Almas Gêmeas

17 Capítulo 17


Notas iniciais
Este finalmente é o último capitulo.
Ficou bem pequeno, na verdade até eu esperava mais.
Mas espero que gostem!
Agradeço a todos que acompanharam a fanfic até o fim.
Boa leitura!

A vida não é justa, mas também aprendi que é possível seguir em frente, não importa o quanto pareça impossível, com o tempo a dor diminui, pode ser que não desapareça completamente, mas depois de um tempo não é massacrante.

Sara sentia a água gelada em seus pés, uma sensação tão boa, era inexplicável, um sentimento de paz, tranquilidade. O vento que soprava em seu rosto fazia com que seus olhos lacrimejassem mais. Sentou-se na areia, colocou o objeto de madeira envelhecida em seu colo e se abraçou a ele olhando o horizonte.

- Lembro-me de quando te vi pela primeira vez, você estava tão linda, vestida de branco, tinha vontade de te tocar para me certificar que você era mesmo real. Quando seus olhos se encontraram com os meus, senti como se o meu coração fosse parar, senti como se conhecesse você desde sempre, não há palavras que possam explicar. Queria que você fosse minha, como jamais quis algo na vida, era como se até aquele momento eu não existisse, estivesse aqui neste mundo apenas por estar, sem qualquer sentimento. Mesmo não estando comigo você me fez enxergar o mundo, me fez ver o quanto somos capazes de amar, de abrir mão de quem amamos para que esta pessoa seja feliz, mesmo que não seja ao nosso lado. Agradeço por ter tido a oportunidade de te tocar, te fazer sorrir, sentir seu cheiro, seu gosto, ouvir sua doce voz. Há tantas outras coisas, quando fecho os olhos posso ver seu sorriso, quando caminho, é como se pudesse sentir suas mãos nas minhas, essas coisas ainda são reais para mim. Eu me apaixonei por você enquanto você estava perto, mas me apaixonei mais ainda com você estando longe.

Sara levantou-se e andou até à beira do mar.

-Eu seguirei em frente, viverei minha vida até chegar a hora de estar junto a você, mas eu quero que você saiba que sempre será parte de mim, não importa o que o futuro traga, sempre será meu verdadeiro amor. Você é minha alma gêmea, sei que vamos nos reencontrar.

Sara abriu a caixa, deixou que o vento levasse as cinzas daquela que tanto amava. Observava as cinzas dançando com o vento, sentia-se feliz, sabia que tudo ficaria bem, afinal, ela não permaneceria neste mundo para sempre.

- Adeus, Catherine. Eu te amo e sempre vou amar.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!