Almas Doloridas
4 Capitulo 04
No dia seguinte, Emma Holmes acordou, banhou-se com água quente, deixando os pingos acariciarem sua pele, acalmando-a, colocou o uniforme de sua escola, desceu as escadas, tomou café, com sua família, conversando com seu pai, Howard Holmes, um moço de pele clara, com olhos azuis, cabelos negros e lisos, e usava óculos de quadro e hastes douradas. E Emmy também conversou com sua mãe, Marjorie Holmes e dirigiu-se ao banheiro para escovar os dentes, despediu-se de ambos e encaminhou-se até a Dalton High.
Edward Barton, levantou-se de sua cama, vestiu-se depois de um banho gelado, mas relaxante, preparou o café da manhã, pegou uma xícara e, pois, numa bandeja com um pão com manteiga caprichado, e levou a bandeja até o escritório de Elinor Barton, então mãe e filho abraçaram-se. Ed voltou a mesa e começou a tomar o seu café da manhã, por fim, ele terminou, escovou os dentes, passou no escritório para dar tchau a mais velha, e dirigiu-se até o colégio.
Oliver Smith, saiu da cama sem vontade nenhuma, preparou o café na cafeteira, pegou duas canecas com personagens da Marvel, a caneca dele era do Homem-Aranha, e a do seu irmão mais novo, Jimmy Smith, era do Capitão América, comeram com rapidez. E Oliver tomou banho rápido demais, vestiu-se com pressa, deu um beijo carinhoso, mas apressado no irmão, pegou a mochila, ligou o carro e cantou pneu. Ele estava atrasado para a escola.
Os três chegaram ao destino deles, sem se atrasarem, até mesmo Oliver que chegou relativamente na hora prevista.
As aulas do trio de amigos, e do resto dos alunos ocorreram tranquilamente. Cada um pensando na explicação que ouviriam um do outro, sobre assuntos importantes, como bullying, problemas sociais e lutos. E pensaram na reação um do outro.
Na hora do intervalo, Emma se prepara para conversar com seu namorado, em uma mesa afastada, os dois com suas bandejas, com a merenda, o leite, uma fruta e um pudim. Oliver deixa os alimentos que tem em sua bandeja vermelha intocáveis, mesmo estando morrendo de fome, para ouvir a namorada, que respira forte, começando:
— Espero que não tenha ficado com ciúmes de eu ter ido na casa de Edward Barton ontem? — Perguntou primeiramente a loira, apoiando os braços na mesa, também deixando a comida de lado
— Não, de maneira alguma, confio em você, mas tenho que admitir que fiquei confuso por você ter me deixado para trás, Emma. — Oliver encosta suas costas na cadeira, observando-a
— Foi por uma boa causa, sinto muito. — Respondeu e desculpou-se a loira, inclinando-se para frente, tentando parecer natural ao observá-lo também.
— E essa tal boa causa... seria...? — Interessou-se Oliver.
— estou pensando em alugar, reformar ou simplesmente comprar um lugar para receber, ajudar e tratar todas as pessoas, com problemas sociais, bullyng, luto e todos os outros desafios que a humanidade tem passado, dei o nome de: Almas doloridas.
— Você sabe que eu não estou mais fazendo bullyng com o Barton, não é? — preocupou-se Oliver tomando cuidado para retratar-se novamente com a Emma, a garota que amava.
— É apenas isso que tem a dizer? Sim sei que não está mais fazendo tais brincadeiras com o pobre garoto, porém, seus amigos ainda fazem essas mesmas brincadeiras idiotas... o Edward perdeu o pai por um motivo estúpido e fazem palhaçadas com isso, Oliver
— Eu jamais pensaria que meus amigos continuassem brincado com o luto dele, e nunca soube que ele tinha perdido o pai, Emma. E sobre esse lugar, conte comigo, nos dois sabemos que meus pais também morreram, né?
— Estou ciente deste fato há tempos, e sinto muito, mas você não recebe piadinhas sobre isso durante o intervalo, Oliver, ao contrário de Ed.- a garota não estava mais olhando no rosto do rapaz que ama, mas atrás dele, em um lugar completamente perto de onde o casal estava ela viu os outros garotos da turma de Oliver mais uma vez brincando com ele sobre a perda do pai, ela não escutava as vozes deles, é claro, mas os jovens estavam empurrando e dando risadinhas, provocando-o.
Oliver virou o rosto para a mesma cena intrigado, virou novamente o olhar para frente, comeu o pudim que estava em sua bandeja o mais rápido que podia, para não ficar com fome, ao lutar ou e conversar com seus amigos, deu uma última olhada para a loira a sua frente e rapidamente levantou-se da cadeira que antes sentava.
Ia até lá já preparado para tirar satisfações dos colegas estúpidos, quando sentiu a mão delicada da Holmes, segurando seu braço, e ela perguntou assustada e preocupada, mas ainda assim, orgulhosa pela atitude do adolescente:
— O que vai fazer?
— Emma, eles fazem parte da minha turma de amigos, tenho que saber o porquê de estarem fazendo isso, e para-los – afirmou o rapaz, em um tom urgente
— Sim, eu sei, mas, não é perigoso?
— Deixa comigo, perigoso ou não isso precisa parar- Oliver Smith, exclamou determinado.
— Obrigada, tome cuidado, por favor- a jovem soltou o braço de seu namorado, observando a cena de longe, temerosa:
— Ora, ora, Dylan e companhia, o que pensam que estão fazendo? — Oliver perguntou segurando o pulso em punho do outro, impedindo-o que o mesmo socasse Edward.
— Oliver, porque não se junta a nós? — Perguntou Dylan Morrow, com um sorriso cínico, o adolescente tinha a seguinte aparência: ruivo de cabelos cacheados, magro, sardas na bochecha e moreno de pele, usava um colete de lá azul escuro em cima do uniforme, uma calça social marrom, e um sapato marrom dos tempos antigos no pé. Edward não era mais o tema da discussão, ele aproveitou a oportunidade que Oliver o deu, e a passos devagar caminhou até sua mais nova amiga
— Eu não faço mais brincadeiras assim, Morrow, sabe disso. – Edward já estava ao lado de Emma, enquanto Morrow e Smith, discutiam.
— Pela sua amada Emma, não é? Você era o melhor valentão do colégio, e agora é uma banana, tornou-se um cachorrinho da boneca Barbie, não é? — Provocou Dylan, atiçando a fúria de Oliver.
Oliver Smith socou Dylan Marrow, com tanta força e raiva que o garoto caiu no chão, sangrando no nariz e pela boca, fazendo a parte em cima do olho do rosto ficar roxo.
Ele levantou-se com dificuldade, andou até o Smith lentamente e disse sussurrando:
— Vai pagar por isso Oliver, você, esse preto idiota e a sua bonequinha de luxo barata, está me ouvindo? O trio de ouro dessa escola vai pagar por isso-
— Quero ver você tentar- disse com fúria, dando as costas para o grupo de valentões e indo até sua namorada, e o seu recém-formado amigo.
Emma o abraçou com muita força, e ambos quase caíram com isso, mas logo o casal se soltou e Edward Barton tomou a palavra, pondo a mão no ombro de Oliver;
— Obrigado, Oliver, por ter me ajudado
Oliver apenas bateu de leve na mão de Ed em seu ombro e deu um sorriso, porém, quando ele ia responder, o sinal de voltar para classe tocou.
Na hora de ir embora, apenas Edward e Emma, dirigiam-se para a saída, Oliver não saíra da escola no momento. Ambos estavam esperando sentados na calçada.
Emma então tomou a iniciativa de levantar-se e procura-lo, Edward seguia um pouco atrás dela, andando duas calçadas, finalmente chegaram em um beco. E neste beco, tinha Oliver, sendo espancado violentamente por Dylan e sua gungue.
A Holmes deu um passo em direção aquilo, queria impedir aquela idiotice o mais rápido possível, o rapaz que amava estava sendo maltratado por um garoto estúpido que dizia ser amigo dele.
Porém, Edward Barton, segurou o ombro da loira, e ela não entendeu, olhou na direção do Ed, e argumentou, perguntou ao mesmo tempo:
— Edward, Dylan e os amigos idiotas dele estão batendo no meu namorado, não me impeça de ir até lá e acabar com isso, o que foi, está com medo?
— isso não é trabalho para uma garota rica como você, sujar as suas belas mãos de sangue está fora de cogitação, Emmy, deixe comigo...
Emma empurrou ele para a parede delicadamente, chacoalhou os braços dele, e o advertiu:
— Você é espancado praticamente todo o santo dia naquela escola, Edward Barton, eles são as mesmas pessoas que bateram em você, hoje mesmo, então, me ouça, pelo amor de Deus, fique aqui e não faça nenhuma besteira
— Eu não sou covarde...
— Ninguém disse que era... apenas... deixe-me salvar o homem que amo, tudo bem que queira ajudar, mas isso é algo que tenho de fazer sozinha.
Sem poder fazer nada, Edward percebeu que a garota já estava na metade do caminho, chegou no Dylan, tocou o ombro dele, delicadamente impedindo que o ruivo batesse mais uma vez em Oliver, quando Dylan olhou para ela, Emmy puxou o braço dele, tirando-o de perto de Smith, logo depois, ela sussurrou um: “obrigada”, para o ruivo, espantando a todos os presentes, incluindo Oliver, que a olhou surpreso levantado o olhar banhando de sangue, para Emma, com muita dificuldade, disse:
— Emma... o que está fazendo, eles... vão machuca-la... vá para casa, agora.
A loira de olhos azuis, simplesmente ajoelhou-se, limpou um pouco da enorme quantidade de sangue que tinha no rosto de Oliver com suas mãos, pegou os braços dele com cautela, reunindo muita força e o levantou, apoiou um braço dele em suas costas, e tentou andar com ele, porém quase derraparam.
Edward achou então que era hora de agir, eles fizeram muito por eles, chegou a vez dele fazer algo por eles. Pegou o outro braço de Oliver Smith em seu pescoço, e o trio quase saiu daquele beco, não fosse Marrow segurando fortemente o pulso de Emma Holmes:
— Vou deixar vocês levarem esse idiota por hora, boneca Barbie, mas não pense que na próxima vez ele estará intacto, ou até mesmo vivo, então, aproveite e dê bastante beijos no seu namorado imbecil- O ruivo moreno, deu um sorrisinho debochado, e não esperava pela resposta da loira:
— Pode deixar que eu vou aproveitar bastante, obrigada, e não vai ter próxima vez. Com licença.
Então, o trio foi para casa de Emma, que era mais perto, os pais da loira não estvam em casa, o casal trabalhava de tarde, sendo assim a casa estava inteira para o trio de amigos. Com bastante esforço ambos colocaram Oliver no sofá.
Depois que adrenalina passou, os três começaram a conversar, primeiramente Oliver que queria agradecer de bom grado os dois, Emma que estava sentada do lado de seu namorado, pegou a mão dele, apertando:
— Obrigada, Emma, por ter me ajudado e você também Edward
— Deveríamos ir para o hospital- opinou Ed, observando o amigo machucado
— Por uma dor nos joelhos, cortes no rosto e costelas quebradas? Não, obrigada, isso passa, dispenso hospitais, mas agradeço a sua sugestão... Parceiro
— É minha culpa que passou por tudo isso, Oliver, eu sinto muito... Parceiro, o mínimo que poderia fazer é leva-lo ao hospital... Amigo
— Edward tem razão, querido, não precisa se fazer de forte agora, está em boas mãos agora. Não precisa fingir
— Não estou fingindo, não estou me fazendo de forte, apenas não quero, não preciso e não vou em hospitais. Obrigado Ed, obrigado Emmy, mas dispenso.
— tudo bem, mas vá sim no hospital se houver uma próxima vez, lembram-se o que houve com a irmã de Charlotte Dalton, a Shaila Dalton, ela ficou muito doente pela morte da irmã mais nova, ficou sem piadas realmente louca, invés de leva-la para um hospital quando ela ficou doente ou para um hospício quando ela foi ficando cada vez mais louca, tentaram cuidar dela em casa, e ninguém nunca soube o que acontece com ela na própria casa, dizem que o pai bate nela, as vezes para tentar tirar sua loucura
— Edward, não vai haver próximas vezes, e eu estou bem, cara, não vou enlouquecer, e Shaila Dalton não é foco aqui.
O trio continuo conversando, até que Edward precisou ir embora para casa. Entretanto Emma e Oliver continuaram.
— Você foi incrível, não usou a força, não usou palavras, não usou xingamentos, simplesmente o impediu de continuar de fazer atrocidades. Pareceu um anjo hoje. Graças a Deus que tenho você para me salvar.- ele encostou a cabeça na almofada, fechando os olhos, demonstrando estar cansando e ao mesmo tempo agradecer por ter a garota, Emma Holmes ao seu lado.
Ela apertou ainda mais a mão de seu amado:
— Obrigada, querido, mas não sou e jamais serei um anjo, infelizmente, sou humana, assim como todos, Oliver, eu te amo muito, mas gostaria de ser tratada com o que realmente sou, uma garota comum que o ama e faria de tudo por você.
— Obrigado- ele sussurrou, um agradecimento novamente com isso, adormeceu.
Emma Holmes fez carinho em seu cabelo, e ficaria ali até ele acordar, até ele precisar dela novamente, até algo acontecer com ele para ela poder salva-lo.
Ela o amava, e realmente faria de tudo por ele, incluído ceder sua casa, seu sofá, seu tempo, sua bondade, e principalmente o seu ser por ele, e todos que ama.
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