Almas Gêmeas
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Não gostei deste capitulo, mas foi o que consegui fazer.
Ah, sempre leio os reviews de vocês.^^
Boa leitura!!
Sara abriu os olhos vagarosamente, eles ardiam muito, talvez fosse a claridade, talvez a dor de cabeça que a perturbava.
Ela fitava o teto, se sentia sufocada. Levantou-se com dificuldade, colocou uma roupa qualquer, lavou o rosto com uma água gelada para tirar a ardência dos olhos, se fitou no espelho por alguns minutos e partiu.
...
Sara abriu a porta devagar, logo sentiu o cheiro ruim do quarto, cheiro de remédio, ela não gostava daquele quarto, tinha um clima pesado, sem vida. Aproximou-se da cama, fitou um corpo sem qualquer resquício de vida. Permaneceu em um longo silêncio.
SS: Ok, eu vim aqui pra... Vim aqui pra dizer que estou muito brava, muito brava com você. – Ela estava irritada, foi até a janela do quarto, olhava o vento que soprava vigorosamente. — Eu estou cansada, não queria estar, mas estou. Não tenho mais força, Catherine, não consigo mais ver você aqui, não posso mais olhar pra você assim, já estou me esquecendo de como você era. Me pergunto se isso é possível ou se minha mente está jogando contra mim. Eu te amo, meu deus, como eu te amo, mas parece que... Parece que você não me ama, parece que o meu amor não é suficiente pra você, estou certa? — Ela caminhou até a loira e pegou sua mão. — A vida foi muito injusta, não nos deu chance de viver o nosso amor, talvez não devamos vive-lo, eu não posso amar sozinha. Acho que estou sendo egoísta, mas se for pra falar em egoísmo... Acho que você também é egoísta. — Sara se sentou.
Um dia antes:
Sara estava sentada com a cabeça sob a cama, estava cansada naquele dia, o trabalho tinha sido difícil, ela tinha discutido com Grissom, estava cansada de todos dizerem que ela precisava viver.
O médico entrou no quarto, Sara estranhou, pois quem sempre ia aplicar os remédios em Catherine era a enfermeira.
Doutor: Nossa, você está abatida, Senhorita. — Disse ao perceber a palidez no rosto de Sara e as fortes olheiras.
SS: Eu não dormi ainda, é isso. — Disse baixando o olhar. — Mas o que você está fazendo aqui, Iam?
Doutor: Sara, eu preciso ter uma conversa com você sobre a Catherine. — Ele foi até a morena e pegou na mão da mesma. — Sara, eu sei que pode soar doloroso o que eu vou dizer, talvez você até saiba, mas não quer aceitar.
Sara arqueou a sobrancelha e se afastou do médico.
SS: Diga. – disse.
Doutor: Catherine já não vive mais, Sara. Ela está morta, morreu á sete meses, a pessoa que você conheceu não está mais aqui, entre nós, ela se foi, deixou apenas seu corpo, um coração que só funciona por causa dos aparelhos que o bombeiam.
Sara sentia como se não pudesse respirar.
SS: Onde você quer chegar? — perguntou com a voz rouca.
Doutor: Podemos desligar os aparelhos, deixar o corpo de Catherine ir também.
Sara se sentia enjoada com tudo aquilo, era ridículo.
SS: Que tipo de médico você é? — Perguntou incrédula. — Sempre mata os pacientes? Sempre tira a esperança das pessoas que os amam? — Ela se segurava para não chorar.
Doutor: Você sabe que não, está dizendo essas coisas porque não consegue enxergar, Sara. Pense na Catherine que você conheceu, acha mesmo que ela gostaria de ver você acabada do jeito que está? Acha que ela estaria feliz?
SS: Não sei, o tempo que convivi com ela não foi o suficiente pra dizer, mas eu a amei desde o primeiro momento, essa é a única certeza que tenho, não vou mata-la, nem deixar que a matem. O que a Lily acha disso? — Perguntou séria.
Doutor: Lily quer o que for melhor para a filha dela, todos querem, Sara. – O médico fitava Sara que tinha o rosto sem expressão.
SS: Eu não vou compactuar com isso. – Disse se levantando.
Sara foi até Catherine, beijou o rosto da loira e saiu do quarto rumo ao bar mais perto que encontrasse.
Hoje:
Sara estava em silêncio, observava a feição calma de Catherine, ela era como um anjo, mais linda impossível.
SS: Me desculpe, eu não devia ter vindo aqui dizer essas coisas á você, eu sinto muito, é que eu não consigo mais, é como se uma parte de mim estivesse faltando. Eu nunca devia ter pensado em ir embora, talvez nada disso tivesse acontecido, mas agora é tarde pra lamentar, se eu pudesse estaria aí no seu lugar. – Sara se aproximou do ouvido de Catherine. – Sei que pode me ouvir, você está aí em algum lugar, só quero que saiba que você pode partir quando estiver pronta. – Sara beijou o rosto de Catherine até chegar em seus lábios. – Eu te amo.
Notas finais
Brincadeira.
Deixem reviews. :)
Beijos.
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