Notas iniciais
Primeiramente, sinto muito pela demora! D:
Final de ano sempre é o mais corrido... Provas, recuperação, festas... Não tive tempo para fazer o capítulo, mas acho que agora as coisas amenizam um pouco. ;-;
Por causa da demora, tentei fazer um capítulo grande... Mas ficou mais ou menos do mesmo tamanho que os anteriores. *apanha*
Enfim, boa leitura. ._.

Gerard franziu o cenho enquanto caminhava até uma garota. Ela tinha cabelos negros, usava o uniforme de Namimori e parecia um pouco distraída quando o Arcadio segurou seu braço com força. Ela o olhou com certo desprezo, mas mesmo assim disse:

- O que foi?

- Onde raios você foi ontem, Ciaran?! – a Guardiã do Trovão deu de ombros, irritando ainda mais o chefe. – Responda!

- Me dê um motivo. – Ciaran deu um sorriso de canto e fez um movimento brusco com o braço, assim Gerard se viu forçado a soltá-la. – Não preciso dizer para onde vou, certo? E mesmo que precisasse, eu não diria. – ela apontou uma faca para o garoto. – Agora, se você não quer levar um furo no meio dos olhos, caia fora.

Ele resmungou alguma coisa e saiu pisando forte no chão. Gilbert, Klaus e Mary seguiram-no depois de se despedirem de Ciaran. A garota soltou um longo suspiro e então encarou os alunos parados em volta. Ela não estava no humor para ficar na escola, teve que admitir. Estreitou os olhos quando reconheceu uma colega de classe. Dominique, ela estava conversando animadamente com Yamamoto Takeshi e Sawada Tsunayoshi.

- Hm? – retirou o celular do bolso ao senti-lo vibrar. – Alô?

Klaus parou na frente da enfermaria. Havia recebido um aviso: uma aluna tinha se machucado e o médico da escola não podia vir porque ele viajou e só voltaria na próxima semana. Quando tocou a maçaneta, ouviu uma voz familiar do outro lado. Sua teoria estava certa, era ela.

- O que você fez hoje? – ele perguntou direto e até um pouco frio.

- Bem... – Solarie coçou a cabeça rindo. – Eu estava tendo aula de Educação Física. Acabei tropeçando e cai. – ela apontou para o joelho todo ralado. – Aconteceu isso aqui. Eu disse que não tinha problema, mas o professor me mandou vir aqui.

- Você devia tomar mais cuidado! – Klaus foi até o armário pegar algumas bandagens e algo para limpar a ferida.

- Foi mal...

- Muito mal, senhorita Olivery. – ele se aproximou com um pano molhado na mão. – Você tropeçou no quê? – perguntou sentando-se numa cadeira na frente dela.

- Foi... Err... AI! – Solarie quase deu um pulo quando sentiu o pano entrar em contato com a sua pele. Ardia, mas ela conseguia aguentar. Foi apenas um susto. – Foi numa pedra que estava no meu caminho.

- Hm... – foi a única coisa que Klaus disse.

Era uma mentira. Solarie não havia tropeçado, muito menos tinha aula de Educação Física naquele dia. A verdade era que ela precisava falar com o garoto urgentemente. Ela se lembrava das palavras de Dominique no dia anterior.

- Você gosta de alguém, Sol-chan? – naquela hora, a Guardiã do Sol quase cuspiu toda a água que estava bebendo.

- Por que a pergunta, Dominique? – arqueou uma sobrancelha, estava bastante confusa.

- Eu fiquei curiosa... Aki-chan andou se encontrando bastante com aquele tal de Mukuro, quero dizer, ele vive aparecendo para discutir com ela. Michael me falou de uma garota que também tem um penteado de abacaxi e se chama Chrome. Ele sempre parece mais feliz quando fala dela. – Dominique sorriu lembrando-se do brilho no olhar do Guardião da Chuva. – E pensei se você não gosta de alguém também.

- B-Bem... – parou pra pensar. Solarie olhou para cima, tentando se recordar de alguém. – Eu acho que não nesse sentido, mas tem um garoto que eu gosto bastante. Algo como um irmão mais velho, sabe?

- Quem? Quem? – a Tredicesima encarou-a alargando o sorriso.

- Ele é o enfermeiro de Namimori, Klaus.

- Ah, acho que já ouvi falar dele. Tem cabelos brancos e olhos azuis? – Solarie balançou a cabeça de cima para baixo. – Entendo... Aquele que chamam de ”kawaii”?

- Como assim? – Solarie franziu o cenho, mas não a ponto de ser perceptível.

- Eu ouvi um grupo de garotas da outra sala falando que o enfermeiro de Namimori era muito fofo, que ele era educado e que ele era um dos mais cobiçados entre as garotas. – Dominique conteve o riso quando notou uma aura irritada em volta de Solarie. – Mas ele estava fora da lista de garotos disponíveis porque já tinha namorada.

- Como? – ela arregalou os olhos, surpresa.

Solarie passou boa parte da noite pensando naquilo. Klaus tinha uma namorada? Por que ele nunca havia dito isso para ela? Estava curiosa, um pouco revoltada também. Por causa disso, ela mesma fez aquilo com o próprio joelho e foi até a enfermaria para retirar suas dúvidas.

- Pronto. – voltou à realidade quando Klaus terminou o curativo. Ele levantou a cabeça e, para seu espanto, deparou-se com os olhos dourados da garota. Ela o encarava de forma interrogativa, exclamativa, confusa, uma mistura de várias coisas.

- Klaus, preciso te perguntar uma coisa. – ele estremeceu. Sentiu o rosto esquentar levemente e, num movimento rápido, desviou o olhar para o chão.

- O que foi? – ele moveu-se para trás fazendo suas costas se apoiarem na cadeira.

- Você tem uma namorada? – Solarie perguntou séria.

Klaus se segurou para não ir de encontro com o chão, porém acabou engasgando (com o que? Vai saber...). A garota olhou assustada para ele, até parecia que o albino estava tendo um ataque de asma (?)! Ela levantou e deu leves tapas nas costas dele enquanto o mesmo tentava pensar no que responder.

- CALMA! CALMA! – gritou sacudindo ele. – RESPIRE FUNDO! KLAUS, NÃO MORRA!

- E-eu já estou bem...! – Klaus disse tonto.

Depois desse tumulto, a Olivery sentou na cama da enfermaria e suspirou. Klaus ajeitou sua gravata e o cabelo, que acabou ficando uma bagunça. Quando ambos se olharam, soltaram uma risada descontraída. Não havia motivo, mas pelo menos assim o clima de tensão amenizava.

- Por que você quer s-saber se eu tenho uma namorada? – o enfermeiro arqueou uma sobrancelha.

- Eu ouvi boatos. – Solarie começou a balançar as pernas para frente e para trás. – Fiquei curiosa, oras. – sorriu.

- Ah... – ele disse um pouco decepcionado. Ao perceber seu tom de voz, corou na hora e começou a gaguejar. – D-d-digo, bem, são b-boatos, né? Eles, er... N-não são v-v-verdadeiros!

- Se você diz... – ela deu de ombros e olhou sorridente para Klaus. – Mas você não gosta de ninguém, Klaus? – ele corou mais ainda.

- E-e-eu...

A porta da enfermaria foi aberta violentamente, assustando assim Solarie e Klaus. Eles olharam para o que poderia ter causado aquilo e arregalaram os olhos quando reconheceram uma garota alta e usando um rabo-de-cavalo. Ela tinha acabado de socar a porta, porém ainda parecia bastante irritada.

- Adelheid? – Klaus perguntou pasmo. Qual a razão dela estar com tanta raiva? A moça não deu atenção a ele, muito menos à Solarie. Virou-se bruscamente e começou a correr.

- VOLTE AQUI! – gritou ela.

- O que foi que eu fiz? – os dois ouviram a voz de Alphonse.

O rapaz tentava não apanhar, porém não conseguia conter um sorriso de brotar em seus lábios ao notar a face corada da garota. Depois dessa pequena perseguição, ambos pararam no meio do pátio. Se eles tinham aula naquele dia? Bem, eles tinham... Mas como Alphonse lançou uma cantada à Adelheid logo que ela pisou dentro do prédio, ambos acabaram perdendo umas duas aulas inteiras.

- O que os dois estão fazendo? Não deviam estar estudando DENTRO da sala de aula? – Casilda se aproximou rindo enquanto carregava alguns livros.

- Casilda-sensei. – Adelheid curvou-se para frente cumprimentando-a. – Peço desculpas por isso, eu já estou indo.

- Não se preocupe, Suzuki-chan. – Casilda balançou a cabeça levemente. – Com suas notas, não vejo necessidade de se incomodar com essas coisas. Apenas não quebrem nada de Namimori ou o Hibari-kun irá nos matar. – olhou para os lados, apenas para certificar que o líder do Comitê Disciplinar não estava por perto.

- O que você faz por aqui, sensei? Pensei que estivesse dando aula agora… — Alphonse encarou-a e arqueou uma sobrancelha quando ela engasgou de nada.

- COF COF COF! – depois de alguns segundos, ela finalmente conseguiu se controlar. – Sabe como é, eu... Ahn...

- Você por acaso não deixou todos os alunos sozinhos na sala apenas para poder ficar perambulando por aí, não é? – uma aura assassina surgiu em volta da garota de rabo-de-cavalo.

- C-calma, Suzuki-chan! – Casilda escondeu-se atrás de Alphonse. – Há uma explicação! Não é isso que você está pensando!

- Comece a falar. – Adelheid cruzou os braços. Uma veia pulsava em sua testa.

Alphonse piscou algumas vezes e fez uma careta. Acabou nem ouvindo o que as duas falavam, estava ocupado demais encarando a sensei de italiano. Ou melhor dizendo, analisando os sentimentos dela. Graças aos poderes dele, Alphonse conseguia sentir o que as outras pessoas sentiam, era a Empatia.

E era por causa dessa habilidade que ele não estava se sentindo muito confortável. Antes achava que era só coincidência, mas sempre que Casilda se aproximava dele, Alphonse sentia vários tipos de sentimentos misturados. A maioria era contraditória com o jeito de ela agir. Enquanto ele sentia tristeza vindo dela, a garota ria. No ponto de visto do rapaz, ela era... Uma pessoa do contra.

- E foi isso! – Casilda deu um sorriso amarelo enquanto usava Alphonse como escudo humano.

- Sensei... – a voz de Adelheid tremia por causa da enorme raiva que ela sentia naquele momento. – COMO VOCÊ FOI DEIXAR O VENTO LEVAR O TRABALHO DE TODOS OS ALUNOS?! – o grito da garota podia ser ouvido do outro lado da cidade.

- Então... – Casilda se encolheu assustada. – Mas foi uma rajada de vento forte! Tipo um furacão! – e começou a fazer uns gestos estranhos, como se tentasse representar o grande incidente. – Eu e o Michael estamos recolhendo tudo, não há com o que se preocupar. Acho que até o intervalo nós terminamos.

- Bom mesmo. – Adelheid respirou fundo, precisava conter seus nervos.

Casilda acenou para eles enquanto caminhava pelo lado contrário do que eles iam. Olhou para cima procurando qualquer folha voando por aí. Hm... Era complicado, até aquele momento a Prima Pulizia havia achado uns três trabalhos. Abriu um sorriso animado quando viu algo preso em um galho de uma árvore.

- Achei! – saiu correndo e escalou a árvore como um esquilo. Quando pegou o papel, deu pequenos pulinhos de alegria. – Eu consegui!!! – fez uma pose vitoriosa meio esquisita.

Casilda, por descuido, acabou perdendo o equilíbrio. Desesperada, ela balançou os braços como se tentasse voar (?). Prevendo que de nada adiantaria, ela fechou os olhos com força, esperando o impacto e a dor em suas costas quando caísse.

- Você está bem, sensei? – ela ouviu uma voz chamando-a, o dono dela parecia bem preocupado.

- Ahn? – ela abriu os olhos, confusa. De um sorriso bobo quando reconheceu Michael a encarando. – O que aconteceu? Onde estou? Mio Dio, os patos ainda voam para o leste?

- Achei que eles voassem para o sul. – uma gota escorreu pela cabeça dele. – Eu estava passando por aqui quando te vi em cima da árvore. Por favor, não faça uma loucura dessas. – suspirou, colocando-a no chão.

- Você me salvou? – ela inclinou a cabeça para o lado, ainda estava arrumando seus pensamentos no lugar. Ou tentando.

- Digamos que sim. – ele deu de ombros. – Ah, aqui está. – Michael entregou uma pilha de folhas, aparentemente lá estavam todos os trabalhos que Casilda havia perdido.

- VOCÊ ACHOU TODOS?? – Casilda ficou boquiaberta e pasma, como aquele garoto de 16 anos tinha conseguido fazer aquilo? Como resposta, Michael apenas balançou a cabeça. – Bom trabalho, soldado! – bagunçou os cabelos dele e saiu arrastando-o até a sala de aula. – Agora posso entregar as notas de todo mundo e depois ir comer um sanduíche de mortadela e queijo.

Michael apenas a encarou como se dissesse “quantos neurônios você perdeu hoje?”. Casilda era uma sensei estranha... Ela era a primeira que agia daquela forma, descontraída, desajeitada, louca até o último átomo de fio de cabelo e... Animada. Geralmente, professores são sérios, rígidos, ou pelo menos não largam seus alunos sozinhos por aí. O Guardião da Chuva de Dominique se perguntava mentalmente como Casilda-sensei havia sido aceita para trabalhar naquela escola. Fora seu comportamento, ela era nova demais! Ele duvidava que Casilda tivesse até terminado a faculdade.

- Ué? – ela franziu o cenho quando viu a sala vazia. – Pessoal?... – piscou algumas vezes. Olhou para o relógio e soltou uma risada. – Hora do intervalo? Já?

- Se é assim, com licença, sensei. – Michael fez uma rápida reverência e começou a andar. Parou quando uma mão segurou seu pulso. – Algum problema? – olhou para Casilda arqueando uma sobrancelha.

- E-eh? – ela olhou-o atordoada, como se estivesse pensando no que fazer. – Bem... Sabe, é que... – olhou ao redor procurando por alguma coisa.

Nesse momento, uma bola de baseball atingiu a janela e quebrou o vidro. Michael e Casilda olharam aquilo boquiabertos, principalmente o garoto: se a sensei de italiano não tivesse parado-o, ele teria sido acertado em cheio! Encarou a mulher novamente, não sabia se ficava surpreso ou desconfiado.

- Então, era isso! – Casilda falou abrindo um enorme sorriso. – Cuidado com bolas de baseball, elas são bem mortais! – e depois de bagunçar os cabelos de Michael, ela deu meia volta e começou a andar. – Até amanhã, Michael. Obrigada pela ajuda!

O Archangel estreitou os olhos, porém suspirou assim que Casilda saiu de seu campo de visão. Estava prestes a entrar na sala quando ouviu o som de passos no corredor.

- Michael! – Alice chegou correndo e, ao parar, apoiou-se nos joelhos até recuperar o fôlego. – A Dominique está chamando todos os guardiões da Distrune, é para vocês se encontrarem na sala dela.

- Certo. – ele disse enquanto colocava uma das mãos no bolso e começava a caminhar. Logo atrás dele, a Vodevoske o acompanhava.

Não demorou para os dois chegarem. Abrindo a porta, os olhares direcionaram-se ao casal. Dominique foi a primeira a falar, um sorriso radiante estava em sua face.

- Agora que estamos todos aqui, podemos começar! – disse animada batendo palmas.

- Ahn... Q-quem são eles, Domi-chan? – perguntou Tsuna meio assustado.

- Meus guardiões, claro! – a Tredicesima apontou para cada um deles. – Alleen-chan e Aki-chan, vocês as conheceram ontem. Sol-chan é a minha guardiã do Sol e Michael, meu guardião da Chuva.

- Não se esqueça de mim! – Lira falou emburrada. – A guardiã do Trovão é a mais importante, tenham certeza disso! – cruzou os braços e colocou um pé na cadeira, fazendo uma pose de superioridade.

- O Trovão é o mais inútil de todos. – Gokudera revirou os olhos e recebeu um olhar mortal da garota.

- Ei, ei. Não vamos brigar, não é? – Yamamoto ficou entre os dois. – Vocês mal se conheceram!

- Cof cof. – Dominique deu leves tossidas para chamar a atenção. – Continuando... Bem, meu guardião da Névoa não está aqui, mas tenho certeza que um dia irão conhecê-lo. – Tsuna estremeceu, como seria o guardião de Dominique? Pelo o que ele lembrava, todos os usuários da Névoa eram “problemáticos”. Não que Grégoire não fosse, claro...

- Agora é a nossa vez! – Gokudera inflou o peito e deu um sorriso de canto. – Guardião da Tempestade do juudaime, Gokudera Hayato!

- Eu sou a Chuva, Yamamoto Takeshi. Prazer em conhecê-los. – riu o moreno.

- GUARDIÃO DO SOL SE APRESENTANDO AO EXTREMOOOO! – Ryohei deu alguns socos no ar. – SASAGAWA RYOHEI! JUNTEM-SE AO CLUBE DE BOXE!

- DE ONDE ELE SURGIU?! – gritaram Akira, Alleen e Solarie ao mesmo tempo.

- Ah, eu estava andando pelos corredores quando aquele bebê me pediu para vir aqui. – explicou-se o Sasagawa rindo.

- “Bebê”? – Michael perguntou curioso.

- O Reborn fez o que? – Tsuna engoliu a seco, coisa boa não podia ser. O hitman já estava agindo estranhamente nos últimos dias, o que raios ele pretendia fazer? O Decimo Vongola só conseguia pensar em treinos absurdos e suicidas.

- Ciaossu. – falando nele, ali estava o Arcobaleno sentado na carteira do Sawada tomando uma xícara de café. – Como estão todos?

- Ele falou. – Lira encarou-o e franziu o cenho. – Ei, quer um copo de leite? – e, do nada, ela mostrou um copo de leite. Seria da Amy? Talvez. – Acho que já te vi em algum lugar...

- Oh, se não é a senhorita Encalda. – Reborn sorriu. – Nos vimos faz alguns anos, quando você quase lançou uma bomba nuclear em Paris. Lembra-se do francês com um cachorro siberiano verde?

- AH! Era você! – ela balançou a cabeça se perdendo em memórias.

- B-bomba NUCLEAR? – Tsuna quase caiu da cadeira, aquela garota era muito assustadora!... Pelo menos, para ele.

- Quieto, Dame-Tsuna. – com um movimento rápido, todo o café de Reborn foi parar na cabeça de seu aprendiz. – Enfim. Vocês são a 13ª geração da Distrune, se estou correto.

- Somos sim. – respondeu Alleen como se aquilo fosse algo óbvio.

- É um prazer conhecê-los. Eu sou o melhor hitman do mundo, Reborn. Atualmente, estou treinando o Dame-Tsuna para que ele se torne o Decimo líder da Vongola. – retirando o chapéu, o Arcobaleno cumprimentou-os com uma reverência.

- O prazer é todo nosso, Reborn-san! – Dominique sorriu estendendo o dedo (já que a mão de Reborn era pequena demais para que ambos pudessem dar um aperto de mãos). – Você é um conhecido do meu papa, certo? Ele me falou muito sobre você.

- Espero que tenha ouvido boas coisas, Dominique. – Reborn apertou o dedo dela e balançou-o levemente. Um brilho quase assassino refletiu-se em seus olhos, como se dissesse “caso Julian tenha dito algo de ruim sobre mim, ele está morto”.

- E-etto... Reborn? – Tsuna chamou receoso.

- O que foi? – o bebê virou-se para o Sawada sorrindo.

- Por que nos reuniu aqui? O que você pretende fazer?

Os próximos segundos foram aqueles em que Tsunayoshi se arrependeu de ter feito essas perguntas. Reborn sufocou uma risada e, depositando a xícara na carteira, fez um sinal com as mãos, chamando outro garoto para ele se aproximar.

- Simples, Dame-Tsuna. – todos olharam para o ruivo que acabara de chegar. Ele possuía bandagens por todo o rosto e encarava o chão. – Como futuro líder da Vongola, é sua missão fazer novas alianças e se tornar mais forte. Imagino que vocês conheçam esse garoto.

- Enma-kun! – Dominique sorriu e puxou-o para mais perto do grupo.

- Kozato Enma, atualmente o líder da Famiglia Shimon. – Reborn retirou uma ficha do bolso e leu em voz alta. – Você só não é mais patético que o Tsuna, tsc.

- HIIIK! – Tsuna falou assustado. – Enma-kun também é um mafioso?!

- Ele e todos os outros alunos transferidos após o terremoto que ocorreu semanas atrás. – disse Michael pensativo. – Não é?

- H-hm... É. – respondeu o ruivo num tom baixo de voz. – R-Reborn-san nos propôs uma aliança... Se não for problema para você, Tsuna-kun...

- Que problema? Não vejo nenhum! – Dominique sorriu e segurou as mãos de Tsuna e Enma. – Vamos fazer uma aliança tripla! Shimon, Vongola e Distrune, que tal??

- Eu acho uma boa ideia. – Reborn deu um sorriso de canto.

- P-parece bom. – Enma balançou a cabeça sorrindo.

- ...E-EEEHH?! – Tsuna gritou olhando de Dominique para Enma e vice-versa. – POR QUE TODOS AO MEU REDOR ESTÃO LIGADOS À MAFIA??!

Enquanto isso, no pátio da escola, Ciaran caminhava sem rumo, olhava hora ou outra para o celular. Tédio, era isso o que pensava. Não odiava a escola, mas quando não havia nada pra fazer, não havia graça. Pensou em ir irritar o Gerard, mas o mesmo parecia fuzilar qualquer pessoa que lhe aparecesse na frente. Gilbert também não estava muito alegre, ele parecia preocupado com algo. Suspirou, o que havia de errado com aqueles gêmeos? Andou até a parte de trás do colégio, pelo menos lá não havia tanto barulho. Ou melhor, nenhum barulho, afinal, nenhum aluno passava por perto.

- Você vai aparecer pacificamente ou eu terei que fazer um buraco na sua testa? – disse retirando uma pistola do bolso da blusa e apontando para uma árvore. – Hein?

Sem resposta. Mas a garota não teve que esperar muito, logo um vulto surgiu nos céus e apontou uma adaga para ela. Ciaran desviou facilmente, apenas girou o corpo para o lado. Aproveitando a deixa, o inimigo tentou acertá-la por trás, porém ela sumiu num piscar de olhos. Atordoado, ele procurou por ela olhando ao redor.

- Estou bem aqui. – ele se surpreendeu quando ouviu a voz de Ciaran atrás de si.

Fez um movimento brusco para trás, queria acertar uma cotovelada no estômago da Guardiã do Trovão. Mas, nada, ele apenas sentiu o ar. Para onde ela havia ido? O vulto, que mostrara ser um homem de mais ou menos 32 anos, alto, musculoso e rosto cheio de cicatrizes, mordeu o lábio inferior. Finalmente havia notado o que estava acontecendo.

- Percebeu agora? É inútil tentar lutar comigo. – várias folhas começaram a se amontoar na frente do homem até obterem a forma de Ciaran. Pouco a pouco, as cores e a pele foram surgindo, até que ela estivesse “completa”. – Então? Quem lhe mandou, maldito? – um sorriso brotou nos lábios dela, a vitória estava garantida.

- Como se eu fosse dizer. – ele deu uma risada debochada, porém estava suando frio. O fim dele chegara. – E pensar que fui derrotado por uma garotinha... Kayle tinha razão quando falou para eu ter cuidado.

- “Kayle”? – Ciaran estreitou os olhos. – Você é mesmo da...

- Não preciso dizer, você já sabe de qual Kayle eu estou falando. – o homem sentiu uma forte dor no peito e ficou um tempo sem ar. – Mesmo... Mesmo que você me mate... Outros virão...

- Eu só preciso matá-los da mesma forma que fiz com você. – Ciaran deu meia volta e alguns passos, mas o que o homem falou em seguida chamou sua atenção.

- Não se ache! – ele gritou irritado. – Só porque... Você é a... – estava quase perdendo a consciência, o gosto de sangue espalhava-se por sua boca. – A...

- Deixe para terminar essa frase no Inferno. – Ciaran deu um sorriso de canto e voltou a andar. O forte cheiro de sangue se espalhou pelo local, mas rapidamente fora substituído por uma fragrância doce.

Ciaran pegou o celular e digitou um número. Enquanto esperava a pessoa atender, tentou colocar a tampa do tubo de onde vinha aquele cheiro tão bom. Deu uma olhada no homem, viu apenas sangue jorrado pelo chão e um corpo no meio da poça vermelha. Suspirou, precisava arranjar alguém para limpar aquilo antes que um aluno notasse aquele cadáver...

- Alô? – disse quando ouviu uma voz do outro lado da linha. – Ah, pois é. Foi como você disse, um assassino foi mandado para Namimori, mas eu já cuidei dele. – uma sombra cobriu os olhos de Ciaran, mas era possível sentir a aura maligna em volta dela. – Mande alguém aqui, precisamos retirar o sangue do chão.

Mais tarde, na mansão de Roderich, mais especificamente em um dos corredores, um rapaz perambulava ao voltar da cozinha. Ouvia música e não ligava para qualquer pessoa que passasse por ele, mesmo que tivesse chegado ao Japão fazia pouco tempo. Seus olhos verdes fitavam o nada, estava pensando em pessoas distantes, pessoas que ele não via há muito tempo.

- Mas o que... – Luigi, também conhecido como Leoni, franziu o cenho quando viu alguém no chão, apoiando-se na parede. Pensou em ignorar, porém quando reconheceu os cabelos castanhos e longos, aproximou-se lentamente. – Ei. – chamou cutucando-lhe o ombro.

A cena que Luigi presenciou foi algo que ele nunca pensou ver. Arregalou os olhos, retirou os fones de ouvido e ficou sem fala. Quando Casilda ergueu a cabeça para encará-lo, os olhos azuis dela estavam inundados nas chamas da Nuvem. O rapaz sentiu um arrepiou percorrer seu corpo e então se abaixou.

- Casilda...? – perguntou confuso. O que estava havendo com ela?!

- L-Leoni... – ela respirou fundo, parecia não vê-lo. – O que faz aqui?

- Fui tomar um pouco de água, o que mais podia ser? E você, por que está no chão? Decidiu se arrastar por aí como um zumbi sem pernas?

- Não. – ela riu e então esfregou os olhos. — Eu só achei que o chão poderia ser mais confortável do que ficar de pé.

- Não seja idiota, levante logo. – ele puxou o braço dela, mas notou algo estranho. Casilda estava gelada, mais do que o normal.

- Obrigada. – agradeceu sorrindo. – Você tem o que fazer agora, Leoni? Que tal caçar besouros comigo? – Casilda perguntou animada.

- Os besouros não merecem serem caçados por uma pessoa tão grandiosa como eu. – ele revirou os olhos e voltou a andar. Caçar besouros? Pff... Ridículo.

Quando Luigi sumiu de vista, Casilda soltou um grunhido de dor. Apoiando-se na parede, ela colocou uma das mãos no olho direito. As chamas da Nuvem ainda eram visíveis nele, tanto que era possível sentir o calor sendo emanado por elas.

- Urgh... – ela balançou levemente a cabeça. Apertando forte o próprio braço, ela conseguiu “apagar” as chamas roxas. – Mês que vem vai chover. – ela riu consigo mesma, apesar de aparentar estar um pouco cansada.

Caminhou, ou melhor dizendo, arrastou os pés até parar na frente de uma porta. Ficou encarando os entalhes por um tempo, nunca teve tempo para admirá-los mesmo. Tocando a maçaneta gélida, Casilda empurrou a porta de madeira. O rangido ecoou por todo o corredor, assim com o som da porta se fechando.

Notas finais
E é isso... Quem está na sala onde a Casilda entrou? Com quem a Ciaran conversou? O que dará essa aliança Shimon-Vongola-Distrune? Qual o problema com Gerard e o que está incomodando o Gilbert? Bem, isso vocês descobrirão nos próximos capítulos. q *leva tiro*
Mais uma vez, SINTO MUITO PELA DEMORA! >:
Acho que era só isso... Eu tinha mais algo pra dizer? *olha no script* Não. '-'
Ciao, ciao! Até a próxima! o/