Almas Doloridas
5 Capitulo 05
Oliver ainda estava dormindo no dia seguinte, era sábado, então a loira, deixo-o dormir, seus pais também devem estar dormindo, não querendo acorda-los ela teve uma ideia e saiu de casa, estava com o uniforme da escola ainda, e pensava que não faria diferença tilara-lo agora.
A garota pretendia visitar a irmã da ex-namorada de seu falecido irmão, e assim o fez, conhecia onde família Dalton morava, visitava sempre a família devido o relacionamento do irmão mais velho. Conhecia Shaila também, eram próximas, mas depois do acidente perderam contato, afinal, a morena nunca mais apareceu na escola, não saberia dizer como Edward soube desses vários ocorridos com a filha mais velha da família Dalton, e por isso queria visita-la, preocupou-se e lá estava ela.
Chegou no endereço, suspirou, tomou coragem e apertou a campainha, foi o pai das duas irmãs, sr. Dalton, diretor da escola que ela estuda. O diretor da escola Dalton High, tem olhos e cabelos castanhos, uma pele morena, tinha o corpo acima do peso, bem diferente do resto da família, respirou fortemente parando de olhar o Dalton dos pés à cabeça.
— Senhor, sou Emma Holmes, lembra-se de mim? Eu era amiga de suas filhas.
— Emma, sim, eu me recordo, porque está aqui? Há algum problema com o colégio?
— Problema nenhum comigo ou com colégio, sr. Dalton, apenas gostaria de conversar com sua filha, Shaila, por favor.
— Ela está louca, garota, e mesmo que não estivesse jamais deixaria que conversassem novamente, cortamos laços com a família Holmes faz tempo
— Devo supor então que cortaram laços com toda a cidade devido a loucura de sua filha mais velha, sr. Dalton, é por isso que gostaria de conversar com ela, tenho grandes ideias que poderiam ajuda-la
— Garota, eu já lhe disse que...
— Querido, deixa a moça entrar, sim- disse uma mulher branca, mas com cabelos cacheados e olhos castanhos, pondo uma mão no ombro do marido, dando-lhe apoio e incentivando o dono da casa a deixa-la entrar.
— Há, tudo bem, está lá no quarto dela. — Disse o homem ainda carrancudo, dando-lhe passagem para a loira entrar. Emmy passou por ele, e por sua esposa, e subindo as escadas, finalmente chegou ao quarto da antiga amiga.
Bateu a porta, o mais audível possível e, tentou manter-se calma quando a porta branca deprimente abriu-se fazendo um estrondo. Revelando uma moça que quase não reconheceu como Shaila Dalton, a sua amiga mais ativa, aquela que sempre animava as festas, agora precisaria de uma animação, sua aparência é a mesma que se lembrara, cabelos castanhos cacheados, pele morena, olhos chocolate, o corpo mais magra do que nunca. A roupa que usava, limitava-se em uma blusa preta regata e uma calça jeans rasgada clara.
Shaila abriu a porta e deparou-se com Emma Holmes, o rosto da morena ficou lívido, mas fez sua maior cara de deboche, para cumprimentar a moça que já a magoo inúmeras vezes, e que agora estava na porta de seu quarto:
— Emma Holmes, o que lhe deu para querer visitar uma velha amiga de uma hora para outra, em um sábado, ás 11:00 da manhã?
A loira entrou no quarto, e sentou-se em uma poltrona cor de vinho, que tinha lá, não esperando ser convidada, apenas sentava, e respondia a morena:
— Edward Barton, um amigo meu, contou-me sobre sua situação atual
— É mesmo? E que situação atual seria essa? A minha insanidade? O meu luto? Hein? Emma, você cortou relações comigo desde o acidente, porque agora está interessada? E além disse, pelo que vejo você perdeu as boas maneiras- observou a morena vendo a outra sentar-se sem ser convidada
A loira levantou-se, sorriu ironicamente, depositou as duas mãos no ombro da morena, respondendo as várias perguntas e explicando outras:
— Sim, estamos falando do luto e da insanidade, infelizmente, só agora soube da sua condição sim claro que perdemos contato já que você saiu da escola, e não falava comigo por outros meios de comunicação, agora eu percebo que não o fez, pois estava de luto... e louca.
— Eu estava de luto pois minha irmã mais nova namorava um rapaz mais velho que ela, e em uma noite de sábado o imbecil a levou para se divertirem, ótimo, mas o crápula estava bêbado e todos faleceram, foi estúpido, idiota e se você pensar foi o seu irmão, Elijah Holmes, que se matou e levou consigo minha irmã e todos os amigos dele. — Enfureceu-se Shaila Dalton, tirando agressivamente os braços de Emma de seus ombros e a empurrando violentamente até a parede, apertando o pescoço da loira.
—Shaila...- uma voz doce, suplicante e desesperada ecoo na mente de Shaila, mas não era real, pois Charlotte não estava lá, jamais estaria novamente lá em seu quarto. A voz de sua irmã, continuou: — solte-a, ela quer ajudar-nos, solte-a.
Então, ela percebeu que a voz de Charlotte, era sua consciência, ela tornou-se insana e sempre ouvia a voz dela desde do que houve. Sempre a guiando, sempre a aconselhando desde daquele fatídico dia.
Ela inesperadamente e de repente, tirou suas mãos do pescoço de Emma, abaixou a cabeça pois havia começado a chorar e não queria que a loira a visse com lágrimas nos olhos, certamente parecia fraca, ela ajoelhou-se pondo as mãos nos olhos, pois ouviu a voz de Lotte novamente, dizendo-a que ficaria tudo bem, que ela estava bem, porém, jamais ficaria bem depois do que houve, tirou as mãos do olho e abraçou o próprio corpo tentado lidar com a dor e tristeza e sussurrou:
— Eu sinto muito...Emma...- sussurrava vários pedidos de desculpa.
— O que houve? Porque você tentou me enforcar e porquê de repente me soltou? — A loira massageava o pescoço, que estava dolorido devido ao aperto
— Eu senti raiva, eu não estava pensando direito, eu não queria te matar, mas poderia machucar lhe, eu queria te machucar, mas ao mesmo tempo eu não queria e eu a soltei pois eu ouvi a voz de minha irmã na minha cabeça, eu escuto ela na minha mente, diga-me você o ouve? Ouve a voz de seu irmão? Aconselhando-a?
— sempre desde aquele dia....Shaila.- Emma abaixou-se, apoiou as mãos nos braços da outra, afirmando:
— Querida, eu posso ajuda-la, ou melhor eu pretendo ajudar- ela levantava e levantava a Shaila também.
— como você poderia me ajudar? — Ela deu as costas para a loira, mas ainda abraçava o próprio corpo.
— Estou pensando em criar, reconstruir ou comprar, um lugar em que vários psicólogos podem ajudar em massa os jovens que sofrem com luto, preconceitos e falta de dinheiro, começou com Edward Barton, quis ajuda-lo pois, ele sofria bulliyng por ter perdido o pai. E então, essa ideia surgiu.
— Que horror, coitado desse rapaz, agora, sobre isso que quer criar ... Você quer minha ajuda para eu ser ajudada futuramente...? — A garota Dalton cruzou os braços
— Essa é ideia..., entretanto, você precisa procurar um...- Emma andava pelo quarto, conversando com a morena.
— Hospício?- Shaila Dalton, fez com que ela parasse de andar, e a fez sentar-se na cama.
— Um lugar para se tratar, eu ia dizer- afirmou a loira, pondo as mãos nos dois braços dela, fazendo carinho nos dois braços
— Sem rodeios...- irritou-se um pouco a morena, deitando-se na própria cama.
— Então...O que me diz?- Emma Holmes, tirou os sapatos e deitou ao lado de Shaila, apoiando uma mão em sua cabeça e observando a Shaila.
— Eu não sei Emma, é meu pai que cuida desses assuntos, não sei se poderia facilmente ser aceita em um hospício ou nisso que você está pensando em construir, criar ou... sei lá- Shaila Dalton virou-se para ela e Emma ficarem olhando umas para outras.
— Converse com ele hoje para ver se você pode frequentar um lugar para tratar-se, como num hospício, e amanhã eu lhe peço que me encontre na frente da igreja velha, as 15:00 da tarde, Oliver e Edward estarão lá também, não se atrase. Bom, caso der tudo certo.- A Emma, sentou-se antes que fizesse algo que se arrependeria com Shaila a sua frente.
— Sim, Emma, eu vou tentar... Bom, você sempre está cercada por rapazes, não é?- deitou-se nas pernas de Emma, ao fazer esse comentário sobre os garotos.
— Não posso fazer nada quanto isso, querida, todavia, quando você ia para escola, você também era cercada por garotos de tipos e tamanhos...- Emma fazia carinhos amigáveis na cabeça de Shaila, recordando-se dos tempos de escola.
— Sim, bons tempos aqueles, loira, agora volte para sua casa, sim?- Shaila se levantou em um pulo, e puxou a Emma também, voltando as duas a realidade.
— Promete que vai pensar no assunto? — Emma perguntou segurando o rosto de Shaila, e encostando sua testa na da morena.
— Prometo... agora vai. — Antes de manda-la ir, Shaila Dalton, a abraçou tão forte que quase caíram, Emma deu um beijo no rosto de Shaila, e depois de algumas horas. Separam-se
Emma desceu as escadas do quarto com tanta velocidade que quase chegou a cair, mas felizmente não aconteceu. A loira parou no batente da porta, que estava sendo segurada por s.r. Dalton, ela o encarou e disse:
— Saudades de quando sua filha e eu, ficávamos intimas na época em que ela frequentava o colégio... S.r Dalton. E pretendo retomar essa intimidade.
— Minha filha mudou, ela já foi curada de querer ter esse tipo de relacionamento, garota, e não quero que fale disso com ela.- o pai de Shaila a alertou
— Tchau, diretor, Deus lhe abençoe.- despediu-se encerrando o assunto.
— Amém, e não fale mais sobre isso, viu? — Devolveu o homem.
— Pode deixar, senhor- Emma Holmes foi embora da casa de Shaila Dalton. Sem antes ver o homem que acabara de conversar, entrar em sua residência, completamente enfurecido, batendo a porta com tamanha força que tremeu a calçada. Logo depois ouviu gritos enfurecidos dele. E um silêncio sepulcral dentro da casa.
Preocupada, mas não querendo intrometer-se ainda mais na vida da família Dalton, ela foi embora, caminhando o mais rápido possível.
Quando Emma voltou para sua casa, ela viu, Oliver, sua mãe e seu pai, sentados da mesa de jantar da cozinha.
Todos os três estavam sérios e pareciam preocupados, quando ela sentiu o olhar de Oliver sobre ela, a loira se aproximou, e o garoto levantou-se, chamando a atenção dos pais da garota, Oliver foi abraça-la, e o pai da loira, Howard Holmes, perguntou preocupado, sério e aborrecido:
— Onde a senhorita estava? -
— Gente, o que houve? Eu só estava na casa de Shaila fui visita-la, porque? — Perguntou Emma Holmes, separando-se de seu namorado.
— Então, não ficou sabendo o que houve depois que saiu da casa dela? — Preocupou-se Smith, alarmado pondo as duas mãos nos ombros dela
— Não... o pai dela ... fez alguma coisa com ela? Eu não ... sei? — Ela colocou as duas mãos na nuca de seu namorado, tentado ganhar apoio, suas pernas tombaram, tamanha a preocupação.
—Sim, fez... O pai dela a espancou muito dessa vez, ela foi para o hospital, não é grave, mas ela se feriu muito. — Ele respondeu.
Ela separou-se dos braços dele, e correu em direção a porta, e iria lá novamente, para tentar resolver as coisas, mas sentiu ser segurada por seu pai, que afirmou:
— Fique aqui, não vê que causou problemas demai?. — O s.r Holmes soltou o braço dela, vendo-a com lágrimas nos olhos.
Emma olhou para Oliver, segurou e puxou o braço dele, e ambos correram para o quarto da loira, ela chorando e ele preocupado com a loira.
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