Notas iniciais
SINTO MUITO PELA DEMORA! ;-;

Eu pretendia usar as minhas férias pra terminar esse capítulo, mas eu acabei viajando e quando eu conseguia parar na frente do PC, as ideias iam embora e não voltavam mais. T-T

Err... Como dizem: Antes tarde do que nunca! (nãomematemporfavor*implorapormisericórdia*)

Vou parar de enrolar e ir logo pra fic. Espero que gostem. :D

Cornelia A. Heartrilia, 17 anos, guardiã da famiglia Notte Bleu. Uma garota habilidosa e de caráter forte, muito carinhosa e protetora em relação aos seus amigos. Sua famiglia de sangue é umas das mais ligadas à Distrune e, desde pequena, foi submetida a extremos treinamentos. Devido a acontecimentos em sua vida pessoal, tornou-se uma pessoa fria e distante, até o dia em que encontrou a Tredicesima Distrune.

Era uma elegante festa no meio da primavera do Japão. Havia uma enorme multidão dentro do salão, todos com vestimentas de alta classe e uma postura superior. Ali estava a elite, o topo da sociedade. Uma garotinha observava tudo àquilo com frieza e – na visão de alguns adultos – com rudez. Seus olhos mantinham-se cerrados desde que a festa começou e seus pequenos braços, cruzados na frente de seu corpo. Não havia comido nada, nem ao menos falado com alguém.

- Eu quero ir pra casa. – pensou Cornelia entediada.

Perdida em seus pensamentos, não notou a aproximação de uma garotinha, menor que ela. Quando esta lhe cutucou o braço, Cornelia finalmente direcionou o olhar para ela.

- Qual o seu nome? – a garotinha abriu um enorme e caloroso sorriso.

- Você não precisa saber. – falou Cornelia sem emoção.

- Eu preciso sim! – a garotinha encheu as bochechas de ar. – Não posso ficar te chamando só de “você” ou “garota”. É feio. – fez a melhor carinha pidonha que conseguiu. – Seu nome é apenas seu, por isso que eu quero saber. O meu é Dominique. – apontou para si mesma.

Cornelia suspirou. O que aquela garota tinha? Ela havia encontrado uma pessoa realmente estranha.

- Cornelia. – disse friamente. – Cornelia Armstrang Heartrilia.

- Muito prazer em conhecê-la, Corn-chan! – Dominique agarrou a mão de Cornelia e balançou-a freneticamente.

- “Corn-chan”? – Cornelia arqueou uma sobrancelha. Dominique havia apelidado-a de milho, em inglês. Uma gota escorreu pela sua cabeça. – O prazer é todo seu. – revirou os olhos.

Durante toda a festa, Dominique arrastou Cornelia de um lado para o outro. Provar pratos de outros países, tomar coquetéis – sem álcool, claro – e correr pelo salão sem um destino prévio. Aquilo tudo já estava incomodando a jovem Heartrilia, principalmente porque Dominique nunca tirava do rosto o sorriso brincalhão e vívido. Sentia pena dela, já que a pequena não sabia como o mundo era cruel e como sorrisos iguais aos dela eram raros.

- Veja, veja, Corn-chan! – Dominique apontou para o lado de fora do salão enquanto ia até uma das varandas. – É muito bonito!

- Mas o que você... – Cornelia perdeu a voz assim que olhou para o que Dominique apontava.

As cerejeiras estavam muito belas. Cheias de flores e pétalas cor-de-rosa voando de um lado para o outro somente com uma simples brisa. O perfume delicado e atraente inundava os pulmões das duas garotinhas e deixava uma sensação agradável. Cornelia não conseguiu conter um pequeno sorriso de se formar em seus lábios, então apenas fechou os olhos para aproveitar o momento.

- Você gostou, Corn-chan? – perguntou Dominique assim que agarrou o braço de Cornelia.

A Heartrilia não disse nada, nem abriu os olhos, apenas balançou a cabeça num sinal positivo.

- Da próxima vez que eu te ver, quero que você sorria mais! Como agora, feito?

- Como assim? – Cornelia abriu os olhos, espantada, e encarou a mais nova. – Como você tem tanta certeza que iremos nos reencontrar, Dominique?

A garotinha segurou o riso, como se tivesse aprontando alguma coisa. Apontou para si mesma e abriu um enorme sorriso.

- Sua famiglia é aliada da minha. – afastou-se alguns passos de Cornelia e estendeu a palma da mão para pegar uma pétala de sakura. – Meu nome completo é Dominique Orchidea di Amici. Sou a Tredicesima Distrune.

Cornelia, se não estivesse dentro do avião, estaria rindo alto. A lembrança da primeira vez que viu Dominique realmente fazia com que ela esquecesse todos os problemas que tinha. Olhou mais uma vez pela janela, enxergando, porém, apenas nuvens. Demoraria mais algumas horas até que chegasse a Itália.

- Como será que a Domi está? – perguntou para si mesma num sussurro antes de cair no sono.

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- Alice! – a garota ouviu uma das garçonetes chamando-a. – Sua irmãzinha está aqui!

Alice olhou um pouco confusa para a mulher, deixando as panelas em cima do fogão (claro, o fogo estava apagado). Saiu da cozinha e olhou ao redor, procurando aquela figura que ela tanto amava.

- Onee-chan! – ouviu a voz doce e infantil de sua irmã. Alice sorriu e se agachou para encará-la. – Você fica bonita nessa roupa de cozinheira! – a garota riu do comentário da pequena e afagou os cabelos desta.

- O que está fazendo aqui? Você não deveria estar em casa?

- Ah, esse moço pediu para eu mostrar onde você estava. – a garotinha virou-se e apontou para um homem alto parado na entrada do restaurante francês.

Alice encarou-o. Ele usava um terno preto, óculos escuros e possuía uma pose séria e fria. Ele, ao perceber a presença da garota, aproximou-se e estendeu a mão para cumprimentá-la.

- Bom dia, senhorita Vodevoske. – ele tinha um forte sotaque italiano, pelo o que Alice pode notar.

- Quem é você? – falou friamente enquanto posicionava-se na frente da irmãzinha, como se estivesse tentando protegê-la.

- Não há motivos para toda essa agressividade, eu garanto. – ele tirou um envelope de dentro do terno e entregou-o à Alice. – Meu nome não é importante para você. Esta é uma carta de Loue Sourblanc e ele me pediu para entregá-la pessoalmente.

Hesitante, Alice pegou o envelope e o abriu. À medida que seus olhos passavam pelo papel, mais calma ela parecia ficar.

- Sinto muito por antes. – ela se desculpou. – Obrigada por ter vindo até aqui apenas para entregar isto. – sorriu, dessa vez apertando a mão do homem.

- Não se preocupe. Foi uma honra poder ter vindo. – o homem deu dois passos para trás e olhou para a irmãzinha de Alice. – Muito obrigado por ter me ajudado, garotinha. – sorriu.

- De nada, moço! – ela sorriu inocentemente.

Assim que o homem foi embora, Alice olhou para a irmã e mandou-a esperar sentada.

- Por que, onee-chan?

- Você não pode voltar pra casa sozinha agora. Eu vou trocar de roupa e daqui a pouco nós vamos. – disse calmamente enquanto ia para os fundos do restaurante. – E também terei que fazer uma rápida viagem para a Itália. – sussurrou enquanto encarava o envelope enviado por Loue.

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O som de espadas se encontrando ecoava por todo o campo de batalha. Dois vultos moviam-se rapidamente – tão rápido que era difícil enxergá-los. Assim que ambos pararam de se mover, podia-se ver um rapaz de 15 anos com vários arranhões e suas roupas cheias de rasgos. Na sua frente estava parado um homem de cabelos longos e prateados, que o encarava com certo desprezo.

- VOOOOI!! É SÓ ISSO QUE VOCÊ TEM, KLAUS?! – apontou sua espada para ele, porém Squalo também não estava nas melhores condições.

- Claro que não! – falou Klaus erguendo novamente a katana. – Vamos mais uma vez, por favor.

E assim, eles recomeçaram a lutar. A poeira em volta dos dois voava longe e todo animal que vivesse ali por perto já havia fugido. Aos poucos, o Sol já estava indo embora e o céu ia escurecendo. Eles pararam assim que ouviram a voz de Lussúria chamando-os.

- O jantar está pronto, queridos! – Lussúria chegou usando um avental rosa e segurando uma colher. – Venham comer antes que não sobre nada!

- Obrigado por vir nos avisar, Lussúria-san. – e então os três saíram andando. Squalo e Klaus andavam mais devagar enquanto conversavam baixo.

- Segure sua katana de outra forma, Klaus. E pratique usando sua mão esquerda também, entendeu?

O rapaz apenas sorria e concordava com tudo que Squalo falava. Gotas de suor escorriam pelo seu rosto, mas a sensação do vento refrescando seu corpo era magnífica. Era em momentos assim que viver valia a pena, pensou Klaus. Quando eles chegaram ao QG da Varia, encontraram todos já comendo.

- Nem nos esperaram! – choramingou Lussúria.

- Um príncipe nunca espera. – riu Belphegor.

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- Minhas ordens são claras? – perguntou o homem, ríspido e autoritário.

- Sim, senhor.

Chaos – um rapaz de 20 anos – curvou-se para frente numa forma de respeito e saiu do escritório de Dante Colledan di Arcadio – ou em outras palavras, pai de Gerard. Caminhou pelos corredores da mansão Arcadio em silêncio, o olhar pregado no chão. A sua volta, uma aura negra se formava cheia de sentimentos negativos. Lá ia ele mais uma vez matar alguém. Porém, dessa vez, essa pessoa não era qualquer uma.

- Matar a Tredicesima Distrune... – Chaos olhou ao redor para ver se não havia ninguém por perto. – Isso é loucura. – sussurrou andando até a porta de entrada da mansão.

Um carro já o esperava lá. Chaos precisava ser rápido, pois se fosse pego pela Distrune, teria grandes problemas. Precisava ser cuidadoso também para que Gerard não soubesse de nada antes que sua missão fosse completada. Conhecendo o jovem, o Settimo Arcadio com certeza seria contra a morte de Dominique. Somente rivais podiam se matar, dizia ele.

- Quais as ordens de Dante-sama, Chaos? – perguntou o motorista.

- Matar Dominique Orchidea di Amici. – falou friamente ao entrar no carro.

- Hm... – o motorista ajeitou o chapéu em sua cabeça e ligou o carro. – Ele está bem decidido dessa vez, não é? Tenho pena dessa garota.

- Eu também. – murmurrou Chaos, observando a paisagem do lado de fora.

Durante o percurso, foi tudo muito tranquilo. Tranquilo até demais. Chaos, ao perceber isso, olhou para trás e arregalou os olhos.

- Estamos sendo seguidos. – Chaos pegou sua katana que estava depositada no banco do lado.

- Imaginei que sim. – falou o motorista virando o carro bruscamente. – Acabe com eles antes que Dante-sama se irrite, por favor. – ele sorriu docemente enquanto olhava para Chaos.

Sem dizer nada, ele saiu do veículo e num piscar de olhos já havia cortado os pneus do carro que os perseguia. Vários homens saíram e apontaram pistolas para o rapaz, que apenas encarou-os com frieza.

- Treze contra um? – olhou atentamente para cada um deles. – Vocês são da Notte Bleu. – recuou por um instante, parecendo estar chocado. A imagem de uma garota relampejou em sua mente.

- Abaixou a guarda! – Chaos ouviu uma garota gritar atrás de si e, quando se virou, teve que usar a katana para se defender. A garota empunhava um leque (que, só por comentário, parecia ser BEM mortal).

Os olhos de ambos se cruzaram. Um não poderia estar mais assustado que o outro. A garota se afastou dando um pulo para trás e entrou numa posição defensiva.

- Alec? – falou ela incrédula.

- Cornelia... – sussurrou ele, não conseguindo encará-la.

- CHAOS! – o motorista gritou, chamando a atenção do rapaz. – Precisamos voltar! AGORA! – o carro quase atropelou Cornelia e a porta se abriu. – Rápido, entra!

Sem ação, Chaos apenas fez o que o motorista ordenou e logo o carro não podia mais ser visto pelos membros da Notte Bleu.

- O que aconteceu? – ele olhou para o motorista, confuso.

- Digamos que a pomba fugiu da gaiola. – ele suspirou, parecendo preocupado. – Gerard descobriu as ordens do pai. Precisamos pará-lo antes que ele vá falar com Dante-sama, ou o Settimo está morto!

Aquilo não poderia acabar bem. Com certeza, não.

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- Essa é a quadragésima nona vez que isso acontece essa semana. E olha que ainda é segunda-feira. – Casilda comentou enquanto abraçava uma almofada e ficava observando Mary Walker retirar as facas das costas de Fran.

- É, certamente... – uma gota escorreu pela cabeça de Mary assim que ela retirou a última faca.

- Obrigado. – falou Fran, inexpressivo.

Os três estavam no quarto de Fran e Bel. O príncipe havia saído, pois ele não queria ficar perto de tantos “plebeus”. Casilda estava sentada na cama de Fran, enquanto Mary e o garoto estavam sentados no chão.

- Como você não sente dor, Fran? – Casilda o cutucou com o pé.

- Eu sinto dor. Essas facas machucam. – apesar de ter dito aquilo, sua voz não alterou de tom em nenhuma vez.

- Deve ser difícil dormir no mesmo quarto que o Belphegor. – Mary olhou ao redor e viu várias facas fincadas em tudo, principalmente na cama do Fran.

- Nem tanto. Com o tempo, você se acostuma.

- AI! – Casilda deu um pulo. Olhou para o seu pé, onde estava se apoiando, e viu um corte feito por uma das facas.

- Não acho que alguém queira se acostumar com isso. – Mary arqueou uma das sobrancelhas.

- Também acho. – concordou Fran.

- ...

- ...

- Meu pézinhoooo! – choramingou Casilda, que pulava de um lado para o outro do quarto.

- Ela vai cair. – pensaram os dois ao mesmo tempo.

Dito e feito. Casilda escorregou em alguma coisa inexistente e foi de cara no chão.

- Esse quarto tem algo contra mim? – Casilda perguntou sem nem mesmo se levantar.

- Talvez. – respondeu Fran.

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Acelphiste andava normalmente pela mansão Arcadio. Mais uma vez, estava lá para ter certeza que Gerard não faria nenhuma besteira. Os longos cabelos negros balançavam de um lado para o outro, pareciam brincar com cada movimento que a garota fazia.

- Hoje as coisas parecem tão calmas... – comentou, olhando ao redor.

Mais alguns passos e finalmente encontrou alguém. Estranhou, pois nunca havia visto aquela pessoa antes. Um novo empregado?

- Ah, a piromaníaca que a Deanna mandou pra cá... – uma veia saltou na testa de Acelphiste.

- O que você acabou de falar...?! – sua voz saiu trêmula e uma aura assassina começou a surgir em volta dela.

O rapaz deu um sorriso de canto e fingiu que não era com ele.

- Ei, não me ignore! – olhou emburrada para ele. – Quem é você?!

O rapaz ficou em silêncio. Ele não teria falado nada se Acelphiste não tivesse jogado um sapato nele. Desviou com facilidade e finalmente deu atenção para a garota.

- Vai com calma. Você pode matar alguém com isso. – riu e devolveu o sapato para ela. – Não sou nenhum ladrão que invadiu o QG da Arcadio, isso eu posso garantir.

- Obrigada. – Acelphiste colocou o sapato de volta no pé e olhou para o rapaz. – Então você é o que? Um empregado novo? Eu nunca te vi por aqui.

- Você pode dizer que eu sou um empregado, mas não sou novo. – deu novamente um sorriso de canto. Algo nele incomodava Acelphiste, isso ela tinha certeza.

Ele possuía cabelos castanhos arrumados – pelo menos, mais arrumados que os de Gerard e Gilbert – e misteriosos olhos roxos. Por mais que Acelphiste encarasse-os, aqueles olhos não revelavam nada do que o rapaz pudesse estar pensando. Usava um terno preto e uma camisa vermelha – muito bonita por sinal.

- Você vai ficar me encarando o dia inteiro, piromaníaca narcolépsica? – ele passou a mão nos cabelos sem tirar aquele sorrisinho do rosto.

- NÃO SOU PIROMANÍACA! – gritou sem querer. – Espera... – ela olhou para ele e arregalou os olhos. – Como você sabe que eu tenho narcolepsia?

Mais silêncio. O rapaz virou o rosto para encarar qualquer quadro que estivesse na parede e ignorou a pergunta de Acelphiste.

- Dá pra parar de me ignorar? – a garota cruzou os braços, já ficando irritada.

- Posso tentar. – riu ele, voltando a olhar para ela.

- Então. – ela colocou as mãos na cintura e encarou-o. – Quem é você?

Assim que ele abriu a boca para falar algo, uma empregada chegou correndo. Ela, ao ver o rapaz, corou intensamente e cumprimentou os dois.

- B-bom dia, Acelphiste-sama.

- Bom dia. – respondeu ela entusiasmada.

- B-b-bom dia, R-Roderich-sama. – a empregada, ao vê-lo sorrir para ela, corou mais ainda e se ele não estivesse lá, estaria babando nesse exato momento.

- Roderich? – Acelphiste olhou para o rapaz e arqueou uma das sobrancelhas.

- É o meu nome, oras. – ele colocou as mãos nos bolso da calça. – Roderich Callisto di Arcadio, sou irmão da sua boss. – ele olhou para seu relógio de pulso e soltou um suspiro. – Pelo visto, eu preciso ir. Avise a qualquer um que estiver me procurando que eu estarei no meu escritório. – Roderich pediu à empregada.

- C-c-claro, Roderich-sama! – gaguejou ela.

Roderich saiu andando pelo lado aposto ao que Acelphiste estava indo. Ela ainda estava em choque por saber que aquele era o irmão de Casilda, então não se moveu quando que ele passou ao seu lado.

- Até mais, piromaníaca. – Roderich balançou a mão sem se virar. Essa frase foi o bastante para tirar a garota do transe.

- Eu não sou uma piromaníaca! – virou-se para discutir com ele, mas Roderich já não estava mais lá.

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- PARE ESSE CARRO! AGORA! SOCORROOOO!!! – berrou o Arcadio.

Um carro atravessava as ruas de uma pacata cidade na Itália. O que diferia esse carro dos demais? Bem, ele estava a 230 km/h, onde o limite é de 60 km/h e dentro dele tinha um garoto agarrado no banco do passageiro berrando feito louco.

- EU VOU MORRER! – Gilbert falou amedrontado.

- Não exagere, Gilbert. – Frau olhou-o pelo canto dos olhos.

- Você quase atropelou uma velhinha lá atrás! Se eu não morro, morre quem estiver por perto. – disse ainda agarrado ao banco da frente.

Frau estava dirigindo enquanto Gilbert estava no banco de trás. Para o mais novo, aquilo era pior que a mais aterrorizante montanha-russa do mundo. Para o integrante da Pulizia era apenas mais um passeio normal.

- Se alguém estivesse sentado no banco do passageiro agora, ele estaria morto por asfixia. – comentou Frau sem tirar a sua atenção da estrada. – Você é um garoto muito assustado, Gilbert. – ele tirou uma das mãos do volante e bagunçou os cabelos do mais novo.

- Eu não sou não. – falou emburrado.

Bruscamente, Frau virou o volante para que o carro desviasse de uma vaca que atravessava a estrada de chão.

- AAAAHHH!!! – berrou Gilbert.

- Você é sim.

Mais duas horas de viagem e eles finalmente chegam ao destino final. Um campo aberto, ótimo para treinar ou descansar. Gilbert nem desceu do carro, simplesmente se jogou no chão.

- Terra firme! Terra firme! Amém! – disse o Arcadio com enorme alegria.

- Isso já é exagero... – falou Frau, encarando-o.

- Quem são vocês? – um rapaz se aproximou. Ele era alto e possuía olhos negros como a noite.

- Frau Ettore e Gilbert Callisto di Arcadio. Você deve ser Zhuangyan de Bashou, correto? – Frau adiantou-se ficando na frente de Gilbert.

- Ah, sim, sim. Casilda me enviou uma mensagem dizendo que vocês viriam.

- Ela disse o porquê de nós virmos? – Gilbert levantou do chão e teve que erguer a cabeça para encarar Bashou.

- Não.

- Típico dela. – pensou Frau.

- Meu irmão, Gerard, vai precisar de muita ajuda. Estamos reunindo todos os membros da Pulizia para se unir a ele. – explicou Gilbert.

- Entendo... – Bashou disse pensativo. Sorriu logo depois. – Todos estão indo para o QG da Varia?

- Exatamente. – Frau falou friamente. – Você deve ter outras coisas para fazer, mas pedimos que fosse para lá o mais rápido possível.

- Claro, claro. – balançou a cabeça levemente. – Estarei indo para lá imediatamente.

- Certo, agora vamos voltar, Gilbert. – Frau olhou ao redor, procurando-o. – Gilbert?

- N-não posso ir com o Bashou?! – implorou o Arcadio escondido atrás do chinês.

Frau encarou aquilo por pouquíssimos segundos. Não muito depois, estava arrastando Gilbert para dentro do carro.

- Não seja tolo. Você não vai morrer. – falou calmamente enquanto empurrava-o para dentro do veículo.

- NÃO! EU VOU MORRER! BASHOU, ME AJUDE!!

O chinês ficou ali, parado, encarando-os até que fossem embora. De longe, ele ainda conseguia ouvir os berros do Arcadio. Suspirou enquanto uma gota escorria por sua cabeça.

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No laboratório de pesquisas da Distrune, seis pessoas estavam paradas em pé em volta de uma mesa, onde estavam dispostos vários papéis. No silêncio perturbador daquela sala, apenas ouvia-se a respiração acelerada dos pesquisadores. Duas pessoas entraram sem bater na porta, assustando a todos. Esses não eram ninguém mais ninguém menos que Mary e John, subordinados de Dominique.

- O que descobriram? – Mary foi direto ao assunto.

- Nossas suspeitas estavam corretas, senhorita Stereo. – falou um dos pesquisadores.

- Oh. – John pegou um dos papéis. – Então quer dizer que...

- Exatamente, senhor Arias.

- As chamas “mutantes” que encontramos nos guardiões de Dominique, além das relatadas em outras famiglie, possuem alguma ligação com a Jigoku no Honoo¹ e a Tengoku no Honoo². – a única mulher do grupo de pesquisadores disse um pouco hesitante. – Parecem ser formas pouco desenvolvidas dessas duas chamas.

- Então essas chamas podem mesmo surgir em outras famiglie, como o Terzo Distrune supôs. – John olhou para todos. Aquela não era uma descoberta tão chocante, mas deixava seus rastros de surpresa.

- Tengoku no Honoo e Jigoku no Honoo... – Mary encarou o chão por um tempo. – Em outras palavras...

- As chamas de Dominique. – John completou a frase dela, deixando-a um pouco irritada.

- Isso é tudo? – Mary encarou os pesquisadores.

- P-por enquanto, sim. – responderam os seis juntos.

- Ok. – Mary suspirou e saiu andando.

- Ei! – John foi atrás dela. – O que pretende fazer?

A mulher encarou-o com a determinação queimando no olhar.

- Eu, Mary D. Stereo, como subordinada leal à Tredicesima Distrune, irei pesquisar mais fundo sobre isso. Tem algo me incomodando nisso tudo.

- Eu vou com você. – Mary olhou-o com dúvida.

- Por que?

- Porque é claro que eu não vou deixar você passar na minha frente! – John mostrou a língua, rindo.

- Hunf. Faça o que bem entender. – e os dois sumiram na escuridão dos corredores.

Notas finais
¹Chamas do Inferno
²Chamas do Paraíso

Pois é... Todas essas chamas diferentes não estavam nos meus planos, mas serviram direitinho no enredo. Oh, como o destino é gentil com escritores de fanfics. *-*

Aqui está a apresentação de mais alguns personagens. No próximo capítulo, será a reunião da Tredicesima Geração da Distrune! (vejo muita confusão nisso aí...)

Obrigada por lerem! Reviews? :D

Ciao, ciao!