a sobrancelha.

— Não, eu não disse isso, eu apenas falei que o sono levou toda a minha criatividade embora, em momento algum falei que estava com sono agora, sua louca! — disse fingindo estar indignado.

— Oh, é mesmo. Ah, é tudo a mesma coisa! — começou a rir de nervoso.

— Não, não é tudo a mesma coisa. —parou de falar, para pensar antes de prosseguir — Estar com sono é uma coisa, ficar sem sono é outra completamente diferente sua anta!

— Anta? — permitiu uma veia saltar — Anta é você! Seu... Seu bode rosa! — disse indignada.

— Bode rosa é muito ofensivo sabia? Eles são feios, ao menos as antas são fofas! — rebateu.

— São é? Então eu sou fofa Natsu? — Se aproximou dele ficando cara a cara e esbanjou um sorriso malicioso para provocá-lo.

— Não, a única diferença das pobres antas e você é que elas são fofas e você... você é

— Linda, maravilhosa e o quê mais Natsu? — Lucy o interrompeu se gabando.

— Feia. — respondeu — Acha mesmo que você é linda e maravilhosa? Está sonhando Lucy? Vai precisar de muitos anos para ficar linda. — provocou-a.

— Feia? — Se sentiu ofendida e se afastou dele.

— Para onde você vai Lucy? — perguntou rindo — Venha para cá.

— Eu não, estou me sentindo mal, quero descansar agora. — mentiu.

— Está se sentindo mal é? — Natsu perguntou com a sobrancelha arqueada e se aproximou dela perdendo toda a distancia que tinham antes — Então deixa que eu cuido disso... sei perfeitamente o que fazer para te deixar melhor.

— O quê? — perguntou mesmo sabendo da resposta, ele iria beijá-la.

Ele se aproximou para beijá-la, colocou uma de suas mãos em seu rosto e puxou um pouco a cabeça de Lucy para mais perto e a mesma fechou os olhos.

Natsu virou a cara com um sorriso nos lábios ao vê-la fechar os olhos e levantou-se, Lucy na mesma hora que sentiu sua mão ser puxada para o outro lado abriu seus olhos rapidamente, Dragneel estava procurando alguma coisa no armário que ficava algumas coisas de medicamento que seu pai prepara.

— O que foi? — Natsu sorriu maliciosamente — Está esperando o quê, para vir me ajudar?

— Ajudar em quê? — Lucy perguntou inocentemente.

— A achar o seu remédio, você não estava se sentindo mal Lucy? — perguntou com a testa franzida.

— Oh, é mesmo! Boa ideia! — Correu para o lado de Natsu e evitou fazer contatos visuais com o rosado que a encarava divertido, e logo após voltou-se a olhar as caixinhas de remédio que tinha no armário.

— O que você está sentindo exatamente? — perguntou sem encara-la.

— Eu? — Lucy ficou parada — Hm... dor de cabeça, é! Estou sentindo dor de cabeça — Natsu riu da mentira dela e a mesma o encarou ofendida — Qual é a graça?

— Nada, eu estou rindo? — disse ainda sem olha-la — Você está com dor de cabeça né? Achei um remédio perfeito para isso.

— Qual é o remédio? — perguntou curiosa.

— Este aqui, você consegue tomar sem um copo d’água? — perguntou enquanto entregava a caixinha de remédios na mão da loira.

— Claro que não! Que tipo de mutante consegue? — perguntou Lucy surpresa com a lerdice do rapaz.

— Bom... Eu não preciso de água para tomar remédios desse tipo... Não acho tão difícil. — disse passando uma das mãos no cabelo.

Lucy arregalou os olhos encarando-o.

— Como? Como você consegue fazer isso?! Me diga! Eu preciso saber — Lucy ficou incrivelmente surpresa.

— É algo tão fácil, é só pegá-lo e engoli-lo, simples assim. — Natsu revirou os olhos ao dizer.

— Oh! Vou tentar! — disse sorrindo.

Lucy Heartfillia abriu a caixa e retirou o remédio de dentro, pegando apenas um e deixando-o em sua mão.

— Boa sorte... — disse Natsu nada crente no que ela ia fazer.

Lucy contou até três antes de engolir o analgésico, olhou para Natsu que apenas tinha uma expressão relaxada junto com um sorriso no rosto e sorriu fraco para ele, respirou fundo e o encarou de relance novamente, colocando com tudo o remédio na boca, tentou engolir de vez e não conseguiu.

O remédio estava entalado em sua garganta.

— Cof cof cof.... A...j...u...da — Lucy tentou falar enquanto tossia desesperada, Natsu apenas arregalou os olhos e correu para o lado dela, o incrível era ver como eles se locomoviam na limusine.

— Lucy! — Natsu deu tapas em suas costas — Cospe, cospe agora enquanto tem tempo! — continuou distribuindo seus tapas — Vamos Lucy! Você consegue, vai!

— Cof cof cof! — tossia — Vo…cê acha que… é fácil? Cof cof! — continuou tossindo até que conseguiu desentalar o remédio, respirou bem fundo antes de falar alguma coisa — Aleluia, amém senhor! — ficou de joelhos e orou.

— Não é pra tanto né Lucy, você que é lerda. — falou quase rindo da situação.

— Ah, cale-se! Apenas me dê um copo d’água — gesticulou com a mão e olhou para o lado.

— Tudo bem, mas, cadê o por favor? Eu acho que não o ouvi... — o dono dos olhos verdes pôs sua mão atrás da orelha.

— Ah, sério isso? — perguntou entristecida.

— Claro! Não te deram educação não?! — fingiu-se estar ofendido.

— Claro que deram bocó — disse irritada.

— Então, por favor, use-a. — Natsu sentou-se confortavelmente e a encarou sorrindo.

A dona de olhos chocolate apenas virou-se para Natsu e fez uma expressão nada boa.

— Ok, ok, você ganhou — Lucy respirou fundo antes de continuar —, bocó, por favor, me dê água.

— Bocó? É assim que pede? — perguntou.

— Pra mim é, você pediu para eu pedir, por favor, assim eu o fiz, agora... Pode me dar água? — disse sorrindo.

— Você quer água né? — perguntou com um sorriso cínico e uma veia saltando da testa.

— Isso já não está óbvio? — disse ríspida.

— Oh... Atrás de você tem um frigobar, pode pegar — Natsu deu um sorriso vitorioso.

— Você é um inútil. — Lucy virou-se e pegou uma garrafa de água, bebeu ligeiramente, após terminar, fechou-a e guardou.

— Está vendo, desde o inicio você não precisava da minha ajuda — sorriu e a loira apenas revirou os olhos.

Lucy se levantou e foi para o banco junto ao Natsu, decidiu cochilar um pouco já que estava muito cansada e acabada.

— Lucy, vamos fazer alguma coisa? — Natsu perguntou entediado.

— Não. — disse ríspida.

— Por quê? — perguntou com esperança.

— Tô com sono, tchau, adeus! — disse e fechou seus olhos meio hesitantes.

Passou-se cinco minutos e Natsu decidiu se manifestar, olhou para Lucy que estava com os olhos bem fechados, e riu um pouco.

Parece até um anjo dormindo, totalmente o contrário de quando está acordada, pensou Natsu sorrindo, ele estava admirando cada ponto da loira, até que o carro passou por um quebra-molas fazendo o rosto de Lucy se bater contra o peitoral do rosado, mas, por sorte ela não tinha acordado, na verdade nem tinha se mexido.

Ele ergueu rapidamente a cabeça tentando esfriar as bochechas que provavelmente estavam um pouco coradas.

— Como pode um ser dormir rapidamente em cinco minutos? — disse Natsu resmungando. — Aish.

O rapaz olhou para baixo para encará-la novamente, e ela envolveu seu braço livre na cintura do rosado, abraçando-o e sorriu como um anjo, Natsu apenas suspirou e logo após sorriu acariciando o cabelo da loira.

— Se você sempre tivesse essa expressão, até que eu me apaixonaria por você. — Natsu sussurrou fissurado com a loira.

O dono dos olhos esverdeados olhou para o lado onde se encontrava a janela e começou a ver os carros que passavam sem parar ao lado, evitando olhar para Lucy.

Algumas horas depois, o carro deles deu uma freada brusca, Natsu Dragneel neste momento estava cochilando, mas, por sorte acordou á tempo de puxar o corpo de Lucy que estava prestes a cair no chão e soltou um palavrão com o susto que levou. A loira começou a despertar e bocejou para espantar o sono, levantou os braços junto com o do rosado.

A Heartfilia o encarou com um sorriso de uma idiota, e Natsu estranhou, porém, logo Lucy lembrou-se que não estava em casa e que o carro estava parado, voltou a sua expressão habitual.

— Que expressão assustadora, foi aquela Lucy? — Natsu a encarava incrédulo.

— Ãn? Do que você está falando? Eu não sei de nada. — Lucy disfarçou — Mas... Por que o carro parou?

— Como se eu fosse saber... — Natsu cruzou os braços.

— Você estava acordado, como não saberia? — perguntou.

— Alto lá! Eu estava cochilando quando o carro parou. — disse.

— Hm... Vai lá olhar o que aconteceu Natsu! — ordenou com um sorriso.

— O motorista é seu, então você mesma vá olhar... — ele pensou um pouco — Se bem, que não vai adiantar nada — sussurrou para ele mesmo dessa vez.

— O quê? — Lucy perguntou tentando entender o que ele tinha dito.

— Nada... — disse com um pensamento feliz.

— Vai lá Natsu, por favor... — implorou.

— Ok Lucy, eu vou, com todo prazer. — Natsu disse sorrindo.

— Sério? — Lucy disse com os olhos brilhantes.

— Claro... — respondeu com um sorriso perverso.

— Hm, obrigada. — agradeceu.

Natsu abriu a porta e puxou Lucy para fora, e ela o olhou incrédula.

— Por que me puxou? — Lucy perguntou revoltada.

Natsu a encarou e revirou os olhos.

— Lucy... — Natsu ordenou que ela seguisse o seu olhar e ele olhou para suas mãos que estavam conectadas.

— Ah... entendi, então você planejou isso desde o inicio né? — Lucy o olhou irritada.

— Claro — afirmou e foi até a porta do motorista, bateu na janela e o moço que estava dentro, a desceu — O que houve?

— O carro pifou — fez uma cara triste antes de continuar —, vou ter que buscar ajuda... Mas talvez isso leve alguns dias.

— Leve alguns dias?! Oh meu Deus, iremos chegar lá pelo visto só mês que vem. – Natsu disse um pouco nervoso.

— Infelizmente não posso fazer nada... — o moço respondeu tristemente.

— Tudo bem, pode ir para um mecânico e tentar arranjar carona, eu me viro com a Lucy. — Natsu disse enquanto pegava a carteira do bolso entregando algumas notas de 100 ao rapaz que o olhou espantado e já ia agradecer, porém o rosado fez um sinal com a mão para ele ir embora, e assim o rapaz fez, a loira e o rosado foram até o porta-malas da limusine para ver onde estavam. — Lucy, que tipo de motorista é esse que você tem hein? — disse indignado.

Lucy virou-se para encará-lo.

— O que você quer que eu faça? Pelo menos não vai ficar pior do que já estar! — disse Lucy e ao completar a frase, começou a chover de fininho, Natsu virou o rosto para ela com uma expressão bem irritada, e ao fazer isso, à chuva ficou mais forte ainda deixando-os desesperados.

— Pior do que estar não fica, assim você disse. — disse o rosado revoltado.

– — — -

— Haru, chega! Você já passou dos limites! — Romeo gritou — Me desculpem Lucy e Natsu, não imaginei que duas pessoas maravilhosas como vocês, viessem parar logo aqui, então... Desculpem-me de verdade pelo temperamento terrível de meu irmão, mas é que... Sempre que ele escuta esses sobrenomes, ele fica louco e começa a falar várias coisas sem sentido, isso deve ter realmente enchido a cabeça de vocês — Se curvou para os dois — Espero que não estejam zangados com todos nós, por favor, aproveitem a estadia.

— Ora Romeo, me larga — Haru puxou seu ombro que estava sendo segurado com força por Romeo — Você sabe muito bem que isso tudo é verdade!

— Haru... — Romeo o encarou com raiva.

— Tá bom, tá bom, faça o que você quiser, irei apenas dar o meu último aviso — Parou de olhar para Romeo e encarou Lucy e Natsu — Vocês não são feitos para ficarem juntos! Isso seria uma catástrofe! Liguem os pontos, Layla e um membro da família Dragneel, logo você obterá, ops, desculpe, logo vocês obterão a resposta para suas milhares de perguntas, até lá, desejo-lhes boa sorte — disse e saiu com um sorriso no rosto.

— Uau! Isso foi tão... chocante! — a menina de cabelos médios por fim falou, com uma cara super engraçada — Então vocês vivem um amor proibido? Ai que tudo gente! Shippei já! – disse elétrica.

— Ah... — Lucy passou a mão no cabelo e riu envergonhada.

Notas finais
Ai cara, não querem colocar tudo o que eu escrevi, então olhem aq http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-one-piece-almas-trocada-oh-nao-895991/capitulo10 e http://socialspirit.com.br/teylla/jornal/1218272/minhas-fanfics-e-outras-coisas-u-u