Alluring Secret

5 Cena 5 – Incontrolável


Notas iniciais
Yaoistas, nao me matem! Eu disse q iria entrar numa fase hetero e vcs vao me entender no futuro u.u

Degel teve que disfarçar muito, mas muito o seu interesse súbito por Seraphina. Pela primeira vez ele não estava se importando com o nome ou passado de alguém, apenas pela pessoa. Foi com a moça em sua cabeça que ele passou os dias seguintes.

Sair com sua noiva se tornou uma tarefa enfadonha e evitava conversar com ela ou até mesmo sair e resolver as últimas coisas do matrimônio. Ele se trancara em sua mansão.

Foi quando se lembrou do convite de Seraphina. Ordenou os cavalariços prepararem os cavalos e a carruagem, iria fazer uma visita à misteriosa donzela. “Por cortesia... apenas isso” era o pensamento mais recorrente, tentando se convencer em não cortejar a moça, nem magoar sua pobre noiva, o que causaria briga com a família dela. Ainda mais aquela altura.

Apesar de o castelo ficar nos terrenos após a floresta, a mesma era muito densa e profunda, o que tornava obrigatório usar outra estrada. A estrada era deveras acidentada, e longa.

–Milorde... – disse o cavalariço principal. – A partir daqui é impossível seguir. O terreno é muito íngreme!

–Como a jovem senhorita vive aqui?! – se surpreendeu o outro.

Degel ignorou os comentários e desceu da carruagem.

–Voltem para casa, seguirei a pé.

–Mas milorde!

–Façam o que ordenei. Vai ser bom realizar uma caminhada. – ele andou a frente da carruagem e se voltou aos seus servos. – O que estão fazendo parados? É uma ordem!

A contragosto os servos retornaram, enquanto Degel subia o ingrime caminho até o castelo. Apesar da estrada terrível, a paisagem era incrivelmente bela e encantadora.

Logo chegou ao castelo e o mais estranho possível foi oculto do óbvio: Seraphina estava lá, parecendo esperar por Degel, como se soubesse que o burguês estava a caminho.

Mas Degel ignorou o acontecimento ao encontrar a figura estonteante da donzela. Ela o convidou a entrar, com um sorriso gentil.

O burguês se surpreendeu com o fato da jovem viver sozinha e sem empregados, confiando sua proteção a algo que ela dizia que era abençoada. Ela já tinha deixado o chá pronto para si e o serviu. O aroma era delicioso!

–Deveria ter alguém aqui protegendo a senhorita!

–Ora, e quem poderia? – riu a moça. – Só falta dizer que milorde iria ficar...

O olhar de Degel era sério e decidido.

–Eu ficaria aqui com a senhorita, se desejasse.

–O senhor é interessante, não nego, mas e sua noiva? Acha justo que...

–Eu não a amo! Ela não estaria nem um pouco aos seus pés, milady! Tão jovem, tão corajosa e decidida! E tão desprotegida...

–Assim fica parecendo que milorde está apaixonado por mim.

O burguês ficou parado. Se deu conta de suas palavras e corou.

–E se eu me apaixonei pela senhorita naquele baile?

Seus rostos iam se encontrando lentamente. Aquele calor, aquela sensação era totalmente irresistível...

Degel e Seraphina se beijavam com ardor, sem saber que aquela altura os serviçais de Degel iam de encontro ao pé do morro onde deixaram seu senhor. Não havia mais caminho, tudo havia sido fechado, arvores misteriosamente brotaram.

–Milorde! Seraphina... ela... ela é uma bruxa!

Indiferente ao desespero dos cavalariços, que voltaram correndo para as terras de seu senhor, os amantes já estavam no quarto da jovem, as roupas da parte superior de Degel já estavam longe, e o burguês sentia o calor das mãos de Seraphina, enquanto ele sentia o sabor de da pele da moça, beijando-lhe o ombro enquanto descia o vestido dela, lentamente.

Sentia-se como o marido dela, sentia um amor profundo, um desejo louco por aquela mulher, não se importava com votos sagrados, a queria.

Logo desnudou os seios de Seraphina e suas mãos já os acariciavam sem piedade, deixando a pele branca da dona do castelo corar e ferver, arrancando gemidos. Sentia o volume fazer pressão em suas calças, desejando liberdade. Ela lhe arranhava, beijava, e isso o deixava enlouquecido.

Quando percebeu, já tinha arrancado toda a roupa da mulher a sua frente, e Degel se deliciava em beijá-la toda. Ela gemia em seus braços, com suas carícias e sentia enorme vontade em possuí-la.

Livrou-se de suas últimas, e sem qualquer piedade, apossou-se do corpo delicado de Seraphina, invadindo repetidas vezes, num vai-e-vem, estocando fundo, enquanto ela passava de gemidos altos a gritos de puro prazer. Era impossível ir tão devagar com ela tão molhada e lasciva.

Ambos chegaram ao clímax, e ele a preencheu com seu gozo. Se olhavam com grande paixão enquanto recuperavam o fôlego.

–Eu sou sua, meu doce Degel... – sussurrou Seraphina.

Degel saiu de dentro da mulher, deitando-se ao lado dela e a envolvendo em seus braços.

–Vou viver aqui contigo... meu amor...